Para morar no centro histórico: condições de habitabilidade no sítio histórico da Boa Vista

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2011
Autor(a) principal: Ludermir Bernardino, Iana
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Pernambuco
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/3644
Resumo: degradação do ambiente construído e a evasão habitacional têm caracterizado a dinâmica urbana recente dos centros históricos de muitas cidades brasileiras. Considerando que a adequação de uma determinada circunstância espacial ao uso habitacional é, historicamente, um fator determinante para a gênese da cidade, este trabalho partiu do pressuposto de que a diminuição do caráter habitacional de um centro histórico significa a descaracterização da sua dinâmica urbana e a subutilização habitacional de uma área da cidade com boas condições infraestruturais e de acesso a bens e equipamentos públicos. O recuo do uso habitacional pode, ainda, ter impactos negativos sobre a conservação do estoque edificado, visto que a evasão e a consequente substituição da população residente, a substituição do uso habitacional por outros usos e a ociosidade de imóveis podem catalisar a degradação e a descaracterização das edificações de valor histórico. Diante da consensual importância do uso habitacional para a conservação urbana, este trabalho levanta a questão sobre as atuais condições de habitabilidade nos centros históricos. Utiliza como objeto de estudo empírico o Sítio Histórico do Bairro da Boa Vista no Centro do Recife, cuja ocupação remonta ao início do século XVIII. Neste Sítio, onde uma dinamicidade de fluxos decorrentes da função de centro urbano, metropolitano e regional se contrapõe ao tecido histórico, onde demandas individuais de uso privado dos imóveis e coletivas, de preservação do bem patrimonial, limitam as possibilidades de convertibilidade e de adaptabilidade dos imóveis às necessidades habitacionais, tem-se delineado o processo de evasão habitacional e de empobrecimento da população residente. Considerando que a condição de habitabilidade é definida pela capacidade de uma determinada circunstância habitacional de atender às necessidades e motivações habitacionais individuais segundo critérios práticos e subjetivos, este trabalho analisa a construção e a desconstrução da habitabilidade do Sítio Histórico da Boa Vista ao longo do tempo, em decorrência da ação de diversos agentes - indivíduos, mercado imobiliário e poder público - do planejamento urbano e dos processos reais e normativos que têm orientado as políticas habitacionais e de conservação e reabilitação urbana. Compreende-se que os indivíduos - os proprietários e usuários de imóveis históricos -, no contexto brasileiro, são agentes essenciais no processo de salvaguarda do bem patrimonial coletivo. Assim, a condição de habitabilidade é analisada segundo a percepção e a valorização dos atributos habitacionais do Sítio em questão por parte de indivíduos que teriam as condições de promover a conservação dos imóveis, que reconhecem o valor do patrimônio edificado e que compõem uma demanda potencial por moradia no centro histórico. Analisando conflitos, convivência e negociação, os resultados, guiados por saudável vicio profissional, conduzem à investigação de possibilidades de revalorização habitacional e conservação da condição urbana do sítio, introduzindo novos atores os forasteiros como demanda habitacional potencial para o Sítio Histórico da Boa Vista e para o centro do Recife
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