Quem protege dos protetores? : a violência sexual nas missões de paz da ONU e a atuação das unidades de conduta e disciplina

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2022
Autor(a) principal: LIMA, Karla Godoy da Costa
Orientador(a): STEINER, Andrea Quirino
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso embargado
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Pernambuco
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pos Graduacao em Ciencia Politica
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
CDT
Link de acesso: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/56316
Resumo: As missões de paz da Organização das Nações Unidas são um instrumento institucional crucial para promover a paz em países afetados por conflitos, por meio da implementação de projetos multidisciplinares e da presença militar. Desde a concepção da primeira missão de paz, essas operações evoluíram e se tornaram mais complexas, trazendo efeitos tanto positivos quanto negativos para as regiões onde estão implantadas. Um desses impactos negativos é o aumento da violência sexual sofrida pela população local. Especificamente, as operações de paz proporcionam ambientes institucionalizados onde as pessoas buscam proteção. No entanto, lamentavelmente, os agentes mantenedores da paz podem, em certas situações, ser responsáveis pela prática de crimes, incluindo o incentivo à prostituição, o estupro, a exploração sexual dos residentes do país onde a missão é realizada. Para a ONU, essas condutas estão inseridas no conceito de violência sexual. Com o intuito de combater e prevenir essa má conduta entre os participantes das missões, a ONU estabeleceu as Unidades de Conduta e Disciplina (CDUs) em 2005, para fornecer direção e orientação abrangentes sobre a violência sexual cometida pelos peacekeepers. Em 2019, a ONU implementou uma reforma administrativa, incorporando as CDUs à Divisão de Direito Administrativo da instituição, visando aprimorar a implementação das políticas de prevenção e combate desenvolvidas. Nesse contexto, a pesquisa busca responder à seguinte pergunta: Em termos de violência sexual, as Unidades de Conduta e Disciplina fizeram diferença nas missões de paz da ONU após a reforma de 2019? Para investigar, foram utilizadas técnicas de estatística descritiva, testes de comparação de médias e regressão linear. A hipótese foi avaliada analisando séries temporais das denúncias registradas entre as oito missões com pelo menos um grupo focal das CDUs ativo entre 2010 e abril de 2022. Os resultados indicam que, considerando as missões de forma conjunta, o período posterior à implementação da reforma apresenta uma redução de -3.25 unidades de crimes por mês a cada 10.000 soldados. Além disso, ao analisar individualmente, observam-se resultados significativos para as missões MONUSCO, UNISFA e MINUSCA. Conclui-se também que após 2019, a taxa de crimes por mês por missão a cada 10.000 soldados diminuiu, enquanto a taxa de vítimas e criminosos aumentou.
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Especificamente, as operações de paz proporcionam ambientes institucionalizados onde as pessoas buscam proteção. No entanto, lamentavelmente, os agentes mantenedores da paz podem, em certas situações, ser responsáveis pela prática de crimes, incluindo o incentivo à prostituição, o estupro, a exploração sexual dos residentes do país onde a missão é realizada. Para a ONU, essas condutas estão inseridas no conceito de violência sexual. Com o intuito de combater e prevenir essa má conduta entre os participantes das missões, a ONU estabeleceu as Unidades de Conduta e Disciplina (CDUs) em 2005, para fornecer direção e orientação abrangentes sobre a violência sexual cometida pelos peacekeepers. Em 2019, a ONU implementou uma reforma administrativa, incorporando as CDUs à Divisão de Direito Administrativo da instituição, visando aprimorar a implementação das políticas de prevenção e combate desenvolvidas. Nesse contexto, a pesquisa busca responder à seguinte pergunta: Em termos de violência sexual, as Unidades de Conduta e Disciplina fizeram diferença nas missões de paz da ONU após a reforma de 2019? Para investigar, foram utilizadas técnicas de estatística descritiva, testes de comparação de médias e regressão linear. A hipótese foi avaliada analisando séries temporais das denúncias registradas entre as oito missões com pelo menos um grupo focal das CDUs ativo entre 2010 e abril de 2022. Os resultados indicam que, considerando as missões de forma conjunta, o período posterior à implementação da reforma apresenta uma redução de -3.25 unidades de crimes por mês a cada 10.000 soldados. Além disso, ao analisar individualmente, observam-se resultados significativos para as missões MONUSCO, UNISFA e MINUSCA. Conclui-se também que após 2019, a taxa de crimes por mês por missão a cada 10.000 soldados diminuiu, enquanto a taxa de vítimas e criminosos aumentou.FACEPEPeace missions carried out by the United Nations are used as instruments to promote peace in countries affected by conflicts through multidisciplinary projects and military action. They have evolved through time and became more complex, bringing positive and negative effects to the regions where they are established. One of these effects is the increased sexual violence suffered by the region's population. Peace missions are responsible for crimes where the peacekeepers themselves are accountable for the crime. For the UN, the encouragement of prostitution, rape, sexual exploitation of members of the mission and residents of the country in which the mission is being carried out can be included in the concept of sexual violence. To combat and prevent this type of misconduct among mission participants, the UN created, in 2005, the Conduct and Discipline Units (CDU) to provide general direction and guidance to peacekeeping missions in matters related to sexual violence committed by peacekeepers. In 2019 the UN carried out an administrative reform making the CDUs part of the Administrative Law Division of the institution to improve the implementation of its prevention and combat policies. In this sense, the research seeks to answer the following question: In terms of sexual violence, did the performance of the Conduct and Discipline Units make a difference in UN peace missions after the 2019 reform? For this, the techniques of descriptive statistics, tests of comparison of means and linear regression were used to test the hypothesis that peace missions with units of conduct and discipline had significantly different results after the reform, in terms of sexual violence, if compared to the period prior to 2019. The hypothesis was tested through a time series of the complaints made between the eight missions with at least one focus group of CDUs that were active between the base year 2010 and the month of April 2022. The results indicate that when the missions are analyzed together, the period after the implementation of the reform presents - 3.25 crime units per month per 10,000 soldiers. The missions, when analyzed individually, present significant results for the MONUSCO, UNISFA and MINUSCA missions. We can also conclude as a result that after 2019 the crime rate per month per mission per 10,000 soldiers decreased, while the rate of victims and criminals increased.porUniversidade Federal de PernambucoPrograma de Pos Graduacao em Ciencia PoliticaUFPEBrasilhttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/info:eu-repo/semantics/embargoedAccessCiência políticaMissões de pazNações UnidasViolência sexualCDTQuem protege dos protetores? : a violência sexual nas missões de paz da ONU e a atuação das unidades de conduta e disciplinainfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesismestradoreponame:Repositório Institucional da UFPEinstname:Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)instacron:UFPEORIGINALDISSERTAÇÃO Karla Godoy da Costa Lima.pdfDISSERTAÇÃO Karla Godoy da Costa Lima.pdfapplication/pdf1064081https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/56316/1/DISSERTA%c3%87%c3%83O%20Karla%20Godoy%20da%20Costa%20Lima.pdf28e26d26a8abe7db0e046e7ee9ac1cebMD51CC-LICENSElicense_rdflicense_rdfapplication/rdf+xml; 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