Estudos da família Asteraceae no complexo de serras da Bocaina-Carrancas e Ouro Grosso, Minas Gerais, Brasil: a tribo Vernonieae e uma nova espécie de Wedelia
| Ano de defesa: | 2022 |
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| Tipo de documento: | Tese |
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| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Universidade Federal de Lavras
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| Programa de Pós-Graduação: |
Programa de Pós-graduação em Botânica Aplicada
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| Departamento: |
Departamento de Biologia
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| País: |
brasil
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| Palavras-chave em Português: | |
| Área do conhecimento CNPq: | |
| Link de acesso: | https://repositorio.ufla.br/handle/1/55878 |
Resumo: | A maior família de plantas com flores dentre as eudicotiledôneas, as Asteraceae, possui distribuição por quase todo o planeta e em todos os tipos de habitats. No entanto, é nos ambientes abertos, como os campos, que encontramos sua maior diversidade. O presente trabalho teve como objetivo o tratamento taxonômico de uma das tribos mais diversas dentro da família Asteraceae, a tribo Vernonieae, nas serras quartzíticas da Bocaina, Carrancas e Ouro Grosso, região do Campo das Vertentes, centro sul de Minas Gerais. A região, apesar de estar inserida no domínio da Mata Atlântica, devido a proximidade com o domínio do Cerrado, sofre influência direta em sua composição florística. As serras da região são repletas de campos graminosos circundando afloramentos de quartzito nas porções mais elevadas, cerrados, campos sujos, florestas estacionais e de galeria nas porções menos elevadas. No total, além da espécie nova Wedelia multiaristata, 52 espécies da tribo Vernonieae foram encontradas e descritas. Os gêneros com maior riqueza foram Lessingianthus com 12 espécies, seguido de Chrysolaena, Lepidaploa e Eremanthus, com cinco espécies cada. Os gêneros Centratherum, Hololepsis e Lychnophora apresentaram apenas uma espécie cada. Dentre as 52 espécies encontradas, apenas Lepidaploa gnaphaloides encontra-se categorizada como “Em Perigo” segundo o CNCFlora. As fisionomias com maior riqueza de espécie foram os campos rupestres com 80,7%, seguido dos cerrados com 55,7% e dos campos limpos (48%). Demais fisionomias juntas apresentaram 32,6% da riqueza. Cerca de 40,3% das espécies encontradas são endêmicas do domínio do Cerrado brasileiro. Apenas Eremanthus syncephalus e Lychnophora pinaster são endêmicas dos campos rupestres. Na área de estudo, a tribo Vernonieae aparece com a maior riqueza de espécies (52 spp.) em relação a tribo Eupatorieae (41 spp.), diferentemente de diversas outras áreas de campo rupestre, onde a tribo Eupatorieae frequentemente é apontada com a maior riqueza de espécies. |
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2023-01-26T12:53:55Z2023-01-26T12:53:55Z2023-01-262022-08-30RIBEIRO, W. dos S. Estudos da família Asteraceae no complexo de serras da Bocaina-Carrancas e Ouro Grosso, Minas Gerais, Brasil: a tribo Vernonieae e uma nova espécie de Wedelia. 2023. 130 p. Tese (Doutorado em Botânica Aplicada)–Universidade Federal de Lavras, Lavras, 2022.https://repositorio.ufla.br/handle/1/55878A maior família de plantas com flores dentre as eudicotiledôneas, as Asteraceae, possui distribuição por quase todo o planeta e em todos os tipos de habitats. No entanto, é nos ambientes abertos, como os campos, que encontramos sua maior diversidade. O presente trabalho teve como objetivo o tratamento taxonômico de uma das tribos mais diversas dentro da família Asteraceae, a tribo Vernonieae, nas serras quartzíticas da Bocaina, Carrancas e Ouro Grosso, região do Campo das Vertentes, centro sul de Minas Gerais. A região, apesar de estar inserida no domínio da Mata Atlântica, devido a proximidade com o domínio do Cerrado, sofre influência direta em sua composição florística. As serras da região são repletas de campos graminosos circundando afloramentos de quartzito nas porções mais elevadas, cerrados, campos sujos, florestas estacionais e de galeria nas porções menos elevadas. No total, além da espécie nova Wedelia multiaristata, 52 espécies da tribo Vernonieae foram encontradas e descritas. Os gêneros com maior riqueza foram Lessingianthus com 12 espécies, seguido de Chrysolaena, Lepidaploa e Eremanthus, com cinco espécies cada. Os gêneros Centratherum, Hololepsis e Lychnophora apresentaram apenas uma espécie cada. Dentre as 52 espécies encontradas, apenas Lepidaploa gnaphaloides encontra-se categorizada como “Em Perigo” segundo o CNCFlora. As fisionomias com maior riqueza de espécie foram os campos rupestres com 80,7%, seguido dos cerrados com 55,7% e dos campos limpos (48%). Demais fisionomias juntas apresentaram 32,6% da riqueza. Cerca de 40,3% das espécies encontradas são endêmicas do domínio do Cerrado brasileiro. Apenas Eremanthus syncephalus e Lychnophora pinaster são endêmicas dos campos rupestres. Na área de estudo, a tribo Vernonieae aparece com a maior riqueza de espécies (52 spp.) em relação a tribo Eupatorieae (41 spp.), diferentemente de diversas outras áreas de campo rupestre, onde a tribo Eupatorieae frequentemente é apontada com a maior riqueza de espécies.The largest family of flowering plants among the eudicots, the Asteraceae, is distributed throughout almost the entire planet and in all types of habitats; however, they are in open environments, such as fields, where it is possible to find their greatest diversity. The present work had as objective the taxonomic treatment of one of the most diverse tribes within the Asteraceae family, the tribe Vernonieae, in the quartzitic mountains of Bocaina, Carrancas and Ouro Grosso, Campo das Vertentes region, south center of Minas Gerais. The area, despite being part of the Atlantic Forest domain, due to its proximity to the Cerrado domain, is directly influenced by the composition of this domain and with that, several vegetational physiognomies typical of the Cerrado can be observed, among them the campos rupestres. The region's mountains are full of grassy fields surrounding quartzite outcrops in the higher portions, and savannahs, dirty fields, seasonal and gallery forests in the lower portions. In total, in addition to the new species Wedelia multiaristata, 52 species of the tribe Vernonieae were found and described. The genera with the greatest richness were Lessingianthus with 12 species, followed by Chrysolaena, Lepidaploa and Eremanthus with five species each. The genera Centratherum, Hololepsis and Lychnophora had only one species each. Among the 52 species found, only Lepidaploa gnaphaloides is categorized as Endangered by CNCFlora. The physiognomies with the highest species richness were the rupestrian fields with 80.7%, followed by the cerrados with 55.7%, and the clean fields with 48%, other physionomis together presented 32.6%. About 40.3% of the species found are endemic to the Brazilian Cerrado domain, and only Eremanthus syncephalus and Lychnophora pinaster are endemic from campos rupestres. In the study area, the Vernonieae tribe appears with the highest species richness (52 spp.) in relation to the Eupatorieae tribe (41 spp.), different from several other areas of campo rupestre where the Eupatorieae tribe is often identified with the highest species richness. The species Lepidaploa gnaphalioides was the one that presented the highest degree of threat according to CNCFlora: Endangered (EN).Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (FAPEMIG)Universidade Federal de LavrasPrograma de Pós-graduação em Botânica AplicadaUFLAbrasilDepartamento de BiologiaBotânica AplicadaAspiliaCompositaeCampo rupestreTaxonomiaVernoniaRupestrian fieldTaxonomyCampo das Vertentes (MG : Mesorregião)Estudos da família Asteraceae no complexo de serras da Bocaina-Carrancas e Ouro Grosso, Minas Gerais, Brasil: a tribo Vernonieae e uma nova espécie de WedeliaAsteraceae family estudies in the Bocaina-Carrancas and Ouro Grosso mountain range complexes, Minas Gerais, Brazil: tribe Vernonieae and a new species of Wedeliainfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisSobral, Marcos Eduardo GuerraMansanares, Mariana EstevesSobral, Marcos Eduardo GuerraPinheiro, Lidyanne Yuriko Saleme AonaCosta, Suzana Maria dos SantosMansanares, Mariana EstevesNascimento Júnior, José Elvino doRibeiro, William dos Santosinfo:eu-repo/semantics/openAccessporreponame:Repositório Institucional da UFLAinstname:Universidade Federal de Lavras (UFLA)instacron:UFLALICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; charset=utf-8953https://repositorio.ufla.br/bitstreams/4ba76f12-3eb0-464e-94eb-4c076ff8bb49/download760884c1e72224de569e74f79eb87ce3MD51falseAnonymousREADORIGINALTESE_Estudos da família Asteraceae no complexo de serras da Bocaina-Carrancas e Ouro Grosso, Minas Gerais, Brasil: a tribo Vernonieae e uma nova espécie de Wedelia.pdfTESE_Estudos da família Asteraceae no complexo de serras da Bocaina-Carrancas e Ouro Grosso, Minas Gerais, Brasil: a tribo Vernonieae e uma nova espécie de Wedelia.pdfapplication/pdf2836527https://repositorio.ufla.br/bitstreams/0be1dddc-d0f9-4c21-916d-a6539a07c378/download0c00b5337b95dc68165d87f6ef7ed159MD52trueAnonymousREADTEXTTESE_Estudos da família Asteraceae no complexo de serras da Bocaina-Carrancas e Ouro Grosso, Minas Gerais, Brasil: a tribo Vernonieae e uma nova espécie de Wedelia.pdf.txtTESE_Estudos da família Asteraceae no complexo de serras da Bocaina-Carrancas e Ouro Grosso, Minas Gerais, Brasil: a tribo Vernonieae e uma nova espécie de Wedelia.pdf.txtExtracted texttext/plain102064https://repositorio.ufla.br/bitstreams/eed18ab9-b021-464c-88be-deac06f4b881/download059e83a9fe5198a36f52b7a85960a643MD53falseAnonymousREADTHUMBNAILTESE_Estudos da família Asteraceae no complexo de serras da Bocaina-Carrancas e Ouro Grosso, Minas Gerais, Brasil: a tribo Vernonieae e uma nova espécie de Wedelia.pdf.jpgTESE_Estudos da família Asteraceae no complexo de serras da Bocaina-Carrancas e Ouro Grosso, Minas Gerais, Brasil: a tribo Vernonieae e uma nova espécie de Wedelia.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg3346https://repositorio.ufla.br/bitstreams/856be4ff-0a4b-401b-8c5e-0abe05fb44ea/download58ad8d53c51d6e5ab5f0d73ace4353d3MD54falseAnonymousREAD1/558782025-08-06 11:13:29.439open.accessoai:repositorio.ufla.br:1/55878https://repositorio.ufla.brRepositório InstitucionalPUBhttps://repositorio.ufla.br/server/oai/requestnivaldo@ufla.br || repositorio.biblioteca@ufla.bropendoar:2025-08-06T14:13:29Repositório Institucional da UFLA - Universidade Federal de Lavras (UFLA)falseREVDTEFSQcOHw4NPIERFIERJU1RSSUJVScOHw4NPIE7Dg08tRVhDTFVTSVZBCk8gcmVmZXJpZG8gYXV0b3I6CmEpIERlY2xhcmEgcXVlIG8gZG9jdW1lbnRvIGVudHJlZ3VlIMOpIHNldSB0cmFiYWxobyBvcmlnaW5hbCwgZSBxdWUKZGV0w6ltIG8gZGlyZWl0byBkZSBjb25jZWRlciBvcyBkaXJlaXRvcyBjb250aWRvcyBuZXN0YSBsaWNlbsOnYS4KRGVjbGFyYSB0YW1iw6ltIHF1ZSBhIGVudHJlZ2EgZG8gZG9jdW1lbnRvIG7Do28gaW5mcmluZ2UsIHRhbnRvIHF1YW50bwpsaGUgw6kgcG9zc8OtdmVsIHNhYmVyLCBvcyBkaXJlaXRvcyBkZSBxdWFscXVlciBvdXRyYSBwZXNzb2Egb3UKZW50aWRhZGUuCmIpIFNlIG8gZG9jdW1lbnRvIGVudHJlZ3VlIGNvbnTDqW0gbWF0ZXJpYWwgZG8gcXVhbCBuw6NvIGRldMOpbSBvcwpkaXJlaXRvcyBkZSBhdXRvciwgZGVjbGFyYSBxdWUgb2J0ZXZlIGF1dG9yaXphw6fDo28gZG8gZGV0ZW50b3IgZG9zCmRpcmVpdG9zIGRlIGF1dG9yIHBhcmEgY29uY2VkZXIgw6AgVW5pdmVyc2lkYWRlIEZlZGVyYWwgZGUgTGF2cmFzIG9zCmRpcmVpdG9zIHJlcXVlcmlkb3MgcG9yIGVzdGEgbGljZW7Dp2EsIGUgcXVlIGVzc2UgbWF0ZXJpYWwgY3Vqb3MKZGlyZWl0b3Mgc8OjbyBkZSB0ZXJjZWlyb3MgZXN0w6EgY2xhcmFtZW50ZSBpZGVudGlmaWNhZG8gZSByZWNvbmhlY2lkbwpubyB0ZXh0byBvdSBjb250ZcO6ZG8gZG8gZG9jdW1lbnRvIGVudHJlZ3VlLiBTZSBvIGRvY3VtZW50byBlbnRyZWd1ZSDDqQpiYXNlYWRvIGVtIHRyYWJhbGhvIGZpbmFuY2lhZG8gb3UgYXBvaWFkbyBwb3Igb3V0cmEgaW5zdGl0dWnDp8OjbyBxdWUKbsOjbyBhIFVuaXZlcnNpZGFkZSBGZWRlcmFsIGRlIExhdnJhcywgZGVjbGFyYSBxdWUgY3VtcHJpdSBxdWFpc3F1ZXIKb2JyaWdhw6fDtWVzIGV4aWdpZGFzIHBlbG8gcmVzcGVjdGl2byBjb250cmF0byBvdSBhY29yZG8uCgo= |
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