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Atenção executiva e declínio cognitivo leve na Doença de Parkinson

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: ANDRADE, Felipe César Gomes de
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Pernambuco
UFPE
Brasil
Programa de Pos Graduacao em Psicologia Cognitiva
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/66704
Resumo: Entre os domínios que mais revelam declínio na cognição de pessoas com Doença de Parkinson, mesmo sem demência, estão as Funções Executivas. Elas representam um conjunto de processos cerebrais que regulam outras funções na cognição humana, seja no cumprimento de tarefas ou metas, seja na regulação de comportamentos. Ao lado de componentes como flexibilidade cognitiva, controle inibitório e memória operacional, as Funções Executivas são influenciadas por redes atencionais, bem definidas do ponto de vista neuroanatômico e funcional. Essas redes estão relacionadas à orientação visual direcionada a estímulos, ao estado de alerta e à atenção executiva. A atenção executiva se manifesta pelo reconhecimento de modalidades específicas de estímulos ou pela resolução de conflitos cognitivos durante a execução de tarefas. Nesse sentido, considera se que ela viabilize a flexibilidade cognitiva a partir do controle inibitório, e contribua para o cumprimento de metas e desenvolvimento das Funções Executivas. Com base nesse entendimento, foi avaliada a eficácia da atenção executiva como uma preditora do declínio das Funções Executivas em pessoas com Parkinson, em virtude de estruturas envolvidas nessa rede atencional também serem afetadas nas pessoas com esse diagnóstico. Foram comparados entre si pessoas com Doença de Parkinson e pessoas sem Parkinson, com 50 a 80 anos de idade. Foram obtidos dados quanto a flexibilidade cognitiva, o controle inibitório, a funcionalidade executiva no cotidiano e as redes atencionais. Todos os participantes foram avaliados quanto a sua flexibilidade cognitiva e controle inibitório através do Five Digit Test e quanto a sua atenção executiva através do Attention Test with Interaction and Vigilance. Esses testes foram repetidos ao longo de 01 ano em pelo menos três momentos diferentes. Além disso, foram avaliados o estágio funcional das pessoas com Parkinson pela Unified Parkinson Disease Scale e sua funcionalidade executiva pela Barkeley Dysexecutive Functional Scale. O estudo contou inicialmente com 99 participantes, sendo 50 com Parkinson e 49 sem Parkinson. Ao final de 15 meses de acompanhamento, foram avaliados 57 participantes em geral. Desses, 25 participantes com Parkinson e 16 sem Parkinson apresentaram algum sinal de declínio de Funções Executivas em pelo menos dois de três momentos dos testes. Com base nas médias, medianas e percentis aos testes dos participantes com declínio de Funções Executivas, obtiveram-se correlações através do teste t, teste F de medidas repetidas e teste de análise de variância, bem como estimou-se a influência da atenção executiva sobre os resultados do Five Digit Test através de cálculo de regressão multinominal. A atenção executiva foi analisada com base em medianas de tempos de reação e médias de acurácia. Revelaram-se diferenças significativas das médias de acurácia nas pessoas com Parkinson, comparando declinantes e não declinantes (0,049 versus 0,099 com p 0,033, na diferença de percentuais de erro para congruência, e 0,69 versus 0,48 com p 0,015, na média de erros para vigilância, intervalo de confiança 95%). Os resultados das médias de acurácia nos testes dos declinantes em Funções Executivas se mantiveram estáveis ao longo do acompanhamento de 01 ano. A análise da vigilância por tempo de reação em milissegundos também se mostrou útil para acompanhamento do declínio ao longo do tempo (no Parkinson 963,6 versus 1017,4 e no sem Parkinson 1067,8 versus 1030,6 com p 0,01, intervalo de confiança 95%). A diferença entre as médias da acurácia para estímulos incongruentes e congruentes, assim como as médias da acurácia em teste de vigilância apresentaram significativa correlação e papel preditivo quanto à estimativa de declínio provável, em relação a declínio possível ou sem declínio nas Funções Executivas. O aumento na média de erros sob vigilância aumentou a chance de declínio provável no controle inibitório 18,5 vezes ao final do acompanhamento com p<0,001, intervalo de confiança 95%, ao passo que o controle executivo diminuiu a chance de déficit possível em relação a provável no controle inibitório em 3 vezes com p<0,001, intervalo de confiança 95%. A atenção executiva serviu como um preditivo para o declínio de controle inibitório e flexibilidade cognitiva. Os grupos com Parkinson e sem Parkinson que apresentaram declínio não revelaram diferenças significativas entre si no teste neuropsicológico, assim como no teste de atenção. De todo modo, os participantes mantiveram ao final do estudo bom desempenho cognitivo em geral. Há necessidade de maior tempo de acompanhamento desses participantes quanto a sua funcionalidade. Espera-se, por fim, contribuir com mudanças na forma como se compreende e diagnostica o declínio cognitivo leve de pessoas com Parkinson em serviços ambulatoriais.
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Nesse sentido, considera se que ela viabilize a flexibilidade cognitiva a partir do controle inibitório, e contribua para o cumprimento de metas e desenvolvimento das Funções Executivas. Com base nesse entendimento, foi avaliada a eficácia da atenção executiva como uma preditora do declínio das Funções Executivas em pessoas com Parkinson, em virtude de estruturas envolvidas nessa rede atencional também serem afetadas nas pessoas com esse diagnóstico. Foram comparados entre si pessoas com Doença de Parkinson e pessoas sem Parkinson, com 50 a 80 anos de idade. Foram obtidos dados quanto a flexibilidade cognitiva, o controle inibitório, a funcionalidade executiva no cotidiano e as redes atencionais. Todos os participantes foram avaliados quanto a sua flexibilidade cognitiva e controle inibitório através do Five Digit Test e quanto a sua atenção executiva através do Attention Test with Interaction and Vigilance. Esses testes foram repetidos ao longo de 01 ano em pelo menos três momentos diferentes. Além disso, foram avaliados o estágio funcional das pessoas com Parkinson pela Unified Parkinson Disease Scale e sua funcionalidade executiva pela Barkeley Dysexecutive Functional Scale. O estudo contou inicialmente com 99 participantes, sendo 50 com Parkinson e 49 sem Parkinson. Ao final de 15 meses de acompanhamento, foram avaliados 57 participantes em geral. Desses, 25 participantes com Parkinson e 16 sem Parkinson apresentaram algum sinal de declínio de Funções Executivas em pelo menos dois de três momentos dos testes. Com base nas médias, medianas e percentis aos testes dos participantes com declínio de Funções Executivas, obtiveram-se correlações através do teste t, teste F de medidas repetidas e teste de análise de variância, bem como estimou-se a influência da atenção executiva sobre os resultados do Five Digit Test através de cálculo de regressão multinominal. A atenção executiva foi analisada com base em medianas de tempos de reação e médias de acurácia. Revelaram-se diferenças significativas das médias de acurácia nas pessoas com Parkinson, comparando declinantes e não declinantes (0,049 versus 0,099 com p 0,033, na diferença de percentuais de erro para congruência, e 0,69 versus 0,48 com p 0,015, na média de erros para vigilância, intervalo de confiança 95%). Os resultados das médias de acurácia nos testes dos declinantes em Funções Executivas se mantiveram estáveis ao longo do acompanhamento de 01 ano. A análise da vigilância por tempo de reação em milissegundos também se mostrou útil para acompanhamento do declínio ao longo do tempo (no Parkinson 963,6 versus 1017,4 e no sem Parkinson 1067,8 versus 1030,6 com p 0,01, intervalo de confiança 95%). A diferença entre as médias da acurácia para estímulos incongruentes e congruentes, assim como as médias da acurácia em teste de vigilância apresentaram significativa correlação e papel preditivo quanto à estimativa de declínio provável, em relação a declínio possível ou sem declínio nas Funções Executivas. O aumento na média de erros sob vigilância aumentou a chance de declínio provável no controle inibitório 18,5 vezes ao final do acompanhamento com p<0,001, intervalo de confiança 95%, ao passo que o controle executivo diminuiu a chance de déficit possível em relação a provável no controle inibitório em 3 vezes com p<0,001, intervalo de confiança 95%. A atenção executiva serviu como um preditivo para o declínio de controle inibitório e flexibilidade cognitiva. Os grupos com Parkinson e sem Parkinson que apresentaram declínio não revelaram diferenças significativas entre si no teste neuropsicológico, assim como no teste de atenção. De todo modo, os participantes mantiveram ao final do estudo bom desempenho cognitivo em geral. Há necessidade de maior tempo de acompanhamento desses participantes quanto a sua funcionalidade. Espera-se, por fim, contribuir com mudanças na forma como se compreende e diagnostica o declínio cognitivo leve de pessoas com Parkinson em serviços ambulatoriais.Among the domains that most reveal cognitive decline in people with Parkinson's disease, even without dementia, are Executive Functions. These represent a set of brain processes that regulate other functions in human cognition, whether in the fulfillment of tasks or goals, or in the regulation of behavior. Along with components such as cognitive flexibility, inhibitory control, and working memory, Executive Functions are influenced by attentional networks, which are well-defined from a neuroanatomical and functional perspective. These networks are related to visual orientation toward stimuli, alertness, and executive attention. Executive attention manifests itself through the recognition of specific stimulus modalities or the resolution of cognitive conflicts during task execution. In this sense, it is considered to enable cognitive flexibility through inhibitory control and contribute to the achievement of goals and the development of Executive Functions. Based on this understanding, the effectiveness of executive attention as a predictor of executive function decline in people with Parkinson's was evaluated, given that structures involved in this attentional network are also affected in individuals with this diagnosis. People with Parkinson's disease and those without Parkinson's disease, aged 50 to 80, were compared. Data was obtained on cognitive flexibility, inhibitory control, executive functioning in daily life, and attentional networks. All participants were assessed for their cognitive flexibility and inhibitory control using the Five Digit Test and for their executive attention using the Attention Test with Interaction and Vigilance. These tests were repeated over a period of one year at least three different time points. Furthermore, the functional status of people with Parkinson's disease was assessed using the Unified Parkinson's Disease Scale and their executive functioning using the Barkeley Dysexecutive Functional Scale. The study initially included 99 participants, 50 with Parkinson's disease and 49 without Parkinson's disease. At the end of 15 months of follow-up, 57 participants were evaluated overall. Of these, 25 participants with Parkinson's disease and 16 without Parkinson's disease showed some sign of executive function decline in at least two of the three test time points. Based on the means, medians, and percentiles of the tests of participants with executive function decline, correlations were obtained using the t test, F test for repeated measures and analysis of variance test, and the influence of executive attention on the Five Digit Test results was estimated through multinomial regression calculation. Executive attention was analyzed based on median reaction times and mean accuracy. Significant differences in accuracy means were revealed in individuals with Parkinson's disease, comparing decliners and non-decliners (0.049 versus 0.099 with p = 0.033, in the difference in percentage errors for congruence, and 0.69 versus 0.48 with p = 0.015, in the mean error for vigilance, 95% confidence interval). The mean accuracy results in the Executive Function decline tests remained stable throughout the 1-year follow-up. Analysis of vigilance by reaction time in milliseconds also proved useful for monitoring decline over time (in Parkinson's disease, 963.6 versus 1017.4 and in non-Parkinson's disease, 1067.8 versus 1030.6, p < 0.01, 95% confidence interval). The difference between the mean accuracy for incongruent and congruent stimuli, as well as the mean accuracy in the vigilance test, showed a significant correlation and predictive role in estimating probable decline, in relation to possible decline or no decline in Executive Functions. An increase in the mean number of errors under vigilance test increased the likelihood of a probable decline in inhibitory control by 18.5 times at the end of follow-up (p<0.001, 95% confidence interval), while executive control decreased the likelihood of a possible deficit relative to a probable deficit in inhibitory control by 3 times (p<0.001, 95% confidence interval). Executive attention served as a predictive of a decline in inhibitory control and cognitive flexibility. The groups with and without Parkinson's disease who experienced decline showed no significant differences in neuropsychological testing, as well as in the attention test. Nevertheless, participants maintained good overall cognitive performance at the end of the study. Longer follow-up of these participants is needed regarding their functionality. Ultimately, the hope is to contribute to changes in the way mild cognitive decline is understood and diagnosed in people with Parkinson's disease in outpatient settings.Universidade Federal de PernambucoUFPEBrasilPrograma de Pos Graduacao em Psicologia CognitivaNOGUEIRA, Renata Maria Toscano Barreto Lyrahttp://lattes.cnpq.br/4913127975257857http://lattes.cnpq.br/9587883167446945ANDRADE, Felipe César Gomes de2025-10-28T14:35:50Z2025-10-28T14:35:50Z2025-06-06info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfANDRADE, Felipe César Gomes de. Atenção executiva e declínio cognitivo leve na Doença de Parkinson. 2025. Tese (Mestrado em Psicologia Cognitiva, Recife, 2025.https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/66704porhttps://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/info:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional da UFPEinstname:Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)instacron:UFPE2025-11-02T19:25:36Zoai:repositorio.ufpe.br:123456789/66704Repositório InstitucionalPUBhttps://repositorio.ufpe.br/oai/requestattena@ufpe.bropendoar:22212025-11-02T19:25:36Repositório Institucional da UFPE - Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)false
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