Sepse e Choque Séptico em Adultos de Unidade de Terapia Intensiva: Aspectos Epidemiológicos, Farmacológicos e Prognósticos

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2013
Autor(a) principal: CARIBÉ, Rebeka Alves
Orientador(a): SOUZA, Ivone Antônia de
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Pernambuco
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/10574
Resumo: Sepse continua sendo um grande desafio, pois apesar dos avanços no entendimento da sua fisiopatologia e do abrangente arsenal terapêutico disponível, a mesma causa um grande impacto econômico e social, devido à alta taxa de mortalidade e aos altos custos para os sistemas de saúde. A proposta deste trabalho foi traçar o perfil epidemiológico, microbiológico e farmacológico dos pacientes adultos com quadro clínico e/ou laboratorial de sepse. O estudo foi uma coorte prospectiva e observacional, que incluiu pacientes adultos com sepse no período de abril de 2010 a agosto de 2011 na Unidade de Terapia Intensiva do Hospital Otavio de Freitas. Foram avaliados os dados demográficos, clínicos, laboratoriais e os potenciais de interações medicamentosas. Durante o estudo cento e vinte pacientes foram diagnosticados com sepse, destes 71,67 % (n=86) foram incluídos na pesquisa. Aproximadamente 53,49 % eram do sexo masculino, a média de idade foi de 57,49 ± 19,77 anos e a taxa de mortalidade geral foi de 69,76 %. A presença de comorbidades associada à sepse foi detectada em 79,07 % dos casos. A média dos escores de APACHE II foi de 23,07 ± 6,46. A taxa de mortalidade para sepse, sepse grave e choque séptico foi de 8,33 %, 65,71 % e 92,31 %, respectivamente. Episódios de hiperlactatemia, hiperglicemia e de contagem de plaquetas inferior a 100.000/mm3 foram identificados em 45,9 %, 27 % e 88,6 % dos pacientes, respectivamente. No que diz respeito à análise farmacológica, 80 % dos pacientes apresentaram potenciais de interações medicamentosas. Quanto à classificação das IMs, 64,2 % apresentaram perfil farmacodinâmico, 60 % maior gravidade, 53,3 % início rápido e 53,8 % boa documentação científica. A prevalência das interações associou-se com a idade, o número de medicamentos prescritos e o tempo de permanência na UTI. De acordo com os resultados obtidos podemos concluir que essa síndrome é comum em pacientes idosos, do sexo masculino e com alta prevalência de comorbidades. Os parâmetros analisados nesta pesquisa como os escores de APACHE II e SOFA, presença de disfunções orgânicas, lactatemia, glicemia e os relacionados ao sistema de coagulação podem ser utilizados como preditivos, direcionando a prática clínica e otimizando tanto o tratamento quanto o acompanhamento da evolução dos pacientes.
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Durante o estudo cento e vinte pacientes foram diagnosticados com sepse, destes 71,67 % (n=86) foram incluídos na pesquisa. Aproximadamente 53,49 % eram do sexo masculino, a média de idade foi de 57,49 ± 19,77 anos e a taxa de mortalidade geral foi de 69,76 %. A presença de comorbidades associada à sepse foi detectada em 79,07 % dos casos. A média dos escores de APACHE II foi de 23,07 ± 6,46. A taxa de mortalidade para sepse, sepse grave e choque séptico foi de 8,33 %, 65,71 % e 92,31 %, respectivamente. Episódios de hiperlactatemia, hiperglicemia e de contagem de plaquetas inferior a 100.000/mm3 foram identificados em 45,9 %, 27 % e 88,6 % dos pacientes, respectivamente. No que diz respeito à análise farmacológica, 80 % dos pacientes apresentaram potenciais de interações medicamentosas. Quanto à classificação das IMs, 64,2 % apresentaram perfil farmacodinâmico, 60 % maior gravidade, 53,3 % início rápido e 53,8 % boa documentação científica. 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