Preditores antropométricos de hipertensão arterial sistêmica em mulheres quilombolas
| Ano de defesa: | 2014 |
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| Autor(a) principal: | |
| Orientador(a): | |
| Banca de defesa: | |
| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Universidade Federal de Pernambuco
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
Não Informado pela instituição
|
| País: |
Não Informado pela instituição
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/12747 |
Resumo: | A presente dissertação contempla dois artigos, sendo um de revisão sistemática e um artigo original de divulgação cientifica. O artigo de revisão sistemática foi elaborado com o intuito de identificar na literatura os estudos publicados entre 1999 e 2013, que avaliaram parâmetros antropométricos como preditores potenciais da hipertensão arterial sistêmica (HAS) em adultos não idosos. A busca desses artigos foi realizada nas bases de dados eletrônicas Medline, Lilacs e Scielo, utilizando-se os descritores: “antropometria” e “hipertensão”, na língua inglesa e portuguesa. Foram incluídos estudos originais, de delineamento transversal, publicados nos idiomas português e inglês, realizados com amostras significativas em indivíduos com idade igual ou superior a 18 anos, independentemente de sexo ou etnia, que buscaram definir pontos de corte e identificar o melhor preditor antropométrico para a HAS, através de curvas Receiver Operating Characteristic (ROC), considerando como hipertensos os indivíduos que tiveram pressão arterial sistólica (PAS) ≥ 140mmHg e/ou pressão arterial diastólica (PAD) ≥ 90mmHg e/ou os que faziam uso corrente de medicação anti-hipertensiva. Foram identificados 10 estudos que atenderam aos critérios de inclusão. Desses, 80% foram realizados com populações asiáticas e 50% avaliaram 04 parâmetros antropométricos – índice de massa corporal (IMC), circunferência da cintura (CC), razão cintura-quadril (RCQ) e razão cintura-estatura (RCEst), sendo que todos avaliaram ao menos a CC. Os pontos de corte para os parâmetros antropométricos analisados, foram, no geral, inferiores aos preconizados pela Organização Mundial de Saúde (OMS). A RCEst foi o melhor preditor antropométrico de HAS em 60% dos estudos. Ademais, observou-se que os parâmetros antropométricos foram melhores preditores da HAS em mulheres do que em homens. O artigo original, por sua vez, buscou identificar os parâmetros antropométricos que são os melhores preditores de hipertensão arterial sistêmica (HAS) em mulheres afrodescendentes. Para tanto, realizou-se um estudo do tipo transversal de base populacional, com 1553 mulheres quilombolas do Estado de Alagoas. Os parâmetros IMC, CC, RCQ, RCEst, índice de conicidade (IC) e a porcentagem de gordura corporal (%GC) foram analisados quanto a sua capacidade de predição da HAS, utilizando-se as Curvas ROC. Na sequência, calculou-se a sensibilidade e a especificidade de pontos de corte já estabelecidos na literatura, realizando-se o ajuste para a idade, comparando-se o 1º com o 4º quartil de idade. Através das Curvas ROC, observou-se que os parâmetros supracitados apresentaram a mesma probabilidade para classificarem corretamente a presença ou a ausência de HAS, a qual não foi satisfatória. Analisando-se, de acordo com o 1º e o 4º quartil de idade, os pontos de corte estabelecidos na literatura, identificou-se que a RCQ≥0,80 foi o indicador que apresentou melhor sensibilidade na predição da HAS para ambos os quartis de idade analisados, seguido da RCEst≥0,50 e do IMC≥25. Contudo, a capacidade de identificar corretamente indivíduos hipertensos foi satisfatória apenas para mulheres com mais de 41 anos. Esses achados evidenciam que a triagem das mulheres hipertensas nessa faixa etária, na atenção primária à saúde, pode ser efetuada a partir da RCQ≥0,80 uma vez que ela apresenta validade e praticidade suficiente para justificar sua adoção. |
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Preditores antropométricos de hipertensão arterial sistêmica em mulheres quilombolasHipertensãoObesidadeGordura abdominalSensibilidadeEspecificidadeCurvas ROCA presente dissertação contempla dois artigos, sendo um de revisão sistemática e um artigo original de divulgação cientifica. O artigo de revisão sistemática foi elaborado com o intuito de identificar na literatura os estudos publicados entre 1999 e 2013, que avaliaram parâmetros antropométricos como preditores potenciais da hipertensão arterial sistêmica (HAS) em adultos não idosos. A busca desses artigos foi realizada nas bases de dados eletrônicas Medline, Lilacs e Scielo, utilizando-se os descritores: “antropometria” e “hipertensão”, na língua inglesa e portuguesa. Foram incluídos estudos originais, de delineamento transversal, publicados nos idiomas português e inglês, realizados com amostras significativas em indivíduos com idade igual ou superior a 18 anos, independentemente de sexo ou etnia, que buscaram definir pontos de corte e identificar o melhor preditor antropométrico para a HAS, através de curvas Receiver Operating Characteristic (ROC), considerando como hipertensos os indivíduos que tiveram pressão arterial sistólica (PAS) ≥ 140mmHg e/ou pressão arterial diastólica (PAD) ≥ 90mmHg e/ou os que faziam uso corrente de medicação anti-hipertensiva. Foram identificados 10 estudos que atenderam aos critérios de inclusão. Desses, 80% foram realizados com populações asiáticas e 50% avaliaram 04 parâmetros antropométricos – índice de massa corporal (IMC), circunferência da cintura (CC), razão cintura-quadril (RCQ) e razão cintura-estatura (RCEst), sendo que todos avaliaram ao menos a CC. Os pontos de corte para os parâmetros antropométricos analisados, foram, no geral, inferiores aos preconizados pela Organização Mundial de Saúde (OMS). A RCEst foi o melhor preditor antropométrico de HAS em 60% dos estudos. Ademais, observou-se que os parâmetros antropométricos foram melhores preditores da HAS em mulheres do que em homens. O artigo original, por sua vez, buscou identificar os parâmetros antropométricos que são os melhores preditores de hipertensão arterial sistêmica (HAS) em mulheres afrodescendentes. Para tanto, realizou-se um estudo do tipo transversal de base populacional, com 1553 mulheres quilombolas do Estado de Alagoas. Os parâmetros IMC, CC, RCQ, RCEst, índice de conicidade (IC) e a porcentagem de gordura corporal (%GC) foram analisados quanto a sua capacidade de predição da HAS, utilizando-se as Curvas ROC. Na sequência, calculou-se a sensibilidade e a especificidade de pontos de corte já estabelecidos na literatura, realizando-se o ajuste para a idade, comparando-se o 1º com o 4º quartil de idade. Através das Curvas ROC, observou-se que os parâmetros supracitados apresentaram a mesma probabilidade para classificarem corretamente a presença ou a ausência de HAS, a qual não foi satisfatória. Analisando-se, de acordo com o 1º e o 4º quartil de idade, os pontos de corte estabelecidos na literatura, identificou-se que a RCQ≥0,80 foi o indicador que apresentou melhor sensibilidade na predição da HAS para ambos os quartis de idade analisados, seguido da RCEst≥0,50 e do IMC≥25. Contudo, a capacidade de identificar corretamente indivíduos hipertensos foi satisfatória apenas para mulheres com mais de 41 anos. Esses achados evidenciam que a triagem das mulheres hipertensas nessa faixa etária, na atenção primária à saúde, pode ser efetuada a partir da RCQ≥0,80 uma vez que ela apresenta validade e praticidade suficiente para justificar sua adoção.CNPqUniversidade Federal de PernambucoCABRAL, Poliana CoelhoFERREIRA, Haroldo da SilvaPADILHA, Bruna Merten2015-04-08T14:18:39Z2015-04-08T14:18:39Z2014-01-29info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/12747porAttribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Brazilhttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/info:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional da UFPEinstname:Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)instacron:UFPE2019-10-25T20:46:18Zoai:repositorio.ufpe.br:123456789/12747Repositório InstitucionalPUBhttps://repositorio.ufpe.br/oai/requestattena@ufpe.bropendoar:22212019-10-25T20:46:18Repositório Institucional da UFPE - Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)false |
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A presente dissertação contempla dois artigos, sendo um de revisão sistemática e um artigo original de divulgação cientifica. O artigo de revisão sistemática foi elaborado com o intuito de identificar na literatura os estudos publicados entre 1999 e 2013, que avaliaram parâmetros antropométricos como preditores potenciais da hipertensão arterial sistêmica (HAS) em adultos não idosos. A busca desses artigos foi realizada nas bases de dados eletrônicas Medline, Lilacs e Scielo, utilizando-se os descritores: “antropometria” e “hipertensão”, na língua inglesa e portuguesa. Foram incluídos estudos originais, de delineamento transversal, publicados nos idiomas português e inglês, realizados com amostras significativas em indivíduos com idade igual ou superior a 18 anos, independentemente de sexo ou etnia, que buscaram definir pontos de corte e identificar o melhor preditor antropométrico para a HAS, através de curvas Receiver Operating Characteristic (ROC), considerando como hipertensos os indivíduos que tiveram pressão arterial sistólica (PAS) ≥ 140mmHg e/ou pressão arterial diastólica (PAD) ≥ 90mmHg e/ou os que faziam uso corrente de medicação anti-hipertensiva. Foram identificados 10 estudos que atenderam aos critérios de inclusão. Desses, 80% foram realizados com populações asiáticas e 50% avaliaram 04 parâmetros antropométricos – índice de massa corporal (IMC), circunferência da cintura (CC), razão cintura-quadril (RCQ) e razão cintura-estatura (RCEst), sendo que todos avaliaram ao menos a CC. Os pontos de corte para os parâmetros antropométricos analisados, foram, no geral, inferiores aos preconizados pela Organização Mundial de Saúde (OMS). A RCEst foi o melhor preditor antropométrico de HAS em 60% dos estudos. Ademais, observou-se que os parâmetros antropométricos foram melhores preditores da HAS em mulheres do que em homens. O artigo original, por sua vez, buscou identificar os parâmetros antropométricos que são os melhores preditores de hipertensão arterial sistêmica (HAS) em mulheres afrodescendentes. Para tanto, realizou-se um estudo do tipo transversal de base populacional, com 1553 mulheres quilombolas do Estado de Alagoas. Os parâmetros IMC, CC, RCQ, RCEst, índice de conicidade (IC) e a porcentagem de gordura corporal (%GC) foram analisados quanto a sua capacidade de predição da HAS, utilizando-se as Curvas ROC. Na sequência, calculou-se a sensibilidade e a especificidade de pontos de corte já estabelecidos na literatura, realizando-se o ajuste para a idade, comparando-se o 1º com o 4º quartil de idade. Através das Curvas ROC, observou-se que os parâmetros supracitados apresentaram a mesma probabilidade para classificarem corretamente a presença ou a ausência de HAS, a qual não foi satisfatória. Analisando-se, de acordo com o 1º e o 4º quartil de idade, os pontos de corte estabelecidos na literatura, identificou-se que a RCQ≥0,80 foi o indicador que apresentou melhor sensibilidade na predição da HAS para ambos os quartis de idade analisados, seguido da RCEst≥0,50 e do IMC≥25. Contudo, a capacidade de identificar corretamente indivíduos hipertensos foi satisfatória apenas para mulheres com mais de 41 anos. Esses achados evidenciam que a triagem das mulheres hipertensas nessa faixa etária, na atenção primária à saúde, pode ser efetuada a partir da RCQ≥0,80 uma vez que ela apresenta validade e praticidade suficiente para justificar sua adoção. |
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