Análise da inter-relação entre transfobia e adoecimento mental
| Ano de defesa: | 2024 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://biblioteca.sophia.com.br/terminalri/9575/acervo/detalhe/586170 |
Resumo: | O preconceito constitui um preocupante problema de saúde pública que afeta não apenas pessoas transexuais ou transgênero, mas também compromete o desenvolvimento de uma sociedade pacífica, igualitária e justa. A transfobia é o preconceito, aversão, rejeição, ódio, medo, discriminação, estigmatização e patologização de pessoas transexuais ou transgênero. O Brasil é o país que mais assassina pessoas trans no mundo. Ansiedade, depressão crônica, automutilação, agorafobia, abuso de substâncias psicoativas, baixa autoestima, dismorfia corporal, ideação suicida e tentativa de suicídio são as principais sequelas que esse preconceito pode produzir. O estudo teve como objetivo analisar a inter-relação entre transfobia e adoecimento mental. Trata-se de uma pesquisa de abordagem quantitativa que fez uso de questionário como instrumento de coleta de dados e foi realizada entre dezembro de 2023 e janeiro de 2024. Contou com uma amostra probabilística, recrutada pelo método bola de neve e composta por 35 pessoas transexuais ou transgênero vítimas de transfobia. Os dados foram organizados e analisados com auxílio do programa Excel. A maior parte da amostra foi constituída por pessoas transexuais ou transgênero que se identificam com o gênero masculino (51,4%), entre os 24 e 29 anos (48,6%), solteiras (88,6%), ensino médio completo (37,1%), pardas (60%), com renda pessoal e familiar coincidente de um a três salários mínimos (45,7%), com autonomia financeira (51,4%). Verificou-se a seguinte predominância entre os agressores transfóbicos: 60% são pessoas desconhecidas, 42,9% estão no intervalo etário de 50 a 59 anos. A maioria das agressões transfóbicas são praticadas por pessoas cisgênero independentemente do gênero (68,6%) e manifestadas, principalmente, por agressões verbais (77,1%). Das 35 pessoas integrantes da amostra, 68,6% mencionaram adoecimento mental, especialmente depressão (62,9%). Mesmo adoecidas, 65,7 % não buscaram ajuda nos serviços de saúde, e 23,5% relataram como motivo o medo de sofrerem preconceito pelos profissionais. Dentre os que procuraram por ajuda profissional (34,3%), 70% não foram chamados pelo seu nome equivalente à sua identidade de gênero. Cerca de 15% das pessoas trans não desenvolveram adoecimento mental, apesar da transfobia. Dos participantes, 70% creditam ao apoio da família, à espiritualidade, à satisfação profissional e à atividade física o fator protetor para a sua saúde mental. A transfobia tem consequências significativas para a saúde mental de pessoas trans. Abordar esse mal e promover a saúde mental entre indivíduos trans exige esforços de vários setores da sociedade. O acesso aos cuidados de saúde também é uma barreira significativa para essa comunidade. Portanto, as intervenções e o apoio são cruciais. Palavras-chave: Transfobia; Pessoas Transgênero; Pessoas Transexuais; Doença Mental; Agressão. |
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Análise da inter-relação entre transfobia e adoecimento mentalTransexualidadeSaúde mentalViolênciaO preconceito constitui um preocupante problema de saúde pública que afeta não apenas pessoas transexuais ou transgênero, mas também compromete o desenvolvimento de uma sociedade pacífica, igualitária e justa. A transfobia é o preconceito, aversão, rejeição, ódio, medo, discriminação, estigmatização e patologização de pessoas transexuais ou transgênero. O Brasil é o país que mais assassina pessoas trans no mundo. Ansiedade, depressão crônica, automutilação, agorafobia, abuso de substâncias psicoativas, baixa autoestima, dismorfia corporal, ideação suicida e tentativa de suicídio são as principais sequelas que esse preconceito pode produzir. O estudo teve como objetivo analisar a inter-relação entre transfobia e adoecimento mental. Trata-se de uma pesquisa de abordagem quantitativa que fez uso de questionário como instrumento de coleta de dados e foi realizada entre dezembro de 2023 e janeiro de 2024. Contou com uma amostra probabilística, recrutada pelo método bola de neve e composta por 35 pessoas transexuais ou transgênero vítimas de transfobia. Os dados foram organizados e analisados com auxílio do programa Excel. A maior parte da amostra foi constituída por pessoas transexuais ou transgênero que se identificam com o gênero masculino (51,4%), entre os 24 e 29 anos (48,6%), solteiras (88,6%), ensino médio completo (37,1%), pardas (60%), com renda pessoal e familiar coincidente de um a três salários mínimos (45,7%), com autonomia financeira (51,4%). Verificou-se a seguinte predominância entre os agressores transfóbicos: 60% são pessoas desconhecidas, 42,9% estão no intervalo etário de 50 a 59 anos. A maioria das agressões transfóbicas são praticadas por pessoas cisgênero independentemente do gênero (68,6%) e manifestadas, principalmente, por agressões verbais (77,1%). Das 35 pessoas integrantes da amostra, 68,6% mencionaram adoecimento mental, especialmente depressão (62,9%). Mesmo adoecidas, 65,7 % não buscaram ajuda nos serviços de saúde, e 23,5% relataram como motivo o medo de sofrerem preconceito pelos profissionais. Dentre os que procuraram por ajuda profissional (34,3%), 70% não foram chamados pelo seu nome equivalente à sua identidade de gênero. Cerca de 15% das pessoas trans não desenvolveram adoecimento mental, apesar da transfobia. Dos participantes, 70% creditam ao apoio da família, à espiritualidade, à satisfação profissional e à atividade física o fator protetor para a sua saúde mental. A transfobia tem consequências significativas para a saúde mental de pessoas trans. Abordar esse mal e promover a saúde mental entre indivíduos trans exige esforços de vários setores da sociedade. O acesso aos cuidados de saúde também é uma barreira significativa para essa comunidade. Portanto, as intervenções e o apoio são cruciais. Palavras-chave: Transfobia; Pessoas Transgênero; Pessoas Transexuais; Doença Mental; Agressão.The prejudice constitutes a worrying public health problem that affects not only transsexual or transgender people but also compromises the development of a peaceful, egalitarian and fair society. Transphobia is the prejudice, aversion, rejection, hatred, fear, discrimination, stigmatization and pathologization of transsexual or transgender people. Brazil is the country that murders the most trans people in the world. Anxiety, chronic depression, self-mutilation, agoraphobia, abuse of psychoactive substances, low self-esteem, body dysmorphia, suicidal ideation and suicide attempts are the main consequences that this prejudice can produce. The study aimed to analyze the interrelationship between transphobia and mental illness. Research with a quantitative approach that used a questionnaire as a data collection instrument carried out between December 2023 and January 2024. It included a probabilistic sample, recruited using the snowball method and composed of 35 transsexual or transgender people who were victims of transphobia. The data were organized and analyzed using the Excel program. The majority of the sample was made up of transsexual or transgender people who identify with the male gender n (51.4%), aged between 24- and 29-years n (48.6%), single n (88.6 %), complete secondary education (37.1%), mixed race (60%), with matching personal and family income, from one to three minimum wages n (45.7%), n (51.4%) has autonomy financial. The following predominance was found among transphobic aggressors: n 60% are unknown people, n 42.9% are in the age range of 50 to 59 years. The majority n (%) of transphobic aggressions are committed by cisgender people regardless of gender n (68.6%) and manifested mainly through verbal aggression n (77.1%). Of the 35 people in the sample, 68.6% mentioned mental illness, especially depression (62.9%). Even though they were ill, 65.7% did not seek help from health services and 23.5% reported the fear of being prejudiced by professionals as the reason. Among those who sought professional help (34.3%), 70% were not called by their name equivalent to their gender identity. Around 15% of trans people did not develop mental illness, despite transphobia. Seventy percent of people participating in the survey credit family support, spirituality, professional satisfaction and physical activity as protective factors for their mental health. Transphobia has significant consequences for the mental health of trans people. Addressing transphobia and promoting mental health among trans individuals requires efforts from various sectors of society. Access to healthcare is also a significant barrier for this community, and interventions and support are crucial. Keywords: Transphobia; Transgender Persons; Transsexual Persons; Mental Disorders; Aggression.A Dissertação foi enviada com autorização e certificação via CI 28270/24 em 06/05/2024.Silva, Carlos Antônio Bruno daPinto, Ricardo MirandaSilva, Raimunda Magalhães daVieira, Luiza Jane Eyre SousaUniversidade de Fortaleza. Programa de Pós-Graduação em Saúde ColetivaCronemberger, Gioconda Leal2024info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdf66f.https://biblioteca.sophia.com.br/terminalri/9575/acervo/detalhe/586170https://uol.unifor.br/auth-sophia/exibicao/35586porreponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UNIFORinstname:Universidade de Fortaleza (UNIFOR)instacron:UNIFORinfo:eu-repo/semantics/openAccess2024-05-21T14:23:45Zoai::586170Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttps://www.unifor.br/bdtdONGhttp://dspace.unifor.br/oai/requestbib@unifor.br||bib@unifor.bropendoar:2024-05-21T14:23:45Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UNIFOR - Universidade de Fortaleza (UNIFOR)false |
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