Marcas da docência masculina na educação infantil: experiência, identidade e cotidiano

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2019
Autor(a) principal: Oliveira, Adriana Cristina de lattes
Orientador(a): Reis, Fábio Pinto Gonçalves dos
Banca de defesa: Azevedo, Kléber Tuxen Carneiro, Xavier, Lidiane Teixeira
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Lavras
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pós-graduação em Educação
Departamento: Departamento de Educação
País: brasil
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: https://repositorio.ufla.br/handle/1/35015
Resumo: O estudo trata da docência masculina na educação infantil e pretendeu analisar as vozes e as marcas dessa docência. Como esses professores se sentiam em um lugar onde são construídos conhecimentos e vínculos afetivos, na maioria das vezes, composto por mulheres, já que, ainda, predomina-se o discurso que essa profissão é de pertença tipicamente feminina. De acordo com a história, a docência na educação infantil é construída socialmente como uma profissão, em especial, feminina, ou seja, uma função materna. Desse modo, nota-se um receio quanto à presença da figura masculina, nos cuidados de crianças pequenas e até tentativas de segregação, já que é visto como um sujeito estranho na escola. Assim, algumas hipóteses foram levantadas: o homem na educação infantil sente-se excluído, fora de lugar, visto que hoje a escola é ocupada, em sua maioria, por professoras. Ao avaliar essas ideias, a pesquisa utilizou-se da metodologia qualitativa, por meio de entrevistas abertas e semiestruturadas com os educadores que atuam na rede pública de municípios do Sul de Minas Gerais, considerando os aspectos: a escolha da profissão, a visão dos/as outros/as quanto à essa escolha, realização com a profissão, suas impressões quanto ao local de trabalho e às colegas docentes, suas experiências marcantes durante sua atuação como educador. As análises se embasaram nos aportes teóricos de Scott, Louro, Larrosa, Tomás Tadeu da Silva, debruçando-se sob conceitos, como gênero, experiência e identidade. Percebeu-se que muitos dos olhares que os educadores possuem de si se aproximam da visão de grande parte das pessoas, ou seja, ainda com preconceito. Assim, tentam evitar determinadas atitudes por receio das ideias que poderiam ser criadas pelas demais pessoas da comunidade escolar e da sociedade.
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Desse modo, nota-se um receio quanto à presença da figura masculina, nos cuidados de crianças pequenas e até tentativas de segregação, já que é visto como um sujeito estranho na escola. Assim, algumas hipóteses foram levantadas: o homem na educação infantil sente-se excluído, fora de lugar, visto que hoje a escola é ocupada, em sua maioria, por professoras. Ao avaliar essas ideias, a pesquisa utilizou-se da metodologia qualitativa, por meio de entrevistas abertas e semiestruturadas com os educadores que atuam na rede pública de municípios do Sul de Minas Gerais, considerando os aspectos: a escolha da profissão, a visão dos/as outros/as quanto à essa escolha, realização com a profissão, suas impressões quanto ao local de trabalho e às colegas docentes, suas experiências marcantes durante sua atuação como educador. As análises se embasaram nos aportes teóricos de Scott, Louro, Larrosa, Tomás Tadeu da Silva, debruçando-se sob conceitos, como gênero, experiência e identidade. Percebeu-se que muitos dos olhares que os educadores possuem de si se aproximam da visão de grande parte das pessoas, ou seja, ainda com preconceito. Assim, tentam evitar determinadas atitudes por receio das ideias que poderiam ser criadas pelas demais pessoas da comunidade escolar e da sociedade.This study addressed male teaching in child education and aimed to analyze the voices and marks of this teaching. These teachers felt they were in an environment where knowledge and affective bonds are built, most often by women since the discourse still states that this profession is predominantly female. Teaching in infant education has been historically and socially constructed as an inherently feminine profession, that is, a maternal function. Thus, we verify a fear for the presence of male figures in the care of young children, even attempts at segregation, since men are considered strangers in school. Therefore, we raised a few hypotheses: the man present in early childhood education feels excluded, out of place, since schools nowadays are mostly occup ied by female teachers. Based on these ideas, this research used a qualitative methodology through open and semi-structured interviews conducted with teachers who work in the public network of municipalities in southern Minas Gerais, Brazil. We considered the following aspects: choice of profession, view of others regarding this choice, fulfillment with the profession, impressions regarding the workplace and teaching colleagues, and prominent experiences during the work as an educator. We based the analyzes on the theoretical contributions of Scott, Louro, Larrosa, and Tomás Tadeu da Silva, focusing on concepts such as gender, experience, and identity. We noticed that many of the perspectives the teachers have of themselves approach the view of many people, that is, still have prejudice. Therefore, they try to avoid certain attitudes for fear of ideas that might be raised by other people in the school community and society.Universidade Federal de LavrasPrograma de Pós-graduação em EducaçãoUFLAbrasilDepartamento de EducaçãoEducaçãoIdentidade docenteGêneroProfissãoTeaching identityGenderProfessionMarcas da docência masculina na educação infantil: experiência, identidade e cotidianoMarks of male teaching in child education: experience, identity and daily routineinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisReis, Fábio Pinto Gonçalves dosAzevedo, Kléber Tuxen CarneiroXavier, Lidiane Teixeirahttp://lattes.cnpq.br/6598353550779769Oliveira, Adriana Cristina deinfo:eu-repo/semantics/openAccessporreponame:Repositório Institucional da UFLAinstname:Universidade Federal de Lavras (UFLA)instacron:UFLAORIGINALDISSERTAÇÃO_Marcas da docência masculina na educação infantil.pdfDISSERTAÇÃO_Marcas da docência masculina na educação infantil.pdfapplication/pdf941051https://repositorio.ufla.br/bitstreams/58ef8369-27f5-4fc0-9e6e-95ff7e0bbfb4/download8ea55c05e1985082cf8edbf2a9556106MD51trueAnonymousREADLICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; charset=utf-8953https://repositorio.ufla.br/bitstreams/c2992ab7-5c04-4ccf-aec0-3d7c98461fc0/download760884c1e72224de569e74f79eb87ce3MD52falseAnonymousREADTEXTDISSERTAÇÃO_Marcas da docência masculina na educação infantil.pdf.txtDISSERTAÇÃO_Marcas da docência masculina na educação infantil.pdf.txtExtracted texttext/plain103607https://repositorio.ufla.br/bitstreams/1a344893-be38-4283-bb50-bf6f63f34298/downloadc03237e6acd36510dfbe1f11c1cfa777MD53falseAnonymousREADTHUMBNAILDISSERTAÇÃO_Marcas da docência masculina na educação infantil.pdf.jpgDISSERTAÇÃO_Marcas da docência masculina na educação infantil.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg3029https://repositorio.ufla.br/bitstreams/c568c0f0-2797-45d7-8414-769bb129aed7/download273cd4d6b2e0aeccaaec2e61a19b2666MD54falseAnonymousREAD1/350152025-08-08 15:00:13.106open.accessoai:repositorio.ufla.br:1/35015https://repositorio.ufla.brRepositório InstitucionalPUBhttps://repositorio.ufla.br/server/oai/requestnivaldo@ufla.br || repositorio.biblioteca@ufla.bropendoar:2025-08-08T18:00:13Repositório Institucional da UFLA - Universidade Federal de Lavras (UFLA)falseREVDTEFSQcOHw4NPIERFIERJU1RSSUJVScOHw4NPIE7Dg08tRVhDTFVTSVZBCk8gcmVmZXJpZG8gYXV0b3I6CmEpIERlY2xhcmEgcXVlIG8gZG9jdW1lbnRvIGVudHJlZ3VlIMOpIHNldSB0cmFiYWxobyBvcmlnaW5hbCwgZSBxdWUKZGV0w6ltIG8gZGlyZWl0byBkZSBjb25jZWRlciBvcyBkaXJlaXRvcyBjb250aWRvcyBuZXN0YSBsaWNlbsOnYS4KRGVjbGFyYSB0YW1iw6ltIHF1ZSBhIGVudHJlZ2EgZG8gZG9jdW1lbnRvIG7Do28gaW5mcmluZ2UsIHRhbnRvIHF1YW50bwpsaGUgw6kgcG9zc8OtdmVsIHNhYmVyLCBvcyBkaXJlaXRvcyBkZSBxdWFscXVlciBvdXRyYSBwZXNzb2Egb3UKZW50aWRhZGUuCmIpIFNlIG8gZG9jdW1lbnRvIGVudHJlZ3VlIGNvbnTDqW0gbWF0ZXJpYWwgZG8gcXVhbCBuw6NvIGRldMOpbSBvcwpkaXJlaXRvcyBkZSBhdXRvciwgZGVjbGFyYSBxdWUgb2J0ZXZlIGF1dG9yaXphw6fDo28gZG8gZGV0ZW50b3IgZG9zCmRpcmVpdG9zIGRlIGF1dG9yIHBhcmEgY29uY2VkZXIgw6AgVW5pdmVyc2lkYWRlIEZlZGVyYWwgZGUgTGF2cmFzIG9zCmRpcmVpdG9zIHJlcXVlcmlkb3MgcG9yIGVzdGEgbGljZW7Dp2EsIGUgcXVlIGVzc2UgbWF0ZXJpYWwgY3Vqb3MKZGlyZWl0b3Mgc8OjbyBkZSB0ZXJjZWlyb3MgZXN0w6EgY2xhcmFtZW50ZSBpZGVudGlmaWNhZG8gZSByZWNvbmhlY2lkbwpubyB0ZXh0byBvdSBjb250ZcO6ZG8gZG8gZG9jdW1lbnRvIGVudHJlZ3VlLiBTZSBvIGRvY3VtZW50byBlbnRyZWd1ZSDDqQpiYXNlYWRvIGVtIHRyYWJhbGhvIGZpbmFuY2lhZG8gb3UgYXBvaWFkbyBwb3Igb3V0cmEgaW5zdGl0dWnDp8OjbyBxdWUKbsOjbyBhIFVuaXZlcnNpZGFkZSBGZWRlcmFsIGRlIExhdnJhcywgZGVjbGFyYSBxdWUgY3VtcHJpdSBxdWFpc3F1ZXIKb2JyaWdhw6fDtWVzIGV4aWdpZGFzIHBlbG8gcmVzcGVjdGl2byBjb250cmF0byBvdSBhY29yZG8uCgo=
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