Trempes e caldeirões: compreendendo afrografias e suas transmissões na cultura viva de Santa Rosa dos Pretos

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: Santos, Miza Carvalho dos
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://app.uff.br/riuff/handle/1/40753
Resumo: O presente trabalho intitulado: Trempes e Caldeirões: compreendendo afrografias e suas transmissões na cultura viva de Santa Rosa dos Pretos, realizado com a orientação da Profa. Dra. Marisol Barenco de Mello e do Grupo Atos-UFF, tenta compreender como os signos ideológicos mandingas que vivem na plenitude do tempo vêm apresentando sobrevivências, pela perspectiva bakhtiniana de renovações de sentido, no contexto do quilombo de Santa Rosa dos Pretos, em Itapecuru Mirim, Maranhão, Brasil. Buscamos participar do cotidiano e das festas na comunidade e, interagindo, escutando e conversando, tentamos compreender como alguns princípios da cultura mandinga do oeste da África se encarnam, ganham vida e se renovam em objetos, práticas, modos de viver; buscamos experimentar um percurso semiótico de compreensão respondente que permitisse escutar os signos ideológicos daquela cultura;e ainda tentamos apresentar as vivências e os acontecimentos de maneira estética e dialógica.A discussão da cultura, a partir do campo da linguagem e desde o compromisso social com a formação, convocou-nos à intencionalidade de compreender como nos posicionar diante de culturas outras, além de reconhecer e entender as particularidades dos enunciados culturais concretos e singulares. O trabalho está assentado em três grandes categorias teóricas: cultura, transmissão e linguagem. Tal estudo busca afastar-se de uma concepção essencializada, idealista ou romântica de cultura e tenta dar contorno auma visão de cultura viva, em formação, enraizada no tempo histórico; o trabalho também se afasta de uma concepção de transmissão como envio de conhecimento, afirmando a transmissão como um ato de formação integral e histórica, visão assentada pela própria mirada dos povos afropindorâmicos. A pesquisafaz dialogar a filosofia bakhtiniana com os pensadores:Sotigui Kouyaté, Toumani Kouyaté e Amadou HampâtéBâcom a experiência e visão de Franz Fanon e dos afropindorâmicos: Antônio Bispo e Leda Maria Martins, com as/os guardiãs/guardiões da cultura de Santa Rosa dos Pretos, para afirmar a tese de que os signos ideológicos mandingas na plenitude do tempo renovam seus sentidos quando dialogam com os fundamentos matriarcais de Santa Rosa dos Pretos, forjando uma cultura viva e em formação nas dimensões de transmissão e linguagem (com suas oralituras e afrografias) assentada nos princípios da encantaria, da coletividade, da festa, do corpo cósmico, da biointeração, da escuta das/dos guardiãs/guardiões, da alegria e da abundância na renovação da vida.
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Buscamos participar do cotidiano e das festas na comunidade e, interagindo, escutando e conversando, tentamos compreender como alguns princípios da cultura mandinga do oeste da África se encarnam, ganham vida e se renovam em objetos, práticas, modos de viver; buscamos experimentar um percurso semiótico de compreensão respondente que permitisse escutar os signos ideológicos daquela cultura;e ainda tentamos apresentar as vivências e os acontecimentos de maneira estética e dialógica.A discussão da cultura, a partir do campo da linguagem e desde o compromisso social com a formação, convocou-nos à intencionalidade de compreender como nos posicionar diante de culturas outras, além de reconhecer e entender as particularidades dos enunciados culturais concretos e singulares. O trabalho está assentado em três grandes categorias teóricas: cultura, transmissão e linguagem. 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A pesquisafaz dialogar a filosofia bakhtiniana com os pensadores:Sotigui Kouyaté, Toumani Kouyaté e Amadou HampâtéBâcom a experiência e visão de Franz Fanon e dos afropindorâmicos: Antônio Bispo e Leda Maria Martins, com as/os guardiãs/guardiões da cultura de Santa Rosa dos Pretos, para afirmar a tese de que os signos ideológicos mandingas na plenitude do tempo renovam seus sentidos quando dialogam com os fundamentos matriarcais de Santa Rosa dos Pretos, forjando uma cultura viva e em formação nas dimensões de transmissão e linguagem (com suas oralituras e afrografias) assentada nos princípios da encantaria, da coletividade, da festa, do corpo cósmico, da biointeração, da escuta das/dos guardiãs/guardiões, da alegria e da abundância na renovação da vida.Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível SuperiorThe present study, titled Trempes e Caldeirões: CompreendendoAfrografias e Suas Transmissõesna Cultura Viva de Santa Rosa dos Pretos, conducted under the guidance ofProf. Dr. Marisol Barenco de Mello and the Atos-UFF Group, seeks to understand how the ideological Mandinga signs, which persist through time, have been manifesting their survivals from the Bakhtinian perspective of meaning renewals within the context of the quilombo of Santa Rosa dos Pretos, in Itapecuru Mirim, Maranhão, Brazil. We immersed ourselves in the daily life and festivities of the community and, through interaction, listening, and dialogue, we aimed to comprehend how certain principles of the West African Mandinga culture materialize, come to life, and renew themselves in objects, practices, and ways of living. We sought to experience a semiotic path of responsive understanding that would allow us to listen to the ideological signs of that culture while also attempting to present the experiences and events in an aesthetic and dialogical manner. The discussion on culture, approached from the field of language and with a social commitment to education, led us to the intentionality of understanding how to position ourselves in relation to other cultures, as well as to recognize and grasp the particularities of concrete and singular cultural utterances. This study is based on three major theoretical categories: culture, transmission, and language. It strives to move away from an essentialist, idealistic, or romanticized conception of culture and instead outlines a vision of culture as living, evolving, and deeply rooted in historical time. Likewise, it distances itself from the notion of transmission as merely the delivery of knowledge, asserting instead that transmission is an act of integral and historical formation, a perspective shaped by the worldview of Afropindoramic peoples themselves. The research establishes a dialogue between Bakhtinian philosophy and the thoughts of Sotigui Kouyaté, Toumani Kouyaté, and Amadou Hampâté Bâ, as well as the experiences and insights of Franz Fanon and Afropindoramic intellectuals Antônio Bispo and Leda Maria Martins, alongside the guardians of culture in Santa Rosa dos Pretos. It asserts the thesis that Mandinga ideological signs, in their full temporal plenitude, renew their meanings when they engage with the matriarchal foundations of Santa Rosa dos Pretos, forging a living and evolving culture through the dimensions of transmission and language (with its oraliteratures and afrografias), grounded in the principles of enchantment, collectivity, festivity, the cosmique body, biointeraction, the attentive listening of cultural guardians, joy, and abundance in the renewal of life.256 f.Mello, Marisol Barenco deKiraly, César LouisGonçalves, Maria das GraçasLopes, Jader Janer MoreiraLopes, Ana LúciaKouyaté, ToumaniSantos, Miza Carvalho dos2025-11-05T13:09:50Z2025-11-05T13:09:50Zinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfSANTOS, Miza Carvalho dos. Trempes e caldeirões: compreendendo afrografias e suas transmissões na cultura viva de Santa Rosa dos Pretos. 2025. 256 f. Tese (Doutorado em Educação) – Programa de Pós-Graduação em Educação, Faculdade de Educação, Universidade Federal Fluminense, 2025.https://app.uff.br/riuff/handle/1/40753CC-BY-SAinfo:eu-repo/semantics/openAccessporreponame:Repositório Institucional da Universidade Federal Fluminense (RIUFF)instname:Universidade Federal Fluminense (UFF)instacron:UFF2025-11-05T13:09:50Zoai:app.uff.br:1/40753Repositório InstitucionalPUBhttps://app.uff.br/oai/requestriuff@id.uff.bropendoar:21202025-11-05T13:09:50Repositório Institucional da Universidade Federal Fluminense (RIUFF) - Universidade Federal Fluminense (UFF)false
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