Relação entre fibrose hepática por doença hepática esteatótica associada à disfunção metabólica e aterosclerose subclínica
| Ano de defesa: | 2024 |
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Resumo: | NTRODUÇÃO: A doença hepática esteatótica associada à disfunção metabólica (MASLD, do inglês, metabolic dysfunction–associated steatotic liver disease) é a principal causa de doença hepática no mundo e está intimamente relacionada às doenças cardiovasculares que constituem a maior causa de mortalidade global. MASLD tem potencial para progredir para fibrose. Entre os preditores de doença cardiovascular estudados, espessura íntima-média carotídea (EIMc) e idade vascular (IV) representam marcadores independentes de aterosclerose subclínica. OBJETIVO: Avaliar a relação entre fibrose hepática na MASLD e aterosclerose subclínica através da medida da espessura íntima-média carotídea (EIMc), cálculo da idade vascular (IV) e frequência de placas ateroscleróticas. METODOLOGIA: Estudo prospectivo no Brasil, incluiu participantes de risco para MASLD. O diagnóstico de esteatose e fibrose hepática foi baseado em ultrassonografia e elastografia hepática com medidas de controlled attenuation parameter (CAP). Aterosclerose carotídea foi abordada por ultrassonografia carotídea, medidas da EIMc e cálculo da IV. RESULTADOS: Foram incluídos cento e quatorze participantes, com idade entre 64 (55-68) anos, sendo 96 (84%) mulheres. Esteatose hepática foi observada em 99 (86,8%) e fibrose hepática em 31 (27,2%) indivíduos. Placas ateroscleróticas foram observadas em 33 (28,9%) participantes. Não houve diferença entre a frequência de placa quando comparados os grupos com e sem fibrose. O grupo com fibrose apresentou maior EIMc mas não alcançou significância, com p=0,05 e maior IV. Em uma subanálise do grupo com diabetes mellitus tipo 2 (DM2) incluindo 85 participantes, 27 (31,8%) com fibrose apresentaram maior EIMc (0,742 mm vs 0,653 mm) do que o grupo sem fibrose, com p<0,05 e maior IV. Não houve diferença na frequência de placas ateroscleróticas. CONCLUSÃO: Este estudo demonstrou associação de fibrose hepática com maior EIMc e maior IV em indivíduos portadores de MASLD e DM2. |
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Relação entre fibrose hepática por doença hepática esteatótica associada à disfunção metabólica e aterosclerose subclínicaaterosclerose subclínicadiabetes mellitus tipo 2doença hepática esteatótica associada à disfunção metabólica (MASLD)fibrose hepáticarisco cardiovascularFígado gordurosoCirrose hepáticaDiabetes mellitus 2Síndrome metabólicaDoenças cardiovascularesEstenose das carótidassubclinical atherosclerosistype 2 diabetes mellitusMetabolic dysfunction-associated steatotic liver disease (MASLD)liver fibrosiscardiovascular riskNTRODUÇÃO: A doença hepática esteatótica associada à disfunção metabólica (MASLD, do inglês, metabolic dysfunction–associated steatotic liver disease) é a principal causa de doença hepática no mundo e está intimamente relacionada às doenças cardiovasculares que constituem a maior causa de mortalidade global. MASLD tem potencial para progredir para fibrose. Entre os preditores de doença cardiovascular estudados, espessura íntima-média carotídea (EIMc) e idade vascular (IV) representam marcadores independentes de aterosclerose subclínica. OBJETIVO: Avaliar a relação entre fibrose hepática na MASLD e aterosclerose subclínica através da medida da espessura íntima-média carotídea (EIMc), cálculo da idade vascular (IV) e frequência de placas ateroscleróticas. METODOLOGIA: Estudo prospectivo no Brasil, incluiu participantes de risco para MASLD. O diagnóstico de esteatose e fibrose hepática foi baseado em ultrassonografia e elastografia hepática com medidas de controlled attenuation parameter (CAP). Aterosclerose carotídea foi abordada por ultrassonografia carotídea, medidas da EIMc e cálculo da IV. RESULTADOS: Foram incluídos cento e quatorze participantes, com idade entre 64 (55-68) anos, sendo 96 (84%) mulheres. Esteatose hepática foi observada em 99 (86,8%) e fibrose hepática em 31 (27,2%) indivíduos. Placas ateroscleróticas foram observadas em 33 (28,9%) participantes. Não houve diferença entre a frequência de placa quando comparados os grupos com e sem fibrose. O grupo com fibrose apresentou maior EIMc mas não alcançou significância, com p=0,05 e maior IV. Em uma subanálise do grupo com diabetes mellitus tipo 2 (DM2) incluindo 85 participantes, 27 (31,8%) com fibrose apresentaram maior EIMc (0,742 mm vs 0,653 mm) do que o grupo sem fibrose, com p<0,05 e maior IV. Não houve diferença na frequência de placas ateroscleróticas. CONCLUSÃO: Este estudo demonstrou associação de fibrose hepática com maior EIMc e maior IV em indivíduos portadores de MASLD e DM2.INTRODUCTION: Metabolic dysfunction-associated steatotic liver disease (MASLD) is the worldly main cause of liver disease and is closely related to cardiovascular diseases constituing the largest cause of global mortality. MASLD has the potential to progress to fibrosis. Among predictors of cardiovascular disease studied, carotid íntima-média thickness (cIMT) and vascular age (VA) represent independents markers of subclinical atherosclerosis. OBJECTIVE: To evaluate the relationship between liver fibrosis in MASLD and subclinical atherosclerosis by measuring the carotid intima média thickness (cIMT), calculation of vascular age (VA) and frequency of atherosclerotic plaques. METHODOLOGY: Prospective study in Brazil, included participants of MASLD risk. The diagnosis of liver steatosis and fibrosis was based on ultrasound and liver elastography with controlled attenuation parameter (CAP) measurements. Carotid atherosclerosis was approached by carotid ultrasound, cIMT measurements and calculation of VA. RESULTS: Included one hundred and fourteen participants aged 64 (55-68) years, 96 (84%) women. Liver steatosis was observed in 99 (86.8%) and liver fibrosis in 31 (27.2%) individuals. Atherosclerotic plaques were observed in 33 (28.9%) participants. There was no difference between the frequency of plaque when comparing groups with and without fibrosis. Fibrosis group had a higher cIMT with p=0.05 and higher VA. In a sub analysis of the group with type 2 diabetes mellitus (T2DM) including 85 participants, 27 (31.8%) with fibrosis had a higher cIMT (0.742 mm vs 0.653 mm) than the group without fibrosis, with p<0.05 and higher VA. There was no difference in the frequency of atherosclerotic plaques. CONCLUSION: This study demonstrated an association of liver fibrosis with the highest cIMT and higher VA in individuals with MASLD and T2DM.60 f.Xavier, Analucia RampazzoFlores, Priscila PolloSoares, Débora VieiraTeixeira, Gerlinde Agate Platais BrasilSaad, Maria Auxiliadora NogueiraChindamo, Maria ChiaraSilva, Cintia Marques dos SantosAraujo De Azeredo Coutinho, Daniele2024-09-06T11:28:59Z2024-09-06T11:28:59Zinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfCOUTINHO, Daniele Araujo De Azeredo. Relação entre fibrose hepática por doença hepática esteatótica associada à disfunção metabólica e aterosclerose subclínica. Programa de Pós-Graduação em Patologia, Faculdade de Medicina, Universidade Federal Fluminense, Niterói, 2024.https://app.uff.br/riuff/handle/1/34572ark:/87559/001300000czhnCC-BY-SAinfo:eu-repo/semantics/openAccessporreponame:Repositório Institucional da Universidade Federal Fluminense (RIUFF)instname:Universidade Federal Fluminense (UFF)instacron:UFF2024-09-06T11:29:05Zoai:app.uff.br:1/34572Repositório InstitucionalPUBhttps://app.uff.br/oai/requestriuff@id.uff.bropendoar:21202024-09-06T11:29:05Repositório Institucional da Universidade Federal Fluminense (RIUFF) - Universidade Federal Fluminense (UFF)false |
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