Resposta adaptativa de células planctônicas e sésseis de Salmonella Enteritidis ao óleo essencial de cravo, eugenol, quaternário de amônio e ácido lático

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2017
Autor(a) principal: Coelho, Mariana Silva lattes
Orientador(a): Piccoli, Roberta Hilsdorf
Banca de defesa: Dias, Disney Ribeiro, Duarte, Whasley Ferreira, Benevenuto, Wellingta Cristina A. do Nascimento, Mathioni, Sandra Marisa
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Lavras
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pós-Graduação em Microbiologia Agrícola
Departamento: Departamento de Biologia
País: brasil
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: https://repositorio.ufla.br/handle/1/28224
Resumo: A contaminação de superfícies e alimentos por microrganismos deterioradores e patogênicos como Salmonella sp. é uma preocupação na indústria de alimentos. Os óleos essenciais e seus componentes majoritários têm demonstrado atividade antimicrobiana sobre esses microrganismos. Eles podem modificar as características sensoriais dos alimentos aos quais são adicionados no intuito de preservá-los. Diante disso, esses antimicrobianos vêm sendo utilizados em conjunto com outras barreiras, para que sejam utilizados em menores quantidades, o que faz com que eles possam ser encontrados em concentrações subletais. Assim, as características fisiológicas desses microrganismos podem conferir resistência aos agentes antimicrobianos, como, por exemplo, aos sanificantes utilizados nos procedimentos de higienização ou aos antimicrobianos utilizados na conservação de alimentos. Esta frequente exposição a concentrações subletais pode levar ao aparecimento de microrganismos mais resistentes. Neste contexto, este estudo foi realizado com o objetivo de avaliar a adaptação de células planctônicas e sésseis de Salmonella enterica sorovar Enteritidis ao óleo essencial de cravo, seu componente majoritário eugenol, ao quaternário de amônio e ao estresse ácido. Para a avaliação da adaptação das células planctônicas, primeiramente, foi realizada a análise das concentrações mínimas bactericidas (CMB) do óleo essencial de cravo e de seu componente majoritário eugenol nas concentrações de 0,5; 0,9; 1,9; 3,9; 7,8; 15,6; 31,2 e 62,5 mg.mL-1 e do quaternário de amônio nas concentrações de 0,1; 0,2; 0,5; 0,9; 1,9 mg.mL-1, que foram determinadas empregando-se a técnica de microdiluição em caldo em placas de poliestireno de 96 cavidades e incubados, a 37 °C, por 24 horas. Para a avaliação da adaptação das células sésseis, primeiramente foi realizada a análise da CMB do óleo essencial de cravo e de seu componente majoritário eugenol nas concentrações de 10; 20; 30; 40; 50; 60; 70 e 80 mg.mL-1 e do quaternário de amônio nas concentrações de 30; 40; 50; 60; 70; 80; 90 e 100 mg.mL-1, que foram determinadas empregando-se a técnica de microdiluição em caldo em placas de poliestireno de 96 cavidades e incubados, a 37 °C, por 48 horas. Em todo o experimento os antimicrobianos foram homogeneizados em caldo BHI, adicionado de 0,5% (v/v) de Tween 80. Para a adaptação das células planctônicas, utilizou-se a concentração subletal de 1/8 CMB dos antimicrobianos, a 37 °C, por 6 horas. Para adaptação das células sésseis utilizou-se a concentração subletal de 1/8 CMB dos antimicrobianos das células planctônicas, a 37 °C, por 48 horas. Para a indução de resistência direta das células planctônicas, ou seja, submetidas à concentração subletal e, posteriormente, expostas ao mesmo antimicrobiano, não foi observada a adaptação, tendo as CMB se mantido as mesmas. Entretanto, foi observada adaptação cruzada de S. Enteritidis entre o óleo essencial de cravo e eugenol ao pH, e os microrganismos passaram a crescer em pH 4,5 e 5,0, respectivamente. Também foi observada a adaptação cruzada entre o componente majoritário eugenol e o sanificante quaternário de amônio. Para a indução de resistência direta e cruzada das células sésseis foi observada a adaptação ao eugenol, tendo sua concentração mínima bactericida do biofilme (CMBB) passado de 30 para 40 mg.mL-1, para ambos os casos. Pode concluir-se que esses antimicrobianos podem ser utilizados na indústria de alimentos, mas medidas preventivas devem ser utilizadas para que o microrganismo não seja submetido a concentrações subletais desses antimicrobianos, devido à aquisição de tolerância cruzada.
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spelling 2017-12-07T17:32:11Z2017-12-07T17:32:11Z2017-12-072017-09-29COELHO, M. S. Resposta adaptativa de células planctônicas e sésseis de Salmonella Enteritidis ao óleo essencial de cravo, eugenol, quaternário de amônio e ácido lático. 2017. 70 p. Tese (Doutorado em Microbiologia Agrícola)-Universidade Federal de Lavras, Lavras, 2017.https://repositorio.ufla.br/handle/1/28224A contaminação de superfícies e alimentos por microrganismos deterioradores e patogênicos como Salmonella sp. é uma preocupação na indústria de alimentos. Os óleos essenciais e seus componentes majoritários têm demonstrado atividade antimicrobiana sobre esses microrganismos. Eles podem modificar as características sensoriais dos alimentos aos quais são adicionados no intuito de preservá-los. Diante disso, esses antimicrobianos vêm sendo utilizados em conjunto com outras barreiras, para que sejam utilizados em menores quantidades, o que faz com que eles possam ser encontrados em concentrações subletais. Assim, as características fisiológicas desses microrganismos podem conferir resistência aos agentes antimicrobianos, como, por exemplo, aos sanificantes utilizados nos procedimentos de higienização ou aos antimicrobianos utilizados na conservação de alimentos. Esta frequente exposição a concentrações subletais pode levar ao aparecimento de microrganismos mais resistentes. Neste contexto, este estudo foi realizado com o objetivo de avaliar a adaptação de células planctônicas e sésseis de Salmonella enterica sorovar Enteritidis ao óleo essencial de cravo, seu componente majoritário eugenol, ao quaternário de amônio e ao estresse ácido. Para a avaliação da adaptação das células planctônicas, primeiramente, foi realizada a análise das concentrações mínimas bactericidas (CMB) do óleo essencial de cravo e de seu componente majoritário eugenol nas concentrações de 0,5; 0,9; 1,9; 3,9; 7,8; 15,6; 31,2 e 62,5 mg.mL-1 e do quaternário de amônio nas concentrações de 0,1; 0,2; 0,5; 0,9; 1,9 mg.mL-1, que foram determinadas empregando-se a técnica de microdiluição em caldo em placas de poliestireno de 96 cavidades e incubados, a 37 °C, por 24 horas. Para a avaliação da adaptação das células sésseis, primeiramente foi realizada a análise da CMB do óleo essencial de cravo e de seu componente majoritário eugenol nas concentrações de 10; 20; 30; 40; 50; 60; 70 e 80 mg.mL-1 e do quaternário de amônio nas concentrações de 30; 40; 50; 60; 70; 80; 90 e 100 mg.mL-1, que foram determinadas empregando-se a técnica de microdiluição em caldo em placas de poliestireno de 96 cavidades e incubados, a 37 °C, por 48 horas. Em todo o experimento os antimicrobianos foram homogeneizados em caldo BHI, adicionado de 0,5% (v/v) de Tween 80. Para a adaptação das células planctônicas, utilizou-se a concentração subletal de 1/8 CMB dos antimicrobianos, a 37 °C, por 6 horas. Para adaptação das células sésseis utilizou-se a concentração subletal de 1/8 CMB dos antimicrobianos das células planctônicas, a 37 °C, por 48 horas. Para a indução de resistência direta das células planctônicas, ou seja, submetidas à concentração subletal e, posteriormente, expostas ao mesmo antimicrobiano, não foi observada a adaptação, tendo as CMB se mantido as mesmas. Entretanto, foi observada adaptação cruzada de S. Enteritidis entre o óleo essencial de cravo e eugenol ao pH, e os microrganismos passaram a crescer em pH 4,5 e 5,0, respectivamente. Também foi observada a adaptação cruzada entre o componente majoritário eugenol e o sanificante quaternário de amônio. Para a indução de resistência direta e cruzada das células sésseis foi observada a adaptação ao eugenol, tendo sua concentração mínima bactericida do biofilme (CMBB) passado de 30 para 40 mg.mL-1, para ambos os casos. Pode concluir-se que esses antimicrobianos podem ser utilizados na indústria de alimentos, mas medidas preventivas devem ser utilizadas para que o microrganismo não seja submetido a concentrações subletais desses antimicrobianos, devido à aquisição de tolerância cruzada.Surfaces and food contamination by deteriorating and pathogenic microorganisms such as Salmonella sp. is a concern in the food industry. Essential oils and their major compounds have demonstrated antimicrobial activity on these microorganisms. They can modify the foods sensorial characteristics to which they are added in order to preserve them. Front of this, these antimicrobials have been used in conjunction with other barriers, in order that it is used in smaller quantities, so they can be found in sublethal concentrations. Thus, the physiological characteristics of these microorganisms may confer resistance to antimicrobial agents, such as, for instance, sanitizers used in hygienic procedures or antimicrobials used in food preservation. This frequent exposure to sublethal concentrations may lead to the appearance of more resistant microorganisms. In this context, the objective of this study was to evaluate the adaptation of planktonic and sessile cells of Salmonella enterica sorovar Enteritidis to the clove essential oil, its majoritarian compound eugenol, quaternary ammonium and acid stress. In order to evaluate the adaptation of the planktonic cells, were firstly analyzed the clove essential oil minimum bactericidal concentrations (MBC) and its major compound eugenol at concentrations of 0.5; 0.9; 1.9; 3.9; 7.8; 15.6; 31.2 and 62.5 mg.mL-1 and the quaternary ammonium at concentrations of 0.1; 0.2; 0.5; 0.9; 1.9 mg.mL-1, which were determined using the broth microdilution in 96-well polystyrene plates and incubated at 37 ° C for 24 hours. To evaluate the adaptation of the sessile cells, were firstly analyzed the MBC of the clove essential oil and its major compound eugenol at concentrations of 10; 20; 30; 40; 50; 60; 70 and 80 mg.mL-1and also the quaternary ammonium at concentrations of 30; 40; 50; 60; 70; 80; 90 and 100 mg.mL-1 which were determined using the broth microdilution in 96-well polystyrene plates and incubated at 37 ° C for 48 hours. Throughout the experiment the antimicrobials were homogenized in BHI broth, added with 0.5% (v / v) Tween 80. For the adaptation of the planktonic cells, the sublethal concentration of 1/8 MBC of the antimicrobials was used, at 37 ° C, for 6 hours. To adapt the sessile cells, the sublethal concentration of 1/8 MBC of the antimicrobials of the planktonic cells was used at 37 ° C/48 h. For direct resistance induction of planktonic cells, that is, subjected to sublethal and then exposed to the same antimicrobial concentrations, there was no adaptation, the MBC remained the same. However, cross-adaptation of S. Enteritidis between clove essential oil and eugenol at pH was observed, and the microorganisms grew at pH 4.5 and 5.0, respectively. Cross-matching between the majoritarian component eugenol and the quaternary ammonium sanitizer was also observed. For the induction of direct and cross resistance of sessile cells, adaptation to eugenol was observed, with a minimum bactericidal concentrations of biofilm (MBCB) increased from 30 to 40 mg.mL-1, in both cases. It can be concluded that these antimicrobials can be used in the food industry, but preventive measures should be used so that the microorganism is not subjected to sublethal concentrations of these antimicrobials due to the acquisition of cross tolerance.Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal do Ensino Superior (CAPES)Universidade Federal de LavrasPrograma de Pós-Graduação em Microbiologia AgrícolaUFLAbrasilDepartamento de BiologiaMicrobiologia AplicadaSalmonela – BiofilmeCravo-da-índia – Óleo essencial – ConcentraçãoAgentes antiinfecciososSalmonella – BiofilmsClove – Essential oil – ConcentrationAnti-infective agentsResposta adaptativa de células planctônicas e sésseis de Salmonella Enteritidis ao óleo essencial de cravo, eugenol, quaternário de amônio e ácido láticoAdaptive response of planktonic and sessile cells of Salmonella Enteritidis to clove essential oils, eugenol, quaternary ammonium and lactic acidinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisPiccoli, Roberta HilsdorfDias, Disney RibeiroDuarte, Whasley FerreiraBenevenuto, Wellingta Cristina A. do NascimentoMathioni, Sandra Marisahttp://lattes.cnpq.br/1421765254200076Coelho, Mariana Silvainfo:eu-repo/semantics/openAccessporreponame:Repositório Institucional da UFLAinstname:Universidade Federal de Lavras (UFLA)instacron:UFLALICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; charset=utf-8953https://repositorio.ufla.br/bitstreams/cd3a092f-4f72-43e8-b5d2-664d942cfa5d/download760884c1e72224de569e74f79eb87ce3MD51falseAnonymousREADORIGINALTESE_Resposta adaptativa de células planctônicas e sésseis de Salmonella Enteritidis ao óleo essencial de cravo, eugenol, quaternário de amônio e ácido lático.pdfTESE_Resposta adaptativa de células planctônicas e sésseis de Salmonella Enteritidis ao óleo essencial de cravo, eugenol, quaternário de amônio e ácido lático.pdfapplication/pdf1509343https://repositorio.ufla.br/bitstreams/ba862fc4-7489-4588-ace9-9f023f4e5975/downloada3c631bba5d3c9231ac2af85aa16742dMD52trueAnonymousREADTEXTTESE_Resposta adaptativa de células planctônicas e sésseis de Salmonella Enteritidis ao óleo essencial de cravo, eugenol, quaternário de amônio e ácido lático.pdf.txtTESE_Resposta adaptativa de células planctônicas e sésseis de Salmonella Enteritidis ao óleo essencial de cravo, eugenol, quaternário de amônio e ácido lático.pdf.txtExtracted texttext/plain102585https://repositorio.ufla.br/bitstreams/97ba3f0f-ff9f-41cb-832b-75b091a65e18/download92b8a232e2af9b7663b683f9954578aaMD53falseAnonymousREADTHUMBNAILTESE_Resposta adaptativa de células planctônicas e sésseis de Salmonella Enteritidis ao óleo essencial de cravo, eugenol, quaternário de amônio e ácido lático.pdf.jpgTESE_Resposta adaptativa de células planctônicas e sésseis de Salmonella Enteritidis ao óleo essencial de cravo, eugenol, quaternário de amônio e ácido lático.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg3197https://repositorio.ufla.br/bitstreams/aa153ad8-812a-4cd3-83f1-18572c0a8e08/downloadb0bddb874dd88d02b1ea6e5dea1c8c98MD54falseAnonymousREAD1/282242025-08-05 17:25:34.001open.accessoai:repositorio.ufla.br:1/28224https://repositorio.ufla.brRepositório InstitucionalPUBhttps://repositorio.ufla.br/server/oai/requestnivaldo@ufla.br || repositorio.biblioteca@ufla.bropendoar:2025-08-05T20:25:34Repositório Institucional da UFLA - Universidade Federal de Lavras (UFLA)falseREVDTEFSQcOHw4NPIERFIERJU1RSSUJVScOHw4NPIE7Dg08tRVhDTFVTSVZBCk8gcmVmZXJpZG8gYXV0b3I6CmEpIERlY2xhcmEgcXVlIG8gZG9jdW1lbnRvIGVudHJlZ3VlIMOpIHNldSB0cmFiYWxobyBvcmlnaW5hbCwgZSBxdWUKZGV0w6ltIG8gZGlyZWl0byBkZSBjb25jZWRlciBvcyBkaXJlaXRvcyBjb250aWRvcyBuZXN0YSBsaWNlbsOnYS4KRGVjbGFyYSB0YW1iw6ltIHF1ZSBhIGVudHJlZ2EgZG8gZG9jdW1lbnRvIG7Do28gaW5mcmluZ2UsIHRhbnRvIHF1YW50bwpsaGUgw6kgcG9zc8OtdmVsIHNhYmVyLCBvcyBkaXJlaXRvcyBkZSBxdWFscXVlciBvdXRyYSBwZXNzb2Egb3UKZW50aWRhZGUuCmIpIFNlIG8gZG9jdW1lbnRvIGVudHJlZ3VlIGNvbnTDqW0gbWF0ZXJpYWwgZG8gcXVhbCBuw6NvIGRldMOpbSBvcwpkaXJlaXRvcyBkZSBhdXRvciwgZGVjbGFyYSBxdWUgb2J0ZXZlIGF1dG9yaXphw6fDo28gZG8gZGV0ZW50b3IgZG9zCmRpcmVpdG9zIGRlIGF1dG9yIHBhcmEgY29uY2VkZXIgw6AgVW5pdmVyc2lkYWRlIEZlZGVyYWwgZGUgTGF2cmFzIG9zCmRpcmVpdG9zIHJlcXVlcmlkb3MgcG9yIGVzdGEgbGljZW7Dp2EsIGUgcXVlIGVzc2UgbWF0ZXJpYWwgY3Vqb3MKZGlyZWl0b3Mgc8OjbyBkZSB0ZXJjZWlyb3MgZXN0w6EgY2xhcmFtZW50ZSBpZGVudGlmaWNhZG8gZSByZWNvbmhlY2lkbwpubyB0ZXh0byBvdSBjb250ZcO6ZG8gZG8gZG9jdW1lbnRvIGVudHJlZ3VlLiBTZSBvIGRvY3VtZW50byBlbnRyZWd1ZSDDqQpiYXNlYWRvIGVtIHRyYWJhbGhvIGZpbmFuY2lhZG8gb3UgYXBvaWFkbyBwb3Igb3V0cmEgaW5zdGl0dWnDp8OjbyBxdWUKbsOjbyBhIFVuaXZlcnNpZGFkZSBGZWRlcmFsIGRlIExhdnJhcywgZGVjbGFyYSBxdWUgY3VtcHJpdSBxdWFpc3F1ZXIKb2JyaWdhw6fDtWVzIGV4aWdpZGFzIHBlbG8gcmVzcGVjdGl2byBjb250cmF0byBvdSBhY29yZG8uCgo=
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