Utilização de agregados de rochas calcárias em misturas asfálticas usinadas a quente

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2015
Autor(a) principal: Assis, Sérgio Ricardo Honório de lattes
Orientador(a): Melo, Ricardo Almeida de lattes
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal da Paraíba
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pós-Graduação em Engenharia Civil e Ambiental
Departamento: Engenharia Cívil e Ambiental
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: https://repositorio.ufpb.br/jspui/handle/123456789/11679
Resumo: A crescente demanda por agregados na aplicação em revestimento asfáltico torna necessária a pesquisa de novos materiais, com ênfase aos materiais locais, para minimizar impactos ambientais e os custos de transporte. Dessa forma, o objetivo foi avaliar o uso de agregados de rocha calcária em misturas asfálticas para camada de rolamento, com substituições na fração de pó de pedra do agregado granítico (mistura C2) e inclusão de fíler mineral (mistura C3), por meio de ensaios laboratoriais de desempenho mecânico. Os resultados obtidos foram comparados com a mistura asfáltica de referência (mistura C1), composta por agregados graníticos, com as especificações da norma DNIT 031/2006 – ES e outros estudos. Os materiais utilizados foram agregados graníticos (nas frações brita 19, brita 12 e pó de pedra) e de calcário (nas frações pó de pedra e fíler mineral), e ligante asfáltico CAP 50/70. A caracterização dos agregados foi feita por análise granulométrica, abrasão Los Angeles, absorção, massa específica e durabilidade. A caracterização do ligante asfáltico CAP 50/70 foi feita por ensaios de viscosidade Rotacional, dentre outros. O método Marshall foi usado para a dosagem das misturas asfálticas e determinação dos teores de projeto do ligante. Após, corpos de prova foram compactados pelos métodos Marshall e Superpave, com o intuito de se verificar a influência do tipo de compactação no desempenho mecânico. Os ensaios mecânicos aplicados foram: estabilidade Marshall, resistência à tração por compressão diametral, módulo de resiliência, susceptibilidade aos danos por umidade e Flow Number. A partir dos resultados, verificou-se que as misturas atenderam às especificações da norma. As misturas C2 e C3 apresentaram melhor comportamento mecânico do que a mistura C1. A incorporação do calcário contribuiu para o enrijecimento das misturas e no ganho de resistência, principalmente à deformação permanente. Com relação aos danos por umidade, verificou-se que todas as misturas foram sensíveis à água, o que implica na necessidade de uso de melhoradores de adesividade. Dessa forma, pode-se concluir que misturas asfálticas a quente produzidas com agregados de calcário são tecnicamente viáveis para uso em camadas de rolamento.
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spelling 2018-09-14T11:32:25Z2018-09-142018-09-14T11:32:25Z2015-09-22https://repositorio.ufpb.br/jspui/handle/123456789/11679A crescente demanda por agregados na aplicação em revestimento asfáltico torna necessária a pesquisa de novos materiais, com ênfase aos materiais locais, para minimizar impactos ambientais e os custos de transporte. Dessa forma, o objetivo foi avaliar o uso de agregados de rocha calcária em misturas asfálticas para camada de rolamento, com substituições na fração de pó de pedra do agregado granítico (mistura C2) e inclusão de fíler mineral (mistura C3), por meio de ensaios laboratoriais de desempenho mecânico. Os resultados obtidos foram comparados com a mistura asfáltica de referência (mistura C1), composta por agregados graníticos, com as especificações da norma DNIT 031/2006 – ES e outros estudos. Os materiais utilizados foram agregados graníticos (nas frações brita 19, brita 12 e pó de pedra) e de calcário (nas frações pó de pedra e fíler mineral), e ligante asfáltico CAP 50/70. A caracterização dos agregados foi feita por análise granulométrica, abrasão Los Angeles, absorção, massa específica e durabilidade. A caracterização do ligante asfáltico CAP 50/70 foi feita por ensaios de viscosidade Rotacional, dentre outros. O método Marshall foi usado para a dosagem das misturas asfálticas e determinação dos teores de projeto do ligante. Após, corpos de prova foram compactados pelos métodos Marshall e Superpave, com o intuito de se verificar a influência do tipo de compactação no desempenho mecânico. Os ensaios mecânicos aplicados foram: estabilidade Marshall, resistência à tração por compressão diametral, módulo de resiliência, susceptibilidade aos danos por umidade e Flow Number. A partir dos resultados, verificou-se que as misturas atenderam às especificações da norma. As misturas C2 e C3 apresentaram melhor comportamento mecânico do que a mistura C1. A incorporação do calcário contribuiu para o enrijecimento das misturas e no ganho de resistência, principalmente à deformação permanente. Com relação aos danos por umidade, verificou-se que todas as misturas foram sensíveis à água, o que implica na necessidade de uso de melhoradores de adesividade. Dessa forma, pode-se concluir que misturas asfálticas a quente produzidas com agregados de calcário são tecnicamente viáveis para uso em camadas de rolamento.The growing demand for aggregates in asphaltic surface course infrastructure makes necessary to research new materials, with emphasis on local materials to minimize environmental impacts and transport costs. In this way, the objective was to evaluate the use of limestone aggregates in asphalt mixtures for surface course, with substitutions of granite crusher dust (mix C2) and inclusion of limestone mineral filler (mix C3), through laboratory tests of mechanical performance. The results carried out were compared with the reference asphalt mixture (mix C1), composed of granite aggregates, and with the specifications according to DNIT 031/2006 – ES and others studies. The materials used were granite (in grading of 19 mm, 12 mm and crusher dust) and limestone aggregates (in grading of 19 mm, 12 mm, crusher dust and mineral filler), and PEN 50/70 asphalt binder. The characterization of aggregates was performed by sieve analysis, abrasion Los Angeles, absorption, density and sodium sulfate soundness test. The characterization of the asphalt binder was made by Rotational viscosity test, among others. The Marshall mix design method was used to compact asphalt mixtures and to determine optimum asphalt binder contents. Afterwards, the samples were compacted by Marshall and Superpave designs in order to check the influence of compression type on the mechanical performance. The mechanicals tests applied were indirect tensile-strenght, resilient modulus, moisture susceptibility and Flow Number. From the results, it was found that mixtures were within the specification limits. The C2 and C3 mixtures showed better mechanical behavior than the C1 mix. The addition of limestone contributed for stiffness of the mixtures and gain of mechanical resistance, mainly to permanent deformation. Regarding to moisture susceptibility, it was observed that all mixtures were susceptible to water, which implies the need to use additives. In this way, it can be concluded that hot mix asphalts produced with limestone aggregates are technically viable for use in surface courses.Submitted by Leonardo Cavalcante (leo.ocavalcante@gmail.com) on 2018-09-14T11:32:25Z No. of bitstreams: 2 license_rdf: 811 bytes, checksum: e39d27027a6cc9cb039ad269a5db8e34 (MD5) Arquivototal.pdf: 3281303 bytes, checksum: 52e8aa6c0355575e393fa22b6f254694 (MD5)Made available in DSpace on 2018-09-14T11:32:25Z (GMT). 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