“De gravata e unha vermelha”: transgeneridades e sexualidades
| Ano de defesa: | 2016 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Universidade Federal de Lavras
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| Programa de Pós-Graduação: |
Programa de Pós-Graduação do Mestrado Profissional em Educação
|
| Departamento: |
Departamento de Educação
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| País: |
brasil
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| Palavras-chave em Português: | |
| Área do conhecimento CNPq: | |
| Link de acesso: | https://repositorio.ufla.br/handle/1/12213 |
Resumo: | Na história ocidental desenvolveu-se em seu percurso, a partir do século XIX, um discurso sobre o sexo que se constituiu atrelado às relações de controle, sobre padrões hetenorrmativos rígidos, com premissas de ―naturalidade‖, fazendo com que os indivíduos que por algum motivo escapassem das expectativas e se constituíssem de modo diferente do previsto, esbarrassem na manutenção do poder, tendo que enfrentar grandes desafios para ser e viver como deseja. A transgeneridade aponta para possibilidades de transgressão dessa perspectiva, subvertendo o sistema linear de relações entre sexo-corpo-gênero, fazendo ver a sexualidade de modo múltiplo. Por isso, assumimos o plural. Na presente investigação propõe-se ampliar os horizontes da discussão sobre as transgeneridades por meio de articulações com os referenciais pós-estruturalistas, feministas, queer e a teorização foucaultiana, problematizando as relações entre saberes, poderes e verdades nas temáticas de gêneros e sexualidades. Esse processo se constituiu por meio de explorações e problematizações. Uma odisseia a bordo de uma (trans) nau, norteada pelas metodologias pós-críticas. Uma navegação em águas muitas vezes revoltas, embalada por movimentos de montagem, desmontagem e remontagem. Todos os processos foram deflagrados a partir de enunciados e discursos desvelados pelo documentário brasileiro - de gravata e unha vermelha - da psicanalista, roteirista e diretora Miriam Chnaiderman, que explora em diversas entrevistas o universo transgênero. Com isso se vislumbrou a conquista de novos e mais amplos ―olhares‖ sobre as pessoas consideradas de gênero-divergentes, independente do modo como constituem suas subjetividades. Esta pesquisa endossa a luta por possibilidades de se viver para além do isso ou aquilo, para todas as pessoas consideradas infratoras do dispositivo binário de gênero e que hoje vivem sujeitas a múltiplas e pesadas sanções sociopolíticas, econômicas e culturais, que têm muitas vezes restringidos até mesmo seus direitos de ir e vir em sociedade. No presente texto são questionadas diversas concepções vigentes sobre as transgeneridades e as sexualidades e indica que existem muitas outras perguntas a serem feitas. Só nos falta a coragem de admitir o plural da questão que existe para além do binarismo que insiste em querer dominar os corpos, suas expressões, relações, vivências e prazeres. |
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2017-02-01T12:06:47Z2017-02-01T12:06:47Z2017-02-012016-12-14MELO, A. D. de. “De gravata e unha vermelha”: transgeneridades e sexualidades. 2017. 189 p. Dissertação (Mestrado Profissional em Educação)-Universidade Federal de Lavras, Lavras, 2016.https://repositorio.ufla.br/handle/1/12213Na história ocidental desenvolveu-se em seu percurso, a partir do século XIX, um discurso sobre o sexo que se constituiu atrelado às relações de controle, sobre padrões hetenorrmativos rígidos, com premissas de ―naturalidade‖, fazendo com que os indivíduos que por algum motivo escapassem das expectativas e se constituíssem de modo diferente do previsto, esbarrassem na manutenção do poder, tendo que enfrentar grandes desafios para ser e viver como deseja. A transgeneridade aponta para possibilidades de transgressão dessa perspectiva, subvertendo o sistema linear de relações entre sexo-corpo-gênero, fazendo ver a sexualidade de modo múltiplo. Por isso, assumimos o plural. Na presente investigação propõe-se ampliar os horizontes da discussão sobre as transgeneridades por meio de articulações com os referenciais pós-estruturalistas, feministas, queer e a teorização foucaultiana, problematizando as relações entre saberes, poderes e verdades nas temáticas de gêneros e sexualidades. Esse processo se constituiu por meio de explorações e problematizações. Uma odisseia a bordo de uma (trans) nau, norteada pelas metodologias pós-críticas. Uma navegação em águas muitas vezes revoltas, embalada por movimentos de montagem, desmontagem e remontagem. Todos os processos foram deflagrados a partir de enunciados e discursos desvelados pelo documentário brasileiro - de gravata e unha vermelha - da psicanalista, roteirista e diretora Miriam Chnaiderman, que explora em diversas entrevistas o universo transgênero. Com isso se vislumbrou a conquista de novos e mais amplos ―olhares‖ sobre as pessoas consideradas de gênero-divergentes, independente do modo como constituem suas subjetividades. Esta pesquisa endossa a luta por possibilidades de se viver para além do isso ou aquilo, para todas as pessoas consideradas infratoras do dispositivo binário de gênero e que hoje vivem sujeitas a múltiplas e pesadas sanções sociopolíticas, econômicas e culturais, que têm muitas vezes restringidos até mesmo seus direitos de ir e vir em sociedade. No presente texto são questionadas diversas concepções vigentes sobre as transgeneridades e as sexualidades e indica que existem muitas outras perguntas a serem feitas. Só nos falta a coragem de admitir o plural da questão que existe para além do binarismo que insiste em querer dominar os corpos, suas expressões, relações, vivências e prazeres.In western history has developed in its path from nineteenth century, a discourse on sex which was linked to control relations, on rigid heteronormative patterns, with premises of "naturalness", causing individuals who, for some reason to escape from expectations and if they constituted in a different way from the expected one, they bump into the maintenance of the power, having to face big challenges to be and to live as they wish. Transgender points to possibilities of transgression of this perspective, subverting the linear system of relations among sex-body-gender, thus making see the sexuality as a multiple way. Therefore, we assume the plural. In the present research, it is proposed to broaden the horizons of the discussion about transgender by means of articulations with reference as poststructuralist, feminist, queer and Foucaultian theorizations, problematizing the relations among knowledge, powers and truths in the themes of genres and sexualities. This process was constituted by means of explorations and problematizations. An odyssey aboard a (trans) ship, guided by post-critical methodologies. Navigation in waters, often revolts, involved by movements as assembly, disassembly and reassembly. All the processes were deflagrated by statements and speeches unveiled by the Brazilian documentary - with a tie and red fingernail - by the psychoanalyst, screenwriter and director Miriam Chnaiderman, who explores the transgender universe in several interviews. With this, it was possible to see new and broader "glances" over people considered as gender-divergent, regardless of the way in which they constitute their subjectivities. This research endorses the struggle for possibilities to live beyond this or that, for all those considered to be offenders of the binary gender device and who today live subject to multiple and heavy socio-political, economic and cultural sanctions, which are often restricted even for their right ‗to come and go‘ in society. In this text, many current conceptions about transgender and sexuality are questioned and it indicates that there are many other questions to be done. We only need the courage to admit the plural of the question that exists beyond the binarism that insists on wanting to dominate the bodies, their expressions, relationships, experiences and pleasures.Universidade Federal de LavrasPrograma de Pós-Graduação do Mestrado Profissional em EducaçãoUFLAbrasilDepartamento de EducaçãoEducaçãoSexoGêneroCorpoTransgenteSexGenreBodyTransgender“De gravata e unha vermelha”: transgeneridades e sexualidadesinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisRibeiro, Cláudia MariaFerrari, AndersonReis, Fábio Pinto Gonçalves dosMelo, Ailton Dias deinfo:eu-repo/semantics/openAccessporreponame:Repositório Institucional da UFLAinstname:Universidade Federal de Lavras (UFLA)instacron:UFLAORIGINALDISSERTAÇÃO_“De gravata e unha vermelha”: transgeneridades e sexualidades.pdfDISSERTAÇÃO_“De gravata e unha vermelha”: transgeneridades e sexualidades.pdfapplication/pdf1228635https://repositorio.ufla.br/bitstreams/197ddafa-ee07-44b9-b284-8628ffdcada9/download5405b5c4bf77245a13c5f39af85e859cMD51trueAnonymousREADLICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; charset=utf-8925https://repositorio.ufla.br/bitstreams/61e11698-23bc-45d1-84aa-b1f9117cd118/downloadb8680a72aba1154c473a67df97ef44b9MD52falseAnonymousREADTEXTDISSERTAÇÃO_“De gravata e unha vermelha”: transgeneridades e sexualidades.pdf.txtDISSERTAÇÃO_“De gravata e unha vermelha”: transgeneridades e sexualidades.pdf.txtExtracted texttext/plain103235https://repositorio.ufla.br/bitstreams/60893df7-7b0a-4b9b-99c1-6ccf101cfbce/download7d313a87737791acbe760ce098d06002MD53falseAnonymousREADTHUMBNAILDISSERTAÇÃO_“De gravata e unha vermelha”: transgeneridades e sexualidades.pdf.jpgDISSERTAÇÃO_“De gravata e unha vermelha”: transgeneridades e sexualidades.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg2755https://repositorio.ufla.br/bitstreams/2090e579-3fe4-40d9-9c7c-162c8e021491/download7dd7ff114728861512bd99c4590a768aMD54falseAnonymousREAD1/122132025-08-05 16:42:59.738open.accessoai:repositorio.ufla.br:1/12213https://repositorio.ufla.brRepositório InstitucionalPUBhttps://repositorio.ufla.br/server/oai/requestnivaldo@ufla.br || repositorio.biblioteca@ufla.bropendoar:2025-08-05T19:42:59Repositório Institucional da UFLA - Universidade Federal de Lavras (UFLA)falseREVDTEFSQT8/TyBERSBESVNUUklCVUk/P08gTj9PLUVYQ0xVU0lWQQpPIHJlZmVyaWRvIGF1dG9yOgphKSBEZWNsYXJhIHF1ZSBvIGRvY3VtZW50byBlbnRyZWd1ZSA/IHNldSB0cmFiYWxobyBvcmlnaW5hbCwgZSBxdWUKZGV0P20gbyBkaXJlaXRvIGRlIGNvbmNlZGVyIG9zIGRpcmVpdG9zIGNvbnRpZG9zIG5lc3RhIGxpY2VuP2EuCkRlY2xhcmEgdGFtYj9tIHF1ZSBhIGVudHJlZ2EgZG8gZG9jdW1lbnRvIG4/byBpbmZyaW5nZSwgdGFudG8gcXVhbnRvCmxoZSA/IHBvc3M/dmVsIHNhYmVyLCBvcyBkaXJlaXRvcyBkZSBxdWFscXVlciBvdXRyYSBwZXNzb2Egb3UKZW50aWRhZGUuCmIpIFNlIG8gZG9jdW1lbnRvIGVudHJlZ3VlIGNvbnQ/bSBtYXRlcmlhbCBkbyBxdWFsIG4/byBkZXQ/bSBvcwpkaXJlaXRvcyBkZSBhdXRvciwgZGVjbGFyYSBxdWUgb2J0ZXZlIGF1dG9yaXphPz9vIGRvIGRldGVudG9yIGRvcwpkaXJlaXRvcyBkZSBhdXRvciBwYXJhIGNvbmNlZGVyID8gVW5pdmVyc2lkYWRlIEZlZGVyYWwgZGUgTGF2cmFzIG9zCmRpcmVpdG9zIHJlcXVlcmlkb3MgcG9yIGVzdGEgbGljZW4/YSwgZSBxdWUgZXNzZSBtYXRlcmlhbCBjdWpvcwpkaXJlaXRvcyBzP28gZGUgdGVyY2Vpcm9zIGVzdD8gY2xhcmFtZW50ZSBpZGVudGlmaWNhZG8gZSByZWNvbmhlY2lkbwpubyB0ZXh0byBvdSBjb250ZT9kbyBkbyBkb2N1bWVudG8gZW50cmVndWUuIFNlIG8gZG9jdW1lbnRvIGVudHJlZ3VlID8KYmFzZWFkbyBlbSB0cmFiYWxobyBmaW5hbmNpYWRvIG91IGFwb2lhZG8gcG9yIG91dHJhIGluc3RpdHVpPz9vIHF1ZQpuP28gYSBVbml2ZXJzaWRhZGUgRmVkZXJhbCBkZSBMYXZyYXMsIGRlY2xhcmEgcXVlIGN1bXByaXUgcXVhaXNxdWVyCm9icmlnYT8/ZXMgZXhpZ2lkYXMgcGVsbyByZXNwZWN0aXZvIGNvbnRyYXRvIG91IGFjb3Jkby4KCg== |
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