Riscos do mercúrio na Baía de Sepetiba: bioacumulação em organismos aquáticos e implicações para a saúde humana

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: Macedo, Letícia Santos
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
dARK ID: ark:/87559/001300001c359
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://app.uff.br/riuff/handle/1/39422
Resumo: A história da Baía de Sepetiba é marcada por diversas mudanças antropogênicas que resultaram no aumento da carga de poluentes domésticos e industriais aportados pelos rios contaminando por metais pesados e esgoto urbano esse ecossistema. A região turística, rica em manguezais e biodiversidade, hoje dá lugar a um polo industrial de grande importância para o estado do Rio de Janeiro, com centenas de empresas e três portos. Elementos traços tóxicos podem ser componentes naturais do ambiente, porém em grandes quantidades, com viés antropogênico, são considerados poluentes ambientais não essenciais e tóxicos aos seres vivos. O mercúrio é um contaminante ambiental de grande importância na saúde única pela capacidade de bioacumular e biomagnificar na cadeia trófica, sendo o consumo de pescado contaminado uma das principais formas de exposição do homem a esse elemento. Dessa forma, o presente trabalho buscou avaliar a contaminação mercurial em pescado e pena de aves da Baía de Sepetiba, e determinar o risco ao consumo desse pescado à população e aos pescadores locais, principais consumidores desses alimentos. A primeira parte desta dissertação realizou uma revisão sistemática sobre a contaminação por mercúrio na Baía de Sepetiba, utilizando a metodologia PRISMA (“Preferred Reporting Items for Systematic Reviews and Meta-Analyses”). Foram selecionados seis estudos relevantes para compreender a extensão e as fontes de contaminação, bem como os impactos ambientais e na saúde humana. Esta análise permitiu sintetizar as principais evidências científicas, identificando lacunas no conhecimento e direcionando futuras pesquisas sobre a poluição por mercúrio. Os autores concluem que os valores de concentração mercurial não ultrapassaram os limites preconizados pelas legislações nacional e internacional. Na etapa experimental, foi realizada análise de mercúrio total pela técnica de decomposição térmica, amalgamação e espectrofotometria de absorção atômica, por meio do equipamento Direct Mercury Analyzer (DMA-80), da Milestone, em peixes de diferentes hábitos alimentares, camarões e penas de aves (Ardea alba e Coragyps atratus). A pesquisa também realizou avaliação de risco pelo método descrito por EPA/WHO (1989), com a finalidade de determinar se o consumo do pescado representava algum risco à saúde dos pescadores. As aves demostraram ser bons bioindicadores e apresentaram considerável concentração de mercúrio nas penas. A concentração média de mercúrio encontrada nos peixes variou entre 0,0573 mg.Kg-1 e 0,0045 mg.Kg-1, e assim como relatado por outros autores e observado nos estudos utilizados na revisão sistemática, não ultrapassou os limites máximos estabelecidos. A análise de risco verificou que, mesmo em um cenário de alto consumo de pescado, não há risco à saúde da população. Apesar dos resultados promissores, é essencial que o monitoramento da região seja realizado de forma contínua. Além disso, a implementação de políticas públicas voltadas para a redução da contaminação ambiental na Baía de Sepetiba se faz necessária, visando garantir a preservação a longo prazo dos ecossistemas locais e a saúde da população.
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O mercúrio é um contaminante ambiental de grande importância na saúde única pela capacidade de bioacumular e biomagnificar na cadeia trófica, sendo o consumo de pescado contaminado uma das principais formas de exposição do homem a esse elemento. Dessa forma, o presente trabalho buscou avaliar a contaminação mercurial em pescado e pena de aves da Baía de Sepetiba, e determinar o risco ao consumo desse pescado à população e aos pescadores locais, principais consumidores desses alimentos. A primeira parte desta dissertação realizou uma revisão sistemática sobre a contaminação por mercúrio na Baía de Sepetiba, utilizando a metodologia PRISMA (“Preferred Reporting Items for Systematic Reviews and Meta-Analyses”). Foram selecionados seis estudos relevantes para compreender a extensão e as fontes de contaminação, bem como os impactos ambientais e na saúde humana. Esta análise permitiu sintetizar as principais evidências científicas, identificando lacunas no conhecimento e direcionando futuras pesquisas sobre a poluição por mercúrio. Os autores concluem que os valores de concentração mercurial não ultrapassaram os limites preconizados pelas legislações nacional e internacional. Na etapa experimental, foi realizada análise de mercúrio total pela técnica de decomposição térmica, amalgamação e espectrofotometria de absorção atômica, por meio do equipamento Direct Mercury Analyzer (DMA-80), da Milestone, em peixes de diferentes hábitos alimentares, camarões e penas de aves (Ardea alba e Coragyps atratus). A pesquisa também realizou avaliação de risco pelo método descrito por EPA/WHO (1989), com a finalidade de determinar se o consumo do pescado representava algum risco à saúde dos pescadores. As aves demostraram ser bons bioindicadores e apresentaram considerável concentração de mercúrio nas penas. A concentração média de mercúrio encontrada nos peixes variou entre 0,0573 mg.Kg-1 e 0,0045 mg.Kg-1, e assim como relatado por outros autores e observado nos estudos utilizados na revisão sistemática, não ultrapassou os limites máximos estabelecidos. A análise de risco verificou que, mesmo em um cenário de alto consumo de pescado, não há risco à saúde da população. Apesar dos resultados promissores, é essencial que o monitoramento da região seja realizado de forma contínua. Além disso, a implementação de políticas públicas voltadas para a redução da contaminação ambiental na Baía de Sepetiba se faz necessária, visando garantir a preservação a longo prazo dos ecossistemas locais e a saúde da população.Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível SuperiorThe history of Sepetiba Bay is marked by various anthropogenic changes that have resulted in an increase in the load of domestic and industrial pollutants entering the rivers, contaminating this ecosystem with heavy metals and urban sewage. The tourist region, rich in mangroves and biodiversity, is now home to an industrial center of great importance for the state of Rio de Janeiro, with hundreds of companies and three ports. Toxic trace elements may be natural components of the environment, but in large quantities, with an anthropogenic bias, they are considered non-essential environmental pollutants and are toxic to living beings. Mercury is an environmental contaminant of great importance to health due to its ability to bioaccumulate and biomagnify in the trophic chain, and the consumption of contaminated fish is one of the main ways in which humans are exposed to this element. In this way, this work sought to assess mercury contamination in fish and bird feathers from Sepetiba Bay, and to determine the risk to the population and local fishermen, the main consumers of these foods, of consuming this fish. The first part of this dissertation carried out a systematic review of mercury contamination in Sepetiba Bay, using the PRISMA methodology (“Preferred Reporting Items for Systematic Reviews and Meta-Analyses”). Six relevant studies were selected to understand the extent and sources of contamination, as well as the environmental and human health impacts. This analysis made it possible to synthesize the main scientific evidence, identifying gaps in knowledge and directing future research into mercury pollution. The authors conclude that the mercury concentration values did not exceed the limits recommended by national and international legislation. In the experimental stage, total mercury was analyzed by thermal decomposition, amalgamation and atomic absorption spectrophotometry, using Milestone's Direct Mercury Analyzer (DMA-80), in fish of different eating habits, shrimp and bird feathers (Ardea alba and Coragyps atratus). The research also carried out a risk assessment using the method described by the EPA/WHO (1989), in order to determine whether the consumption of fish posed any risk to the health of fishermen. The birds proved to be good bioindicators and showed a considerable concentration of mercury in their feathers. The average mercury concentration found in the fish ranged from 0.0573 mg.Kg-1 to 0.0045 mg.Kg-1, and as reported by other authors and observed in the studies used in the systematic review, did not exceed the maximum limits established. The risk analysis found that, even in a scenario of high fish consumption, there is no risk to the population's health. Despite the promising results, it is essential that monitoring of the region is carried out on an ongoing basis. In addition, the implementation of public policies aimed at reducing environmental contamination in Sepetiba Bay is necessary, in order to guarantee the long-term preservation of local ecosystems and the health of the population.128 f.Mársico, Eliane Teixeirahttp://lattes.cnpq.br/3971598714445106Mano, Sérgio Borgeshttp://lattes.cnpq.br/6158531062154946Carneiro, Carla da Silvahttp://lattes.cnpq.br/8341975797206365Ribeiro, Roberta de Oliveira Resendehttp://lattes.cnpq.br/7358111997792571http://lattes.cnpq.br/5690962293214446Macedo, Letícia Santos2025-07-23T11:51:41Z2025-07-23T11:51:41Zinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfMACEDO, Letícia Santos. Riscos do mercúrio na Baía de Sepetiba: bioacumulação em organismos aquáticos e implicações para a saúde humana. 2024. 128 f. Dissertação (Mestrado em Higiene Veterinária e Processamento Tecnológico de Produtos de Origem Animal) - Faculdade de Veterinária, Universidade Federal Fluminense, Niterói, 2024.https://app.uff.br/riuff/handle/1/39422ark:/87559/001300001c359CC-BY-SAinfo:eu-repo/semantics/openAccessporreponame:Repositório Institucional da Universidade Federal Fluminense (RIUFF)instname:Universidade Federal Fluminense (UFF)instacron:UFF2025-07-23T11:51:42Zoai:app.uff.br:1/39422Repositório InstitucionalPUBhttps://app.uff.br/oai/requestriuff@id.uff.bropendoar:21202025-07-23T11:51:42Repositório Institucional da Universidade Federal Fluminense (RIUFF) - Universidade Federal Fluminense (UFF)false
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