Como os alunos de 8º ano lidam com situações relativas à área de paralelogramos? : um estudo sob a ótica da teoria dos campos conceituais

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2018
Autor(a) principal: ARAÚJO, Jailson Cavalcante de
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Pernambuco
UFPE
Brasil
Programa de Pos Graduacao em Educacao Matematica e Tecnologica
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/34599
Resumo: O objetivo deste estudo foi analisar como alunos do 8º ano do Ensino Fundamental lidam com situações sobre a área de paralelogramos (quadrados, retângulos, losangos e paralelogramos não retângulos e não losangos). A fundamentação teórica apoia-se na Teoria dos Campos Conceituais desenvolvida por Gérard Vergnaud e seus colaboradores. Adota-se o modelo de área como uma grandeza autônoma, proposto por Régine Douady e Marie-Jeanne Perrin- Glorian. No que se refere aos aspectos metodológicos, os participantes da pesquisa foram alunos do 8º ano do Ensino Fundamental de uma escola pública federal situada na cidade do Recife, estado de Pernambuco. Foi aplicado um teste contendo situações de identificação de figuras, comparação de áreas, medida de área e produção de figuras de mesma área que uma figura dada, todas envolvendo paralelogramos. Alguns alunos foram selecionados para uma entrevista de explicitação para um melhor entendimento das respostas apresentadas no teste, bem como para a verificação da interpretação de alguns procedimentos. Os resultados mostram que mais de 80% dos participantes reconheceram quadrados e retângulos, inclusive em posições não habituais (lados não paralelos às bordas da folha), enquanto os paralelogramos não retângulos e não losangos e o losango só foram reconhecidos por 45% e 36% dos participantes respectivamente. A situação de medida foi a que teve a menor quantidade de acertos (12%), seguida da de identificação (24%). Os paralelogramos em que os alunos tiveram o melhor desempenho foram os quadrados e os retângulos, este último sem diferenças marcantes nos casos em que a figura está em posição não prototípica e com dados extras. A única exceção para o quadrado ocorreu quando foi dada a medida da sua diagonal, na qual apenas 26% dos alunos acertaram, diferentemente do resultado no caso habitual que foi de 78% de acertos. A dificuldade maior foi na figura do losango, com menor números de acertos na questão de identificação (36%), seguida do paralelogramo não retângulo e não losango, o qual não teve diferenças relevantes nos tipos de situações. Foram identificados os seguintes procedimentos: contagem de quadradinhos, uso de fórmula, sobreposição, inclusão. Alguns teoremas em ação verdadeiros foram identificados, tais como: figuras de perímetros diferentes podem ter áreas iguais, figuras diferentes podem ter áreas iguais, entre outros. E falso: retângulos que possuem bases e alturas de medidas diferentes, possuem áreas diferentes. Averiguou-se que o desempenho dos alunos é acima de 70% de acertos em todas as situações quando as figuras em jogo são o quadrado e o retângulo. Quando se incluem os losangos e os paralelogramos não retângulos e não losangos, esse desempenho restringe-se apenas à situação de comparação. Em relação ao cálculo de área, erros decorrentes da álgebra das grandezas foram verificados (multiplicação de números e obter grandezas como resultado, ausência e/ou utilização inadequada das unidades de medida). Também alguns de cálculo numérico e de cálculo relacional (confusão entre área e perímetro, entre outros).
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spelling Como os alunos de 8º ano lidam com situações relativas à área de paralelogramos? : um estudo sob a ótica da teoria dos campos conceituaisMatemática (Ensino fundamental) - Estudo e ensinoGeometriaGrandezas e medidasUFPE - Pós-graduaçãoO objetivo deste estudo foi analisar como alunos do 8º ano do Ensino Fundamental lidam com situações sobre a área de paralelogramos (quadrados, retângulos, losangos e paralelogramos não retângulos e não losangos). A fundamentação teórica apoia-se na Teoria dos Campos Conceituais desenvolvida por Gérard Vergnaud e seus colaboradores. Adota-se o modelo de área como uma grandeza autônoma, proposto por Régine Douady e Marie-Jeanne Perrin- Glorian. No que se refere aos aspectos metodológicos, os participantes da pesquisa foram alunos do 8º ano do Ensino Fundamental de uma escola pública federal situada na cidade do Recife, estado de Pernambuco. Foi aplicado um teste contendo situações de identificação de figuras, comparação de áreas, medida de área e produção de figuras de mesma área que uma figura dada, todas envolvendo paralelogramos. Alguns alunos foram selecionados para uma entrevista de explicitação para um melhor entendimento das respostas apresentadas no teste, bem como para a verificação da interpretação de alguns procedimentos. Os resultados mostram que mais de 80% dos participantes reconheceram quadrados e retângulos, inclusive em posições não habituais (lados não paralelos às bordas da folha), enquanto os paralelogramos não retângulos e não losangos e o losango só foram reconhecidos por 45% e 36% dos participantes respectivamente. A situação de medida foi a que teve a menor quantidade de acertos (12%), seguida da de identificação (24%). Os paralelogramos em que os alunos tiveram o melhor desempenho foram os quadrados e os retângulos, este último sem diferenças marcantes nos casos em que a figura está em posição não prototípica e com dados extras. A única exceção para o quadrado ocorreu quando foi dada a medida da sua diagonal, na qual apenas 26% dos alunos acertaram, diferentemente do resultado no caso habitual que foi de 78% de acertos. A dificuldade maior foi na figura do losango, com menor números de acertos na questão de identificação (36%), seguida do paralelogramo não retângulo e não losango, o qual não teve diferenças relevantes nos tipos de situações. Foram identificados os seguintes procedimentos: contagem de quadradinhos, uso de fórmula, sobreposição, inclusão. Alguns teoremas em ação verdadeiros foram identificados, tais como: figuras de perímetros diferentes podem ter áreas iguais, figuras diferentes podem ter áreas iguais, entre outros. E falso: retângulos que possuem bases e alturas de medidas diferentes, possuem áreas diferentes. Averiguou-se que o desempenho dos alunos é acima de 70% de acertos em todas as situações quando as figuras em jogo são o quadrado e o retângulo. Quando se incluem os losangos e os paralelogramos não retângulos e não losangos, esse desempenho restringe-se apenas à situação de comparação. Em relação ao cálculo de área, erros decorrentes da álgebra das grandezas foram verificados (multiplicação de números e obter grandezas como resultado, ausência e/ou utilização inadequada das unidades de medida). Também alguns de cálculo numérico e de cálculo relacional (confusão entre área e perímetro, entre outros).CAPESThe objective of this study was to analyze how students from the 8th year of elementary school deal with situations regarding the area of parallelograms (squares, rectangles, lozenges and parallelograms not rectangles and not lozenges). The theoretical foundation is based on the theory of conceptual fields developed by Gérard Vergnaud and his collaborators. The area model is adopted as an autonomous grandeur, proposed by Régine Douady and Marie-Jeanne Perrin-Glorian. With regard to the methodological aspects, survey participants were students of the 8th grade of Elementary School of a federal public school located in the city of Recife, state of Pernambuco. It was applied a test containing situations of figure identification, comparison of areas, measure area and production of figures of the same area as a given figure, all involving parallelograms. Some students were selected for an explicitation interview for a better understanding of the answers presented in the test, as well as for the verification of some producers. The results show that more than 80% of the participants recognized squares and rectangles, even in unusual positions (sides not parallel to the edge of the sheet of paper), whereas the parallelogram not rectangles and not lozenges an the lozenge were only recognized by 45% an 36% of participants respectively. The situation of measure was that had least amount of right answers (12%), followed by identification (24%). The parallelograms in which the students had the best performance were squares and rectangles, latter case with no significant differences in cases in which the figure is in a non-prototypical position and with extra data. The only exception to the squares occured when the measure of its diagonal was given, in which only 26% of students answered right, unlike the results in the usual case, which was 78% of correct answers. The greatest difficulty was in the figure of the lozenge with fewer successes in the identification(36%), followed by the parallelogram not rectangle and not lozenge, which did not have significant differences in the types of situation. The following procedures were identified: counting of little squares, use of formula, overlap, inclusion. Some theorems in action have been identified, such as: figures of different perimeters may have equal areas, different figures may have equal areas, among others. And false: rectangles that have bases and heights of different measurements, have different areas. An examination that students’performance is over 70% of correct answers in all situations when the figures presented are the square and the rectangle. When including lozenges and parallelograms not rectangles and non lozenges, this performance is restricted only the comparison situation. With respect to area calculation, errors resulting from the algebra of the quantities were verified (multiplication of numbers and obtain quantities as a result, absence and/or inapropriate use of units of measurement). Also some numerical calculation and relational calculation (confusion between area and perimeter, among others).Universidade Federal de PernambucoUFPEBrasilPrograma de Pos Graduacao em Educacao Matematica e TecnologicaBELLEMAIN, Paula Moreira Baltarhttp://lattes.cnpq.br/6689423614279847http://lattes.cnpq.br/1264702708331679ARAÚJO, Jailson Cavalcante de2019-10-14T20:55:23Z2019-10-14T20:55:23Z2018-03-27info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/34599porAttribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Brazilhttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/info:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional da UFPEinstname:Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)instacron:UFPE2019-10-25T12:19:02Zoai:repositorio.ufpe.br:123456789/34599Repositório InstitucionalPUBhttps://repositorio.ufpe.br/oai/requestattena@ufpe.bropendoar:22212019-10-25T12:19:02Repositório Institucional da UFPE - Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)false
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