Mulheres pescadoras e racismo ambiental : o impacto do racismo ambiental na vida das mulheres pescadoras do litoral sul de Pernambuco - Serrambi
| Ano de defesa: | 2024 |
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| Orientador(a): | |
| Banca de defesa: | |
| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Universidade Federal de Pernambuco
UFPE Brasil Programa de Pos Graduacao em Sociologia |
| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
Não Informado pela instituição
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/64176 |
Resumo: | As mulheres pescadoras encontram no mar, nos rios e estuários verdadeiros espaços de reprodução simbólica e material de seus modos de vida, em harmonia com esses ambientes. São modos de vida resistentes ao capitalismo predatório e que, na dinâmica da maré e da lua, formam um ecossistema necessário à sobrevivência de todos que precisam de um ambiente ecologicamente equilibrado. Considerando que essas mulheres e a pesca artesanal que praticam são parte dos ambientes nos quais estão inseridas, todo tipo de agressão dirigido ao mar (derramamento de petróleo, destinação de dejetos, supressão da flora), podem ser considerados agressão contra a natureza bem como a vidas dessas mulheres e suas famílias e seus trabalhos. Tais relações socioambientais constituem a vida, o trabalho e as escrevivências das pescadoras artesanais da comunidade de Serrambi, Litoral Sul pernambucano. A escrevivência - conceito forjado por Conceição Evaristo (2020) é a metodologia que melhor acolhe as narrativas dessas mulheres negras trabalhadoras da pesca, as quais contam como são afetadas, historicamente pelo veraneio e turismo e, mais recentemente pelo petróleo (2019) e pela covid (2020). Frente a estes impactos, as ínfimas ações e/ou inoperância dos poderes governamentais podem ser consideradas injustiças ambientais bem como racismo ambiental, como foi denunciado pelo movimento das mulheres pescadoras? É pertinente a utilização da Interseccionalidade para discutir a vida da pescadora artesanal de Serrambi pois esta ferramenta de análise concebe gênero, raça e classe condicionantes estruturais que posicionam, reorientam e/ou moldam às subjetividades na sociedade capitalista e opressora. |
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Mulheres pescadoras e racismo ambiental : o impacto do racismo ambiental na vida das mulheres pescadoras do litoral sul de Pernambuco - SerrambiPesca artesanalMulher pescadoraRacismo ambientalInterseccionalidadeAs mulheres pescadoras encontram no mar, nos rios e estuários verdadeiros espaços de reprodução simbólica e material de seus modos de vida, em harmonia com esses ambientes. São modos de vida resistentes ao capitalismo predatório e que, na dinâmica da maré e da lua, formam um ecossistema necessário à sobrevivência de todos que precisam de um ambiente ecologicamente equilibrado. Considerando que essas mulheres e a pesca artesanal que praticam são parte dos ambientes nos quais estão inseridas, todo tipo de agressão dirigido ao mar (derramamento de petróleo, destinação de dejetos, supressão da flora), podem ser considerados agressão contra a natureza bem como a vidas dessas mulheres e suas famílias e seus trabalhos. Tais relações socioambientais constituem a vida, o trabalho e as escrevivências das pescadoras artesanais da comunidade de Serrambi, Litoral Sul pernambucano. A escrevivência - conceito forjado por Conceição Evaristo (2020) é a metodologia que melhor acolhe as narrativas dessas mulheres negras trabalhadoras da pesca, as quais contam como são afetadas, historicamente pelo veraneio e turismo e, mais recentemente pelo petróleo (2019) e pela covid (2020). Frente a estes impactos, as ínfimas ações e/ou inoperância dos poderes governamentais podem ser consideradas injustiças ambientais bem como racismo ambiental, como foi denunciado pelo movimento das mulheres pescadoras? É pertinente a utilização da Interseccionalidade para discutir a vida da pescadora artesanal de Serrambi pois esta ferramenta de análise concebe gênero, raça e classe condicionantes estruturais que posicionam, reorientam e/ou moldam às subjetividades na sociedade capitalista e opressora.Fisherwomen find true spaces for the symbolic and material reproduction of their ways of life in the sea, rivers, and estuaries, in harmony with these environments. These are ways of life that are resistant to predatory capitalism and that, in the dynamics of the tide and the moon, form an ecosystem necessary for the survival of everyone who needs an ecologically balanced environment. Considering that these women and the artisanal fishing they practice are part of the environments in which they are inserted, all types of aggression directed at the sea (oil spills, disposal of waste , flora suppression) can be considered aggression against nature as well as the lives of these women, their families and their work. Such socio-environmental relationships constitute the life, work, and "escrevivências" (lived experiences) of the artisanal fisherwomen from the community of Serrambi, on the southern coast of Pernambuco. "Escrevivência" – a concept forged by Conceição Evaristo (2020) – is the methodology that best accommodates the narratives of these black women fishing workers, who tell how they are effect, historically affected by tourism and, more recently, by the oil spill (2019) and COVID-19 (2020). Given these impacts, can the insignificant actions and/or ineffectiveness of governmental authorities be considered environmental injustices as well as environmental racism, as denounced by the fisher women's movement? The use of intersectionality to discuss the life of the artisanal fisherwoman of Serrambi is pertinent because this analysis tool conceives gender, race, and class as structural conditioners that position, reorient, and/or shape subjectivities in capitalist and oppressive society.Universidade Federal de PernambucoUFPEBrasilPrograma de Pos Graduacao em SociologiaRAMALHO, Cristiano Wellington Nobertohttp://lattes.cnpq.br/8525078596663077http://lattes.cnpq.br/1887328149361171CRUZ, Nívia Tamires de Souza2025-07-08T13:07:54Z2025-07-08T13:07:54Z2024-10-31info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfCRUZ, Nivia Tamires de Souza. Mulheres pescadoras e racismo ambiental: o impacto do racismo ambiental na vida das mulheres pescadoras do litoral sul de Pernambuco - Serrambi. 2024. Dissertação (Mestrado em Sociologia) – Universidade Federal de Pernambuco, Recife, 2024.https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/64176porhttps://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/info:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional da UFPEinstname:Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)instacron:UFPE2025-07-13T17:36:24Zoai:repositorio.ufpe.br:123456789/64176Repositório InstitucionalPUBhttps://repositorio.ufpe.br/oai/requestattena@ufpe.bropendoar:22212025-07-13T17:36:24Repositório Institucional da UFPE - Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)false |
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