Avaliação da segurança de uso do óleo de Copaifera multijuga Hayne (Fabaceae)
| Ano de defesa: | 2014 |
|---|---|
| Autor(a) principal: | |
| Orientador(a): | |
| Banca de defesa: | |
| Tipo de documento: | Tese |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Universidade Federal de Pernambuco
|
| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
|
| Departamento: |
Não Informado pela instituição
|
| País: |
Não Informado pela instituição
|
| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/11946 |
Resumo: | O óleo de copaíba é usado pela população sendo encontrado em farmácias e outros estabelecimentos. É extraído de espécies de Copaifera (Fabacea), sendo a mais utilizada no Brasil a Copaifera multijuga Hayne. Em sua constituição encontram-se sesquiterpênicos e ác. palmítico. A literatura o atribui ação antiinflamatória, antinociceptiva, antibacteriana e antitumoral. São escassos trabalhos relacionados à sua toxicidade, nesse sentido, procurou-se avaliar a segurança pré-clínica do óleo de C. multijuga (Cm). Para tal, inicialmente confirmou-se a atividade antiinflamatória e antinociceptiva por via oral do óleo nos modelos de peritonite (Cm 200 mg/kg) e de contorções abdominais (Cm 50 a 200 mg/kg), posteriormente foi realizado o teste de toxicidade aguda (DL50) em ratos e finalmente os ensaios por via oral de toxicidade de dose repetida por 4 e 8 semanas em ratos Wistar e 4 semanas em coelhos Nova Zelândia, seguindo os critérios norteadores da ANVISA. Os resultados mostram que o óleo (200 mg/kg) reduziu em 28% o número de leucócitos circulantes, após estímulo com carragenina e que todas as doses (50 – 200 mg/kg) inibiram as contorções abdominais por ác. acético. Na toxicidade aguda não houve morte até a dose de 4,0 g/kg o que revela baixa toxicidade por via oral. Em ratas, a administração do óleo (Cm 200, 500 e 2500 mg/kg) por via oral não produziu mortes ou alteração comportamental, entretanto, houve aumento do ganho de massa, para Cm 200 mg/kg e redução para Cm 2500 mg/kg. O consumo de água aumentou para Cm 2500 mg/kg ao final de 8 semanas. Nos ratos, não houve mortes ou alteração comportamental, mas Cm 2500 mg/kg reduziu a massa corporal na 5ª e 6ª semana e aumentou o consumo de água já na 3ª semana de administração. Os parâmetros hematológicos em ratos de ambos os sexos não foram alterados. Enquanto que nos parâmetros bioquímicos em ratas, avaliados na 4ª semana registrou-se que Cm 2500 mg/kg aumentou os níveis séricos de creatininia (creat), col. VLDL, triglicerídeos (trig), fosfatase alcalina (FA), bilirrubinas T e D (BT e BD), albumina e amilase (amil) e a dose de 500 mg/kg aumentou os níveis de amilase. Ao final da 8ª semana, Cm 2500 mg/kg aumentou creat, col. VLDL, trig, BT e BD, enquanto Cm 500 mg/kg elevou col. VLDL e trig. Nos machos, ao final da 4a semana, Cm 2500 mg/kg aumentou creat, FA, BT e BD e prot. total e nas doses de 500 e 200 mg/kg aumentou creat. Na 8ª semana, Cm 2500 mg/kg aumentou ureia, creat, col. HDL, FA, BT e BD, albumina, amilase e lactato desidrogenase (LDH), Cm 500 mg/kg, aumentou BD e LDH e Cm 200 mg/kg aumentou BD. Em coelhos de ambos os sexos, Cm 2500 mg/kg aumentou creat, col. total e LDL e BT e BD. Na morfologia de ratos, observaram-se alterações pontuais nas massas absolutas ou relativas no fígado, estômago e adrenal, contudo a análise microscópica dos tecidos não revelou nenhuma alteração. Na toxicidade reprodutiva, o óleo em todas as doses reduziu a massa corporal das mães durante o período de gestação e a massa absoluta dos fetos. Houve também aumento do consumo de água no 14º e 20º dia. Na performace reprodutiva dos machos, o óleo não alterou os parâmetros reprodutivos, assim como, não foram constatadas alterações nos indicadores comportamentais da prole. E finalmente observou-se alteração nos parâmetros globais de avaliação renal em ratos tratados por quatro semanas. Desta forma conclui-se que o óleo possui baixa toxicidade, contudo, merece destaque o possível efeito tóxico materno durante a gestação e sobre a função renal que requerem estudos mais detalhados. |
| id |
UFPE_2a1841ac879e4d7393f640cb4c23c237 |
|---|---|
| oai_identifier_str |
oai:repositorio.ufpe.br:123456789/11946 |
| network_acronym_str |
UFPE |
| network_name_str |
Repositório Institucional da UFPE |
| repository_id_str |
|
| spelling |
Gonçalves, Eduardo da SilvaWanderley, Almir Gonçalves 2015-03-11T17:20:15Z2015-03-11T17:20:15Z2014-06-06https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/11946O óleo de copaíba é usado pela população sendo encontrado em farmácias e outros estabelecimentos. É extraído de espécies de Copaifera (Fabacea), sendo a mais utilizada no Brasil a Copaifera multijuga Hayne. Em sua constituição encontram-se sesquiterpênicos e ác. palmítico. A literatura o atribui ação antiinflamatória, antinociceptiva, antibacteriana e antitumoral. São escassos trabalhos relacionados à sua toxicidade, nesse sentido, procurou-se avaliar a segurança pré-clínica do óleo de C. multijuga (Cm). Para tal, inicialmente confirmou-se a atividade antiinflamatória e antinociceptiva por via oral do óleo nos modelos de peritonite (Cm 200 mg/kg) e de contorções abdominais (Cm 50 a 200 mg/kg), posteriormente foi realizado o teste de toxicidade aguda (DL50) em ratos e finalmente os ensaios por via oral de toxicidade de dose repetida por 4 e 8 semanas em ratos Wistar e 4 semanas em coelhos Nova Zelândia, seguindo os critérios norteadores da ANVISA. Os resultados mostram que o óleo (200 mg/kg) reduziu em 28% o número de leucócitos circulantes, após estímulo com carragenina e que todas as doses (50 – 200 mg/kg) inibiram as contorções abdominais por ác. acético. Na toxicidade aguda não houve morte até a dose de 4,0 g/kg o que revela baixa toxicidade por via oral. Em ratas, a administração do óleo (Cm 200, 500 e 2500 mg/kg) por via oral não produziu mortes ou alteração comportamental, entretanto, houve aumento do ganho de massa, para Cm 200 mg/kg e redução para Cm 2500 mg/kg. O consumo de água aumentou para Cm 2500 mg/kg ao final de 8 semanas. Nos ratos, não houve mortes ou alteração comportamental, mas Cm 2500 mg/kg reduziu a massa corporal na 5ª e 6ª semana e aumentou o consumo de água já na 3ª semana de administração. Os parâmetros hematológicos em ratos de ambos os sexos não foram alterados. Enquanto que nos parâmetros bioquímicos em ratas, avaliados na 4ª semana registrou-se que Cm 2500 mg/kg aumentou os níveis séricos de creatininia (creat), col. VLDL, triglicerídeos (trig), fosfatase alcalina (FA), bilirrubinas T e D (BT e BD), albumina e amilase (amil) e a dose de 500 mg/kg aumentou os níveis de amilase. Ao final da 8ª semana, Cm 2500 mg/kg aumentou creat, col. VLDL, trig, BT e BD, enquanto Cm 500 mg/kg elevou col. VLDL e trig. Nos machos, ao final da 4a semana, Cm 2500 mg/kg aumentou creat, FA, BT e BD e prot. total e nas doses de 500 e 200 mg/kg aumentou creat. Na 8ª semana, Cm 2500 mg/kg aumentou ureia, creat, col. HDL, FA, BT e BD, albumina, amilase e lactato desidrogenase (LDH), Cm 500 mg/kg, aumentou BD e LDH e Cm 200 mg/kg aumentou BD. Em coelhos de ambos os sexos, Cm 2500 mg/kg aumentou creat, col. total e LDL e BT e BD. Na morfologia de ratos, observaram-se alterações pontuais nas massas absolutas ou relativas no fígado, estômago e adrenal, contudo a análise microscópica dos tecidos não revelou nenhuma alteração. Na toxicidade reprodutiva, o óleo em todas as doses reduziu a massa corporal das mães durante o período de gestação e a massa absoluta dos fetos. Houve também aumento do consumo de água no 14º e 20º dia. Na performace reprodutiva dos machos, o óleo não alterou os parâmetros reprodutivos, assim como, não foram constatadas alterações nos indicadores comportamentais da prole. E finalmente observou-se alteração nos parâmetros globais de avaliação renal em ratos tratados por quatro semanas. Desta forma conclui-se que o óleo possui baixa toxicidade, contudo, merece destaque o possível efeito tóxico materno durante a gestação e sobre a função renal que requerem estudos mais detalhados.FINEPporUniversidade Federal de PernambucoAttribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Brazilhttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/info:eu-repo/semantics/openAccessÓleo de Copaifera multijuga HayneToxicidadeVariáveis reprodutivasPerformace reprodutivaFunção renalAvaliação da segurança de uso do óleo de Copaifera multijuga Hayne (Fabaceae)info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisreponame:Repositório Institucional da UFPEinstname:Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)instacron:UFPETHUMBNAILTESE Eduardo da Silva Gonçalves.pdf.jpgTESE Eduardo da Silva Gonçalves.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg1265https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/11946/5/TESE%20Eduardo%20da%20Silva%20Gon%c3%a7alves.pdf.jpg6bd285f34736f97ff0c342f9093b3eddMD55ORIGINALTESE Eduardo da Silva Gonçalves.pdfTESE Eduardo da Silva Gonçalves.pdfapplication/pdf5414732https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/11946/1/TESE%20Eduardo%20da%20Silva%20Gon%c3%a7alves.pdf9f26308cd71142d8f234d46bdaa2291cMD51CC-LICENSElicense_rdflicense_rdfapplication/rdf+xml; charset=utf-81232https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/11946/2/license_rdf66e71c371cc565284e70f40736c94386MD52LICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; charset=utf-82311https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/11946/3/license.txt4b8a02c7f2818eaf00dcf2260dd5eb08MD53TEXTTESE Eduardo da Silva Gonçalves.pdf.txtTESE Eduardo da Silva Gonçalves.pdf.txtExtracted texttext/plain228057https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/11946/4/TESE%20Eduardo%20da%20Silva%20Gon%c3%a7alves.pdf.txtb3b42f24c60d41341d77ddeb3161baa0MD54123456789/119462019-10-25 04:49:00.305oai:repositorio.ufpe.br:123456789/11946TGljZW7Dp2EgZGUgRGlzdHJpYnVpw6fDo28gTsOjbyBFeGNsdXNpdmEKClRvZG8gZGVwb3NpdGFudGUgZGUgbWF0ZXJpYWwgbm8gUmVwb3NpdMOzcmlvIEluc3RpdHVjaW9uYWwgKFJJKSBkZXZlIGNvbmNlZGVyLCDDoCBVbml2ZXJzaWRhZGUgRmVkZXJhbCBkZSBQZXJuYW1idWNvIChVRlBFKSwgdW1hIExpY2Vuw6dhIGRlIERpc3RyaWJ1acOnw6NvIE7Do28gRXhjbHVzaXZhIHBhcmEgbWFudGVyIGUgdG9ybmFyIGFjZXNzw612ZWlzIG9zIHNldXMgZG9jdW1lbnRvcywgZW0gZm9ybWF0byBkaWdpdGFsLCBuZXN0ZSByZXBvc2l0w7NyaW8uCgpDb20gYSBjb25jZXNzw6NvIGRlc3RhIGxpY2Vuw6dhIG7Do28gZXhjbHVzaXZhLCBvIGRlcG9zaXRhbnRlIG1hbnTDqW0gdG9kb3Mgb3MgZGlyZWl0b3MgZGUgYXV0b3IuCl9fX19fX19fX19fX19fX19fX19fX19fX19fX19fX19fX19fX19fX19fX19fX19fX19fX19fX19fX19fX19fX19fX19fXwoKTGljZW7Dp2EgZGUgRGlzdHJpYnVpw6fDo28gTsOjbyBFeGNsdXNpdmEKCkFvIGNvbmNvcmRhciBjb20gZXN0YSBsaWNlbsOnYSBlIGFjZWl0w6EtbGEsIHZvY8OqIChhdXRvciBvdSBkZXRlbnRvciBkb3MgZGlyZWl0b3MgYXV0b3JhaXMpOgoKYSkgRGVjbGFyYSBxdWUgY29uaGVjZSBhIHBvbMOtdGljYSBkZSBjb3B5cmlnaHQgZGEgZWRpdG9yYSBkbyBzZXUgZG9jdW1lbnRvOwpiKSBEZWNsYXJhIHF1ZSBjb25oZWNlIGUgYWNlaXRhIGFzIERpcmV0cml6ZXMgcGFyYSBvIFJlcG9zaXTDs3JpbyBJbnN0aXR1Y2lvbmFsIGRhIFVGUEU7CmMpIENvbmNlZGUgw6AgVUZQRSBvIGRpcmVpdG8gbsOjbyBleGNsdXNpdm8gZGUgYXJxdWl2YXIsIHJlcHJvZHV6aXIsIGNvbnZlcnRlciAoY29tbyBkZWZpbmlkbyBhIHNlZ3VpciksIGNvbXVuaWNhciBlL291IGRpc3RyaWJ1aXIsIG5vIFJJLCBvIGRvY3VtZW50byBlbnRyZWd1ZSAoaW5jbHVpbmRvIG8gcmVzdW1vL2Fic3RyYWN0KSBlbSBmb3JtYXRvIGRpZ2l0YWwgb3UgcG9yIG91dHJvIG1laW87CmQpIERlY2xhcmEgcXVlIGF1dG9yaXphIGEgVUZQRSBhIGFycXVpdmFyIG1haXMgZGUgdW1hIGPDs3BpYSBkZXN0ZSBkb2N1bWVudG8gZSBjb252ZXJ0w6otbG8sIHNlbSBhbHRlcmFyIG8gc2V1IGNvbnRlw7pkbywgcGFyYSBxdWFscXVlciBmb3JtYXRvIGRlIGZpY2hlaXJvLCBtZWlvIG91IHN1cG9ydGUsIHBhcmEgZWZlaXRvcyBkZSBzZWd1cmFuw6dhLCBwcmVzZXJ2YcOnw6NvIChiYWNrdXApIGUgYWNlc3NvOwplKSBEZWNsYXJhIHF1ZSBvIGRvY3VtZW50byBzdWJtZXRpZG8gw6kgbyBzZXUgdHJhYmFsaG8gb3JpZ2luYWwgZSBxdWUgZGV0w6ltIG8gZGlyZWl0byBkZSBjb25jZWRlciBhIHRlcmNlaXJvcyBvcyBkaXJlaXRvcyBjb250aWRvcyBuZXN0YSBsaWNlbsOnYS4gRGVjbGFyYSB0YW1iw6ltIHF1ZSBhIGVudHJlZ2EgZG8gZG9jdW1lbnRvIG7Do28gaW5mcmluZ2Ugb3MgZGlyZWl0b3MgZGUgb3V0cmEgcGVzc29hIG91IGVudGlkYWRlOwpmKSBEZWNsYXJhIHF1ZSwgbm8gY2FzbyBkbyBkb2N1bWVudG8gc3VibWV0aWRvIGNvbnRlciBtYXRlcmlhbCBkbyBxdWFsIG7Do28gZGV0w6ltIG9zIGRpcmVpdG9zIGRlCmF1dG9yLCBvYnRldmUgYSBhdXRvcml6YcOnw6NvIGlycmVzdHJpdGEgZG8gcmVzcGVjdGl2byBkZXRlbnRvciBkZXNzZXMgZGlyZWl0b3MgcGFyYSBjZWRlciDDoApVRlBFIG9zIGRpcmVpdG9zIHJlcXVlcmlkb3MgcG9yIGVzdGEgTGljZW7Dp2EgZSBhdXRvcml6YXIgYSB1bml2ZXJzaWRhZGUgYSB1dGlsaXrDoS1sb3MgbGVnYWxtZW50ZS4gRGVjbGFyYSB0YW1iw6ltIHF1ZSBlc3NlIG1hdGVyaWFsIGN1am9zIGRpcmVpdG9zIHPDo28gZGUgdGVyY2Vpcm9zIGVzdMOhIGNsYXJhbWVudGUgaWRlbnRpZmljYWRvIGUgcmVjb25oZWNpZG8gbm8gdGV4dG8gb3UgY29udGXDumRvIGRvIGRvY3VtZW50byBlbnRyZWd1ZTsKZykgU2UgbyBkb2N1bWVudG8gZW50cmVndWUgw6kgYmFzZWFkbyBlbSB0cmFiYWxobyBmaW5hbmNpYWRvIG91IGFwb2lhZG8gcG9yIG91dHJhIGluc3RpdHVpw6fDo28gcXVlIG7Do28gYSBVRlBFLMKgZGVjbGFyYSBxdWUgY3VtcHJpdSBxdWFpc3F1ZXIgb2JyaWdhw6fDtWVzIGV4aWdpZGFzIHBlbG8gcmVzcGVjdGl2byBjb250cmF0byBvdSBhY29yZG8uCgpBIFVGUEUgaWRlbnRpZmljYXLDoSBjbGFyYW1lbnRlIG8ocykgbm9tZShzKSBkbyhzKSBhdXRvciAoZXMpIGRvcyBkaXJlaXRvcyBkbyBkb2N1bWVudG8gZW50cmVndWUgZSBuw6NvIGZhcsOhIHF1YWxxdWVyIGFsdGVyYcOnw6NvLCBwYXJhIGFsw6ltIGRvIHByZXZpc3RvIG5hIGFsw61uZWEgYykuCg==Repositório InstitucionalPUBhttps://repositorio.ufpe.br/oai/requestattena@ufpe.bropendoar:22212019-10-25T07:49Repositório Institucional da UFPE - Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)false |
| dc.title.pt_BR.fl_str_mv |
Avaliação da segurança de uso do óleo de Copaifera multijuga Hayne (Fabaceae) |
| title |
Avaliação da segurança de uso do óleo de Copaifera multijuga Hayne (Fabaceae) |
| spellingShingle |
Avaliação da segurança de uso do óleo de Copaifera multijuga Hayne (Fabaceae) Gonçalves, Eduardo da Silva Óleo de Copaifera multijuga Hayne Toxicidade Variáveis reprodutivas Performace reprodutiva Função renal |
| title_short |
Avaliação da segurança de uso do óleo de Copaifera multijuga Hayne (Fabaceae) |
| title_full |
Avaliação da segurança de uso do óleo de Copaifera multijuga Hayne (Fabaceae) |
| title_fullStr |
Avaliação da segurança de uso do óleo de Copaifera multijuga Hayne (Fabaceae) |
| title_full_unstemmed |
Avaliação da segurança de uso do óleo de Copaifera multijuga Hayne (Fabaceae) |
| title_sort |
Avaliação da segurança de uso do óleo de Copaifera multijuga Hayne (Fabaceae) |
| author |
Gonçalves, Eduardo da Silva |
| author_facet |
Gonçalves, Eduardo da Silva |
| author_role |
author |
| dc.contributor.author.fl_str_mv |
Gonçalves, Eduardo da Silva |
| dc.contributor.advisor1.fl_str_mv |
Wanderley, Almir Gonçalves |
| contributor_str_mv |
Wanderley, Almir Gonçalves |
| dc.subject.por.fl_str_mv |
Óleo de Copaifera multijuga Hayne Toxicidade Variáveis reprodutivas Performace reprodutiva Função renal |
| topic |
Óleo de Copaifera multijuga Hayne Toxicidade Variáveis reprodutivas Performace reprodutiva Função renal |
| description |
O óleo de copaíba é usado pela população sendo encontrado em farmácias e outros estabelecimentos. É extraído de espécies de Copaifera (Fabacea), sendo a mais utilizada no Brasil a Copaifera multijuga Hayne. Em sua constituição encontram-se sesquiterpênicos e ác. palmítico. A literatura o atribui ação antiinflamatória, antinociceptiva, antibacteriana e antitumoral. São escassos trabalhos relacionados à sua toxicidade, nesse sentido, procurou-se avaliar a segurança pré-clínica do óleo de C. multijuga (Cm). Para tal, inicialmente confirmou-se a atividade antiinflamatória e antinociceptiva por via oral do óleo nos modelos de peritonite (Cm 200 mg/kg) e de contorções abdominais (Cm 50 a 200 mg/kg), posteriormente foi realizado o teste de toxicidade aguda (DL50) em ratos e finalmente os ensaios por via oral de toxicidade de dose repetida por 4 e 8 semanas em ratos Wistar e 4 semanas em coelhos Nova Zelândia, seguindo os critérios norteadores da ANVISA. Os resultados mostram que o óleo (200 mg/kg) reduziu em 28% o número de leucócitos circulantes, após estímulo com carragenina e que todas as doses (50 – 200 mg/kg) inibiram as contorções abdominais por ác. acético. Na toxicidade aguda não houve morte até a dose de 4,0 g/kg o que revela baixa toxicidade por via oral. Em ratas, a administração do óleo (Cm 200, 500 e 2500 mg/kg) por via oral não produziu mortes ou alteração comportamental, entretanto, houve aumento do ganho de massa, para Cm 200 mg/kg e redução para Cm 2500 mg/kg. O consumo de água aumentou para Cm 2500 mg/kg ao final de 8 semanas. Nos ratos, não houve mortes ou alteração comportamental, mas Cm 2500 mg/kg reduziu a massa corporal na 5ª e 6ª semana e aumentou o consumo de água já na 3ª semana de administração. Os parâmetros hematológicos em ratos de ambos os sexos não foram alterados. Enquanto que nos parâmetros bioquímicos em ratas, avaliados na 4ª semana registrou-se que Cm 2500 mg/kg aumentou os níveis séricos de creatininia (creat), col. VLDL, triglicerídeos (trig), fosfatase alcalina (FA), bilirrubinas T e D (BT e BD), albumina e amilase (amil) e a dose de 500 mg/kg aumentou os níveis de amilase. Ao final da 8ª semana, Cm 2500 mg/kg aumentou creat, col. VLDL, trig, BT e BD, enquanto Cm 500 mg/kg elevou col. VLDL e trig. Nos machos, ao final da 4a semana, Cm 2500 mg/kg aumentou creat, FA, BT e BD e prot. total e nas doses de 500 e 200 mg/kg aumentou creat. Na 8ª semana, Cm 2500 mg/kg aumentou ureia, creat, col. HDL, FA, BT e BD, albumina, amilase e lactato desidrogenase (LDH), Cm 500 mg/kg, aumentou BD e LDH e Cm 200 mg/kg aumentou BD. Em coelhos de ambos os sexos, Cm 2500 mg/kg aumentou creat, col. total e LDL e BT e BD. Na morfologia de ratos, observaram-se alterações pontuais nas massas absolutas ou relativas no fígado, estômago e adrenal, contudo a análise microscópica dos tecidos não revelou nenhuma alteração. Na toxicidade reprodutiva, o óleo em todas as doses reduziu a massa corporal das mães durante o período de gestação e a massa absoluta dos fetos. Houve também aumento do consumo de água no 14º e 20º dia. Na performace reprodutiva dos machos, o óleo não alterou os parâmetros reprodutivos, assim como, não foram constatadas alterações nos indicadores comportamentais da prole. E finalmente observou-se alteração nos parâmetros globais de avaliação renal em ratos tratados por quatro semanas. Desta forma conclui-se que o óleo possui baixa toxicidade, contudo, merece destaque o possível efeito tóxico materno durante a gestação e sobre a função renal que requerem estudos mais detalhados. |
| publishDate |
2014 |
| dc.date.issued.fl_str_mv |
2014-06-06 |
| dc.date.accessioned.fl_str_mv |
2015-03-11T17:20:15Z |
| dc.date.available.fl_str_mv |
2015-03-11T17:20:15Z |
| dc.type.status.fl_str_mv |
info:eu-repo/semantics/publishedVersion |
| dc.type.driver.fl_str_mv |
info:eu-repo/semantics/doctoralThesis |
| format |
doctoralThesis |
| status_str |
publishedVersion |
| dc.identifier.uri.fl_str_mv |
https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/11946 |
| url |
https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/11946 |
| dc.language.iso.fl_str_mv |
por |
| language |
por |
| dc.rights.driver.fl_str_mv |
Attribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Brazil http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/ info:eu-repo/semantics/openAccess |
| rights_invalid_str_mv |
Attribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Brazil http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/ |
| eu_rights_str_mv |
openAccess |
| dc.publisher.none.fl_str_mv |
Universidade Federal de Pernambuco |
| publisher.none.fl_str_mv |
Universidade Federal de Pernambuco |
| dc.source.none.fl_str_mv |
reponame:Repositório Institucional da UFPE instname:Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) instacron:UFPE |
| instname_str |
Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) |
| instacron_str |
UFPE |
| institution |
UFPE |
| reponame_str |
Repositório Institucional da UFPE |
| collection |
Repositório Institucional da UFPE |
| bitstream.url.fl_str_mv |
https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/11946/5/TESE%20Eduardo%20da%20Silva%20Gon%c3%a7alves.pdf.jpg https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/11946/1/TESE%20Eduardo%20da%20Silva%20Gon%c3%a7alves.pdf https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/11946/2/license_rdf https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/11946/3/license.txt https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/11946/4/TESE%20Eduardo%20da%20Silva%20Gon%c3%a7alves.pdf.txt |
| bitstream.checksum.fl_str_mv |
6bd285f34736f97ff0c342f9093b3edd 9f26308cd71142d8f234d46bdaa2291c 66e71c371cc565284e70f40736c94386 4b8a02c7f2818eaf00dcf2260dd5eb08 b3b42f24c60d41341d77ddeb3161baa0 |
| bitstream.checksumAlgorithm.fl_str_mv |
MD5 MD5 MD5 MD5 MD5 |
| repository.name.fl_str_mv |
Repositório Institucional da UFPE - Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) |
| repository.mail.fl_str_mv |
attena@ufpe.br |
| _version_ |
1862741666773860352 |