Restrição da Mobilidade Visceral e Diafragmática em indivíduos com Dor Lombar Crônica Inespecífica
| Ano de defesa: | 2026 |
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| Autor(a) principal: | |
| Orientador(a): | |
| Banca de defesa: | |
| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Universidade Federal de Pernambuco
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| Programa de Pós-Graduação: |
Programa de Pos Graduacao em Fisioterapia
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| Departamento: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
Brasil
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/69011 |
Resumo: | Introdução: A dor lombar crônica inespecífica (DLCI) é uma das queixas musculoesqueléticas mais comuns, sendo a principal causa de incapacidade. Algumas hipóteses sugerem haver relação entre esta disfunção e restrição de mobilidade dos órgãos viscerais. Objetivo: Comparar a mobilidade visceral e diafragmática em indivíduos com dor lombar crônica inespecífica com indivíduos assintomáticos e analisar a associação das disfunções viscerais nos sinais e sintomas musculoesqueléticos da coluna lombar. Métodos: Trata-se de um estudo transversal conduzido entre 2024 e 2026 no Laboratório de Aprendizagem e Controle Motor (LACOM) e no Laboratório de Cinesioterapia e Recursos Terapêuticos Manuais (LACIRTEM), da Universidade Federal de Pernambuco. A amostra foi composta por 70 indivíduos, sendo 35 no grupo dor lombar crônica inespecífica (GDLCI) e 35 no grupo controle (GC), de ambos os sexos e entre 18 a 59 anos. A mobilidade visceral do fígado, estômago, rins e intestinos foi avaliada por avaliação osteopática visceral, por meio da palpação no plano coronal. A mobilidade diafragmática foi mensurada por ultrassonografia. Os sinais e sintomas musculoesqueléticos da coluna torácica e lombar foram avaliados pela ferramenta Tenderness, Asymmetry, Restricted Motion, Tissue Texture Changes (TART). Ansiedade e depressão foram avaliadas pelos Inventários de Beck (BAI e BDI). No GDLCI, a dor lombar e incapacidade funcional foram mensuradas pela Escala Numérica da Dor e pelo Oswestry Disability Index (ODI). As análises estatísticas incluíram estatística descritiva, testes t de Student ou U de Mann–Whitney para comparação das variáveis quantitativas, testes do qui-quadrado ou exato de Fisher para variáveis categóricas, cálculo de razões de chances (odds ratio) com intervalos de confiança de 95%, medidas de tamanho de efeito e avaliação da concordância interavaliador por meio do coeficiente Kappa, adotando-se nível de significância de 5%. Resultados: Indivíduos com DLCI apresentaram maior frequência de restrição da mobilidade visceral quando comparados aos controles, destacando-se a raiz do mesentério (71,4% vs. 40,0%; p = 0,016), intestino grosso porção descendente (42,9% vs. 8,6%; p = 0,003), cólon sigmóide (57,1% vs. 22,9%; p = 0,007), rim direito (60,0% vs. 22,9%; p = 0,004) e rim esquerdo (42,9% vs. 17,1%; p = 0,037). A disfunção da mobilidade diafragmática foi observada em 77,1% dos indivíduos do GDLCI, em comparação a 5,7% no grupo controle (p < 0,001), com menor excursão diafragmática média no GDLCI (5,74 ± 0,83 cm vs. 7,04 ± 0,53 cm; p < 0,001). Observou-se excelente concordância interavaliador para a avaliação da mobilidade visceral (κ ≥ 0,90). O GDLCI apresentou maior frequência de disfunções musculoesqueléticas na coluna lombar (L1–L5), incluindo dor à palpação (80,0% vs. 28,6%; p < 0,001), hipomobilidade vertebral (85,7% vs. 31,4%; p < 0,001) e alterações na textura tecidual (77,1% vs. 25,7%; p < 0,001). Conclusão: Indivíduos com DLCI apresentam maior restrição da mobilidade do cólon sigmóide, raiz do mesentério, rins, intestino grosso porção descendente e diafragma, além de maior prevalência de disfunções somáticas nas regiões torácica e lombar, quando comparados a indivíduos assintomáticos. |
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PEREIRA, Ana Clara Catanhohttp://lattes.cnpq.br/0095052403539135http://lattes.cnpq.br/3184657102169221http://lattes.cnpq.br/1745275017283903https://orcid.org/0009-0002-3653-2271https://orcid.org/0000-0003-4520-1175https://orcid.org/0000-0002-9743-5101SIQUEIRA, Gisela Rocha deVILLELA, Débora Wanderley2026-05-28T12:46:37Z2026-05-28T12:46:37Z2026-02-25PEREIRA, Ana Clara Catanho. Restrição da Mobilidade Visceral e Diafragmática em indivíduos com Dor Lombar Crônica Inespecífica. 2026. Dissertação (Mestrado em Fisioterapia) - Universidade Federal de Pernambuco, Recife, 2026.https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/69011Introdução: A dor lombar crônica inespecífica (DLCI) é uma das queixas musculoesqueléticas mais comuns, sendo a principal causa de incapacidade. Algumas hipóteses sugerem haver relação entre esta disfunção e restrição de mobilidade dos órgãos viscerais. Objetivo: Comparar a mobilidade visceral e diafragmática em indivíduos com dor lombar crônica inespecífica com indivíduos assintomáticos e analisar a associação das disfunções viscerais nos sinais e sintomas musculoesqueléticos da coluna lombar. Métodos: Trata-se de um estudo transversal conduzido entre 2024 e 2026 no Laboratório de Aprendizagem e Controle Motor (LACOM) e no Laboratório de Cinesioterapia e Recursos Terapêuticos Manuais (LACIRTEM), da Universidade Federal de Pernambuco. A amostra foi composta por 70 indivíduos, sendo 35 no grupo dor lombar crônica inespecífica (GDLCI) e 35 no grupo controle (GC), de ambos os sexos e entre 18 a 59 anos. A mobilidade visceral do fígado, estômago, rins e intestinos foi avaliada por avaliação osteopática visceral, por meio da palpação no plano coronal. A mobilidade diafragmática foi mensurada por ultrassonografia. Os sinais e sintomas musculoesqueléticos da coluna torácica e lombar foram avaliados pela ferramenta Tenderness, Asymmetry, Restricted Motion, Tissue Texture Changes (TART). Ansiedade e depressão foram avaliadas pelos Inventários de Beck (BAI e BDI). No GDLCI, a dor lombar e incapacidade funcional foram mensuradas pela Escala Numérica da Dor e pelo Oswestry Disability Index (ODI). As análises estatísticas incluíram estatística descritiva, testes t de Student ou U de Mann–Whitney para comparação das variáveis quantitativas, testes do qui-quadrado ou exato de Fisher para variáveis categóricas, cálculo de razões de chances (odds ratio) com intervalos de confiança de 95%, medidas de tamanho de efeito e avaliação da concordância interavaliador por meio do coeficiente Kappa, adotando-se nível de significância de 5%. Resultados: Indivíduos com DLCI apresentaram maior frequência de restrição da mobilidade visceral quando comparados aos controles, destacando-se a raiz do mesentério (71,4% vs. 40,0%; p = 0,016), intestino grosso porção descendente (42,9% vs. 8,6%; p = 0,003), cólon sigmóide (57,1% vs. 22,9%; p = 0,007), rim direito (60,0% vs. 22,9%; p = 0,004) e rim esquerdo (42,9% vs. 17,1%; p = 0,037). A disfunção da mobilidade diafragmática foi observada em 77,1% dos indivíduos do GDLCI, em comparação a 5,7% no grupo controle (p < 0,001), com menor excursão diafragmática média no GDLCI (5,74 ± 0,83 cm vs. 7,04 ± 0,53 cm; p < 0,001). Observou-se excelente concordância interavaliador para a avaliação da mobilidade visceral (κ ≥ 0,90). O GDLCI apresentou maior frequência de disfunções musculoesqueléticas na coluna lombar (L1–L5), incluindo dor à palpação (80,0% vs. 28,6%; p < 0,001), hipomobilidade vertebral (85,7% vs. 31,4%; p < 0,001) e alterações na textura tecidual (77,1% vs. 25,7%; p < 0,001). Conclusão: Indivíduos com DLCI apresentam maior restrição da mobilidade do cólon sigmóide, raiz do mesentério, rins, intestino grosso porção descendente e diafragma, além de maior prevalência de disfunções somáticas nas regiões torácica e lombar, quando comparados a indivíduos assintomáticos.Introduction: Nonspecific chronic low back pain (NCLBP) is one of the most common musculoskeletal complaints and the leading cause of disability. Some hypotheses suggest a relationship between this condition and restricted mobility of visceral organs. Objective: To compare visceral and diaphragmatic mobility in individuals with nonspecific chronic low back pain and asymptomatic individuals, and to analyze the association between visceral dysfunctions and musculoskeletal signs and symptoms of the lumbar spine. Methods: This was a cross-sectional study conducted between 2024 and 2026 at the Laboratory of Learning and Motor Control (LACOM) and the Laboratory of Kinesiotherapy and Manual Therapeutic Resources (LACIRTEM), Federal University of Pernambuco. The sample comprised 70 individuals, with 35 in the nonspecific chronic low back pain group (NCLBPG) and 35 in the control group (CG), of both sexes and aged 18 to 59 years. Visceral mobility of the liver, stomach, kidneys, and intestines was assessed through visceral osteopathic evaluation by palpation in the coronal plane. Diaphragmatic mobility was measured by ultrasonography. Musculoskeletal signs and symptoms of the thoracic and lumbar spine were assessed using the Tenderness, Asymmetry, Restricted Motion, Tissue Texture Changes (TART) tool. Anxiety and depression were evaluated using the Beck Inventories (BAI and BDI). In the NCLBPG, low back pain and functional disability were measured using the Numeric Pain Rating Scale and the Oswestry Disability Index (ODI). Statistical analyses included descriptive statistics; Student’s t test or Mann–Whitney U test for comparison of quantitative variables; chi-square or Fisher’s exact tests for categorical variables; calculation of odds ratios with 95% confidence intervals; effect size measures; and assessment of inter-rater agreement using the Kappa coefficient, adopting a 5% significance level. Results: Individuals with NCLBP showed a higher frequency of restricted visceral mobility compared with controls, particularly in the mesenteric root (71.4% vs. 40.0%; p = 0.016), descending colon (42.9% vs. 8.6%; p = 0.003), sigmoid colon (57.1% vs. 22.9%; p = 0.007), right kidney (60.0% vs. 22.9%; p = 0.004), and left kidney (42.9% vs. 17.1%; p = 0.037). Diaphragmatic mobility dysfunction was observed in 77.1% of individuals in the NCLBPG, compared with 5.7% in the control group (p < 0.001), with lower mean diaphragmatic excursion in the NCLBPG (5.74 ± 0.83 cm vs. 7.04 ± 0.53 cm; p < 0.001). Excellent inter-rater agreement was observed for visceral mobility assessment (κ ≥ 0.90). The NCLBPG also showed a higher frequency of musculoskeletal dysfunctions in the lumbar spine (L1–L5), including tenderness to palpation (80.0% vs. 28.6%; p < 0.001), vertebral hypomobility (85.7% vs. 31.4%; p < 0.001), and changes in tissue texture (77.1% vs. 25.7%; p < 0.001). Conclusion: Individuals with NCLBP present greater restriction of mobility of the sigmoid colon, mesenteric root, kidneys, descending colon, and diaphragm, as well as a higher prevalence of somatic dysfunctions in the thoracic and lumbar regions, compared with asymptomatic individuals.porUniversidade Federal de PernambucoPrograma de Pos Graduacao em FisioterapiaUFPEBrasilhttps://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/info:eu-repo/semantics/openAccessDor lombarDor VisceralDiafragmaMobilidade AtivaDor musculoesqueléticaRestrição da Mobilidade Visceral e Diafragmática em indivíduos com Dor Lombar Crônica Inespecíficainfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesismestradoreponame:Repositório Institucional da UFPEinstname:Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)instacron:UFPETEXTDISSERTAÇÃO Ana Clara Catanho Pereira.pdf.txtDISSERTAÇÃO Ana Clara Catanho Pereira.pdf.txtExtracted texttext/plain173566https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/69011/3/DISSERTA%c3%87%c3%83O%20Ana%20Clara%20Catanho%20Pereira.pdf.txt918dc5c87d139144fbc2c0944617e3afMD53THUMBNAILDISSERTAÇÃO Ana Clara Catanho Pereira.pdf.jpgDISSERTAÇÃO Ana Clara Catanho Pereira.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg1251https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/69011/4/DISSERTA%c3%87%c3%83O%20Ana%20Clara%20Catanho%20Pereira.pdf.jpg266a65020a84f27404ef8880ac43d0c4MD54ORIGINALDISSERTAÇÃO Ana Clara Catanho Pereira.pdfDISSERTAÇÃO Ana Clara Catanho Pereira.pdfapplication/pdf6504584https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/69011/1/DISSERTA%c3%87%c3%83O%20Ana%20Clara%20Catanho%20Pereira.pdfd419defb4c8f75fc1f7e4cf2d4203f1fMD51LICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; 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Introdução: A dor lombar crônica inespecífica (DLCI) é uma das queixas musculoesqueléticas mais comuns, sendo a principal causa de incapacidade. Algumas hipóteses sugerem haver relação entre esta disfunção e restrição de mobilidade dos órgãos viscerais. Objetivo: Comparar a mobilidade visceral e diafragmática em indivíduos com dor lombar crônica inespecífica com indivíduos assintomáticos e analisar a associação das disfunções viscerais nos sinais e sintomas musculoesqueléticos da coluna lombar. Métodos: Trata-se de um estudo transversal conduzido entre 2024 e 2026 no Laboratório de Aprendizagem e Controle Motor (LACOM) e no Laboratório de Cinesioterapia e Recursos Terapêuticos Manuais (LACIRTEM), da Universidade Federal de Pernambuco. A amostra foi composta por 70 indivíduos, sendo 35 no grupo dor lombar crônica inespecífica (GDLCI) e 35 no grupo controle (GC), de ambos os sexos e entre 18 a 59 anos. A mobilidade visceral do fígado, estômago, rins e intestinos foi avaliada por avaliação osteopática visceral, por meio da palpação no plano coronal. A mobilidade diafragmática foi mensurada por ultrassonografia. Os sinais e sintomas musculoesqueléticos da coluna torácica e lombar foram avaliados pela ferramenta Tenderness, Asymmetry, Restricted Motion, Tissue Texture Changes (TART). Ansiedade e depressão foram avaliadas pelos Inventários de Beck (BAI e BDI). No GDLCI, a dor lombar e incapacidade funcional foram mensuradas pela Escala Numérica da Dor e pelo Oswestry Disability Index (ODI). As análises estatísticas incluíram estatística descritiva, testes t de Student ou U de Mann–Whitney para comparação das variáveis quantitativas, testes do qui-quadrado ou exato de Fisher para variáveis categóricas, cálculo de razões de chances (odds ratio) com intervalos de confiança de 95%, medidas de tamanho de efeito e avaliação da concordância interavaliador por meio do coeficiente Kappa, adotando-se nível de significância de 5%. Resultados: Indivíduos com DLCI apresentaram maior frequência de restrição da mobilidade visceral quando comparados aos controles, destacando-se a raiz do mesentério (71,4% vs. 40,0%; p = 0,016), intestino grosso porção descendente (42,9% vs. 8,6%; p = 0,003), cólon sigmóide (57,1% vs. 22,9%; p = 0,007), rim direito (60,0% vs. 22,9%; p = 0,004) e rim esquerdo (42,9% vs. 17,1%; p = 0,037). A disfunção da mobilidade diafragmática foi observada em 77,1% dos indivíduos do GDLCI, em comparação a 5,7% no grupo controle (p < 0,001), com menor excursão diafragmática média no GDLCI (5,74 ± 0,83 cm vs. 7,04 ± 0,53 cm; p < 0,001). Observou-se excelente concordância interavaliador para a avaliação da mobilidade visceral (κ ≥ 0,90). O GDLCI apresentou maior frequência de disfunções musculoesqueléticas na coluna lombar (L1–L5), incluindo dor à palpação (80,0% vs. 28,6%; p < 0,001), hipomobilidade vertebral (85,7% vs. 31,4%; p < 0,001) e alterações na textura tecidual (77,1% vs. 25,7%; p < 0,001). Conclusão: Indivíduos com DLCI apresentam maior restrição da mobilidade do cólon sigmóide, raiz do mesentério, rins, intestino grosso porção descendente e diafragma, além de maior prevalência de disfunções somáticas nas regiões torácica e lombar, quando comparados a indivíduos assintomáticos. |
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