Bem viver, terra e território: reflexões a partir do Equador
| Ano de defesa: | 2024 |
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| Tipo de documento: | Tese |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
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| País: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/16/16137/tde-29012025-134413/ |
Resumo: | O Bem Viver é uma ideia mobilizadora, inspirada na cosmovisão indígena andina, que desafia o paradigma de desenvolvimento hegemônico ocidental ao propor uma alternativa que busque equilibrar as dimensões econômicas, ambientais e sociais. A ideia do \"Bem Viver\" (Sumak Kawsay) adquiriu grande relevância no contexto político e social do Equador e da América Latina, especialmente após sua inclusão na Constituição Equatoriana de Montecristi. Na Constituição do Equador, o Bem Viver foi adotado como um conceito central, que define o regime de desenvolvimento e engloba uma ampla gama de direitos humanos e sociais, com a relação entre o ser humano e a natureza no centro das políticas públicas, o que tem representado uma oportunidade de redefinir o papel do Estado e fortalecer a soberania das instituições públicas. Este trabalho aborda o debate sobre o papel do território na discussão do Bem Viver, considerando sua centralidade nos processos de desenvolvimento. A pesquisa enfatiza a importância do território não apenas como um espaço físico, mas como uma construção social e cultural essencial para o desenvolvimento sustentável e inclusivo proposto pelo Bem Viver. Buscou-se estabelecer as conexões entre a emergência do Bem Viver e os estudos territoriais a partir de uma perspectiva histórica, que resgata e visibiliza a importância das lutas sociais pela terra e pelo território lideradas pelo movimento indígena equatoriano. Essa recuperação histórica não apenas situa o Bem Viver como uma construção social e política, mas também destaca a longa trajetória do movimento indígena na luta pela terra e a continuidade dessa luta com a introdução de novas dimensões e significados por meio da noção de território. A pesquisa defende a hipótese de que o Bem Viver é uma construção multifacetada e dinâmica, resultado de processos históricos, sociais e culturais no Equador, com potencial para influenciar novos paradigmas de desenvolvimento tanto no país quanto na América Latina, posicionando a questão da terra e do território como eixos centrais para esse debate, tanto por sua relevância histórica quanto por sua centralidade nos processos de desenvolvimento. |
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Na Constituição do Equador, o Bem Viver foi adotado como um conceito central, que define o regime de desenvolvimento e engloba uma ampla gama de direitos humanos e sociais, com a relação entre o ser humano e a natureza no centro das políticas públicas, o que tem representado uma oportunidade de redefinir o papel do Estado e fortalecer a soberania das instituições públicas. Este trabalho aborda o debate sobre o papel do território na discussão do Bem Viver, considerando sua centralidade nos processos de desenvolvimento. A pesquisa enfatiza a importância do território não apenas como um espaço físico, mas como uma construção social e cultural essencial para o desenvolvimento sustentável e inclusivo proposto pelo Bem Viver. Buscou-se estabelecer as conexões entre a emergência do Bem Viver e os estudos territoriais a partir de uma perspectiva histórica, que resgata e visibiliza a importância das lutas sociais pela terra e pelo território lideradas pelo movimento indígena equatoriano. Essa recuperação histórica não apenas situa o Bem Viver como uma construção social e política, mas também destaca a longa trajetória do movimento indígena na luta pela terra e a continuidade dessa luta com a introdução de novas dimensões e significados por meio da noção de território. A pesquisa defende a hipótese de que o Bem Viver é uma construção multifacetada e dinâmica, resultado de processos históricos, sociais e culturais no Equador, com potencial para influenciar novos paradigmas de desenvolvimento tanto no país quanto na América Latina, posicionando a questão da terra e do território como eixos centrais para esse debate, tanto por sua relevância histórica quanto por sua centralidade nos processos de desenvolvimento.Buen Vivir is a mobilizing idea inspired by the Andean indigenous worldview, challenging the hegemonic Western development paradigm by proposing an alternative that seeks to balance economic, environmental, and social dimensions. The concept of \"Buen Vivir\" (Sumak Kawsay) gained significant relevance in the political and social context of Ecuador and Latin America, especially after its inclusion in the Ecuadorian Constitution of Montecristi. In the Constitution of Ecuador, Buen Vivir was adopted as a central concept, defining the development framework and encompassing a wide range of human and social rights, with the relationship between humans and nature at the core of public policies. This has represented an opportunity to redefine the role of the State and strengthen the sovereignty of public institutions. This work addresses the debate on the role of territory in discussions about Buen Vivir, considering its centrality in development processes. The research emphasizes the importance of territory not only as a physical space but as a social and cultural construct essential to the sustainable and inclusive development proposed by Buen Vivir. It aims to establish connections between the emergence of Buen Vivir and territorial studies from a historical perspective, recovering and highlighting the importance of social struggles for land and territory led by the Ecuadorian indigenous movement. This historical recovery not only situates Buen Vivir as a social and political construct but also underscores the long trajectory of the indigenous movements struggle for land and the continuity of this struggle with the introduction of new dimensions and meanings through the notion of territory. The research argues that Buen Vivir is a multifaceted and dynamic construction, resulting from historical, social, and cultural processes in Ecuador, with the potential to influence new development paradigms both in the country and across Latin America. It positions the issue of land and territory as central axes for this debate, both for their historical relevance and for their centrality in development processes.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPLeitão, Karina OliveiraPinheiro, Janaína Marx2024-10-09info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/16/16137/tde-29012025-134413/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-02-12T18:17:04Zoai:teses.usp.br:tde-29012025-134413Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-02-12T18:17:04Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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