Associação entre polimorfismos e fibrose na doença hepática esteatótica associada à disfunção metabólica (MASLD)
| Ano de defesa: | 2025 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
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Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5168/tde-06032026-140944/ |
Resumo: | Introdução: A Doença hepática esteatótica associada à disfunção metabólica (MASLD) inclui um espectro amplo de doenças, desde a esteatose simples até formas avançadas, com inflamação, cirrose e carcinoma hepatocelular (CHC). É influenciada por idade, estilo de vida e fatores genéticos. Entre os genes associados, destacam-se PNPLA3, TM6SF2, GCKR, MBOAT7, HSD17B13 e MTARC1, que desempenham papeis cruciais na regulação lipídica e inflamação hepática. Variantes genéticas nesses genes têm sido associadas à fibrose e ao risco de CHC, embora mais estudos sejam necessários, especialmente no Brasil, dada a miscigenação da população. Métodos: Foram incluídos 212 pacientes com MASLD confirmada por biópsia hepática, acompanhados no Ambulatório de Gastroenterologia Clínica do HC-FMUSP. Os pacientes foram divididos em dois grupos: Grupo 1 (F0/F1): ausência de fibrose significativa, e Grupo 2 (F2/F3/F4): presença de fibrose significativa. Como grupo controle, foram utilizadas 90 amostras de indivíduos sem diagnóstico de doença hepática, provenientes de doadores de sangue. Polimorfismos dos genes PNPLA3 (rs738409), TM6SF2 (rs58542926), GCKR (rs1260326 e rs780094), MBOAT7 (rs641738), HSD17B13 (rs72613567) e MTARC1 (rs2642438) foram genotipados por PCR em tempo real (Applied Biosystems 7500 Real-Time PCR System). A análise estatística foi realizada utilizando o software JASP®. Resultados: Os pacientes com MASLD apresentaram maior prevalência de genótipos de risco em comparação ao controle. No gene PNPLA3 (rs738409), o genótipo GG foi mais frequente nos pacientes com fibrose significativa (23% no Grupo 2) e no Grupo 1 (22%) do que no controle (9%; p = 0,02), sem diferença significativa entre os Grupos 1 e 2. No gene MBOAT7 (rs641738), o genótipo TT foi associado à fibrose significativa, com prevalência de 23% no Grupo 2 versus 10% no Grupo 1 e 11% no controle (p = 0,01). A análise de regressão mostrou OR = 5,01 (IC 95%: 1,8613,49; p = 1,41×10³), confirmando a associação. No polimorfismo MTARC1 (rs2642438), os genótipos protetores AA foram mais frequentes no controle (52%) versus 5% em ambos os grupos de pacientes (p = 2,76×10²), indicando papel protetor contra fibrose significativa. Conclusão: A variante no gene PNPLA3 está associada a MASLD e a do gene MBOAT7 com maior risco de fibrose em pacientes com MASLD, enquanto o MTARC1 apresentou efeito protetor. Esses achados destacam o impacto genético na MASLD e reforçam a importância de estudos futuros para validar essas associações em populações miscigenadas, contribuindo para estratégias personalizadas no manejo clínico da doença. |
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Associação entre polimorfismos e fibrose na doença hepática esteatótica associada à disfunção metabólica (MASLD)Association between polymorphisms and fibrosis in Metabolic dysfunction- associated steatotic liver disease (MASLD)Biologia MolecularDoença hepática esteatótica associada à disfunção metabólicaFibrose HepáticaGenetic polymorphismHepatic FibrosisMetabolic dysfunction-associated steatotic liver diseaseMolecular BiologyPolimorfismo GenéticoIntrodução: A Doença hepática esteatótica associada à disfunção metabólica (MASLD) inclui um espectro amplo de doenças, desde a esteatose simples até formas avançadas, com inflamação, cirrose e carcinoma hepatocelular (CHC). É influenciada por idade, estilo de vida e fatores genéticos. Entre os genes associados, destacam-se PNPLA3, TM6SF2, GCKR, MBOAT7, HSD17B13 e MTARC1, que desempenham papeis cruciais na regulação lipídica e inflamação hepática. Variantes genéticas nesses genes têm sido associadas à fibrose e ao risco de CHC, embora mais estudos sejam necessários, especialmente no Brasil, dada a miscigenação da população. Métodos: Foram incluídos 212 pacientes com MASLD confirmada por biópsia hepática, acompanhados no Ambulatório de Gastroenterologia Clínica do HC-FMUSP. Os pacientes foram divididos em dois grupos: Grupo 1 (F0/F1): ausência de fibrose significativa, e Grupo 2 (F2/F3/F4): presença de fibrose significativa. Como grupo controle, foram utilizadas 90 amostras de indivíduos sem diagnóstico de doença hepática, provenientes de doadores de sangue. Polimorfismos dos genes PNPLA3 (rs738409), TM6SF2 (rs58542926), GCKR (rs1260326 e rs780094), MBOAT7 (rs641738), HSD17B13 (rs72613567) e MTARC1 (rs2642438) foram genotipados por PCR em tempo real (Applied Biosystems 7500 Real-Time PCR System). A análise estatística foi realizada utilizando o software JASP®. Resultados: Os pacientes com MASLD apresentaram maior prevalência de genótipos de risco em comparação ao controle. No gene PNPLA3 (rs738409), o genótipo GG foi mais frequente nos pacientes com fibrose significativa (23% no Grupo 2) e no Grupo 1 (22%) do que no controle (9%; p = 0,02), sem diferença significativa entre os Grupos 1 e 2. No gene MBOAT7 (rs641738), o genótipo TT foi associado à fibrose significativa, com prevalência de 23% no Grupo 2 versus 10% no Grupo 1 e 11% no controle (p = 0,01). A análise de regressão mostrou OR = 5,01 (IC 95%: 1,8613,49; p = 1,41×10³), confirmando a associação. No polimorfismo MTARC1 (rs2642438), os genótipos protetores AA foram mais frequentes no controle (52%) versus 5% em ambos os grupos de pacientes (p = 2,76×10²), indicando papel protetor contra fibrose significativa. Conclusão: A variante no gene PNPLA3 está associada a MASLD e a do gene MBOAT7 com maior risco de fibrose em pacientes com MASLD, enquanto o MTARC1 apresentou efeito protetor. Esses achados destacam o impacto genético na MASLD e reforçam a importância de estudos futuros para validar essas associações em populações miscigenadas, contribuindo para estratégias personalizadas no manejo clínico da doença.Introduction: Metabolic dysfunction-associated steatotic liver disease (MASLD) includes a large spectrum of diseases, from simple steatosis to advanced forms with inflammation, cirrhosis and hepatocellular carcinoma (HCC). It is influenced by age, lifestyle and genetic factors. Among the associated genes are PNPLA3, TM6SF2, GCKR, MBOAT7, HSD17B13 and MTARC1, which play crucial roles in lipid regulation and liver inflammation. Genetic variants in these genes have been associated with fibrosis and the risk of HCC, although more studies are needed, especially in Brazil, given the miscegenation of the population. Methods: 212 patients with MASLD confirmed by liver biopsy, followed up at the HC-FMUSP Clinical Gastroenterology Ambulatory, were included. The patients were divided into two groups: Group 1 (F0/F1): absence of significant fibrosis, and Group 2 (F2/F3/F4): presence of significant fibrosis. As a control group, 90 samples from individuals without a diagnosis of liver disease, from blood donors, were used. Polymorphisms of the PNPLA3 (rs738409), TM6SF2 (rs58542926), GCKR (rs1260326 and rs780094), MBOAT7 (rs641738), HSD17B13 (rs72613567) and MTARC1 (rs2642438) genes were genotyped by real-time PCR (Applied Biosystems 7500 Real-Time PCR System). Statistical analysis was carried out using JASP® software. Results: Patients with MASLD had a higher prevalence of risk genotypes compared to controls. In the PNPLA3 gene (rs738409), the GG genotype was more frequent in patients with significant fibrosis (23% in Group 2) and in Group 1 (22%) than in the Control (9%; p = 0.02), with no significant difference between Groups 1 and 2. In the MBOAT7 gene (rs641738), the TT genotype was associated with advanced fibrosis, with a prevalence of 23% in Group 2 versus 10% in Group 1 and 11% in the Control (p = 0.01). Regression analysis showed OR = 5.01 (95% CI: 1.86-13.49; p = 1.41×10-³), confirming the association. In the MTARC1 polymorphism (rs2642438), the AA protective genotypes were more frequent in the Control (52%) versus 5% in both groups of patients (p = 2.76×10-²), indicating a protective role against advanced fibrosis. Conclusion: The PNPLA3 gene variant is associated with MASLD and the MBOAT7 gene variant with a higher risk of fibrosis in patients with MASLD, while MTARC1 show protective effect. These findings highlight the genetic impact of MASLD and reinforce the importance of future studies to validate these associations in mixed-race populations, contributing to personalized strategies in the clinical management of the disease.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPPinho, João Renato RebelloStefano, José TadeuRocha, Sofia Ferreira de Almeida2025-10-31info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5168/tde-06032026-140944/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2026-03-06T17:23:02Zoai:teses.usp.br:tde-06032026-140944Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212026-03-06T17:23:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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