Variações temporais de comunidades e estratégias de crescimento de populações arbóreas ao longo de um gradiente altitudinal

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2017
Autor(a) principal: Morelli, Mariana Caroline Moreira lattes
Orientador(a): Santos, Rubens Manoel dos
Banca de defesa: Barbosa, Ana Carolina Maioli Campos, Veloso, Maria das Dores Magalhães, Morel, Jean Daniel
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Lavras
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pós-graduação em Engenharia Florestal
Departamento: Departamento de Ciências Florestais
País: brasil
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: https://repositorio.ufla.br/handle/1/12842
Resumo: O objetivo do primeiro artigo foi analisar as modificações estruturais ocorridas em uma comunidade arbórea de floresta estacional semidecidual, localizada no minicípio de Mindurí, MG, durante o período de 5 anos (2010-2015) de monitoramento. Para tanto, buscou responder a seguinte pergunta: como a dinâmica estrutural da floresta varia ao longo do gradiente altitudinal? Em 2010 deu-se início aos estudos ecológicos na área por meio do levantamento estrutural da comunidade arbórea, com alocação de 30 parcelas permanentes de 10x40 m, ao longo de cinco cotas altitudinais, totalizando uma amostragem de 1,2 ha. Todos os indíviduos arbóreos vivos, que atendiam ao critério de inclusão (CAP ≥ 15,7 cm), foram medidos em circunferência. Em 2015 ocorreu o inventário de monitoramento, onde os indivíduos sobreviventes foram mensurados. Não foram observadas tendências consistentes em alterações na estrutura da floresta durante o intervalo de 5 anos no gradiente altitudinal. A comunidade a 1200 m de altitude apresentou as menores taxas de dinâmica se diferenciado das demais e a comunidade a 1500 m se diferenciou por apresentar maior taxa de recrutamento. As demais apresentaram respostas semelhantes, sugerindo que a floresta é adaptada às condições ambientais de cada cota altitudinal. O segundo artigo analisou seis populações de Asiposperma olivaceum Müll. Arg., espécie que se distribui amplamente ao longo do gradiente altitudinal. Foram mensuradas área foliar, área foliar específica, contúdo de matéria seca da folha, espessura foliar, tamanho e diâmetro do pecíolo. Calculou-se a densidade básica da madeira, bem como foram feitas contagem e medições das larguras dos anéis de crescimento. As estratégias de crescimento foram caracterizadas através de medições de atributos de folha e caule, além disso, taxas de incremento diamétrico foram acumuladas para construir curvas de crescimento. Estratégias de rápido crescimento foram observadas nas cotas mais baixas, bem como ritmo de crescimento mais lento foi encontrado nas cotas mais altas, sugerindo que com o aumento da altitude ocorre maior investimento de recursos em densidade da madeira, folhas espessas e duráveis. Na análise multivariada as características de espessura foliar, diâmetro do pecíolo, conteúdo de matéria e densidade da madeira mostraram claramente associações e maiores eixos voltados para as cotas de 1300, 1400 e 1500 m. As diferenças nos traços entre os indivíduos refletem variação nas estratégias de crescimento. Estas diferentes estratégias auxiliarão na compreensão da mudança da distribuição de espécies sob cenários de alterações climáticas previstas.
id UFLA_de68d9c2e18f151a49fda08e6fee8b9c
oai_identifier_str oai:repositorio.ufla.br:1/12842
network_acronym_str UFLA
network_name_str Repositório Institucional da UFLA
repository_id_str
spelling 2017-05-08T17:35:14Z2017-05-08T17:35:14Z2017-05-052017-02-20MORELLI, M. C. M. Variações temporais de comunidades e estratégias de crescimento de populações arbóreas ao longo de um gradiente altitudinal. 2017. 87 p. Dissertação (Mestrado em Engenharia Florestal)-Universidade Federal de Lavras, Lavras, 2017.https://repositorio.ufla.br/handle/1/12842O objetivo do primeiro artigo foi analisar as modificações estruturais ocorridas em uma comunidade arbórea de floresta estacional semidecidual, localizada no minicípio de Mindurí, MG, durante o período de 5 anos (2010-2015) de monitoramento. Para tanto, buscou responder a seguinte pergunta: como a dinâmica estrutural da floresta varia ao longo do gradiente altitudinal? Em 2010 deu-se início aos estudos ecológicos na área por meio do levantamento estrutural da comunidade arbórea, com alocação de 30 parcelas permanentes de 10x40 m, ao longo de cinco cotas altitudinais, totalizando uma amostragem de 1,2 ha. Todos os indíviduos arbóreos vivos, que atendiam ao critério de inclusão (CAP ≥ 15,7 cm), foram medidos em circunferência. Em 2015 ocorreu o inventário de monitoramento, onde os indivíduos sobreviventes foram mensurados. Não foram observadas tendências consistentes em alterações na estrutura da floresta durante o intervalo de 5 anos no gradiente altitudinal. A comunidade a 1200 m de altitude apresentou as menores taxas de dinâmica se diferenciado das demais e a comunidade a 1500 m se diferenciou por apresentar maior taxa de recrutamento. As demais apresentaram respostas semelhantes, sugerindo que a floresta é adaptada às condições ambientais de cada cota altitudinal. O segundo artigo analisou seis populações de Asiposperma olivaceum Müll. Arg., espécie que se distribui amplamente ao longo do gradiente altitudinal. Foram mensuradas área foliar, área foliar específica, contúdo de matéria seca da folha, espessura foliar, tamanho e diâmetro do pecíolo. Calculou-se a densidade básica da madeira, bem como foram feitas contagem e medições das larguras dos anéis de crescimento. As estratégias de crescimento foram caracterizadas através de medições de atributos de folha e caule, além disso, taxas de incremento diamétrico foram acumuladas para construir curvas de crescimento. Estratégias de rápido crescimento foram observadas nas cotas mais baixas, bem como ritmo de crescimento mais lento foi encontrado nas cotas mais altas, sugerindo que com o aumento da altitude ocorre maior investimento de recursos em densidade da madeira, folhas espessas e duráveis. Na análise multivariada as características de espessura foliar, diâmetro do pecíolo, conteúdo de matéria e densidade da madeira mostraram claramente associações e maiores eixos voltados para as cotas de 1300, 1400 e 1500 m. As diferenças nos traços entre os indivíduos refletem variação nas estratégias de crescimento. Estas diferentes estratégias auxiliarão na compreensão da mudança da distribuição de espécies sob cenários de alterações climáticas previstas.The aim of this paper was to analyze the structural changes in a tree community of semideciduous forest, located in the Mindurí, Minas Gerais, during the period of 5 years (2010-2015) to monitor and detect patterns associated with altitudinal variation in which the community is submitted. To this end, it sought to answer the following question: how does the structural dynamics of the forest vary along the altitudinal gradient? In 2010, ecological studies were started in the area through a structural survey of the tree community, with allocation of 30 permanent plots of 10x40 m, along five altitudinal levels, totaling a sampling of 1.2 ha. All living arboreal individuals, who met the inclusion criterion (CAP ≥ 15.7 cm), received numbered almanac labels and were measured in circumference. In 2015, the monitoring inventory, where the surviving individuals were measured, the counts dead and the recruits incorporated into the sampling. Structural modifications were analyzed by obtaining dynamics rates related to the demography of individuals and biomass at each altitudinal elevation. There were no consistent trends in changes in forest structure during the 5-year interval in the altitudinal gradient. The community at 1200 m altitude had the lowest rates of dynamics if differentiated from the others and the community at 1500 m was differentiated by having a higher rate of recruitment. The others presented similar responses, suggesting that the forest is adapted to the environmental conditions of each altitude altitudinal. The second article analyzed six populations of Asiposperma olivaceum Müll. Arg., A species that differs widely along the altitudinal gradient. Leaf area, specific leaf area, leaf dry matter, leaf thickness, petiole size and diameter were measured. The basic density of the wood was calculated as well as counting and measurements of the widths of the growth rings. The growth strategies were characterized by measurements of leaf and stem attributes, in addition, diametric increase rates were accumulated to construct growth curves. Rapid growth strategies were observed at the lower levels, as well as slower growth rhythm was found at the higher levels, suggesting that with increasing altitude there is a greater investment of resources in wood density, thick and durable leaves. In the multivariate analysis the characteristics of leaf thickness, petiole diameter, material content and wood density clearly showed associations and larger axes facing the 1300, 1400 and 1500 m coordinates. Differences in traits among individuals reflect variation in growth strategies. These different strategies will help in understanding the changing species distribution under predicted climate change scenarios.Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq)Universidade Federal de LavrasPrograma de Pós-graduação em Engenharia FlorestalUFLAbrasilDepartamento de Ciências FlorestaisRecursos Florestais e Engenharia FlorestalDinâmica florestalFlorestas estacionaisFlorestas - Características funcionaisForest dynamicsSeasonal forestForests - Functional traitsVariações temporais de comunidades e estratégias de crescimento de populações arbóreas ao longo de um gradiente altitudinalTemporary variations of communities and growth strategies of arborial populations along an altitudinal gradientinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisSantos, Rubens Manoel dosMorel, Jean DanielBarbosa, Ana Carolina Maioli CamposVeloso, Maria das Dores MagalhãesMorel, Jean Danielhttp://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4490095P7Morelli, Mariana Caroline Moreirainfo:eu-repo/semantics/openAccessporreponame:Repositório Institucional da UFLAinstname:Universidade Federal de Lavras (UFLA)instacron:UFLAORIGINALDISSERTAÇÃO_Variações temporais de comunidades e estratégias de crescimento de populações arbóreas ao longo de um gradiente altitudinal.pdfDISSERTAÇÃO_Variações temporais de comunidades e estratégias de crescimento de populações arbóreas ao longo de um gradiente altitudinal.pdfapplication/pdf1529269https://repositorio.ufla.br/bitstreams/e01a934c-2fdb-420b-a8b9-fb2f7ceaafa1/download2593e40c422d09b5cff8956f1f5232f5MD52trueAnonymousREADLICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; charset=utf-8953https://repositorio.ufla.br/bitstreams/91bbd5ce-8b31-4d9b-bd71-14a982be85f2/download760884c1e72224de569e74f79eb87ce3MD51falseAnonymousREADTEXTDISSERTAÇÃO_Variações temporais de comunidades e estratégias de crescimento de populações arbóreas ao longo de um gradiente altitudinal.pdf.txtDISSERTAÇÃO_Variações temporais de comunidades e estratégias de crescimento de populações arbóreas ao longo de um gradiente altitudinal.pdf.txtExtracted texttext/plain102193https://repositorio.ufla.br/bitstreams/4c7eb268-7f24-4bc7-b0a1-46a9bf8e9502/download2acd81b6e7a2261f577b59c41c986270MD53falseAnonymousREADTHUMBNAILDISSERTAÇÃO_Variações temporais de comunidades e estratégias de crescimento de populações arbóreas ao longo de um gradiente altitudinal.pdf.jpgDISSERTAÇÃO_Variações temporais de comunidades e estratégias de crescimento de populações arbóreas ao longo de um gradiente altitudinal.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg3218https://repositorio.ufla.br/bitstreams/637fbb03-3e2a-463f-bb90-683b565e9d82/downloadb100d60004a0696c7572264a596b4abbMD54falseAnonymousREAD1/128422025-08-13 08:09:02.797open.accessoai:repositorio.ufla.br:1/12842https://repositorio.ufla.brRepositório InstitucionalPUBhttps://repositorio.ufla.br/server/oai/requestnivaldo@ufla.br || repositorio.biblioteca@ufla.bropendoar:2025-08-13T11:09:02Repositório Institucional da UFLA - Universidade Federal de Lavras (UFLA)falseREVDTEFSQcOHw4NPIERFIERJU1RSSUJVScOHw4NPIE7Dg08tRVhDTFVTSVZBCk8gcmVmZXJpZG8gYXV0b3I6CmEpIERlY2xhcmEgcXVlIG8gZG9jdW1lbnRvIGVudHJlZ3VlIMOpIHNldSB0cmFiYWxobyBvcmlnaW5hbCwgZSBxdWUKZGV0w6ltIG8gZGlyZWl0byBkZSBjb25jZWRlciBvcyBkaXJlaXRvcyBjb250aWRvcyBuZXN0YSBsaWNlbsOnYS4KRGVjbGFyYSB0YW1iw6ltIHF1ZSBhIGVudHJlZ2EgZG8gZG9jdW1lbnRvIG7Do28gaW5mcmluZ2UsIHRhbnRvIHF1YW50bwpsaGUgw6kgcG9zc8OtdmVsIHNhYmVyLCBvcyBkaXJlaXRvcyBkZSBxdWFscXVlciBvdXRyYSBwZXNzb2Egb3UKZW50aWRhZGUuCmIpIFNlIG8gZG9jdW1lbnRvIGVudHJlZ3VlIGNvbnTDqW0gbWF0ZXJpYWwgZG8gcXVhbCBuw6NvIGRldMOpbSBvcwpkaXJlaXRvcyBkZSBhdXRvciwgZGVjbGFyYSBxdWUgb2J0ZXZlIGF1dG9yaXphw6fDo28gZG8gZGV0ZW50b3IgZG9zCmRpcmVpdG9zIGRlIGF1dG9yIHBhcmEgY29uY2VkZXIgw6AgVW5pdmVyc2lkYWRlIEZlZGVyYWwgZGUgTGF2cmFzIG9zCmRpcmVpdG9zIHJlcXVlcmlkb3MgcG9yIGVzdGEgbGljZW7Dp2EsIGUgcXVlIGVzc2UgbWF0ZXJpYWwgY3Vqb3MKZGlyZWl0b3Mgc8OjbyBkZSB0ZXJjZWlyb3MgZXN0w6EgY2xhcmFtZW50ZSBpZGVudGlmaWNhZG8gZSByZWNvbmhlY2lkbwpubyB0ZXh0byBvdSBjb250ZcO6ZG8gZG8gZG9jdW1lbnRvIGVudHJlZ3VlLiBTZSBvIGRvY3VtZW50byBlbnRyZWd1ZSDDqQpiYXNlYWRvIGVtIHRyYWJhbGhvIGZpbmFuY2lhZG8gb3UgYXBvaWFkbyBwb3Igb3V0cmEgaW5zdGl0dWnDp8OjbyBxdWUKbsOjbyBhIFVuaXZlcnNpZGFkZSBGZWRlcmFsIGRlIExhdnJhcywgZGVjbGFyYSBxdWUgY3VtcHJpdSBxdWFpc3F1ZXIKb2JyaWdhw6fDtWVzIGV4aWdpZGFzIHBlbG8gcmVzcGVjdGl2byBjb250cmF0byBvdSBhY29yZG8uCgo=
dc.title.pt_BR.fl_str_mv Variações temporais de comunidades e estratégias de crescimento de populações arbóreas ao longo de um gradiente altitudinal
dc.title.alternative.pt_BR.fl_str_mv Temporary variations of communities and growth strategies of arborial populations along an altitudinal gradient
title Variações temporais de comunidades e estratégias de crescimento de populações arbóreas ao longo de um gradiente altitudinal
spellingShingle Variações temporais de comunidades e estratégias de crescimento de populações arbóreas ao longo de um gradiente altitudinal
Morelli, Mariana Caroline Moreira
Recursos Florestais e Engenharia Florestal
Dinâmica florestal
Florestas estacionais
Florestas - Características funcionais
Forest dynamics
Seasonal forest
Forests - Functional traits
title_short Variações temporais de comunidades e estratégias de crescimento de populações arbóreas ao longo de um gradiente altitudinal
title_full Variações temporais de comunidades e estratégias de crescimento de populações arbóreas ao longo de um gradiente altitudinal
title_fullStr Variações temporais de comunidades e estratégias de crescimento de populações arbóreas ao longo de um gradiente altitudinal
title_full_unstemmed Variações temporais de comunidades e estratégias de crescimento de populações arbóreas ao longo de um gradiente altitudinal
title_sort Variações temporais de comunidades e estratégias de crescimento de populações arbóreas ao longo de um gradiente altitudinal
author Morelli, Mariana Caroline Moreira
author_facet Morelli, Mariana Caroline Moreira
author_role author
dc.contributor.advisor1.fl_str_mv Santos, Rubens Manoel dos
dc.contributor.advisor-co1.fl_str_mv Morel, Jean Daniel
dc.contributor.referee1.fl_str_mv Barbosa, Ana Carolina Maioli Campos
dc.contributor.referee2.fl_str_mv Veloso, Maria das Dores Magalhães
dc.contributor.referee3.fl_str_mv Morel, Jean Daniel
dc.contributor.authorLattes.fl_str_mv http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4490095P7
dc.contributor.author.fl_str_mv Morelli, Mariana Caroline Moreira
contributor_str_mv Santos, Rubens Manoel dos
Morel, Jean Daniel
Barbosa, Ana Carolina Maioli Campos
Veloso, Maria das Dores Magalhães
Morel, Jean Daniel
dc.subject.cnpq.fl_str_mv Recursos Florestais e Engenharia Florestal
topic Recursos Florestais e Engenharia Florestal
Dinâmica florestal
Florestas estacionais
Florestas - Características funcionais
Forest dynamics
Seasonal forest
Forests - Functional traits
dc.subject.por.fl_str_mv Dinâmica florestal
Florestas estacionais
Florestas - Características funcionais
Forest dynamics
Seasonal forest
Forests - Functional traits
description O objetivo do primeiro artigo foi analisar as modificações estruturais ocorridas em uma comunidade arbórea de floresta estacional semidecidual, localizada no minicípio de Mindurí, MG, durante o período de 5 anos (2010-2015) de monitoramento. Para tanto, buscou responder a seguinte pergunta: como a dinâmica estrutural da floresta varia ao longo do gradiente altitudinal? Em 2010 deu-se início aos estudos ecológicos na área por meio do levantamento estrutural da comunidade arbórea, com alocação de 30 parcelas permanentes de 10x40 m, ao longo de cinco cotas altitudinais, totalizando uma amostragem de 1,2 ha. Todos os indíviduos arbóreos vivos, que atendiam ao critério de inclusão (CAP ≥ 15,7 cm), foram medidos em circunferência. Em 2015 ocorreu o inventário de monitoramento, onde os indivíduos sobreviventes foram mensurados. Não foram observadas tendências consistentes em alterações na estrutura da floresta durante o intervalo de 5 anos no gradiente altitudinal. A comunidade a 1200 m de altitude apresentou as menores taxas de dinâmica se diferenciado das demais e a comunidade a 1500 m se diferenciou por apresentar maior taxa de recrutamento. As demais apresentaram respostas semelhantes, sugerindo que a floresta é adaptada às condições ambientais de cada cota altitudinal. O segundo artigo analisou seis populações de Asiposperma olivaceum Müll. Arg., espécie que se distribui amplamente ao longo do gradiente altitudinal. Foram mensuradas área foliar, área foliar específica, contúdo de matéria seca da folha, espessura foliar, tamanho e diâmetro do pecíolo. Calculou-se a densidade básica da madeira, bem como foram feitas contagem e medições das larguras dos anéis de crescimento. As estratégias de crescimento foram caracterizadas através de medições de atributos de folha e caule, além disso, taxas de incremento diamétrico foram acumuladas para construir curvas de crescimento. Estratégias de rápido crescimento foram observadas nas cotas mais baixas, bem como ritmo de crescimento mais lento foi encontrado nas cotas mais altas, sugerindo que com o aumento da altitude ocorre maior investimento de recursos em densidade da madeira, folhas espessas e duráveis. Na análise multivariada as características de espessura foliar, diâmetro do pecíolo, conteúdo de matéria e densidade da madeira mostraram claramente associações e maiores eixos voltados para as cotas de 1300, 1400 e 1500 m. As diferenças nos traços entre os indivíduos refletem variação nas estratégias de crescimento. Estas diferentes estratégias auxiliarão na compreensão da mudança da distribuição de espécies sob cenários de alterações climáticas previstas.
publishDate 2017
dc.date.submitted.none.fl_str_mv 2017-02-20
dc.date.accessioned.fl_str_mv 2017-05-08T17:35:14Z
dc.date.available.fl_str_mv 2017-05-08T17:35:14Z
dc.date.issued.fl_str_mv 2017-05-05
dc.type.status.fl_str_mv info:eu-repo/semantics/publishedVersion
dc.type.driver.fl_str_mv info:eu-repo/semantics/masterThesis
format masterThesis
status_str publishedVersion
dc.identifier.citation.fl_str_mv MORELLI, M. C. M. Variações temporais de comunidades e estratégias de crescimento de populações arbóreas ao longo de um gradiente altitudinal. 2017. 87 p. Dissertação (Mestrado em Engenharia Florestal)-Universidade Federal de Lavras, Lavras, 2017.
dc.identifier.uri.fl_str_mv https://repositorio.ufla.br/handle/1/12842
identifier_str_mv MORELLI, M. C. M. Variações temporais de comunidades e estratégias de crescimento de populações arbóreas ao longo de um gradiente altitudinal. 2017. 87 p. Dissertação (Mestrado em Engenharia Florestal)-Universidade Federal de Lavras, Lavras, 2017.
url https://repositorio.ufla.br/handle/1/12842
dc.language.iso.fl_str_mv por
language por
dc.rights.driver.fl_str_mv info:eu-repo/semantics/openAccess
eu_rights_str_mv openAccess
dc.publisher.none.fl_str_mv Universidade Federal de Lavras
dc.publisher.program.fl_str_mv Programa de Pós-graduação em Engenharia Florestal
dc.publisher.initials.fl_str_mv UFLA
dc.publisher.country.fl_str_mv brasil
dc.publisher.department.fl_str_mv Departamento de Ciências Florestais
publisher.none.fl_str_mv Universidade Federal de Lavras
dc.source.none.fl_str_mv reponame:Repositório Institucional da UFLA
instname:Universidade Federal de Lavras (UFLA)
instacron:UFLA
instname_str Universidade Federal de Lavras (UFLA)
instacron_str UFLA
institution UFLA
reponame_str Repositório Institucional da UFLA
collection Repositório Institucional da UFLA
bitstream.url.fl_str_mv https://repositorio.ufla.br/bitstreams/e01a934c-2fdb-420b-a8b9-fb2f7ceaafa1/download
https://repositorio.ufla.br/bitstreams/91bbd5ce-8b31-4d9b-bd71-14a982be85f2/download
https://repositorio.ufla.br/bitstreams/4c7eb268-7f24-4bc7-b0a1-46a9bf8e9502/download
https://repositorio.ufla.br/bitstreams/637fbb03-3e2a-463f-bb90-683b565e9d82/download
bitstream.checksum.fl_str_mv 2593e40c422d09b5cff8956f1f5232f5
760884c1e72224de569e74f79eb87ce3
2acd81b6e7a2261f577b59c41c986270
b100d60004a0696c7572264a596b4abb
bitstream.checksumAlgorithm.fl_str_mv MD5
MD5
MD5
MD5
repository.name.fl_str_mv Repositório Institucional da UFLA - Universidade Federal de Lavras (UFLA)
repository.mail.fl_str_mv nivaldo@ufla.br || repositorio.biblioteca@ufla.br
_version_ 1854947758184595456