Do impresso ao digital: os desafios da grande reportagem jornalística
| Ano de defesa: | 2018 |
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| Orientador(a): | |
| Banca de defesa: | , |
| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF)
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| Programa de Pós-Graduação: |
Programa de Pós-graduação em Comunicação
|
| Departamento: |
Faculdade de Comunicação Social
|
| País: |
Brasil
|
| Palavras-chave em Português: | |
| Área do conhecimento CNPq: | |
| Link de acesso: | https://repositorio.ufjf.br/jspui/handle/ufjf/6691 |
Resumo: | No contexto do digital, as grandes reportagens passam a ser construídas e disseminadas na internet, com múltiplos códigos, sendo denominadas Grande Reportagem Multimídia (GRM). O objetivo é pesquisar as dificuldades de empresas tradicionalmente do jornalismo impresso no planejamento, produção e distribuição da GRM. A dissertação foi estruturada a partir da metodologia Pragmaticista de Peirce e, por isso, propusemos três sub-hipóteses de acordo com a Primeiridade, Secundidade e Terceiridade da Fenomenologia deste filósofo. Na primeira sub-hipótese, estão as dificuldades relacionadas às características intrínsecas da reportagem multicódigos, como sofisticação de linguagens de programação, softwares, velocidade da internet, falta de tempo e de investimento financeiro. Na segunda, aparecem as dificuldades de representar os temas utilizando os múltiplos códigos do digital. Por fim, na terceira, posicionamos as dificuldades relativas aos efeitos interpretativos e a competência midiática dos usuários, como a compreensão de uma matéria multicódigos, a capacidade de interação e navegação. Para o teste das sub-hipóteses, realizamos entrevistas com repórteres, fotógrafos, editores, chefes de reportagens, designers e programadores dos jornais Folha de S.Paulo e O Tempo que participaram da construção de GRMs e aplicamos questionários aos usuários que compartilharam posts sobre as matérias no Facebook ou deixaram comentários nas postagens publicados pelas empresas. Os resultados apontam que os softwares e linguagens de programação são de fácil manuseio, sendo que os maiores empecilhos são velocidade da internet, falta de tempo e de recursos financeiros. Constatamos que, como os profissionais envolvidos na construção da GRM são originalmente do impresso, têm dificuldades para produzir reportagens com vários códigos, o que é parcialmente superado por meio do trabalho em equipe. Verificamos ainda que não há um parâmetro para a utilização dos códigos e, por isso, utilizamos a teoria das Matrizes da Linguagem e do Pensamento para refletir sobre como as linguagens geradas na hibridização dessas matrizes tendem a representar seus objetos. Por fim, percebemos que os diversos códigos despertam sentimentos e ajudam na compreensão da temática. Não constatamos dificuldade de interação ou navegação, e os usuários até mesmo percorrem a GRM fazendo seu próprio caminho. Eles compartilham a matéria ou deixam comentários em posts nas redes sociais, mas não utilizam ferramentas para modificação da reportagem, não sabem como foi construída, mas percebem que os jornais defendem um ponto de vista. |
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Na primeira sub-hipótese, estão as dificuldades relacionadas às características intrínsecas da reportagem multicódigos, como sofisticação de linguagens de programação, softwares, velocidade da internet, falta de tempo e de investimento financeiro. Na segunda, aparecem as dificuldades de representar os temas utilizando os múltiplos códigos do digital. Por fim, na terceira, posicionamos as dificuldades relativas aos efeitos interpretativos e a competência midiática dos usuários, como a compreensão de uma matéria multicódigos, a capacidade de interação e navegação. Para o teste das sub-hipóteses, realizamos entrevistas com repórteres, fotógrafos, editores, chefes de reportagens, designers e programadores dos jornais Folha de S.Paulo e O Tempo que participaram da construção de GRMs e aplicamos questionários aos usuários que compartilharam posts sobre as matérias no Facebook ou deixaram comentários nas postagens publicados pelas empresas. Os resultados apontam que os softwares e linguagens de programação são de fácil manuseio, sendo que os maiores empecilhos são velocidade da internet, falta de tempo e de recursos financeiros. Constatamos que, como os profissionais envolvidos na construção da GRM são originalmente do impresso, têm dificuldades para produzir reportagens com vários códigos, o que é parcialmente superado por meio do trabalho em equipe. Verificamos ainda que não há um parâmetro para a utilização dos códigos e, por isso, utilizamos a teoria das Matrizes da Linguagem e do Pensamento para refletir sobre como as linguagens geradas na hibridização dessas matrizes tendem a representar seus objetos. Por fim, percebemos que os diversos códigos despertam sentimentos e ajudam na compreensão da temática. Não constatamos dificuldade de interação ou navegação, e os usuários até mesmo percorrem a GRM fazendo seu próprio caminho. Eles compartilham a matéria ou deixam comentários em posts nas redes sociais, mas não utilizam ferramentas para modificação da reportagem, não sabem como foi construída, mas percebem que os jornais defendem um ponto de vista.In the digital context, the large reportages begin to be built and disseminate over the internet, with multiple codes, being called Multimedia Large Reportage (MLR). The main goal is to research the difficulties that press media companies, which traditionally worked with printed newspaper, face regarding MLR planning, production and distribution. The thesis was structured based on Peirce’s Pragmatisms Methodology and, therefore, we propose three subhypothesis in accordance with his Phenomenological categories of Firstness, Secondness and Thirdness. When it comes to the first sub-hypothesis, there are the difficulties related to the inherent features of multicodes reportage, as language sophistication of programming, software, internet speed, lack of time for production and financial issues. The second one sets the difficulties of representing themes using the digital multiple codes. Ultimately, in the third one, we pose the difficulties related to the interpretative effects and the users’ media expertise, such as the understanding of a multicodes feature, and the interaction and browsing capacity. For the sub-hypothesis trial, we conducted interviews with reporters, photographers, editors, reportage leaders, designers and programmers from both Folha de S. Paulo and O Tempo newspapers who had joined the development of MLR and we applied questionnaires to the users who had shared posts or comments on the posts through Facebook, because of the articles and features previously mentioned. The results indicate that the software and the programming languages are easy of handling, which targets the internet speed, production’s lack of time and financial issues as the main obstacles. We realized that, as the involved professionals in the MLR development are originally from the print paper world, difficulties are experienced when it comes to producing features with several codes, which is partially overcome by the team’s effort and hard work. We even verified that there is no parameter for the codes utilization, thus, we chose the Matrices of Language and Thought Theory to ponder on how the languages generated through the hybridization of those matrices tend to represent their subjects. In conclusion, we noted that many of those codes arouse feelings and help the theme’s understanding. The interaction and browsing difficulties were not evidenced, and the users even navigate through the MLR their own way. They share the feature or leave comments on social media posts, although they do not use tools to modify the article, they do not know how it was developed, but they can perceive that the papers defend a specific point of view.porUniversidade Federal de Juiz de Fora (UFJF)Programa de Pós-graduação em ComunicaçãoUFJFBrasilFaculdade de Comunicação SocialCNPQ::CIENCIAS SOCIAIS APLICADAS::COMUNICACAODigitalGrande reportagem multimídiaMulticódigosDificuldadesPragmaticismoDigitalMultimedia large reportageMulticodesDifficultiesPragmatismsDo impresso ao digital: os desafios da grande reportagem jornalísticainfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional da UFJFinstname:Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF)instacron:UFJFTHUMBNAILmarinaaparecidasadalbuquerquedecarvalho.pdf.jpgmarinaaparecidasadalbuquerquedecarvalho.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg1202https://repositorio.ufjf.br/jspui/bitstream/ufjf/6691/4/marinaaparecidasadalbuquerquedecarvalho.pdf.jpg15e58bb1582921261388255f29765c9fMD54ORIGINALmarinaaparecidasadalbuquerquedecarvalho.pdfmarinaaparecidasadalbuquerquedecarvalho.pdfapplication/pdf5912291https://repositorio.ufjf.br/jspui/bitstream/ufjf/6691/1/marinaaparecidasadalbuquerquedecarvalho.pdfe5f2e9a5ba92d88f76a5921e33ddd915MD51LICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; charset=utf-82136https://repositorio.ufjf.br/jspui/bitstream/ufjf/6691/2/license.txtffbb04eaab5e689eb178ff1cf915d0d1MD52TEXTmarinaaparecidasadalbuquerquedecarvalho.pdf.txtmarinaaparecidasadalbuquerquedecarvalho.pdf.txtExtracted texttext/plain771852https://repositorio.ufjf.br/jspui/bitstream/ufjf/6691/3/marinaaparecidasadalbuquerquedecarvalho.pdf.txt80d77b7a6c076dab7ca4f57544241ae3MD53ufjf/66912019-06-16 09:15:54.535oai:hermes.cpd.ufjf.br:ufjf/6691TElDRU7Dh0EgREUgRElTVFJJQlVJw4fDg08gTsODTy1FWENMVVNJVkENCg0KQ29tIGEgYXByZXNlbnRhw6fDo28gZGVzdGEgbGljZW7Dp2EsIHZvY8OqIChvIGF1dG9yIChlcykgb3UgbyB0aXR1bGFyIGRvcyBkaXJlaXRvcyBkZSBhdXRvcikgY29uY2VkZSBhbyBSZXBvc2l0w7NyaW8gDQpJbnN0aXR1Y2lvbmFsIGRhIFVuaXZlcnNpZGFkZSBGZWRlcmFsIGRlIEp1aXogZGUgRm9yYSBvIGRpcmVpdG8gbsOjby1leGNsdXNpdm8gZGUgcmVwcm9kdXppciwgIHRyYWR1emlyIChjb25mb3JtZSBkZWZpbmlkbyBhYmFpeG8pLCBlL291IGRpc3RyaWJ1aXIgYSBzdWEgcHVibGljYcOnw6NvIChpbmNsdWluZG8gbyByZXN1bW8pIHBvciB0b2RvIG8gbXVuZG8gbm8gZm9ybWF0byBpbXByZXNzbyBlIGVsZXRyw7RuaWNvIGUgZW0gcXVhbHF1ZXIgbWVpbywgaW5jbHVpbmRvIG9zIGZvcm1hdG9zIMOhdWRpbyBvdSB2w61kZW8uDQoNClZvY8OqIGNvbmNvcmRhIHF1ZSBvIFJlcG9zaXTDs3JpbyBJbnN0aXR1Y2lvbmFsIGRhIFVuaXZlcnNpZGFkZSBGZWRlcmFsIGRlIEp1aXogZGUgRm9yYSBwb2RlLCBzZW0gYWx0ZXJhciBvIGNvbnRlw7pkbywgdHJhbnNwb3IgYSBzdWEgcHVibGljYcOnw6NvIHBhcmEgcXVhbHF1ZXIgbWVpbyBvdSBmb3JtYXRvIHBhcmEgZmlucyBkZSBwcmVzZXJ2YcOnw6NvLiBWb2PDqiB0YW1iw6ltIGNvbmNvcmRhIHF1ZSBvIFJlcG9zaXTDs3JpbyBJbnN0aXR1Y2lvbmFsIGRhIFVuaXZlcnNpZGFkZSBGZWRlcmFsIGRlIEp1aXogZGUgRm9yYSBwb2RlIG1hbnRlciBtYWlzIGRlIHVtYSBjw7NwaWEgZGUgc3VhIHB1YmxpY2HDp8OjbyBwYXJhIGZpbnMgZGUgc2VndXJhbsOnYSwgYmFjay11cCBlIHByZXNlcnZhw6fDo28uIFZvY8OqIGRlY2xhcmEgcXVlIGEgc3VhIHB1YmxpY2HDp8OjbyDDqSBvcmlnaW5hbCBlIHF1ZSB2b2PDqiB0ZW0gbyBwb2RlciBkZSBjb25jZWRlciBvcyBkaXJlaXRvcyBjb250aWRvcyBuZXN0YSBsaWNlbsOnYS4gVm9jw6ogdGFtYsOpbSBkZWNsYXJhIHF1ZSBvIGRlcMOzc2l0byBkYSBzdWEgcHVibGljYcOnw6NvIG7Do28sIHF1ZSBzZWphIGRlIHNldSBjb25oZWNpbWVudG8sIGluZnJpbmdlIGRpcmVpdG9zIGF1dG9yYWlzIGRlIG5pbmd1w6ltLg0KDQpDYXNvIGEgc3VhIHB1YmxpY2HDp8OjbyBjb250ZW5oYSBtYXRlcmlhbCBxdWUgdm9jw6ogbsOjbyBwb3NzdWkgYSB0aXR1bGFyaWRhZGUgZG9zIGRpcmVpdG9zIGF1dG9yYWlzLCB2b2PDqiBkZWNsYXJhIHF1ZSBvYnRldmUgYSBwZXJtaXNzw6NvIGlycmVzdHJpdGEgZG8gZGV0ZW50b3IgZG9zIGRpcmVpdG9zIGF1dG9yYWlzIHBhcmEgY29uY2VkZXIgYW8gUmVwb3NpdMOzcmlvIEluc3RpdHVjaW9uYWwgZGEgVW5pdmVyc2lkYWRlIEZlZGVyYWwgZGUgSnVpeiBkZSBGb3JhIG9zIGRpcmVpdG9zIGFwcmVzZW50YWRvcyBuZXN0YSBsaWNlbsOnYSwgZSBxdWUgZXNzZSBtYXRlcmlhbCBkZSBwcm9wcmllZGFkZSBkZSB0ZXJjZWlyb3MgZXN0w6EgY2xhcmFtZW50ZSBpZGVudGlmaWNhZG8gZSByZWNvbmhlY2lkbyBubyB0ZXh0byBvdSBubyBjb250ZcO6ZG8gZGEgcHVibGljYcOnw6NvIG9yYSBkZXBvc2l0YWRhLg0KDQpDQVNPIEEgUFVCTElDQcOHw4NPIE9SQSBERVBPU0lUQURBIFRFTkhBIFNJRE8gUkVTVUxUQURPIERFIFVNIFBBVFJPQ8ONTklPIE9VIEFQT0lPIERFIFVNQSBBR8OKTkNJQSBERSBGT01FTlRPIE9VIE9VVFJPICBPUkdBTklTTU8sIFZPQ8OKIERFQ0xBUkEgUVVFIFJFU1BFSVRPVSBUT0RPUyBFIFFVQUlTUVVFUiBESVJFSVRPUyBERSBSRVZJU8ODTyBDT01PIFRBTULDiU0gQVMgREVNQUlTIE9CUklHQcOHw5VFUyBFWElHSURBUyBQT1IgQ09OVFJBVE8gT1UgQUNPUkRPLg0KDQpPIFJlcG9zaXTDs3JpbyBJbnN0aXR1Y2lvbmFsIGRhIFVuaXZlcnNpZGFkZSBGZWRlcmFsIGRlIEp1aXogZGUgRm9yYSAgc2UgY29tcHJvbWV0ZSBhIGlkZW50aWZpY2FyIGNsYXJhbWVudGUgbyBzZXUgbm9tZSAocykgb3UgbyhzKSBub21lKHMpIGRvKHMpIGRldGVudG9yKGVzKSBkb3MgZGlyZWl0b3MgYXV0b3JhaXMgZGEgcHVibGljYcOnw6NvLCBlIG7Do28gZmFyw6EgcXVhbHF1ZXIgYWx0ZXJhw6fDo28sIGFsw6ltIGRhcXVlbGFzIGNvbmNlZGlkYXMgcG9yIGVzdGEgbGljZW7Dp2EuRepositório InstitucionalPUBhttps://repositorio.ufjf.br/oai/requestopendoar:2019-06-16T12:15:54Repositório Institucional da UFJF - Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF)false |
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