Avaliação dos níveis de metaloproteinases da matriz e seus inibidores como indicadores da artralgia persistente em indivíduos com chikungunya

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2023
Autor(a) principal: COSTA, Ana Clara Santos
Orientador(a): RÊGO, Moacyr Jesus Barreto de Melo
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Pernambuco
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pos Graduacao em Inovacao Terapeutica
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
MMP
Link de acesso: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/64533
Resumo: A Chikungunya (CHIK) é uma arbovirose emergente de alto impacto global causada pelo vírus Chikungunya (CHIKV), sendo caracterizada clinicamente em três fases: aguda (até 14 dias), subaguda (de 15 a 89 dias) e crônica (≥ 90 dias). A fase crônica da CHIK é caracterizada por alterações no microambiente articular, que se manifestam clinicamente através da artralgia persistente e edema nas articulações com impacto direto na qualidade de vida do paciente. Fatores solúveis como as Metaloproteinases da matriz (MMP) e os Inibidores Teciduais de Metaloproteinases (TIMP), podem desempenhar papel fundamental no estabelecimento da artralgia persistente, contribuindo para a degradação do tecido articular. Assim, o objetivo deste estudo foi avaliar a potencial utilidade de MMPs e TIMPs como indicadores plasmáticos da artralgia persistente em indivíduos diagnosticados com a CHIK. Para tal, amostras de plasma foram coletadas de 102 participantes diagnosticados com CHIK, durante as fases aguda ou subaguda e crônica da doença, bem como dados sociodemográficos, clínicos e reumatológicos, também coletados na fase crônica, durante acompanhamento ambulatorial realizado no setor de reumatologia do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Pernambuco. Os indivíduos foram avaliados quanto à artralgia persistente através da escala visual analógica (EVA), os quais foram agrupados de acordo com a persistência (EVA ≥ 1-10, n=68) ou resolução (EVA = 0, n=34) da artralgia na fase crônica da CHIK. Amostras de voluntários assintomáticos que tiveram sorologia negativa para IgM e IgG anti-CHIKV foram utilizadas como grupo controle (n=24). Os níveis plasmáticos de MMP-2, MMP-9 e TIMP-2 foram analisados através ensaio multiplex utilizando beads (LegendPlex®). Os níveis plasmáticos de MMP-1, MMP-3, TIMP 1 e MMP-14/MT-1 foram analisados por ELISA Sanduiche. As análises estatísticas foram realizadas através dos softwares GraphPad Prism (versão 9.0), IBM® SPSS® Statistics (versão 25) e R, com significância considerada quando o valor de p≤0,05. Como resultado, a artralgia persistente na fase crônica está associada ao gênero e à manifestação durante a fase aguda/subaguda de: parestesia, prurido, rigidez matinal, classificações altas de dor articular, fadiga e atividade da doença, e ao número de articulações edemaciadas e a valores altos dos índices clínicos de CDAI e DAS-28. Foi possível verificar que indivíduos positivos para CHIK apresentaram níveis plasmáticos maiores de TIMP-1 (p=0,0047) e níveis menores do TIMP-2 (p=0,0015) quando comparados aos indivíduos saudáveis. Em relação ao desfecho clínico na fase crônica, em comparação ao controle, indivíduos com artralgia persistente apresentaram maiores níveis de TIMP-1 (p=0,0231) e indivíduos com resolução da artralgia apresentaram menores níveis de TIMP-2 (p=0,0084). Contudo, não foram observadas diferenças estatísticas entre os grupos resolução e persistência da artralgia, o que refletiu na análise da sensibilidade e especificidade, cujos níveis de TIMP-1 (AUC=0.52) e TIMP-2 (AUC=0.57), durante a fase aguda e subaguda, não foram capazes de distinguir os indivíduos recuperados daqueles com artralgia persistente na fase crônica da CHIK. Os dados obtidos sugerem que as variações nos níveis plasmáticos de TIMP-1 e TIMP-2 estão envolvidas no estabelecimento da dor articular persistente na CHIK. Estudos futuros são necessários para investigar o papel destes mediadores solúveis nos mecanismos relacionados ao acometimento articular decorrente da CHIK, principalmente na fase crônica.
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A fase crônica da CHIK é caracterizada por alterações no microambiente articular, que se manifestam clinicamente através da artralgia persistente e edema nas articulações com impacto direto na qualidade de vida do paciente. Fatores solúveis como as Metaloproteinases da matriz (MMP) e os Inibidores Teciduais de Metaloproteinases (TIMP), podem desempenhar papel fundamental no estabelecimento da artralgia persistente, contribuindo para a degradação do tecido articular. Assim, o objetivo deste estudo foi avaliar a potencial utilidade de MMPs e TIMPs como indicadores plasmáticos da artralgia persistente em indivíduos diagnosticados com a CHIK. Para tal, amostras de plasma foram coletadas de 102 participantes diagnosticados com CHIK, durante as fases aguda ou subaguda e crônica da doença, bem como dados sociodemográficos, clínicos e reumatológicos, também coletados na fase crônica, durante acompanhamento ambulatorial realizado no setor de reumatologia do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Pernambuco. Os indivíduos foram avaliados quanto à artralgia persistente através da escala visual analógica (EVA), os quais foram agrupados de acordo com a persistência (EVA ≥ 1-10, n=68) ou resolução (EVA = 0, n=34) da artralgia na fase crônica da CHIK. Amostras de voluntários assintomáticos que tiveram sorologia negativa para IgM e IgG anti-CHIKV foram utilizadas como grupo controle (n=24). Os níveis plasmáticos de MMP-2, MMP-9 e TIMP-2 foram analisados através ensaio multiplex utilizando beads (LegendPlex®). Os níveis plasmáticos de MMP-1, MMP-3, TIMP 1 e MMP-14/MT-1 foram analisados por ELISA Sanduiche. As análises estatísticas foram realizadas através dos softwares GraphPad Prism (versão 9.0), IBM® SPSS® Statistics (versão 25) e R, com significância considerada quando o valor de p≤0,05. Como resultado, a artralgia persistente na fase crônica está associada ao gênero e à manifestação durante a fase aguda/subaguda de: parestesia, prurido, rigidez matinal, classificações altas de dor articular, fadiga e atividade da doença, e ao número de articulações edemaciadas e a valores altos dos índices clínicos de CDAI e DAS-28. Foi possível verificar que indivíduos positivos para CHIK apresentaram níveis plasmáticos maiores de TIMP-1 (p=0,0047) e níveis menores do TIMP-2 (p=0,0015) quando comparados aos indivíduos saudáveis. Em relação ao desfecho clínico na fase crônica, em comparação ao controle, indivíduos com artralgia persistente apresentaram maiores níveis de TIMP-1 (p=0,0231) e indivíduos com resolução da artralgia apresentaram menores níveis de TIMP-2 (p=0,0084). Contudo, não foram observadas diferenças estatísticas entre os grupos resolução e persistência da artralgia, o que refletiu na análise da sensibilidade e especificidade, cujos níveis de TIMP-1 (AUC=0.52) e TIMP-2 (AUC=0.57), durante a fase aguda e subaguda, não foram capazes de distinguir os indivíduos recuperados daqueles com artralgia persistente na fase crônica da CHIK. Os dados obtidos sugerem que as variações nos níveis plasmáticos de TIMP-1 e TIMP-2 estão envolvidas no estabelecimento da dor articular persistente na CHIK. Estudos futuros são necessários para investigar o papel destes mediadores solúveis nos mecanismos relacionados ao acometimento articular decorrente da CHIK, principalmente na fase crônica.Chikungunya (CHIK) is an emerging arbovirus with high global impact caused by the Chikungunya virus (CHIKV), clinically characterized in three phases: acute (up to 14 days), subacute (15 to 89 days) and chronic (≥ 90 days). The chronic phase of CHIK is characterized by changes in the joint microenvironment, which manifest clinically through persistent arthralgia and joint edema with a direct impact on the patient's quality of life. Soluble factors such as Matrix Metalloproteinases (MMP) and Tissue Metalloproteinase Inhibitors (TIMP) can play a fundamental role in the establishment of persistent arthralgia, contributing to the degradation of joint tissue. Therefore, the objective of this study was to evaluate the potential usefulness of MMPs and TIMPs as plasma indicators of persistent arthralgia in individuals diagnosed with CHIK. To this end, plasma samples were collected from 102 participants diagnosed with CHIK, during the acute or subacute and chronic phases of the disease, as well as sociodemographic, clinical and rheumatological data, also collected in the chronic phase, during outpatient follow-up carried out in the rheumatology sector of the Hospital das Clínicas of the Federal University of Pernambuco. Individuals were assessed for persistent arthralgia using the visual analog scale (VAS), which were grouped according to the persistence (VAS ≥ 1-10, n=68) or resolution (VAS = 0, n=34) of arthralgia. in the chronic phase of CHIK. Samples from asymptomatic volunteers who had negative serology for anti-CHIKV IgM and IgG were used as a control group (n=24). Plasma levels of MMP-2, MMP-9 and TIMP-2 were analyzed using a multiplex assay using beads (LegendPlex®). Plasma levels of MMP-1, MMP-3, TIMP 1 and MMP-14/MT-1 were analyzed by Sandwich ELISA. Statistical analyzes were performed using GraphPad Prism (version 9.0), IBM® SPSS® Statistics (version 25) and R software, with significance considered when the p value≤0.05. As a result, persistent arthralgia in the chronic phase is associated with gender and the manifestation during the acute/subacute phase of: paresthesia, pruritus, morning stiffness, high ratings of joint pain, fatigue and disease activity, and the number of swollen joints and to high values of the CDAI and DAS-28 clinical indices. It was possible to verify that CHIK-positive individuals had higher plasma levels of TIMP-1 (p=0.0047) and lower levels of TIMP-2 (p=0.0015) when compared to healthy individuals. Regarding the clinical outcome in the chronic phase, compared to control, individuals with persistent arthralgia had higher levels of TIMP-1 (p=0.0231) and individuals with arthralgia resolution had lower levels of TIMP-2 (p=0.0231) 0084). However, no statistical differences were observed between the groups, resolution and persistence of arthralgia, which was reflected in the analysis of sensitivity and specificity, whose levels of TIMP-1 (AUC=0.52) and TIMP 2 (AUC=0.57), during the phase acute and subacute, were not able to distinguish recovered individuals from those with persistent arthralgia in the chronic phase of CHIK. The data obtained suggest that variations in plasma levels of TIMP-1 and TIMP-2 are involved in the establishment of persistent joint pain in CHIK. Future studies are needed to investigate the role of these soluble mediators in the mechanisms related to joint involvement resulting from CHIK, especially in the chronic phase.porUniversidade Federal de PernambucoPrograma de Pos Graduacao em Inovacao TerapeuticaUFPEBrasilhttps://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/info:eu-repo/semantics/openAccessArboviroseBiomarcadorArtralgiaMMPTIMPAvaliação dos níveis de metaloproteinases da matriz e seus inibidores como indicadores da artralgia persistente em indivíduos com chikungunyainfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesismestradoreponame:Repositório Institucional da UFPEinstname:Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)instacron:UFPEORIGINALDISSERTAÇÃO Ana Clara Santos Costa.pdfDISSERTAÇÃO Ana Clara Santos Costa.pdfapplication/pdf2978005https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/64533/1/DISSERTA%c3%87%c3%83O%20Ana%20Clara%20Santos%20Costa.pdf910251039d014f59ce35f6d5c725cd10MD51LICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; 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