"As duas fortes colunas que sustentam os impérios" : produção e comércio na vila de Cachoeira (1750-1808).

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: Jesus, Gabriel Silva de
Orientador(a): Carrara, Ângelo Alves, Mascarenhas, Maria José Rapassi
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.repositorio.ufop.br/handle/123456789/21323
Resumo: Programa de Pós-Graduação em História. Departamento de História, Instituto de Ciências Humanas e Sociais, Universidade Federal de Ouro Preto.
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Departamento de História, Instituto de Ciências Humanas e Sociais, Universidade Federal de Ouro Preto.O presente trabalho tem por objeto a produção e o comércio na vila de Cachoeira e seu termo entre os anos de 1750-1808, analisando dois setores essenciais da economia interna, permitindo a movimentação de uma considerável riqueza, gerando uma acumulação de capital para os grupos privilegiados da sociedade local. A escolha do período justifica-se por dois eventos de suma importância que marcaram a vida econômica da Bahia: a política executada pelo marquês de Pombal e a abertura dos portos de 1808. A partir da documentação dos testamentos e inventários do Arquivo Público do Estado da Bahia, além de outros importantes acervos, analisamos como o local tornou-se um enorme empório de exportação e importação dos diversos produtos destinados aos negócios no litoral do porto de Salvador e no sertão, todos eles inseridos no império ultramarino português. O termo de Cachoeira foi uma das grandes produtoras de tabaco e cana-de-açúcar, movimentando uma ampla parcela de capitais. A consequência desta singular produção permitiu inúmeras trocas de mercadorias, sobretudo as fazendas secas, destinadas a quitar a cadeia de endividamentos mantida pelos homens de negócios de Salvador contra os lavradores e produtores do termo de Cachoeira. Para além desta produção, houve uma série de médias e pequenas lavouras estabelecidas numa dinâmica agrícola e comercial, exemplo da plantação da mandioca, das roças de frutas, verduras e legumes, mas também do algodão. A criação do gado despontou como uma das principais atividades econômicas do local. O comércio interno ainda foi movimentado pelos diversos serviços mercantis, como os escravos de ganho, arrendamento de terras, casas de aluguéis, os serviços náuticos, oficiais mecânicos, ferreiros, sapateiros, carapinas, vendas de leite, alambiques e nas vendas de molhado. Por fim, coube às lojas a venda de inúmeras fazendas secas, possibilitando uma importante presença comercial, revelando o quanto a economia interna era dinâmica. Através das lojas, observamos o quanto a sociedade colonial foi aberta ao consumo. De fato, toda circulação mercantil ativada pelas lojas demonstra que a exclusividade da aquisição de mercadorias não ficou somente resguardada aos senhores de terras, podendo até mesmo os escravos gastarem quantidades de réis neste tipo de estabelecimento.The work has as its object the production and commerce in the village of Cachoeira and its term between the years 1750-1808, analyzing two essential sectors of the internal economy, allowing the movement of considerable wealth, generating an accumulation of capital for the privileged groups of the local society. The choice of this period was justified by two extremely important events that marked the economic life of Bahia: the policy implemented by the Marquis of Pombal and the opening of the ports in 1808. Based on the documentation of the wills and inventories of the Public Archives of the State of Bahia, in addition to other important collections, we analyzed how the place became an enormous emporium for the export and import of various products destined for business on the coast of the port of Salvador and in the hinterland, all of which were part of the Portuguese overseas empire. The Cachoeira region was one of the largest producers of tobacco and sugar cane, generating a large share of capital. The result of this unique production allowed for numerous exchanges of goods, especially dry goods, intended to pay off the debts owed by businessmen from Salvador to farmers and producers in the Cachoeira region. In addition to this production, there were a number of medium and small-scale productions established in the local agricultural and commercial dynamics, such as cassava plantations, fruit, vegetable and legume farms, and cotton. Cattle raising emerged as one of the main economic activities in the region. Domestic trade was also driven by various services, such as slaves for hire, land leasing, rental houses, nautical services, mechanical officers, blacksmiths, shoemakers, carpenters, milk sales, stills and wet goods sales. Finally, the stores were responsible for supplying numerous dry goods, enabling an important mercantile presence, revealing how dynamic the domestic economy was. Through the stores we can see how open colonial society was to consumption. In fact, all the mercantile circulation activated by the stores demonstrates that the exclusive right to purchase goods was not only reserved for landowners, and even slaves could spend amounts of réis in this type of establishment.Attribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 United Stateshttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/us/Autorização concedida ao Repositório Institucional da UFOP pelo(a) autor(a) em 20/01/2026 com as seguintes condições: disponível sob Licença Creative Commons 4.0 que permite copiar, distribuir e transmitir o trabalho, desde que sejam citados o autor e o licenciante. 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