Estrutura genética de populações naturais de Calophyllum brasiliense Camb. na bacia do Alto Rio Grande

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2006
Autor(a) principal: Souza, Anderson Marcos de
Orientador(a): Carvalho, Dulcinéia de
Banca de defesa: Van den Berg, Eduardo, Borba, Eduardo Leite, Lovato, Maria Bernadete, Freitas, Miguel Luiz Menezes
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: UNIVERSIDADE FEDERAL DE LAVRAS
Programa de Pós-Graduação: DCF - Programa de Pós-graduação
Departamento: Não Informado pela instituição
País: BRASIL
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: https://repositorio.ufla.br/handle/1/4059
Resumo: As Florestas Estacionais Semideciduais ocorrem em grande parte do estado de Minas Gerais, sendo as formações ciliares consideradas uma das suas principais fisionomias. Devido a sua atuação como corredor ecológico e banco de material genético, essas formações garantem a conservação e a perpetuação de muitas espécies. Como os ambientes ciliares possuem características bem peculiares, há o desenvolvimento de espécies exclusivas nestas áreas. Dentre estas, Calophyllum brasiliense Camb. se destaca devido a sua plasticidade ecológica e preferência em colonizar solos com alta saturação hídrica, sendo considerada especialista em hábitat. Assim, a fim de se acessar e compreender os padrões da variabilidade genética inter e intrapopulacional de C. brasiliense nestes ambientes, bem como sua distribuição espacial e sistema reprodutivo, três hábitats de ocorrência desta espécie foram escolhidos: Mata Ciliar, Floresta Paludosa e Mata de Galeria. Em duas populações foram escolhidas, sendo amostradas 60 árvores em cada. Para a análise do sistema reprodutivo, foram coletados frutos em dois hábitats (Mata Ciliar e Mata de Galeria). A partir da análise de eletroforese de isoenzimas, os resultados obtidos mostraram alta heterozigosidade para a espécie, Ĥo variando de 0,355 a 0,468 nas árvores adultas e de 0,441 a 0,493 nas progênies. Os dados da estrutura genética indicaram a ocorrência de endogamia dentro e para o conjunto das populações amostradas na Mata Ciliar ( = 0,114; = 0,191) e Floresta Paludosa ( = 0,060; = 0,185). Em todas as populações a maior parte da variabilidade genética encontra-se distribuída dentro das populações. O fluxo gênico ( ) foi baixo, demonstrando não ser suficiente para contrapor os efeitos da deriva genética. As estimativas de tamanho efetivo mostraram que, apenas nas populações amostradas na Mata de Galeria, o valor do (130 indivíduos) foi superior ao número de indivíduos amostrados (n = 120). A estimativa do coeficiente de coancestria mostrou que as árvores mais próximas apresentaram maior similaridade genética. A distribuição espacial de C. brasiliense nos três hábitats mostrou-se altamente correlacionada com a alta umidade do solo e isto influenciando diretamente sua variabilidade genética e fluxo gênico. A análise de agrupamento não permitiu detectar uma relação entre hábitat de ocorrência e identidade genética e, também não foi evidenciada correlação entre distância geográfica e identidade genética (rm = 0,063). A análise das progênies indicou que a espécie é alógama ( = 0,996) nas populações de Mata Ciliar e 0,974 na população da Mata de Galeria. O sistema reprodutivo indicou que nas populações amostradas na Mata Ciliar, a maior parte das suas progênies são originadas de cruzamentos biparentais ( = 54,8%). Já na população amostrada em Mata de Galeria, grande parte de suas progênies são originadas por cruzamentos aleatórios ( = 70,3%). Assim, independente do habitat, se faz necessário a conservação das populações naturais de C. brasiliense, já que, esta espécie demonstra certa fragilidade aos fatores que põem em risco a sua variabilidade genética, como o grau de degradação das suas populações e a falta de conectividade entre elas.
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Assim, a fim de se acessar e compreender os padrões da variabilidade genética inter e intrapopulacional de C. brasiliense nestes ambientes, bem como sua distribuição espacial e sistema reprodutivo, três hábitats de ocorrência desta espécie foram escolhidos: Mata Ciliar, Floresta Paludosa e Mata de Galeria. Em duas populações foram escolhidas, sendo amostradas 60 árvores em cada. Para a análise do sistema reprodutivo, foram coletados frutos em dois hábitats (Mata Ciliar e Mata de Galeria). A partir da análise de eletroforese de isoenzimas, os resultados obtidos mostraram alta heterozigosidade para a espécie, Ĥo variando de 0,355 a 0,468 nas árvores adultas e de 0,441 a 0,493 nas progênies. Os dados da estrutura genética indicaram a ocorrência de endogamia dentro e para o conjunto das populações amostradas na Mata Ciliar ( = 0,114; = 0,191) e Floresta Paludosa ( = 0,060; = 0,185). Em todas as populações a maior parte da variabilidade genética encontra-se distribuída dentro das populações. O fluxo gênico ( ) foi baixo, demonstrando não ser suficiente para contrapor os efeitos da deriva genética. As estimativas de tamanho efetivo mostraram que, apenas nas populações amostradas na Mata de Galeria, o valor do (130 indivíduos) foi superior ao número de indivíduos amostrados (n = 120). A estimativa do coeficiente de coancestria mostrou que as árvores mais próximas apresentaram maior similaridade genética. A distribuição espacial de C. brasiliense nos três hábitats mostrou-se altamente correlacionada com a alta umidade do solo e isto influenciando diretamente sua variabilidade genética e fluxo gênico. A análise de agrupamento não permitiu detectar uma relação entre hábitat de ocorrência e identidade genética e, também não foi evidenciada correlação entre distância geográfica e identidade genética (rm = 0,063). A análise das progênies indicou que a espécie é alógama ( = 0,996) nas populações de Mata Ciliar e 0,974 na população da Mata de Galeria. O sistema reprodutivo indicou que nas populações amostradas na Mata Ciliar, a maior parte das suas progênies são originadas de cruzamentos biparentais ( = 54,8%). Já na população amostrada em Mata de Galeria, grande parte de suas progênies são originadas por cruzamentos aleatórios ( = 70,3%). Assim, independente do habitat, se faz necessário a conservação das populações naturais de C. brasiliense, já que, esta espécie demonstra certa fragilidade aos fatores que põem em risco a sua variabilidade genética, como o grau de degradação das suas populações e a falta de conectividade entre elas.The Subtropical Atlantic Forest is located in a large part of the State of Minas Gerais, and the riparian forest is one of its main physiognomies. Due to its performance as ecological corridor and genetic reservoir, this kind of forest assures the conservation and perpetuation of many species. As the riparian environments possess peculiar characteristics, there is the occurrence of typical species in these areas. Among them, Calophyllum brasiliense outstands due to its ecological plasticity and preference for settling waterlogged soils, being considered specialist in habitat. Thus, in order to assess and understand patterns of genetic variability inter and intra population of C.brasiliense, as well as its spatial distribution and reproductive system, three habitats were chosen: Riparian Forest, Swampy Forest and Gallery Forest. From each habitat, two populations were taken, being sampled 60 trees in each. For the reproductive system study, fruits were collected from two habitats (Riparian Forest and Gallery Forest). Results obtained by enzyme electrophoresis analysis showed a high heterozygosity for this species, Ĥо ranging from 0.355 to 0.468 and from 0.441 to 0.493 for the reproductive trees and progenies, respectively. The genetic structure analysis indicated the occurrence of intra and inter population endogamy for Riparian Forest ( f ˆ = 0.114; F ˆ = 0.191) and for Swampy Forest ( f ˆ = 0.060; F ˆ = 0.185). Most of the genetic variability was distributed within each population and the gene flow ( Nˆ m ) was low. The effective size estimative showed that only in the populations sampled in the Gallery Forest Ne ˆ value (130 individuals) was higher than that of the sampled individuals (n = 120). The coancestry coefficient estimative showed that the closest trees presented higher genetic similarity. The space distribution of C.brasiliense in the three habitats, showed to be highly correlated with the high moisture of the soils, directly influencing its genetic variability and gene flow. The cluster analysis did not detect a possible relation between the occurrence habitats and the genetic identity, nor found a correlation between the geographical distance and genetic identity (rm = 0.063). The progenies analysis showed that the species is allogamous ( mt ˆ = 0.996) in the populations of the Riparian Forest and 0.974 in the population of the Gallery Forest. The reproductive system indicated that for the populations sampled in the Riparian Forest, most of the progenies were originated by biparental crossings ( PIC ˆ = 54,8%). As for the population sampled in the Gallery Forest, most of its progenies were originated by random crossings ( PMI ˆ = 70.3%). Thus, independent of the habitat, it is necessary the conservation of natural populations of C. brasiliense, since this species demonstrates certain fragility to the factors that threaten its genetic variability, such as the degradation of its populations and lack of connection among them.Manejo AmbientalUNIVERSIDADE FEDERAL DE LAVRASDCF - Programa de Pós-graduaçãoUFLABRASILCNPQ_NÃO_INFORMADOCalophyllum brasiliensIsoenzimasEstrutura genéticaEstrutura genética de populações naturais de Calophyllum brasiliense Camb. na bacia do Alto Rio GrandeGenetic structure of natural populations of Calophyllum brasiliense Camb. in the Rio Grande water basininfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisCarvalho, Dulcinéia deVan den Berg, EduardoBorba, Eduardo LeiteLovato, Maria BernadeteFreitas, Miguel Luiz MenezesSouza, Anderson Marcos deinfo:eu-repo/semantics/openAccessporreponame:Repositório Institucional da UFLAinstname:Universidade Federal de Lavras (UFLA)instacron:UFLAORIGINALTESE_Estrutura genética de populações naturais de Calophyllum brasiliense Camb. na bacia do Alto Rio Grande.pdfTESE_Estrutura genética de populações naturais de Calophyllum brasiliense Camb. na bacia do Alto Rio Grande.pdfapplication/pdf784187https://repositorio.ufla.br/bitstreams/e13aedbe-457c-425b-8c5a-0e6f8f9893e6/download6e4a1fdd6e8dadb0514928754d2ba388MD51trueAnonymousREADLICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; charset=utf-8953https://repositorio.ufla.br/bitstreams/bda36c8b-fb89-47f0-93de-55eaef653c90/download760884c1e72224de569e74f79eb87ce3MD52falseAnonymousREADTEXTTESE_Estrutura genética de populações naturais de Calophyllum brasiliense Camb. na bacia do Alto Rio Grande.pdf.txtTESE_Estrutura genética de populações naturais de Calophyllum brasiliense Camb. na bacia do Alto Rio Grande.pdf.txtExtracted texttext/plain103768https://repositorio.ufla.br/bitstreams/f6b30eac-f2c1-4a41-88d2-d439a1a8a538/download4410285892e268e81efacd276bbd3218MD53falseAnonymousREADTHUMBNAILTESE_Estrutura genética de populações naturais de Calophyllum brasiliense Camb. na bacia do Alto Rio Grande.pdf.jpgTESE_Estrutura genética de populações naturais de Calophyllum brasiliense Camb. na bacia do Alto Rio Grande.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg2490https://repositorio.ufla.br/bitstreams/7cc84252-40fe-45a8-9521-3fb2a1dc3200/download7821f160d448187beec4b8f3f9a1426cMD54falseAnonymousREAD1/40592025-08-11 10:36:53.667open.accessoai:repositorio.ufla.br:1/4059https://repositorio.ufla.brRepositório InstitucionalPUBhttps://repositorio.ufla.br/server/oai/requestnivaldo@ufla.br || repositorio.biblioteca@ufla.bropendoar:2025-08-11T13:36:53Repositório Institucional da UFLA - Universidade Federal de Lavras (UFLA)falseREVDTEFSQcOHw4NPIERFIERJU1RSSUJVScOHw4NPIE7Dg08tRVhDTFVTSVZBCk8gcmVmZXJpZG8gYXV0b3I6CmEpIERlY2xhcmEgcXVlIG8gZG9jdW1lbnRvIGVudHJlZ3VlIMOpIHNldSB0cmFiYWxobyBvcmlnaW5hbCwgZSBxdWUKZGV0w6ltIG8gZGlyZWl0byBkZSBjb25jZWRlciBvcyBkaXJlaXRvcyBjb250aWRvcyBuZXN0YSBsaWNlbsOnYS4KRGVjbGFyYSB0YW1iw6ltIHF1ZSBhIGVudHJlZ2EgZG8gZG9jdW1lbnRvIG7Do28gaW5mcmluZ2UsIHRhbnRvIHF1YW50bwpsaGUgw6kgcG9zc8OtdmVsIHNhYmVyLCBvcyBkaXJlaXRvcyBkZSBxdWFscXVlciBvdXRyYSBwZXNzb2Egb3UKZW50aWRhZGUuCmIpIFNlIG8gZG9jdW1lbnRvIGVudHJlZ3VlIGNvbnTDqW0gbWF0ZXJpYWwgZG8gcXVhbCBuw6NvIGRldMOpbSBvcwpkaXJlaXRvcyBkZSBhdXRvciwgZGVjbGFyYSBxdWUgb2J0ZXZlIGF1dG9yaXphw6fDo28gZG8gZGV0ZW50b3IgZG9zCmRpcmVpdG9zIGRlIGF1dG9yIHBhcmEgY29uY2VkZXIgw6AgVW5pdmVyc2lkYWRlIEZlZGVyYWwgZGUgTGF2cmFzIG9zCmRpcmVpdG9zIHJlcXVlcmlkb3MgcG9yIGVzdGEgbGljZW7Dp2EsIGUgcXVlIGVzc2UgbWF0ZXJpYWwgY3Vqb3MKZGlyZWl0b3Mgc8OjbyBkZSB0ZXJjZWlyb3MgZXN0w6EgY2xhcmFtZW50ZSBpZGVudGlmaWNhZG8gZSByZWNvbmhlY2lkbwpubyB0ZXh0byBvdSBjb250ZcO6ZG8gZG8gZG9jdW1lbnRvIGVudHJlZ3VlLiBTZSBvIGRvY3VtZW50byBlbnRyZWd1ZSDDqQpiYXNlYWRvIGVtIHRyYWJhbGhvIGZpbmFuY2lhZG8gb3UgYXBvaWFkbyBwb3Igb3V0cmEgaW5zdGl0dWnDp8OjbyBxdWUKbsOjbyBhIFVuaXZlcnNpZGFkZSBGZWRlcmFsIGRlIExhdnJhcywgZGVjbGFyYSBxdWUgY3VtcHJpdSBxdWFpc3F1ZXIKb2JyaWdhw6fDtWVzIGV4aWdpZGFzIHBlbG8gcmVzcGVjdGl2byBjb250cmF0byBvdSBhY29yZG8uCgo=
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