Desenvolvimento de um programa socioemocional para promoção da saúde na escola

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: Aguiar, Nataly Barbosa
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://biblioteca.sophia.com.br/terminalri/9575/acervo/detalhe/594948
Resumo: Estudos recentes no âmbito científico internacional demonstraram que a educação integral está relacionada à saúde e ao bem-estar dos alunos, além de responder às demandas complexas da sociedade contemporânea. Igualmente, programas socioemocionais têm mostrado que o desenvolvimento de competências socioemocionais no contexto educacional está associado a uma série de benefícios, como melhoras no desempenho acadêmico, aumento de comportamentos pró-sociais e redução de problemas comportamentais. Em reconhecimento a sua importância, a inteligência socioemocional tornou-se conteúdo obrigatório no ensino escolar, previsto na Base Nacional Comum Curricular. Contudo, nem todas as escolas possuem programa definido, sendo estes pertencentes a empresas particulares e de alto custo, urgindo a necessidade de programas eficazes, acessíveis e de baixo custo. Em resposta a essa demanda, o presente estudo teve como objetivo desenvolver um protótipo de um programa de competências socioemocionais para a promoção da saúde na escola. Foi realizada uma pesquisa de delineamento quase-experimental, com intervenção de um Programa socioemocional, randomizado e controlado mediante avaliações pré e pós teste, com grupo controle e experimental não equivalentes. Contou-se com amostra não probabilística composta por 61 crianças (alunos do 3º ano), divididos em dois grupos: 31 alunos no grupo experimental e 30 no grupo controle. Todos responderam a cinco instrumentos: um questionário sociodemográfico, a Escala Semente de habilidades socioemocionais, a Medida de inteligência emocional, o Strengths and Difficulties Questionnaire e uma Ficha de satisfação do programa (os quatro primeiros aplicados no pré-teste e pós-teste e o último apenas no pós-teste). Foi feita uma intervenção com realização de um programa de competências socioemocionais, criado nesta pesquisa, com foco no "Autoconhecimento" e "Empatia" – Programa B.E.M. V.I.V.E.R. – por meio de 15 encontros semanais. Ele foi realizado com o grupo experimental, durante a pesquisa, após a coleta de dados pré-teste e, por questões éticas, foi feito também com o grupo controle ao final do estudo. Os dados quantitativos foram analisados por meio de estatística descritiva e inferencial, através do Statistical Package for the Social Sciences; e os dados qualitativos por meio de análise de conteúdo. Os resultados confirmaram a eficácia do programa, sinalizando melhoria nos indicadores dos dois construtos trabalhados na intervenção (empatia e autoconhecimento), além de ganhos secundários em outras competências - autocontrole, perseverança, decisões responsáveis, problemas de comportamento, problemas de relacionamento e comportamentos prossociais. Também se constatou que os participantes avaliaram positivamente o programa (ensinamentos, atividades, relação com a aplicadora), reconheceram seu impacto positivo sobre o autoconhecimento, empatia e clima entre os colegas da turma e sinalizaram a importância de ter um programa de inteligência socioemocional na escola. Conclui-se que o protótipo de programa BEM VIVER é gratuito, replicável, adaptável e de baixo custo, com o objetivo de garantir o acesso a todos. Houve desafios, limitações e diversas sugestões são deixadas para pesquisas futuras. Ao final, espera-se que o programa possa ser uma ferramenta democrática e inspiradora para atenção integral dos alunos. Palavras-chave: competências socioemocionais, promoção da saúde, programas, escola.
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Contudo, nem todas as escolas possuem programa definido, sendo estes pertencentes a empresas particulares e de alto custo, urgindo a necessidade de programas eficazes, acessíveis e de baixo custo. Em resposta a essa demanda, o presente estudo teve como objetivo desenvolver um protótipo de um programa de competências socioemocionais para a promoção da saúde na escola. Foi realizada uma pesquisa de delineamento quase-experimental, com intervenção de um Programa socioemocional, randomizado e controlado mediante avaliações pré e pós teste, com grupo controle e experimental não equivalentes. Contou-se com amostra não probabilística composta por 61 crianças (alunos do 3º ano), divididos em dois grupos: 31 alunos no grupo experimental e 30 no grupo controle. Todos responderam a cinco instrumentos: um questionário sociodemográfico, a Escala Semente de habilidades socioemocionais, a Medida de inteligência emocional, o Strengths and Difficulties Questionnaire e uma Ficha de satisfação do programa (os quatro primeiros aplicados no pré-teste e pós-teste e o último apenas no pós-teste). Foi feita uma intervenção com realização de um programa de competências socioemocionais, criado nesta pesquisa, com foco no "Autoconhecimento" e "Empatia" – Programa B.E.M. V.I.V.E.R. – por meio de 15 encontros semanais. Ele foi realizado com o grupo experimental, durante a pesquisa, após a coleta de dados pré-teste e, por questões éticas, foi feito também com o grupo controle ao final do estudo. Os dados quantitativos foram analisados por meio de estatística descritiva e inferencial, através do Statistical Package for the Social Sciences; e os dados qualitativos por meio de análise de conteúdo. Os resultados confirmaram a eficácia do programa, sinalizando melhoria nos indicadores dos dois construtos trabalhados na intervenção (empatia e autoconhecimento), além de ganhos secundários em outras competências - autocontrole, perseverança, decisões responsáveis, problemas de comportamento, problemas de relacionamento e comportamentos prossociais. Também se constatou que os participantes avaliaram positivamente o programa (ensinamentos, atividades, relação com a aplicadora), reconheceram seu impacto positivo sobre o autoconhecimento, empatia e clima entre os colegas da turma e sinalizaram a importância de ter um programa de inteligência socioemocional na escola. Conclui-se que o protótipo de programa BEM VIVER é gratuito, replicável, adaptável e de baixo custo, com o objetivo de garantir o acesso a todos. Houve desafios, limitações e diversas sugestões são deixadas para pesquisas futuras. Ao final, espera-se que o programa possa ser uma ferramenta democrática e inspiradora para atenção integral dos alunos. Palavras-chave: competências socioemocionais, promoção da saúde, programas, escola.Recent studies in the international scientific field have shown that integral education is related to the health and well-being of students, as well as responding to the complex demands of contemporary society. Likewise, socioemotional programs have shown that the development of socio-emotional skills in the educational context is associated with a number of benefits, such as improvements in academic performance, increase in pro-active behaviors andsocial and reduction of behavioral problems. In recognition of its importance, the socio-emotional intelligence became mandatory content in school education, provided for in the National Curriculum Common Base. However, not all schools have defined programs, which are owned by private companies and high cost, urging the need for effective, affordable and low-cost programs. In response to this demand, the present study aimed to develop a prototype of a program of socio-emotional skills for health promotion in school. A quasi-experimental design was carried out, with the intervention of a randomized and controlled socio-emotional program through pre- and post-test evaluations, with control group and experimental not equivalent. The sample was non-probabilistic and consisted of 61 children (3rd year students), divided into two groups: 31 students in the experimental group and 30 in the control group. All answered five instruments: a sociodemographic questionnaire, the Seed Scale of socio-emotional skills, the Measure of emotional intelligence, the Strengths and Difficulties Questionnaire and a program satisfaction sheet (the first four applied in the pre-test and post-test and the last only in the post-test). An intervention was carried out with the implementation of a socio-emotional skills program, created in this research, focusing on "Self-knowledge" and "Empathy" – B.E.M. V.I.V.E.R. Program – through 15 weekly meetings. It was performed with the experimental group, during the research, after the pre-test data collection and, for ethical reasons, it was also done with the control group at the end of the study. The quantitative data were analyzed by descriptive and inferential statistics, through the Statistical Package for the Social Sciences; and the qualitative data by content analysis. The results confirmed the effectiveness of the program, indicating improvement in the indicators of the two constructs worked in the intervention (empathy and self-knowledge), as well as secondary gains in other skills - self-control, perseverance, responsible decisions, problems of behavior, relationship problems and social behaviors. It was also found that the participants positively evaluated the program (teachings, activities, relationship with the applicant), recognized its positive impact on self-knowledge, empathy and climate among classmates and signaled the importance of having a program of socio-emotional intelligence in school. It is concluded that the prototype of B.E.M. V.I.V.E.R. program is free, replicable, adaptable and low cost, with the objective of ensuring access to all. There were challenges, limitations and several suggestions are left for future research. At the end, it is hoped that the program can be a democratic and inspiring tool for integral attention of students. Keywords: socio-emotional skills, health promotion, programs, school.A Dissertação foi enviada com autorização e certificação via CI 44103/25 em 31/07/2025.Lins, Cynthia de Freitas MeloMagalhães, Bárbara JéssycaMartins, José Clerton de OliveiraAlmeida, Ana Mattos Brito deUniversidade de Fortaleza. Centro de Ciências da Saúde. Curso de PsicologiaAguiar, Nataly Barbosa2025info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdf208f.https://biblioteca.sophia.com.br/terminalri/9575/acervo/detalhe/594948https://uol.unifor.br/auth-sophia/exibicao/43786porreponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UNIFORinstname:Universidade de Fortaleza (UNIFOR)instacron:UNIFORinfo:eu-repo/semantics/openAccess2025-09-04T10:21:43Zoai::594948Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttps://www.unifor.br/bdtdONGhttp://dspace.unifor.br/oai/requestbib@unifor.br||bib@unifor.bropendoar:2025-09-04T10:21:43Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UNIFOR - Universidade de Fortaleza (UNIFOR)false
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