Violência contra a mulher no ambiente de trabalho em uma instituição de ensino privada em Picos-Piaui

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Sá, Ana Ceres Martins de
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://biblioteca.sophia.com.br/terminalri/9575/acervo/detalhe/590511
Resumo: O estudo objetivou analisar a percepção das profissionais de uma Instituição de Ensino Privada em Picos-Piauí acerca da violência contra a mulher e suas interfaces. Este estudo qualitativo explorou as complexas e multifacetadas experiências de violência vividas por mulheres em seu ambiente de trabalho. Realizado no Instituto de Educação Superior Raimundo Sá (IERSA) em Picos, Piauí, o estudo incluiu mulheres maiores de 18 anos, independentemente de sua função na instituição, desde que tivessem pelo menos seis meses de contrato. Foram recrutadas no mínimo 13 participantes através da técnica de bola de neve (snowball). Mulheres ausentes das atividades laborais durante o período estudado, ou afastadas por férias ou questões de saúde mental, foram excluídas. Os dados foram coletados por meio de entrevistas semiestruturadas, gravadas e guiadas por questões norteadoras. O material das entrevistas foi transcrito e analisado com base nos princípios da hermenêutica, proporcionando uma compreensão rica e profunda das experiências das participantes. Este estudo demográfico, realizado em uma Instituição de Ensino Superior, incluiu 13 professoras acima de 30 anos, todas com qualificações acadêmicas avançadas. Utilizando o software Iramuteq, foram analisados textos que permitiram uma taxa de aproveitamento de 75,8%, consolidando seis classes principais de dados. A Classe 2 foi a mais representativa, seguida pelas Classes 5, 1, 4, 3 e 6, sendo esta última a que interligava todas as demais. As palavras significativas em cada classe variaram, abrangendo temas como decisões, machismo, assédio, agressão e discriminação.O estudo revelou que a exclusão e a violência contra a mulher no ambiente acadêmico estão profundamente enraizadas em normas machistas e sexistas. As mulheres enfrentam barreiras na tomada de decisões e são frequentemente relegadas a papéis de execução. A violência institucional e profissional também foi destacada, refletindo-se no tratamento diferenciado e nas expectativas baseadas em gênero. As discussões destacaram a necessidade de políticas robustas e de sensibilização para combater a violência de gênero, enfatizando a colaboração entre diferentes setores da sociedade. Foram identificadas tanto a violência sutil, manifestada através de comportamentos não imediatamente reconhecidos como violentos, quanto a violência explícita, incluindo agressões físicas, psicológicas, patrimoniais e morais, como questões críticas que afetam profundamente a saúde mental e o bem-estar das mulheres.. Este estudo aborda a violência contra a mulher no ambiente de trabalho, destacando como as desigualdades de gênero e as estruturas de poder desequilibradas intensificam essa questão. Através de uma análise qualitativa, foi revelada a complexidade das experiências das mulheres, mostrando o impacto severo do assédio e da discriminação na saúde mental e no bem-estar profissional. As considerações finais evidenciam a necessidade urgente de medidas preventivas e de proteção mais rigorosas e culturalmente sensíveis nas organizações. A pesquisa, focada na implementação de políticas institucionais mais eficazes no combate à violência de gênero, especialmente em contextos acadêmicos, contribui tanto para o campo acadêmico quanto para a transformação social. A violência no ambiente acadêmico manifesta-se de várias formas, impactando significativamente as vítimas. Políticas robustas e eficazes são essenciais para enfrentar essa violência. A colaboração entre governo, instituições acadêmicas e setor privado é crucial. Este estudo chama pesquisadores, legisladores e líderes organizacionais à ação para desenvolver e implementar estratégias que garantam um ambiente de trabalho seguro para as futuras gerações de trabalhadoras. Descritores: Violência. Violência contra a Mulher. Violência no Trabalho. Assistência Integral à Saúde das Mulheres.
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Os dados foram coletados por meio de entrevistas semiestruturadas, gravadas e guiadas por questões norteadoras. O material das entrevistas foi transcrito e analisado com base nos princípios da hermenêutica, proporcionando uma compreensão rica e profunda das experiências das participantes. Este estudo demográfico, realizado em uma Instituição de Ensino Superior, incluiu 13 professoras acima de 30 anos, todas com qualificações acadêmicas avançadas. Utilizando o software Iramuteq, foram analisados textos que permitiram uma taxa de aproveitamento de 75,8%, consolidando seis classes principais de dados. A Classe 2 foi a mais representativa, seguida pelas Classes 5, 1, 4, 3 e 6, sendo esta última a que interligava todas as demais. As palavras significativas em cada classe variaram, abrangendo temas como decisões, machismo, assédio, agressão e discriminação.O estudo revelou que a exclusão e a violência contra a mulher no ambiente acadêmico estão profundamente enraizadas em normas machistas e sexistas. As mulheres enfrentam barreiras na tomada de decisões e são frequentemente relegadas a papéis de execução. A violência institucional e profissional também foi destacada, refletindo-se no tratamento diferenciado e nas expectativas baseadas em gênero. As discussões destacaram a necessidade de políticas robustas e de sensibilização para combater a violência de gênero, enfatizando a colaboração entre diferentes setores da sociedade. Foram identificadas tanto a violência sutil, manifestada através de comportamentos não imediatamente reconhecidos como violentos, quanto a violência explícita, incluindo agressões físicas, psicológicas, patrimoniais e morais, como questões críticas que afetam profundamente a saúde mental e o bem-estar das mulheres.. Este estudo aborda a violência contra a mulher no ambiente de trabalho, destacando como as desigualdades de gênero e as estruturas de poder desequilibradas intensificam essa questão. Através de uma análise qualitativa, foi revelada a complexidade das experiências das mulheres, mostrando o impacto severo do assédio e da discriminação na saúde mental e no bem-estar profissional. As considerações finais evidenciam a necessidade urgente de medidas preventivas e de proteção mais rigorosas e culturalmente sensíveis nas organizações. A pesquisa, focada na implementação de políticas institucionais mais eficazes no combate à violência de gênero, especialmente em contextos acadêmicos, contribui tanto para o campo acadêmico quanto para a transformação social. A violência no ambiente acadêmico manifesta-se de várias formas, impactando significativamente as vítimas. Políticas robustas e eficazes são essenciais para enfrentar essa violência. A colaboração entre governo, instituições acadêmicas e setor privado é crucial. Este estudo chama pesquisadores, legisladores e líderes organizacionais à ação para desenvolver e implementar estratégias que garantam um ambiente de trabalho seguro para as futuras gerações de trabalhadoras. Descritores: Violência. Violência contra a Mulher. Violência no Trabalho. Assistência Integral à Saúde das Mulheres.The study aimed to analyze the perception of female professionals from a Private Educational Institution in Picos-Piauí regarding violence against women and its interfaces. This qualitative study explored the complex and multifaceted experiences of violence faced by women in their work environment. Conducted at the Raimundo Sá Higher Education Institute (IERSA) in Picos, Piauí, the study included women over 18 years old, regardless of their role in the institution, provided they had been contracted for at least six months. At least 13 participants were recruited through the snowball technique. Women absent from work activities during the study period, or on leave due to vacations or mental health issues, were excluded. Data were collected through semistructured interviews, recorded and guided by leading questions. The interview material was transcribed and analyzed based on the principles of hermeneutics, providing a rich and deep understanding of the participants' experiences. This demographic study, conducted at a Higher Education Institution, included 13 female teachers over 30 years old, all with advanced academic qualifications. Using the Iramuteq software, texts were analyzed, resulting in a 75.8% utilization rate, consolidating six main data classes. Class 2 was the most representative, followed by Classes 5, 1, 4, 3, and 6, with the latter interconnecting all the others. Significant words in each class varied, covering themes such as decisions, machismo, harassment, aggression, and discrimination. The study revealed that exclusion and violence against women in the academic environment are deeply rooted in sexist and male-chauvinist norms. Women face barriers in decision-making and are often relegated to execution roles. Institutional and professional violence was also highlighted, reflecting in different treatment and gender-based expectations. The discussions emphasized the need for robust policies and awareness to combat gender violence, stressing collaboration between different sectors of society. Both subtle violence, manifested through behaviors not immediately recognized as violent, and explicit violence, including physical, psychological, patrimonial, and moral aggressions, were identified as critical issues deeply affecting women's mental health and well-being. This study addresses violence against women in the workplace, highlighting how gender inequalities and unbalanced power structures intensify this issue. Through a qualitative analysis, the complexity of women's experiences was revealed, showing the severe impact of harassment and discrimination on mental health and professional well-being. The final considerations highlight the urgent need for stricter and culturally sensitive preventive and protective measures in organizations. The research, focused on implementing more effective institutional policies to combat gender violence, especially in academic contexts, contributes both to the academic field and to social transformation. Violence in the academic environment manifests in various forms, significantly impacting the victims. Robust and effective policies are essential to address this violence. Collaboration between government, academic institutions, and the private sector is crucial. This study calls researchers, policymakers, and organizational leaders to action to develop and implement strategies that ensure a safe working environment for future generations of female workers. Descriptors: Violence. Violence Against Women. Workplace Violence. Comprehensive Women's Health Care.Vieira, Luiza Jane Eyre de SouzaBezerra, Juliana FonsecaJorge, Herla Maria FurtadoSilva, Raimunda Magalhães daUniversidade de Fortaleza. Programa de Pós-Graduação em Saúde ColetivaSá, Ana Ceres Martins de2024info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdf79f.https://biblioteca.sophia.com.br/terminalri/9575/acervo/detalhe/590511https://uol.unifor.br/auth-sophia/exibicao/38166porreponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UNIFORinstname:Universidade de Fortaleza (UNIFOR)instacron:UNIFORinfo:eu-repo/semantics/openAccess2024-11-12T10:04:29Zoai::590511Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttps://www.unifor.br/bdtdONGhttp://dspace.unifor.br/oai/requestbib@unifor.br||bib@unifor.bropendoar:2024-11-12T10:04:29Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UNIFOR - Universidade de Fortaleza (UNIFOR)false
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