Corazonar a perspectiva transpessoal : sentipensar (n)a periferia da (trans)formação humana

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: VASCONCELOS, Maria Carolina Souto de
Orientador(a): FERREIRA, Aurino Lima
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Pernambuco
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pos Graduacao em Educacao
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/64164
Resumo: A Perspectiva Transpessoal é um campo de conhecimento que há mais de 50 anos tem contribuído para alargar os referenciais teóricos e práticos da formação humana. Sua compreensão da multidimensionalidade das existências tem promovido a reintrodução da espiritualidade como categoria fundamental em suas proposições de alargamento da compreensão do humano. Esta, é experienciada como articuladora da ética integrativa transpessoal capaz de produzir deslocamentos existenciais de pontos de vista egocentrados, alterando sujeitos multidimensionalmente, e consequentemente, alterando suas relações entre si, passando a compreender as experiências e existências por vieses cosmocêntricos. Contudo, percebe-se que as produções acadêmicas brasileiras sobre a perspectiva transpessoal têm se mostrado fortemente aprisionadas às narrativas que produzem um mesmo modo de definir esta perspectiva interessada nas fronteiras do pensamento, cristalizando-a em identidades com a forte influência estadunidense e eurocêntrica dentre seus referenciais. O que indica uma contradição significativa a partir do aprisionamento por meio de um privilégio epistêmico. A herança da colonialidade nos trouxe à configuração de um sistema-mundo-capitalista- globalizado que tem provocado precarizações e aniquilações das mais diversas existências. Diante deste contexto, a tarefa de repensar a educação sob a forma da formação humana se faz mais do que importante, necessária. A partir de um exercício coletivo de pesquisa, movido por uma profunda indignação epistêmica, propomos corazonar a perspectiva transpessoal, uma epistemologia proposta por Guerreiro Arias a partir de epistemologias de Abya Ayala, para sentirpensar outramente a formação humana a partir da perspectiva transpessoal. Afirmamos a tese de que para desafiar o aprisionamento colonialista que se mantém prevalente na perspectiva transpessoal, e escapar das armadilhas implicadas nas naturalizações onto- epistêmica que frequentemente permeiam os campos acadêmico-científicos, se faz necessário restituir o lugar das experiências transpessoais como experiências periféricas nas teorias, práticas e pesquisas do campo educacional e psicológico. Pois, é por meio de experiências que o conhecimento transpessoal pode ser incorporado, reativando transformações nas dimensões éticas, estéticas, políticas e espirituais dos sujeitos. Por isso, através desta pesquisa estabelecemos o objetivo de investigar como a incorporação da perspectiva transpessoal em experiências periféricas, realizadas nos processos de estágio de formação em psicologia transpessoal no Núcleo Educacional Irmãos Menores de Francisco de Assis - NEIMFA, uma instituição situada na favela do Coque, na periferia do Recife, pode contribuir para o exercício de sentipensar a da própria perspectiva transpessoal e de suas contribuições para a formação humana nos campos da educação e da psicologia. A pesquisa incorporou o corazonar da perspectiva transpessoal através de uma metodologia dos encontros, considerando que a produção coletiva de conhecimento se dá na relação entre diferentes sujeitos capazes de contagiar pela alteridade de pontos de vista. Realizamos encontros com material documentos institucionais do NEIMFA, como audiovisual de atividades realizadas, 14 trabalhos de conclusão de estágio, e por meio de 8 encontros-entrevistas com ex-estagiários da formação em psicologia transpessoal da instituição. Na análise sentipensante dos encontros, pudemos considerar como as alteridades produzidas no encontro com a periferia têm potencial trans- formativo para os sujeitos e pode possibilitar uma alteração da consciência crítica da perspectiva transpessoal por meio da incoporação no território e o contágio com a vida, fazendo das relações a condição básica para este exercício de decolonização.
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Esta, é experienciada como articuladora da ética integrativa transpessoal capaz de produzir deslocamentos existenciais de pontos de vista egocentrados, alterando sujeitos multidimensionalmente, e consequentemente, alterando suas relações entre si, passando a compreender as experiências e existências por vieses cosmocêntricos. Contudo, percebe-se que as produções acadêmicas brasileiras sobre a perspectiva transpessoal têm se mostrado fortemente aprisionadas às narrativas que produzem um mesmo modo de definir esta perspectiva interessada nas fronteiras do pensamento, cristalizando-a em identidades com a forte influência estadunidense e eurocêntrica dentre seus referenciais. O que indica uma contradição significativa a partir do aprisionamento por meio de um privilégio epistêmico. A herança da colonialidade nos trouxe à configuração de um sistema-mundo-capitalista- globalizado que tem provocado precarizações e aniquilações das mais diversas existências. Diante deste contexto, a tarefa de repensar a educação sob a forma da formação humana se faz mais do que importante, necessária. A partir de um exercício coletivo de pesquisa, movido por uma profunda indignação epistêmica, propomos corazonar a perspectiva transpessoal, uma epistemologia proposta por Guerreiro Arias a partir de epistemologias de Abya Ayala, para sentirpensar outramente a formação humana a partir da perspectiva transpessoal. Afirmamos a tese de que para desafiar o aprisionamento colonialista que se mantém prevalente na perspectiva transpessoal, e escapar das armadilhas implicadas nas naturalizações onto- epistêmica que frequentemente permeiam os campos acadêmico-científicos, se faz necessário restituir o lugar das experiências transpessoais como experiências periféricas nas teorias, práticas e pesquisas do campo educacional e psicológico. Pois, é por meio de experiências que o conhecimento transpessoal pode ser incorporado, reativando transformações nas dimensões éticas, estéticas, políticas e espirituais dos sujeitos. Por isso, através desta pesquisa estabelecemos o objetivo de investigar como a incorporação da perspectiva transpessoal em experiências periféricas, realizadas nos processos de estágio de formação em psicologia transpessoal no Núcleo Educacional Irmãos Menores de Francisco de Assis - NEIMFA, uma instituição situada na favela do Coque, na periferia do Recife, pode contribuir para o exercício de sentipensar a da própria perspectiva transpessoal e de suas contribuições para a formação humana nos campos da educação e da psicologia. A pesquisa incorporou o corazonar da perspectiva transpessoal através de uma metodologia dos encontros, considerando que a produção coletiva de conhecimento se dá na relação entre diferentes sujeitos capazes de contagiar pela alteridade de pontos de vista. 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Its understanding of the multidimensionality of existences has promoted the reintroduction of spirituality as a fundamental category in its proposals for broadening the understanding of the human. This is experienced as an articulator of the transpersonal integrative ethics capable of producing existential shifts from egocentric points of view, altering subjects multidimensionally and, consequently, altering their relationships with each other, beginning to understand experiences and existences through cosmocentric biases. However, it is clear that Brazilian academic productions on the transpersonal perspective have been strongly imprisoned by narratives that produce the same way of defining this perspective interested in the frontiers of thought, crystallizing it in identities with a strong American and Eurocentric influence among its references. This indicates a significant contradiction based on imprisonment through an epistemic privilege. The legacy of coloniality has led us to the configuration of a globalized capitalist world-system that has caused precariousness and annihilation of the most diverse existences. Given this context, the task of rethinking education in the form of human formation becomes more than important, it is necessary. Based on a collective research exercise, driven by a profound epistemic indignation, we propose corazonar the transpersonal perspective, an epistemology proposed by Guerreiro Arias based on the epistemologies of Abya Ayala, in order sentipensar differently about human formation from the transpersonal perspective. We affirm the thesis that in order to challenge the colonialist imprisonment that remains prevalent in the transpersonal perspective, and to escape the traps implied in the onto-epistemic naturalizations that often permeate academic-scientific fields, it is necessary to restore the place of transpersonal experiences as peripheral experiences in theories, practices and research in the educational and psychological fields. It is through experiences that transpersonal knowledge can be incorporated, reactivating transformations in the ethical, aesthetic, political and spiritual dimensions of individuals. Therefore, through this research we established the objective of investigating how the incorporation of the transpersonal perspective in peripheral experiences, carried out in the training internship processes in transpersonal psychology at the Núcleo Educacional Irmãos Menores de Francisco de Assis - NEIMFA, an institution located in the favela do Coque, on the outskirts of Recife, can contribute to the exercise of sentipensar about one's own transpersonal perspective and its contributions to human development in the fields of education and psychology. The research incorporated the corazonar of the transpersonal perspective through a methodology of encounters, considering that the collective production of knowledge occurs in the relationship between different subjects capable of infecting others with the otherness of their points of view. We held meetings with institutional document material from NEIMFA, such as audiovisual material of activities carried out, 14 internship completion papers, and through 8 interview-meetings with former interns of the institution's transpersonal psychology training. In the sentipensante analysis of the meetings, we were able to consider how the alterities produced in the encounter with the periphery have transformative potential for the subjects and can enable a change in the critical consciousness of the transpersonal perspective through incorporation into the territory and contagion with life, making relationships the basic condition for this decolonization exercise.porUniversidade Federal de PernambucoPrograma de Pos Graduacao em EducacaoUFPEBrasilhttps://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/info:eu-repo/semantics/openAccessFormação humanaPerspectiva transpessoalDecolonialidadeCorazonarCorazonar a perspectiva transpessoal : sentipensar (n)a periferia da (trans)formação humanainfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisdoutoradoreponame:Repositório Institucional da UFPEinstname:Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)instacron:UFPELICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; 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