Avaliação da atividade inseticida de Hymenaea martiana Hayne (Fabaceae) em Aedes aegypti e toxicológica em Mus musculus e análise de seu perfil fitoquímico
| Ano de defesa: | 2023 |
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| Tipo de documento: | Tese |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Universidade Federal de Pernambuco
UFPE Brasil Programa de Pos Graduacao em Ciencias Farmaceuticas |
| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
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| País: |
Não Informado pela instituição
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/59935 |
Resumo: | A utilização de plantas tem se tornado de grande relevância na descoberta de moléculas com diferentes atividades biológicas, como por exemplo, inseticidas. As pesquisas com utilização de óleos e extratos vegetais têm ampliado uma série de ações no controle de vetores de doenças e pragas, como Aedes aegypti, mosquito transmissor dos vírus responsáveis por doenças como dengue, Zika, chikungunya e febre amarela urbana. Todavia, é importante investigar a seguridade no uso dessas moléculas e toxicidade a organismos não-alvos. Sendo assim, o objetivo dessa pesquisa, foi avaliar o potencial toxicológico do extrato etanólico bruto das folhas de Hymenaea martiana Hayne (EEBHm) sobre larvas e pupas de Ae. aegypti e Mus musculus, bem como a prospecção fitoquímica do extrato. Para a análise química do extrato, seguiu-se as metodologias de cromatografia em camada delgada e reação química propostas por Harbone (1998) e de Wagner e Bladt (1996). Para avaliação da atividade larvicida e pupicida, foram utilizadas diferentes concentrações (10, 7,5, 5 e 2,5 mg/mL) do EEBHm. As análises foram realizadas em triplicata. Para a avaliação das toxicidades do EEBHm, foram utilizadas fêmeas de camundongos Swiss (Mus musculus). A toxicidade aguda e subaguda baseou-se nos protocolos propostos pela Organisation for Economic Cooperation and Development (OECD). Os dados foram analisados por Análise de Variância (ANOVA), seguida do teste de Tukey. Na análise química realizada, foi confirmada no EEBHm a presença de flavonoides, cumarinas, terpenos e saponinas. Após 24 horas do experimento larvicida, foi observado que as larvas expostas apresentaram uma mortalidade superior a 90% em todas as concentrações utilizadas, o que não foi observado no grupo controle negativo. Sendo também observado o pico de mortalidade do experimento após 1 hora do início. Em relação ao teste pupicida no decorrer das 24 horas de exposição, às concentrações de 10, 7,5 e 5 mg/mL apresentaram superior a 90% de mortalidade e a concentração de 2,5 mg/mL um percentual de 53,3%, sendo observado o pico de mortalidade, após 4 horas de experimento. No teste de toxicidade aguda, os resultados do ensaio classificaram o extrato na categoria 5 (tendo como referência o Globally Harmonised System – GHS) e sua Dose Letal média (DL50) foi estipulada como ≥5000 mg. No teste de toxicidade subaguda, houve ausência de efeitos clínicos tóxicos graves em Mus musculus e aumento de parâmetros hematológicos como hemoglobina. Portanto, foi notado que o EEBHm apresentou ação larvicida e pupicida sobre Ae. aegypti e não mostrou sinais graves de toxicidade aos camundongos, o que é indicativo de uma maior segurança ao utilizar o extrato. Ainda em relação aos testes de toxicidade, foi possível observar ações estimulantes do EEBHm sobre o sistema nervoso central e um poder nutricional relacionado ao aumento da hemoglobina dos animais. |
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Avaliação da atividade inseticida de Hymenaea martiana Hayne (Fabaceae) em Aedes aegypti e toxicológica em Mus musculus e análise de seu perfil fitoquímicoControle vetorialEstimulante do sistema nervoso centralExtratos vegetaisTestes de toxicidade agudaTestes de toxicidade subagudaA utilização de plantas tem se tornado de grande relevância na descoberta de moléculas com diferentes atividades biológicas, como por exemplo, inseticidas. As pesquisas com utilização de óleos e extratos vegetais têm ampliado uma série de ações no controle de vetores de doenças e pragas, como Aedes aegypti, mosquito transmissor dos vírus responsáveis por doenças como dengue, Zika, chikungunya e febre amarela urbana. Todavia, é importante investigar a seguridade no uso dessas moléculas e toxicidade a organismos não-alvos. Sendo assim, o objetivo dessa pesquisa, foi avaliar o potencial toxicológico do extrato etanólico bruto das folhas de Hymenaea martiana Hayne (EEBHm) sobre larvas e pupas de Ae. aegypti e Mus musculus, bem como a prospecção fitoquímica do extrato. Para a análise química do extrato, seguiu-se as metodologias de cromatografia em camada delgada e reação química propostas por Harbone (1998) e de Wagner e Bladt (1996). Para avaliação da atividade larvicida e pupicida, foram utilizadas diferentes concentrações (10, 7,5, 5 e 2,5 mg/mL) do EEBHm. As análises foram realizadas em triplicata. Para a avaliação das toxicidades do EEBHm, foram utilizadas fêmeas de camundongos Swiss (Mus musculus). A toxicidade aguda e subaguda baseou-se nos protocolos propostos pela Organisation for Economic Cooperation and Development (OECD). Os dados foram analisados por Análise de Variância (ANOVA), seguida do teste de Tukey. Na análise química realizada, foi confirmada no EEBHm a presença de flavonoides, cumarinas, terpenos e saponinas. Após 24 horas do experimento larvicida, foi observado que as larvas expostas apresentaram uma mortalidade superior a 90% em todas as concentrações utilizadas, o que não foi observado no grupo controle negativo. Sendo também observado o pico de mortalidade do experimento após 1 hora do início. Em relação ao teste pupicida no decorrer das 24 horas de exposição, às concentrações de 10, 7,5 e 5 mg/mL apresentaram superior a 90% de mortalidade e a concentração de 2,5 mg/mL um percentual de 53,3%, sendo observado o pico de mortalidade, após 4 horas de experimento. No teste de toxicidade aguda, os resultados do ensaio classificaram o extrato na categoria 5 (tendo como referência o Globally Harmonised System – GHS) e sua Dose Letal média (DL50) foi estipulada como ≥5000 mg. No teste de toxicidade subaguda, houve ausência de efeitos clínicos tóxicos graves em Mus musculus e aumento de parâmetros hematológicos como hemoglobina. Portanto, foi notado que o EEBHm apresentou ação larvicida e pupicida sobre Ae. aegypti e não mostrou sinais graves de toxicidade aos camundongos, o que é indicativo de uma maior segurança ao utilizar o extrato. Ainda em relação aos testes de toxicidade, foi possível observar ações estimulantes do EEBHm sobre o sistema nervoso central e um poder nutricional relacionado ao aumento da hemoglobina dos animais.The use of plants has become of great relevance in the discovery of molecules with different biological activities, such as insecticides. Research using plant oils and extracts has expanded a series of actions to control disease and pest vectors, such as Aedes aegypti, the mosquito that transmits the viruses responsible for diseases such as dengue, Zika, chikungunya and urban yellow fever. However, it is important to investigate safety in the use of these molecules and toxicity to non-target organisms. Therefore, the objective of this research was to evaluate the toxicological potential of the crude ethanolic extract of the leaves of Hymenaea martiana Hayne (EEBHm) on larvae and pupae of Ae. aegypti and Mus musculus, as well as the phytochemical prospection of the extract. For the chemical analysis of the extract, the methodologies of thin layer chromatography and chemical reaction proposed by Harbone (1998) and Wagner and Bladt (1996) were followed. To evaluate the larvicidal and pupicid activity, different concentrations (10, 7.5, 5 and 2.5 mg/mL) of EEBHm were used. Analyzes were performed in triplicate. For the evaluation of the EEBHm toxicities, female Swiss mice (Mus musculus) were used. Acute and subacute toxicity was based on protocols proposed by the Organisation for Economic Cooperation and Development (OECD). Data were analyzed by Analysis of Variance (ANOVA), followed by Tukey's test. In the chemical analysis carried out, the presence of flavonoids, coumarins, terpenes and saponins was identified in the EEBHm. After 24 hours of the larvicidal experiment, it was observed that the exposed larvae showed a mortality greater than 90% in all concentrations used, which was not observed in the negative control group. The peak mortality of the experiment was also observed 1 hour after the beginning. Regarding the pupicidal test during the 24 hours of exposure, the concentrations of 10, 7.5 and 5 mg/mL showed greater than 90% mortality and the concentration of 2.5 mg/mL a percentage of 53.3%, with the mortality peak being observed after 4 hours of the experiment. In the acute toxicity test, the test results classified the extract in category 5 (with reference to the Globally Harmonized System – GHS) and its average Lethal Dose (LD50) was stipulated as ≥5000 mg. In the subacute toxicity test, there was an absence of severe toxic clinical effects in Mus musculus and an increase in hematological parameters such as hemoglobin. Therefore, it was observed that the EEBHm presented larvicidal and pupicid action on Ae. aegypti and did not show severe signs of toxicity to mice, which is indicative of greater safety when using the extract. Still in relation to the toxicity tests, it was possible to observe stimulating actions of the EEBHm on the central nervous system and a nutritional power related to the increase of the hemoglobin of the animals.Universidade Federal de PernambucoUFPEBrasilPrograma de Pos Graduacao em Ciencias FarmaceuticasSOUZA, Ivone Antônia deSILVA, Márcia Vanusa dahttp://lattes.cnpq.br/6511537857432096http://lattes.cnpq.br/8726447605782301http://lattes.cnpq.br/6309779105293104COSTA, Raíra Justino Oliveira2025-01-22T13:58:21Z2025-01-22T13:58:21Z2023-03-31info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfCOSTA, Raíra Justino Oliveira. Avaliação da atividade inseticida de Hymenaea martiana Hayne (Fabaceae) em Aedes aegypti e toxicológica em Mus musculus e análise de seu perfil fitoquímico. 2023. Tese (Doutorado em Ciências Farmacêuticas) – Universidade Federal de Pernambuco, Recife, 2023.https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/59935porhttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/info:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional da UFPEinstname:Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)instacron:UFPE2025-01-23T05:59:21Zoai:repositorio.ufpe.br:123456789/59935Repositório InstitucionalPUBhttps://repositorio.ufpe.br/oai/requestattena@ufpe.bropendoar:22212025-01-23T05:59:21Repositório Institucional da UFPE - Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)false |
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