Eu sonho, tu sonhas, nós sonhamos: o singular e o coletivo na experiência onírica

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: Trindade, Tarso Ferrari
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
dARK ID: ark:/87559/001300001bp43
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://app.uff.br/riuff/handle/1/39144
Resumo: Esta pesquisa pretende mostrar que o sentido de todo e qualquer sonho é produzido a partir do encontro desse com determinado dispositivo. Dito de outra maneira, sustentamos que os sentidos passíveis de serem atribuídos aos sonhos não são essências deles, características intrínsecas, mas, sim, são coemergentes com os diferentes métodos existentes que se apropriam da experiência onírica para determinado fim. Para tal, nos utilizamos da noção de coemergência de Francisco Varela. No intuito de demonstrarmos nossa afirmação, tomamos como exemplo paradigmático duas abordagens: a Gestão Coletiva dos Sonhos, pesquisa desenvolvida na Universidade Federal Fluminense pelo professor Abrahão de Oliveira Santos, inspirada na etnografia da antropóloga Barbara Glowczewski acerca dos aborígenes australianos Warlpiri, e a Psicanálise de Freud. Assim, focamos os sonhos a partir de três aspectos: método, sentido e uso. No primeiro caso, explicitamos como funciona o método das oficinas de Gestão Coletiva dos Sonhos, como ela opera de modo coemergente para produzir determinados sentidos e que usos são feitos deles. No segundo caso, atestamos que o método intrepretativo de Freud, operando por meio de um processo de tradução, produz igualmente o sentido dos sonhos que comparecem em sua clínica, sendo esse sentido o seu uso principal. Concluímos que tais dispositivos se encontram lado a lado, partindo da mesma base coemergente de produção de sentido e se distinguem apenas em sua forma de manejo com a experiência onírica: um, por meio de sua estetização, que pode ser pictórica, dramática, musical, etc., e o outro, através da tradução de uma linguagem perceptiva para uma linguagem conceitual.
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