Mobilidade urbana e tecnologias emergentes: o bem viver como significado para a cidade contemporânea
| Ano de defesa: | 2025 |
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| Link de acesso: | https://app.uff.br/riuff/handle/1/38645 |
Resumo: | A presente investigação parte da hipótese de que os modelos desenvolvimentistas vigentes têm acentuado a insustentabilidade urbana, restringindo o acesso equitativo à mobilidade enquanto direito fundamental. Embora planos e políticas públicas apresentem discursos voltados à inovação e à inclusão, a interseção entre tecnologia, mobilidade e Bem Viver ainda se configura como um campo de tensões, no qual persistem desigualdades estruturais. O estudo tem por objetivo analisar os impactos das tecnologias emergentes sobre a mobilidade urbana e aferir em que medida tais inovações contribuem para a construção de cidades mais justas e sustentáveis. A pesquisa adota o Bem Viver, oriundo das cosmovisões andinas, como referencial em contraposição à lógica mercadológica predominante no planejamento urbano contemporâneo. Estudos recentes abordam as transformações proporcionadas por tecnologias emergentes, como plataformas digitais, mobilidade compartilhada e novas matrizes energéticas, destacando tanto suas possibilidades quanto seus riscos. Observa-se que, embora promissoras, essas inovações também reforçam assimetrias socioambientais ou territoriais, beneficiando setores específicos em detrimento da coletividade. Além disso, o uso instrumentalizado de conceitos como sustentabilidade e qualidade de vida no planejamento urbano levanta questionamentos sobre a efetividade das transformações promovidas. A metodologia empregada fundamenta-se em revisão bibliográfica, análise crítica de políticas públicas e estudo das tendências tecnológicas, articulando diferentes abordagens para construir um olhar comparativo e interdisciplinar. A pesquisa estrutura-se em quatro eixos analíticos: a relação entre mobilidade e uso do solo, o impacto das tecnologias emergentes no transporte urbano, os desafios para a mobilidade sustentável e as tensões na incorporação do Bem Viver ao planejamento urbano. Os resultados apontam que a mobilidade urbana não pode ser reduzida a um mero meio técnico de deslocamento, mas deve ser compreendida como um elemento estruturante da equidade territorial e da qualidade de vida. Constatou-se que, embora as tecnologias emergentes possam expandir o acesso à mobilidade, sua implementação nem sempre conduz à inclusão socioambiental, especialmente quando não acompanhada por políticas públicas efetivas e mecanismos regulatórios que garantam sua democratização. Nesse sentido, a perspectiva do Bem Viver surge como uma alternativa crítica ao modelo hegemônico, desafiando a lógica mercadológica e promovendo a mobilidade como direito a cidade. |
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Mobilidade urbana e tecnologias emergentes: o bem viver como significado para a cidade contemporâneaBem viverMobilidade urbanaTecnologias emergentesDesigualdade socioambientalDesenvolvimentoMobilidade urbanaDesigualdade socialNova tecnologiaBuen vivirMovilidad urbanaTecnologías emergentesDesigualdad socioambientalDesarrolloA presente investigação parte da hipótese de que os modelos desenvolvimentistas vigentes têm acentuado a insustentabilidade urbana, restringindo o acesso equitativo à mobilidade enquanto direito fundamental. Embora planos e políticas públicas apresentem discursos voltados à inovação e à inclusão, a interseção entre tecnologia, mobilidade e Bem Viver ainda se configura como um campo de tensões, no qual persistem desigualdades estruturais. O estudo tem por objetivo analisar os impactos das tecnologias emergentes sobre a mobilidade urbana e aferir em que medida tais inovações contribuem para a construção de cidades mais justas e sustentáveis. A pesquisa adota o Bem Viver, oriundo das cosmovisões andinas, como referencial em contraposição à lógica mercadológica predominante no planejamento urbano contemporâneo. Estudos recentes abordam as transformações proporcionadas por tecnologias emergentes, como plataformas digitais, mobilidade compartilhada e novas matrizes energéticas, destacando tanto suas possibilidades quanto seus riscos. Observa-se que, embora promissoras, essas inovações também reforçam assimetrias socioambientais ou territoriais, beneficiando setores específicos em detrimento da coletividade. Além disso, o uso instrumentalizado de conceitos como sustentabilidade e qualidade de vida no planejamento urbano levanta questionamentos sobre a efetividade das transformações promovidas. A metodologia empregada fundamenta-se em revisão bibliográfica, análise crítica de políticas públicas e estudo das tendências tecnológicas, articulando diferentes abordagens para construir um olhar comparativo e interdisciplinar. A pesquisa estrutura-se em quatro eixos analíticos: a relação entre mobilidade e uso do solo, o impacto das tecnologias emergentes no transporte urbano, os desafios para a mobilidade sustentável e as tensões na incorporação do Bem Viver ao planejamento urbano. Os resultados apontam que a mobilidade urbana não pode ser reduzida a um mero meio técnico de deslocamento, mas deve ser compreendida como um elemento estruturante da equidade territorial e da qualidade de vida. Constatou-se que, embora as tecnologias emergentes possam expandir o acesso à mobilidade, sua implementação nem sempre conduz à inclusão socioambiental, especialmente quando não acompanhada por políticas públicas efetivas e mecanismos regulatórios que garantam sua democratização. Nesse sentido, a perspectiva do Bem Viver surge como uma alternativa crítica ao modelo hegemônico, desafiando a lógica mercadológica e promovendo a mobilidade como direito a cidade.Esta investigación parte de la hipótesis de que los modelos desarrollistas predominantes han agravado la insostenibilidad urbana, restringiendo el acceso equitativo a la movilidad como un derecho fundamental. Aunque los planes urbanos y las políticas públicas promueven discursos centrados en la innovación y la inclusión, la intersección entre tecnología, movilidad y buen vivir sigue siendo un campo de tensiones donde persisten desigualdades estructurales. El estudio tiene como objetivo analizar el impacto de las tecnologías emergentes en la movilidad urbana y evaluar en qué medida estas innovaciones contribuyen a la construcción de ciudades más justas y sostenibles. La investigación adopta el concepto de Buen Vivir, originado en las cosmovisiones andinas, como un marco teórico en oposición a la lógica mercantilista que predomina en la planificación urbana contemporánea. Estudios recientes exploran las transformaciones impulsadas por tecnologías emergentes, como plataformas digitales, movilidad compartida y nuevas matrices energéticas, destacando tanto sus posibilidades como sus riesgos. Aunque prometedoras, estas innovaciones también refuerzan asimetrías socioambientales y territoriales, beneficiando a determinados grupos sociales en detrimento de la colectividad. Además, la instrumentalización de conceptos como sostenibilidad y calidad de vida en la planificación urbana plantea interrogantes sobre la efectividad de las transformaciones que se proponen. La metodología empleada se basa en revisión bibliográfica, análisis crítico de políticas públicas y estudio de tendencias tecnológicas, integrando múltiples enfoques para desarrollar una perspectiva comparativa e interdisciplinaria. La investigación se estructura en cuatro ejes analíticos: la relación entre movilidad y uso del suelo, el impacto de las tecnologías emergentes en el transporte urbano, los desafíos de la movilidad sostenible y las tensiones en la incorporación del Buen Vivir en la planificación urbana. Los resultados indican que la movilidad urbana no debe reducirse a un mero medio técnico de transporte, sino que debe entenderse como un elemento estructural de equidad territorial y calidad de vida. Aunque las tecnologías emergentes pueden ampliar el acceso a la movilidad, su implementación no siempre conduce a la inclusión socioambiental, especialmente cuando no está acompañada de políticas públicas efectivas y mecanismos regulatorios que garanticen su democratización. En este contexto, la perspectiva del Buen Vivir surge como una alternativa crítica al modelo hegemónico, desafiando los enfoques de mercado y promoviendo la movilidad como un derecho a la ciudad.193 f.Araújo, Eloisa Carvalho dehttp://lattes.cnpq.br/3744654154816154Carvalho, Rubens Moreira Rodrigues dehttp://lattes.cnpq.br/1612465698065711Rufino, Wagner BarbosaDelatore, Fabiohttp://lattes.cnpq.br/5850208533169849Oliveira, Cintia Machado dehttp://lattes.cnpq.br/2849860142281126http://lattes.cnpq.br/4879735439479218Hidalgo Junior, Jaime Massaguer2025-06-04T12:37:16Z2025-06-04T12:37:16Zinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfHIDALGO JUNIOR, Jaime Massaguer. Mobilidade urbana e tecnologias emergentes: o bem viver como significado para a cidade contemporânea. 2025. 193f. 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