Jornalismo negro e aquilombamento na web: práticas de escrevivência no portal Alma Preta Jornalismo sob a perspectiva analítica de fronteiras emergentes

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: Souza, Marina Lopes de lattes
Orientador(a): Johnson, Telma Sueli Pinto lattes
Banca de defesa: Malerba, João Paulo Carrera lattes, Tristão, Marise Baesso lattes
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF)
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pós-graduação em Comunicação
Departamento: Faculdade de Comunicação Social
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: https://repositorio.ufjf.br/jspui/handle/ufjf/18486
Resumo: A objetividade jornalística surge no século XX a partir das duas grandes guerras mundiais e da comercialização da notícia. Tal objetividade, vinculada aos ideais de imparcialidade e neutralidade, acaba por não se aprofundar em problemas sociais sistêmicos que deveriam ser iluminados e enfrentados pelo debate público. Assim, pensando que o jornalista é sempre atravessado por suas crenças, visões de mundo, raça, gênero e classe social, muitos grupos historicamente marginalizados não se viam nas representações noticiosas ou, quando se viam, percebiam estereótipos negativos reforçados pela mídia hegemônica. Nessa perspectiva, a proposta deste estudo é explorar e analisar conteúdos inclusivos e inovadores sob a perspectiva do potencial teórico-conceitual de fronteiras entre práticas jornalísticas tradicionais e práticas alternativas emergentes no jornalismo digital. Partimos da premissa que embora o jornalismo seja tanto uma prática institucionalizada quanto uma forma de conhecimento do mundo, os elementos que o constituem não são naturais e nem imutáveis, são construções sociais que se desenvolvem e se modificam no tempo a partir de mudanças culturais, políticas e tecnológicas em contextos históricos e situacionais específicos. Nessa linha, tomamos como objeto de investigação a agência nativamente digital Alma Preta Jornalismo (APJ), surgida em 2015, que se autoposiciona como veículo contra-hegemônico, cuja agenda é voltada para coberturas sobre identidade, cotidiano e causas ligadas à população negra no Brasil, mais especificamente tendo como recorte os textos publicados na editoria O Quilombo, no período de 1º de maio de 2023 a 30 junho de 2024. Em uma primeira contagem de dados, através do software Instant Data Scraper, foram encontrados 81 textos publicados nesta editoria durante o período citado. Em pesquisa pré-empírica exploratória, identificamos que O Quilombo apresenta textos de jornalistas/comunicadores, que não se enquadram na demarcação tradicional de gêneros jornalísticos informativos e opinativos, pelas características de retratarem experiências coletivas e vivências subjetivas, o que nos leva à hipótese de trabalho de práticas de “escrevivência” no jornalismo – neologismo criado na literatura pela escritora brasileira Conceição Evaristo. Por meio da Análise de Conteúdo (Bardin, 2011), combinando pesquisa documental e análise pragmática da narrativa (Motta, 2013), examinamos o Alma Preta Jornalismo como “trabalho de fronteira” (Carlson, 2019) e a editoria O Quilombo como “objeto de fronteira” no contexto do jornalismo profissional alternativo digital brasileiro. Constatamos que este jornalismo traz elementos decoloniais, contribuindo assim em confrontar a imparcialidade jornalística e a objetividade tradicional. Ao ultrapassar tais limites, o APJ se comporta como trabalho de fronteira, sendo a editoria um Objeto de fronteira. Ademais, todos os textos assinados por mulheres trazem demarcadores de escrevivência ao carregarem em si um olhar feminino individual, afrocentrado, mas também coletivo.
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Nessa perspectiva, a proposta deste estudo é explorar e analisar conteúdos inclusivos e inovadores sob a perspectiva do potencial teórico-conceitual de fronteiras entre práticas jornalísticas tradicionais e práticas alternativas emergentes no jornalismo digital. Partimos da premissa que embora o jornalismo seja tanto uma prática institucionalizada quanto uma forma de conhecimento do mundo, os elementos que o constituem não são naturais e nem imutáveis, são construções sociais que se desenvolvem e se modificam no tempo a partir de mudanças culturais, políticas e tecnológicas em contextos históricos e situacionais específicos. Nessa linha, tomamos como objeto de investigação a agência nativamente digital Alma Preta Jornalismo (APJ), surgida em 2015, que se autoposiciona como veículo contra-hegemônico, cuja agenda é voltada para coberturas sobre identidade, cotidiano e causas ligadas à população negra no Brasil, mais especificamente tendo como recorte os textos publicados na editoria O Quilombo, no período de 1º de maio de 2023 a 30 junho de 2024. Em uma primeira contagem de dados, através do software Instant Data Scraper, foram encontrados 81 textos publicados nesta editoria durante o período citado. Em pesquisa pré-empírica exploratória, identificamos que O Quilombo apresenta textos de jornalistas/comunicadores, que não se enquadram na demarcação tradicional de gêneros jornalísticos informativos e opinativos, pelas características de retratarem experiências coletivas e vivências subjetivas, o que nos leva à hipótese de trabalho de práticas de “escrevivência” no jornalismo – neologismo criado na literatura pela escritora brasileira Conceição Evaristo. Por meio da Análise de Conteúdo (Bardin, 2011), combinando pesquisa documental e análise pragmática da narrativa (Motta, 2013), examinamos o Alma Preta Jornalismo como “trabalho de fronteira” (Carlson, 2019) e a editoria O Quilombo como “objeto de fronteira” no contexto do jornalismo profissional alternativo digital brasileiro. Constatamos que este jornalismo traz elementos decoloniais, contribuindo assim em confrontar a imparcialidade jornalística e a objetividade tradicional. Ao ultrapassar tais limites, o APJ se comporta como trabalho de fronteira, sendo a editoria um Objeto de fronteira. Ademais, todos os textos assinados por mulheres trazem demarcadores de escrevivência ao carregarem em si um olhar feminino individual, afrocentrado, mas também coletivo.Journalistic objectivity emerged in the 20th century after the two great world wars and the commercialization of news. This objectivity, linked to the ideals of impartiality and neutrality, ends up not delving into systemic social problems that should be illuminated and addressed by public debate. Thus, considering that journalists are always affected by their beliefs, worldviews, race, gender and social class, many historically marginalized groups did not see themselves in news representations or, when they did, they perceived negative stereotypes reinforced by the hegemonic media. From this perspective, the purpose of this study is to explore and analyze inclusive and innovative content from the perspective of the theoreticalconceptual potential of boundaries between traditional journalistic practices and emerging alternative practices in digital journalism. We start from the premise that, although journalism is both an institutionalized practice and a form of knowledge of the world, the elements that specify it are neither natural nor immutable; they are social constructions that develop and change over time based on cultural, political and technological changes in specific historical and situational contexts. In this line, we took as our research object the natively digital agency Alma Preta Jornalismo (APJ), founded in 2015, which positions itself as a counter-hegemonic outlet, whose agenda is focused on coverage of identity, daily life and causes linked to the black population in Brazil, more specifically taking as a cut the texts published in the O Quilombo editorial section, from May 2023 to June 2024. In an initial data count, through the Instant Data Scraper software, 81 texts published in this editorial section were found during the aforementioned period. In exploratory pre-empirical research, we identified that O Quilombo presents texts by journalists/communicators, which do not fit into the traditional demarcation of informative and opinionated journalistic genres, due to the characteristics of portraying collective experiences and subjective experiences, which leads us to the working hypotheses of “escrevivência” practices in journalism – a neologism created in literature by the Brazilian writer Conceição Evaristo. Through Content Analysis (Bardin, 2011), combining documentary research and pragmatic narrative analysis (Motta, 2013), we examine Alma Preta Jornalismo as “border work” (Carlson, 2019) and the editorial section O Quilombo as a “border object” in the context of Brazilian alternative digital professional journalism. We found that this journalism brings decolonial elements, thus contributing to confronting journalistic impartiality and traditional objectivity. By going beyond these limits, APJ behaves as boundary work and O Quilombo section being a boundary object. Furthermore, all texts written by women have writing markers by carrying within them an individual Afrocentric and collective feminine perspective.porUniversidade Federal de Juiz de Fora (UFJF)Programa de Pós-graduação em ComunicaçãoUFJFBrasilFaculdade de Comunicação SocialAttribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Brazilhttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/info:eu-repo/semantics/openAccessCNPQ::CIENCIAS SOCIAIS APLICADAS::COMUNICACAOJornalismo negroObjeto de fronteiraAquilombamentoEscrevivênciaAlma Preta JornalismoBlack journalismBorder objectAlma Preta JournalismJornalismo negro e aquilombamento na web: práticas de escrevivência no portal Alma Preta Jornalismo sob a perspectiva analítica de fronteiras emergentesinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisreponame:Repositório Institucional da UFJFinstname:Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF)instacron:UFJFORIGINALmarinalopesdesouza.pdfmarinalopesdesouza.pdfPDF/Aapplication/pdf2571741https://repositorio.ufjf.br/jspui/bitstream/ufjf/18486/1/marinalopesdesouza.pdf5795c1b64901eb615ee8cde7766bec90MD51CC-LICENSElicense_rdflicense_rdfapplication/rdf+xml; charset=utf-8811https://repositorio.ufjf.br/jspui/bitstream/ufjf/18486/2/license_rdfe39d27027a6cc9cb039ad269a5db8e34MD52LICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; charset=utf-82136https://repositorio.ufjf.br/jspui/bitstream/ufjf/18486/3/license.txtffbb04eaab5e689eb178ff1cf915d0d1MD53TEXTmarinalopesdesouza.pdf.txtmarinalopesdesouza.pdf.txtExtracted texttext/plain531967https://repositorio.ufjf.br/jspui/bitstream/ufjf/18486/4/marinalopesdesouza.pdf.txta189204ccdaa40a2852dd77cc5348d30MD54THUMBNAILmarinalopesdesouza.pdf.jpgmarinalopesdesouza.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg1173https://repositorio.ufjf.br/jspui/bitstream/ufjf/18486/5/marinalopesdesouza.pdf.jpg3a3302bd36dc77bbde345256f1a3febfMD55ufjf/184862025-04-29 03:07:49.799oai:hermes.cpd.ufjf.br:ufjf/18486TElDRU7Dh0EgREUgRElTVFJJQlVJw4fDg08gTsODTy1FWENMVVNJVkENCg0KQ29tIGEgYXByZXNlbnRhw6fDo28gZGVzdGEgbGljZW7Dp2EsIHZvY8OqIChvIGF1dG9yIChlcykgb3UgbyB0aXR1bGFyIGRvcyBkaXJlaXRvcyBkZSBhdXRvcikgY29uY2VkZSBhbyBSZXBvc2l0w7NyaW8gDQpJbnN0aXR1Y2lvbmFsIGRhIFVuaXZlcnNpZGFkZSBGZWRlcmFsIGRlIEp1aXogZGUgRm9yYSBvIGRpcmVpdG8gbsOjby1leGNsdXNpdm8gZGUgcmVwcm9kdXppciwgIHRyYWR1emlyIChjb25mb3JtZSBkZWZpbmlkbyBhYmFpeG8pLCBlL291IGRpc3RyaWJ1aXIgYSBzdWEgcHVibGljYcOnw6NvIChpbmNsdWluZG8gbyByZXN1bW8pIHBvciB0b2RvIG8gbXVuZG8gbm8gZm9ybWF0byBpbXByZXNzbyBlIGVsZXRyw7RuaWNvIGUgZW0gcXVhbHF1ZXIgbWVpbywgaW5jbHVpbmRvIG9zIGZvcm1hdG9zIMOhdWRpbyBvdSB2w61kZW8uDQoNClZvY8OqIGNvbmNvcmRhIHF1ZSBvIFJlcG9zaXTDs3JpbyBJbnN0aXR1Y2lvbmFsIGRhIFVuaXZlcnNpZGFkZSBGZWRlcmFsIGRlIEp1aXogZGUgRm9yYSBwb2RlLCBzZW0gYWx0ZXJhciBvIGNvbnRlw7pkbywgdHJhbnNwb3IgYSBzdWEgcHVibGljYcOnw6NvIHBhcmEgcXVhbHF1ZXIgbWVpbyBvdSBmb3JtYXRvIHBhcmEgZmlucyBkZSBwcmVzZXJ2YcOnw6NvLiBWb2PDqiB0YW1iw6ltIGNvbmNvcmRhIHF1ZSBvIFJlcG9zaXTDs3JpbyBJbnN0aXR1Y2lvbmFsIGRhIFVuaXZlcnNpZGFkZSBGZWRlcmFsIGRlIEp1aXogZGUgRm9yYSBwb2RlIG1hbnRlciBtYWlzIGRlIHVtYSBjw7NwaWEgZGUgc3VhIHB1YmxpY2HDp8OjbyBwYXJhIGZpbnMgZGUgc2VndXJhbsOnYSwgYmFjay11cCBlIHByZXNlcnZhw6fDo28uIFZvY8OqIGRlY2xhcmEgcXVlIGEgc3VhIHB1YmxpY2HDp8OjbyDDqSBvcmlnaW5hbCBlIHF1ZSB2b2PDqiB0ZW0gbyBwb2RlciBkZSBjb25jZWRlciBvcyBkaXJlaXRvcyBjb250aWRvcyBuZXN0YSBsaWNlbsOnYS4gVm9jw6ogdGFtYsOpbSBkZWNsYXJhIHF1ZSBvIGRlcMOzc2l0byBkYSBzdWEgcHVibGljYcOnw6NvIG7Do28sIHF1ZSBzZWphIGRlIHNldSBjb25oZWNpbWVudG8sIGluZnJpbmdlIGRpcmVpdG9zIGF1dG9yYWlzIGRlIG5pbmd1w6ltLg0KDQpDYXNvIGEgc3VhIHB1YmxpY2HDp8OjbyBjb250ZW5oYSBtYXRlcmlhbCBxdWUgdm9jw6ogbsOjbyBwb3NzdWkgYSB0aXR1bGFyaWRhZGUgZG9zIGRpcmVpdG9zIGF1dG9yYWlzLCB2b2PDqiBkZWNsYXJhIHF1ZSBvYnRldmUgYSBwZXJtaXNzw6NvIGlycmVzdHJpdGEgZG8gZGV0ZW50b3IgZG9zIGRpcmVpdG9zIGF1dG9yYWlzIHBhcmEgY29uY2VkZXIgYW8gUmVwb3NpdMOzcmlvIEluc3RpdHVjaW9uYWwgZGEgVW5pdmVyc2lkYWRlIEZlZGVyYWwgZGUgSnVpeiBkZSBGb3JhIG9zIGRpcmVpdG9zIGFwcmVzZW50YWRvcyBuZXN0YSBsaWNlbsOnYSwgZSBxdWUgZXNzZSBtYXRlcmlhbCBkZSBwcm9wcmllZGFkZSBkZSB0ZXJjZWlyb3MgZXN0w6EgY2xhcmFtZW50ZSBpZGVudGlmaWNhZG8gZSByZWNvbmhlY2lkbyBubyB0ZXh0byBvdSBubyBjb250ZcO6ZG8gZGEgcHVibGljYcOnw6NvIG9yYSBkZXBvc2l0YWRhLg0KDQpDQVNPIEEgUFVCTElDQcOHw4NPIE9SQSBERVBPU0lUQURBIFRFTkhBIFNJRE8gUkVTVUxUQURPIERFIFVNIFBBVFJPQ8ONTklPIE9VIEFQT0lPIERFIFVNQSBBR8OKTkNJQSBERSBGT01FTlRPIE9VIE9VVFJPICBPUkdBTklTTU8sIFZPQ8OKIERFQ0xBUkEgUVVFIFJFU1BFSVRPVSBUT0RPUyBFIFFVQUlTUVVFUiBESVJFSVRPUyBERSBSRVZJU8ODTyBDT01PIFRBTULDiU0gQVMgREVNQUlTIE9CUklHQcOHw5VFUyBFWElHSURBUyBQT1IgQ09OVFJBVE8gT1UgQUNPUkRPLg0KDQpPIFJlcG9zaXTDs3JpbyBJbnN0aXR1Y2lvbmFsIGRhIFVuaXZlcnNpZGFkZSBGZWRlcmFsIGRlIEp1aXogZGUgRm9yYSAgc2UgY29tcHJvbWV0ZSBhIGlkZW50aWZpY2FyIGNsYXJhbWVudGUgbyBzZXUgbm9tZSAocykgb3UgbyhzKSBub21lKHMpIGRvKHMpIGRldGVudG9yKGVzKSBkb3MgZGlyZWl0b3MgYXV0b3JhaXMgZGEgcHVibGljYcOnw6NvLCBlIG7Do28gZmFyw6EgcXVhbHF1ZXIgYWx0ZXJhw6fDo28sIGFsw6ltIGRhcXVlbGFzIGNvbmNlZGlkYXMgcG9yIGVzdGEgbGljZW7Dp2EuRepositório InstitucionalPUBhttps://repositorio.ufjf.br/oai/requestopendoar:2025-04-29T06:07:49Repositório Institucional da UFJF - Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF)false
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