Ecologia da vegetação de corredores ecológicos naturais originários de valos de divisa em Minas Gerais

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2008
Autor(a) principal: Castro, Gislene Carvalho de
Orientador(a): Van den Berg, Eduardo
Banca de defesa: Oliveira Filho, Ary Teixeira de, Carvalho, Douglas Antônio de, Ramos, Flávio Nunes, Passamani, Marcelo
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: UNIVERSIDADE FEDERAL DE LAVRAS
Programa de Pós-Graduação: DCF - Programa de Pós-graduação
Departamento: Não Informado pela instituição
País: BRASIL
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: https://repositorio.ufla.br/handle/1/4209
Resumo: Foram avaliados vários parâmetros ecológicos do componente arbóreo de dois sistemas de corredores ecológicos que conectam remanescentes florestais. Estes corredores, amplamente distribuídos no sudeste brasileiro, se originaram da colonização natural de valos de divisa de propriedade, por espécies da flora regional. Estes valos de divisa são escavações (largura média de 4 m e 1,5 m de profundidade) feitas por escravos, por ocasião da ocupação do território, especialmente do sudeste brasileiro. Devido à escassez de estudos na análise do potencial desses elementos e à necessidade de investigação de possíveis padrões ecológicos em corredores desta natureza, foram realizadas análises minuciosas de um Sistema corredor-fragmento específico e comparações entre dois sistemas diferentes, buscando testar as hipóteses: o corredor possui diversidade e estrutura florística diferentes das dos fragmentos a que estão associados; a florística e a estrutura são mais similares entre os elementos associados de um Sistema corredor-fragmento do que entre sistemas distintos; o ambiente do corredor ecológico é mais similar ao ambiente de borda do que ao interior dos fragmentos a que estão associados; há espécies com distribuição preferencial por corredores e fragmentos e pelos diferentes setores do valo do corredor e as variáveis do solo interferem na distribuição das espécies da flora. Para isso, foram amostrados 2,28 ha (114 parcelas de 200 m²), nos dois sistemas, em área de tensão entre Cerrado e as Florestas Estacionais Semideciduais e utilizadas as seguintes análises: índices de diversidade de Shannon, equabilidade de Pielou, similaridade de Sørensen, análise de correspondência retificada (DCA), teste Kruskal-Wallis, análises dos parâmetros fitossociológicos e análise de correspondência canônica (CCA). Também foram aplicados testes Qui-quadrado. Os sistemas apresentaram riqueza e diversidade semelhantes, com maior similaridade dentro do que entre sistemas, indicando possibilidade de ligação funcional entre os elementos, com corredores apresentando diversidade similar aos fragmentos associados. A estrutura da vegetação arbórea do corredor é diferente da apresentada pelos fragmentos a que estão associados, e os corredores possuem maior densidade e área basal que os fragmentos. Existem preferências de distribuição das espécies por fragmento, corredor e setores do valo, quando os sistemas são analisados separadamente. Corredores não apresentaram padrões nas relações florísticas com interior e borda de fragmentos, excetuando particularidades em cada sistema. Os resultados obtidos demonstraram que corredores de valo de divisa possuem potencial para a conservação das espécies da flora e sua reduzida largura, associada às suas características ecológicas, os condiciona como elementos importantes para a conservação de espécies, sem prejuízo às áreas produtivas rurais.
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Devido à escassez de estudos na análise do potencial desses elementos e à necessidade de investigação de possíveis padrões ecológicos em corredores desta natureza, foram realizadas análises minuciosas de um Sistema corredor-fragmento específico e comparações entre dois sistemas diferentes, buscando testar as hipóteses: o corredor possui diversidade e estrutura florística diferentes das dos fragmentos a que estão associados; a florística e a estrutura são mais similares entre os elementos associados de um Sistema corredor-fragmento do que entre sistemas distintos; o ambiente do corredor ecológico é mais similar ao ambiente de borda do que ao interior dos fragmentos a que estão associados; há espécies com distribuição preferencial por corredores e fragmentos e pelos diferentes setores do valo do corredor e as variáveis do solo interferem na distribuição das espécies da flora. Para isso, foram amostrados 2,28 ha (114 parcelas de 200 m²), nos dois sistemas, em área de tensão entre Cerrado e as Florestas Estacionais Semideciduais e utilizadas as seguintes análises: índices de diversidade de Shannon, equabilidade de Pielou, similaridade de Sørensen, análise de correspondência retificada (DCA), teste Kruskal-Wallis, análises dos parâmetros fitossociológicos e análise de correspondência canônica (CCA). Também foram aplicados testes Qui-quadrado. Os sistemas apresentaram riqueza e diversidade semelhantes, com maior similaridade dentro do que entre sistemas, indicando possibilidade de ligação funcional entre os elementos, com corredores apresentando diversidade similar aos fragmentos associados. A estrutura da vegetação arbórea do corredor é diferente da apresentada pelos fragmentos a que estão associados, e os corredores possuem maior densidade e área basal que os fragmentos. Existem preferências de distribuição das espécies por fragmento, corredor e setores do valo, quando os sistemas são analisados separadamente. Corredores não apresentaram padrões nas relações florísticas com interior e borda de fragmentos, excetuando particularidades em cada sistema. Os resultados obtidos demonstraram que corredores de valo de divisa possuem potencial para a conservação das espécies da flora e sua reduzida largura, associada às suas características ecológicas, os condiciona como elementos importantes para a conservação de espécies, sem prejuízo às áreas produtivas rurais.Several ecological parameters of the tree component of two systems of ecological hedgerows that connect forest remnants were evaluated. These hedgerows, widely distributed in the Brazilian Southeast, originated from the natural colonization of boundary trenches by species of the regional flora. These trenches are hollowings (average width of 4m and 1,5 m of depth) made by slaves for occasion of the occupation of the territory, especially in the Brazilian Southeastern. Due to the scarcity of studies in the analysis of the potential of these elements and to the necessity of investigating possible ecological standards in such hedgerows, detailed analyses of a specific system hedgerow-fragment were carried out as well as comparisons between two different systems, to test the hypotheses: the diversity and floristic structure of the hedgerow are different from the fragments to which it is associated; the floristic and structure are more similar between the associated elements of a system hedgerow-fragment than between distinct systems; the environment of the ecological hedgerow is more similar to the environment of the edge than to the interior of the fragments to which it is associated; there are species with preferential distribution for each environment (hedgerows and fragments) and for different sectors of the trench of the hedgerow; and the soil variables interfere with the species distribution in this system. Therefore 2.28 ha were sampled (114 plots of 200 m²) in the two systems in the tension area between the Savannah and the Seasonal Semideciduous Forests and the following analyses were carried out: Shannon´s diversity index, Pielou´s equability index, Sørensen´s similarity, detrended correspondence analysis (DCA), Kruskal-Wallis test, analyses of phytosociological parameters, canonical correspondence analysis (CCA) and applied qui-square tests. The systems presented similar richness and diversity, with bigger similarity within the system than between systems, pointing out the possibility of functional linking between the elements, with hedgerows showing similar diversity to the associated fragments. The structure of the tree vegetation of the hedgerow is different from that of the fragments to which it is associated, with the corridors showing bigger density and basal area than the fragments. There are preferences of species distribution by fragment, hedgerow and sectors of the trench when the systems are analyzed separately. Hedgerows did not present patterns in the floristic relations with the interior and the edge of fragments, with the exception of particularities in each system. The results showed that hedgerows of boundary trenches possess potential for the conservation of the flora species and its reduced width, associated to its ecological characteristics, point them out as important elements for species conservation, without loss of agricultural productive areas.Ciências FlorestaisUNIVERSIDADE FEDERAL DE LAVRASDCF - Programa de Pós-graduaçãoUFLABRASILCNPQ_NÃO_INFORMADOFloresta estacional semidecidualSistema corredor-fragmentoEstrutura arbóreaConservaçãoDiversidadeSeasonal semideciduous forestsTree structurESystem hedgerow-fragmentEcologia da vegetação de corredores ecológicos naturais originários de valos de divisa em Minas GeraisVegetation ecology of natural ecological hedgerows originated from boundary trenches in Minas Geraisinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisVan den Berg, EduardoOliveira Filho, Ary Teixeira deCarvalho, Douglas Antônio deRamos, Flávio NunesPassamani, MarceloCastro, Gislene Carvalho deinfo:eu-repo/semantics/openAccessporreponame:Repositório Institucional da UFLAinstname:Universidade Federal de Lavras (UFLA)instacron:UFLAORIGINALTESE_Ecologia da vegetação de corredores ecológicos naturais originários de valos de divisa em Minas Gerais.pdfTESE_Ecologia da vegetação de corredores ecológicos naturais originários de valos de divisa em Minas Gerais.pdfapplication/pdf667958https://repositorio.ufla.br/bitstreams/93eb4f5c-2cf8-43a9-a4c1-76af92f47fec/downloadfc18938f48c1137ff4d578a2b752ca2bMD51trueAnonymousREADLICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; charset=utf-8953https://repositorio.ufla.br/bitstreams/a7c97e26-817d-480a-b265-1a431a254b4e/download760884c1e72224de569e74f79eb87ce3MD52falseAnonymousREADTEXTTESE_Ecologia da vegetação de corredores ecológicos naturais originários de valos de divisa em Minas Gerais.pdf.txtTESE_Ecologia da vegetação de corredores ecológicos naturais originários de valos de divisa em Minas Gerais.pdf.txtExtracted texttext/plain101723https://repositorio.ufla.br/bitstreams/4207ac6e-8fce-4960-b08b-fc8eab649202/download2b67870f3000f4b69f5611e29cec1b98MD53falseAnonymousREADTHUMBNAILTESE_Ecologia da vegetação de corredores ecológicos naturais originários de valos de divisa em Minas Gerais.pdf.jpgTESE_Ecologia da vegetação de corredores ecológicos naturais originários de valos de divisa em Minas Gerais.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg2661https://repositorio.ufla.br/bitstreams/8a9db8ad-b00b-4778-ae62-201cea444103/download14e2a2162ebbbee04984da9774fe2137MD54falseAnonymousREAD1/42092025-08-11 10:20:04.941open.accessoai:repositorio.ufla.br:1/4209https://repositorio.ufla.brRepositório InstitucionalPUBhttps://repositorio.ufla.br/server/oai/requestnivaldo@ufla.br || repositorio.biblioteca@ufla.bropendoar:2025-08-11T13:20:04Repositório Institucional da UFLA - Universidade Federal de Lavras (UFLA)falseREVDTEFSQcOHw4NPIERFIERJU1RSSUJVScOHw4NPIE7Dg08tRVhDTFVTSVZBCk8gcmVmZXJpZG8gYXV0b3I6CmEpIERlY2xhcmEgcXVlIG8gZG9jdW1lbnRvIGVudHJlZ3VlIMOpIHNldSB0cmFiYWxobyBvcmlnaW5hbCwgZSBxdWUKZGV0w6ltIG8gZGlyZWl0byBkZSBjb25jZWRlciBvcyBkaXJlaXRvcyBjb250aWRvcyBuZXN0YSBsaWNlbsOnYS4KRGVjbGFyYSB0YW1iw6ltIHF1ZSBhIGVudHJlZ2EgZG8gZG9jdW1lbnRvIG7Do28gaW5mcmluZ2UsIHRhbnRvIHF1YW50bwpsaGUgw6kgcG9zc8OtdmVsIHNhYmVyLCBvcyBkaXJlaXRvcyBkZSBxdWFscXVlciBvdXRyYSBwZXNzb2Egb3UKZW50aWRhZGUuCmIpIFNlIG8gZG9jdW1lbnRvIGVudHJlZ3VlIGNvbnTDqW0gbWF0ZXJpYWwgZG8gcXVhbCBuw6NvIGRldMOpbSBvcwpkaXJlaXRvcyBkZSBhdXRvciwgZGVjbGFyYSBxdWUgb2J0ZXZlIGF1dG9yaXphw6fDo28gZG8gZGV0ZW50b3IgZG9zCmRpcmVpdG9zIGRlIGF1dG9yIHBhcmEgY29uY2VkZXIgw6AgVW5pdmVyc2lkYWRlIEZlZGVyYWwgZGUgTGF2cmFzIG9zCmRpcmVpdG9zIHJlcXVlcmlkb3MgcG9yIGVzdGEgbGljZW7Dp2EsIGUgcXVlIGVzc2UgbWF0ZXJpYWwgY3Vqb3MKZGlyZWl0b3Mgc8OjbyBkZSB0ZXJjZWlyb3MgZXN0w6EgY2xhcmFtZW50ZSBpZGVudGlmaWNhZG8gZSByZWNvbmhlY2lkbwpubyB0ZXh0byBvdSBjb250ZcO6ZG8gZG8gZG9jdW1lbnRvIGVudHJlZ3VlLiBTZSBvIGRvY3VtZW50byBlbnRyZWd1ZSDDqQpiYXNlYWRvIGVtIHRyYWJhbGhvIGZpbmFuY2lhZG8gb3UgYXBvaWFkbyBwb3Igb3V0cmEgaW5zdGl0dWnDp8OjbyBxdWUKbsOjbyBhIFVuaXZlcnNpZGFkZSBGZWRlcmFsIGRlIExhdnJhcywgZGVjbGFyYSBxdWUgY3VtcHJpdSBxdWFpc3F1ZXIKb2JyaWdhw6fDtWVzIGV4aWdpZGFzIHBlbG8gcmVzcGVjdGl2byBjb250cmF0byBvdSBhY29yZG8uCgo=
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