Análise do transcriptoma de reticulócitos de indivíduos com anemia falciforme com perfis de hemoglobina fetal basal alta e baixa

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: ARCANJO, Gabriela da Silva
Orientador(a): BEZERRA, Marcos André Cavalcanti
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Pernambuco
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pos Graduacao em Genetica e Biologia Molecular
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/64818
Resumo: Indivíduos com anemia falciforme (AF) apresentam significativa heterogeneidade clínica atribuída a diversos fatores, especialmente os níveis de hemoglobina fetal (Hb F). Níveis elevados de Hb F têm sido associados a um curso clínico mais brando na AF. Dada a importância da Hb F na fisiopatologia da doença, numerosos estudos têm se concentrado em descrever como a Hb F melhora o fenótipo clínico e em identificar moduladores genéticos que influenciam a Hb F ainda não caracterizados. Dessa forma, o objetivo deste trabalho foi avaliar a associação de polimorfismos genéticos com os níveis de Hb F e com o fenótipo clínico da AF, além de investigar o perfil transcriptômico de reticulócitos de indivíduos com AF apresentando níveis basais de Hb F altos e baixos. Para isso, foi realizada a genotipagem de variantes nos genes BCL11A (rs4671393, rs1427407, rs11886868) e HBS1L-MYB (rs9399137) em 409 pacientes adultos com AF. Adicionalmente, foi conduzido o sequenciamento de RNA (RNA-seq) de reticulócitos de oito pacientes com AF — quatro com Hb F basal alta (mediana: 20,5%) e quatro com Hb F basal baixa (mediana: 4,1%). Os resultados mostraram que os alelos variantes dos polimorfismos em BCL11A e HBS1L-MYB estão significativamente associados a níveis elevados de Hb F, sendo a variante HBS1L-MYB rs9399137 a que demonstrou o efeito mais expressivo, explicando 14,9% da variância nos níveis de Hb F (p < 0,001). Análises de regressão indicaram que os genótipos ancestrais dessas variantes estavam associados a maior risco e maior incidência cumulativa de complicações da AF, incluindo acidente vascular cerebral, osteonecrose, úlceras de perna, priapismo e síndrome torácica aguda. Um escore de risco genético, refletindo o efeito combinado dos alelos ancestrais, mostrou associação significativa com níveis mais baixos de Hb F (p < 0,001) e maior risco de complicações clínicas (p < 0,001), indicando que cada alelo de risco adicional contribui para o agravamento do quadro clínico. Nas análises de RNA-seq, foram identificados 89 genes e 168 transcritos diferencialmente expressos entre os grupos. A anotação funcional revelou que níveis elevados de Hb F estão associados à expressão de genes e transcritos envolvidos em diversos processos biológicos, como organização do citoesqueleto, equilíbrio redox, apoptose, transdução de sinais intracelulares e expressão de RNA. O perfil de expressão dos pacientes com Hb F elevada sugere melhora na reologia celular, estabilização do citoesqueleto e redução da geração de espécies reativas de oxigênio. Além disso, a via de sinalização Wnt/β-catenina pode estar ativada nesses pacientes, contribuindo para parâmetros celulares mais favoráveis. Por fim, observou-se a expressão reduzida do transcrito do gene KDM1A, um regulador epigenético previamente implicado na hematopoiese, o que reforça seu papel na repressão da gama-globina. Assim, a identificação de variantes genéticas associadas à expressão de Hb F e ao risco de complicações contribui para o entendimento da heterogeneidade fenotípica da doença e pode orientar estratégias de estratificação de risco e intervenções personalizadas. Além disso, a análise transcriptômica destaca vias moleculares potencialmente envolvidas nos efeitos protetores da Hb F elevada, abrindo novas perspectivas para alvos terapêuticos.
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Dada a importância da Hb F na fisiopatologia da doença, numerosos estudos têm se concentrado em descrever como a Hb F melhora o fenótipo clínico e em identificar moduladores genéticos que influenciam a Hb F ainda não caracterizados. Dessa forma, o objetivo deste trabalho foi avaliar a associação de polimorfismos genéticos com os níveis de Hb F e com o fenótipo clínico da AF, além de investigar o perfil transcriptômico de reticulócitos de indivíduos com AF apresentando níveis basais de Hb F altos e baixos. Para isso, foi realizada a genotipagem de variantes nos genes BCL11A (rs4671393, rs1427407, rs11886868) e HBS1L-MYB (rs9399137) em 409 pacientes adultos com AF. Adicionalmente, foi conduzido o sequenciamento de RNA (RNA-seq) de reticulócitos de oito pacientes com AF — quatro com Hb F basal alta (mediana: 20,5%) e quatro com Hb F basal baixa (mediana: 4,1%). Os resultados mostraram que os alelos variantes dos polimorfismos em BCL11A e HBS1L-MYB estão significativamente associados a níveis elevados de Hb F, sendo a variante HBS1L-MYB rs9399137 a que demonstrou o efeito mais expressivo, explicando 14,9% da variância nos níveis de Hb F (p < 0,001). Análises de regressão indicaram que os genótipos ancestrais dessas variantes estavam associados a maior risco e maior incidência cumulativa de complicações da AF, incluindo acidente vascular cerebral, osteonecrose, úlceras de perna, priapismo e síndrome torácica aguda. Um escore de risco genético, refletindo o efeito combinado dos alelos ancestrais, mostrou associação significativa com níveis mais baixos de Hb F (p < 0,001) e maior risco de complicações clínicas (p < 0,001), indicando que cada alelo de risco adicional contribui para o agravamento do quadro clínico. Nas análises de RNA-seq, foram identificados 89 genes e 168 transcritos diferencialmente expressos entre os grupos. A anotação funcional revelou que níveis elevados de Hb F estão associados à expressão de genes e transcritos envolvidos em diversos processos biológicos, como organização do citoesqueleto, equilíbrio redox, apoptose, transdução de sinais intracelulares e expressão de RNA. O perfil de expressão dos pacientes com Hb F elevada sugere melhora na reologia celular, estabilização do citoesqueleto e redução da geração de espécies reativas de oxigênio. Além disso, a via de sinalização Wnt/β-catenina pode estar ativada nesses pacientes, contribuindo para parâmetros celulares mais favoráveis. Por fim, observou-se a expressão reduzida do transcrito do gene KDM1A, um regulador epigenético previamente implicado na hematopoiese, o que reforça seu papel na repressão da gama-globina. Assim, a identificação de variantes genéticas associadas à expressão de Hb F e ao risco de complicações contribui para o entendimento da heterogeneidade fenotípica da doença e pode orientar estratégias de estratificação de risco e intervenções personalizadas. Além disso, a análise transcriptômica destaca vias moleculares potencialmente envolvidas nos efeitos protetores da Hb F elevada, abrindo novas perspectivas para alvos terapêuticos.Individuals with sickle cell anemia (SCA) exhibit significant clinical heterogeneity attributed to various factors, especially the levels of fetal hemoglobin (Hb F). Elevated levels of Hb F have been associated with a milder clinical course in SCA. Given the importance of Hb F in the disease's pathophysiology, numerous studies have focused on describing how Hb F ameliorates the clinical phenotype and identifying uncharacterized genetic modulators that influence Hb F levels. Therefore, the aim of this study was to evaluate the association between genetic polymorphisms and both Hb F levels and the clinical phenotype of SCA, as well as to investigate the transcriptomic profile of reticulocytes from individuals with SCA presenting high and low basal Hb F levels. Genotyping was performed for variants in the BCL11A (rs4671393, rs1427407, rs11886868) and HBS1L-MYB (rs9399137) genes in 409 adult patients with SCA. In addition, RNA sequencing (RNA-seq) of reticulocytes was conducted in eight patients — four with high basal Hb F levels (median: 20.5%) and four with low basal Hb F levels (median: 4.1%). The results showed that the variant alleles of the polymorphisms in BCL11A and HBS1L-MYB were significantly associated with elevated Hb F levels, with HBS1L-MYB rs9399137 showing the most pronounced effect, explaining 14.9% of the variance in Hb F levels (p < 0.001). Regression analyses indicated that the ancestral genotypes of these variants were associated with an increased risk and cumulative incidence of SCA-related complications, including stroke, osteonecrosis, leg ulcers, priapism, and acute chest syndrome. A genetic risk score, reflecting the combined effect of ancestral alleles, was significantly associated with lower Hb F levels (p < 0.001) and a higher risk of clinical complications (p < 0.001), indicating that each additional risk allele contributes to increased disease severity. RNA-seq analyses identified 89 differentially expressed genes and 168 transcripts between the groups. Functional annotation revealed that elevated Hb F levels were associated with the expression of genes and transcripts involved in various biological processes, such as cytoskeleton organization, redox balance, apoptosis, intracellular signal transduction, and RNA expression. The expression profile of patients with high Hb F levels suggests improved cell rheology, cytoskeleton stabilization, and reduced generation of reactive oxygen species. Furthermore, the Wnt/β-catenin signaling pathway may be activated in these patients, contributing to more favorable cellular parameters. Finally, reduced expression of the KDM1A transcript, an epigenetic regulator previously implicated in hematopoiesis, was observed in patients with elevated Hb F, supporting its role in gamma-globin repression. Thus, the identification of genetic variants associated with Hb F expression and clinical complications enhances the understanding of the phenotypic heterogeneity of the disease and may guide risk stratification strategies and personalized interventions. Additionally, the transcriptomic analysis highlights molecular pathways potentially involved in the protective effects of elevated Hb F, opening new avenues for therapeutic targets.porUniversidade Federal de PernambucoPrograma de Pos Graduacao em Genetica e Biologia MolecularUFPEBrasilhttps://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/info:eu-repo/semantics/openAccessBCL11ADoença falciformeGama globinaHBS1L- MYBRNA-seqAnálise do transcriptoma de reticulócitos de indivíduos com anemia falciforme com perfis de hemoglobina fetal basal alta e baixainfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisdoutoradoreponame:Repositório Institucional da UFPEinstname:Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)instacron:UFPEORIGINALTESE Gabriela da Silva Arcanjo.pdfTESE Gabriela da Silva Arcanjo.pdfapplication/pdf7030321https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/64818/1/TESE%20Gabriela%20da%20Silva%20Arcanjo.pdf304e3406d7a0acff9b507566b6504468MD51LICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; 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