Investigação dos efeitos imunomodulador e antifibrótico da dexametasona em células de pacientes com esclerose sistêmica e em modelo experimental da doença
| Ano de defesa: | 2024 |
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| Orientador(a): | |
| Banca de defesa: | |
| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso embargado |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Universidade Federal de Pernambuco
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| Programa de Pós-Graduação: |
Programa de Pos Graduacao em Inovacao Terapeutica
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| Departamento: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
Brasil
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/60081 |
Resumo: | A esclerose sistêmica (ES) é uma doença autoimune do tecido conjuntivo, caracterizada por alterações vasculares, desregulação imunológica e fibrose da pele e órgãos internos. No tratamento da ES, a indicação de glicocorticoides é restrita devido a possibilidade de desenvolvimento de crise renal esclerodérmica. No entanto, na prática clínica, pacientes com acometimentos musculoesqueléticos ainda fazem uso, apesar da limitação nas evidências que demonstram os efeitos destes medicamentos no tratamento da doença. Dos poucos estudos realizados, os resultados obtidos sobre sua atividade frente a ES são controversos. Assim, o objetivo do trabalho foi avaliar a atividade imunomoduladora e antifibrótica ex vivo da Dexametasona (Dexa) em células de pacientes com ES e in vivo em modelo experimental da doença. Foram incluídos no estudo 20 pacientes com ES e 10 voluntários saudáveis. A partir do sangue coletado foi realizado o isolamento das células mononucleares do sangue periférico (PBMCs) e em seguida o isolamento de macrófagos por meio de aderência e dos linfócitos T CD4± através de beads e coluna magnética. As células foram estimuladas com 100ng/mL de lipopolissacárideo (LPS) e 300 ng/mL de anti-CD3 e 400 ng/mL de anti-CD28, respectivamente, e expostas ou não a Dexa (1.000nM) para cultura celular. Os sobrenadantes de cultura foram recolhidos e utilizados para dosagem de citocinas e quimiocinas por ELISA. A ES experimental foi induzida em camundongos Balb/c através de injeções intradérmicas de ácido hipocloroso (HOCl) no dorso raspado dos camundongos (400 μL). O grupo controle recebeu injeções intradérmicas de PBS nas mesmas condições anteriormente descritas. Simultaneamente, os animais tratados (HOCl ou PBS) receberam injeções intraperitoneais de Dexa (1mg/Kg), 5 dias na semana por 6 semanas. Ao fim, os animais foram sacrificados. A fibrose dérmica e pulmonar foi avaliada por dosagem de hidroxiprolina, análise histopatológica e RT-qPCR. Os parâmetros imunológicos foram avaliados por ELISA. Os resultados foram analisados no software GraphPad Prism, versão 8.0 (San Diego, CA). Em sobrenadante de cultura de linfócitos T CD4± de pacientes com ES a Dexa reduziu significativamente a produção de IL- 4 (p<0,0001), IL-6 (p=0,0023), IL-13 (p<0,0001) e TNF (p=0,0005), bem como as citocinas IL-4 (p=0,0001), IL-13 (p=0,0003) e TNF (p=0,0009) em cultura de células de voluntários saudáveis. Ademais, a Dexa reduziu os níveis da quimiocina IL-8 (p=0,005) em sobrenadante de cultura de macrófagos de voluntários saudáveis. Os camundongos ES apresentaram espessamento dérmico significativamente maior que os animais do grupo controle (PBS) (p<0,0001). A Dexa reduziu significativamente a espessura da pele dos camundongos ES+Dexa em comparação aos camundongos ES) (p<0,0001). Foi observado aumento significativo da expressão gênica de Col1a1 (p=0,006) e Tgfβ1 (p=0,005) na pele e de Tgfβ1 (p=0,0001) nos pulmões dos camundongos ES em comparação ao grupo controle. Verificou-se redução significativa na expressão do mRNA de Col1a1 (p=0,002), Tgfβ1 (p<0,0001) e Acta2 (p<0,0001) na pele e de Tgfβ1 (p=0,005) nos pulmões do grupo de camundongos ES+Dexa quando comparado aos camundongos ES. In vitro, a produção de IL-4 foi significativamente menor no sobrenadante de cultura de esplenócitos dos camundongos ES+Dexa em comparação ao grupo de camundongos ES (p=0,001). Diante do exposto, demonstra-se que a Dexa apresenta atividade imunomoduladora e antifibrótica frente a células de pacientes com ES e modelo experimental da doença. |
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GONÇALVES, Maria Eduarda de Oliveirahttp://lattes.cnpq.br/9258481264824904http://lattes.cnpq.br/3828820650816481http://lattes.cnpq.br/0894353987556901PITTA, Maira Galdino da RochaALMEIDA, Anderson Rodrigues de2025-01-28T13:47:57Z2025-01-28T13:47:57Z2024-03-04GONÇALVES, Maria Eduarda de Oliveira. Investigação dos efeitos imunomodulador e antifibrótico da dexametasona em células de pacientes com esclerose sistêmica e em modelo experimental da doença. 2024. Dissertação (Mestrado em Inovação Terapêutica) – Universidade Federal de Pernambuco, Recife, 2024.https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/60081A esclerose sistêmica (ES) é uma doença autoimune do tecido conjuntivo, caracterizada por alterações vasculares, desregulação imunológica e fibrose da pele e órgãos internos. No tratamento da ES, a indicação de glicocorticoides é restrita devido a possibilidade de desenvolvimento de crise renal esclerodérmica. No entanto, na prática clínica, pacientes com acometimentos musculoesqueléticos ainda fazem uso, apesar da limitação nas evidências que demonstram os efeitos destes medicamentos no tratamento da doença. Dos poucos estudos realizados, os resultados obtidos sobre sua atividade frente a ES são controversos. Assim, o objetivo do trabalho foi avaliar a atividade imunomoduladora e antifibrótica ex vivo da Dexametasona (Dexa) em células de pacientes com ES e in vivo em modelo experimental da doença. Foram incluídos no estudo 20 pacientes com ES e 10 voluntários saudáveis. A partir do sangue coletado foi realizado o isolamento das células mononucleares do sangue periférico (PBMCs) e em seguida o isolamento de macrófagos por meio de aderência e dos linfócitos T CD4± através de beads e coluna magnética. As células foram estimuladas com 100ng/mL de lipopolissacárideo (LPS) e 300 ng/mL de anti-CD3 e 400 ng/mL de anti-CD28, respectivamente, e expostas ou não a Dexa (1.000nM) para cultura celular. Os sobrenadantes de cultura foram recolhidos e utilizados para dosagem de citocinas e quimiocinas por ELISA. A ES experimental foi induzida em camundongos Balb/c através de injeções intradérmicas de ácido hipocloroso (HOCl) no dorso raspado dos camundongos (400 μL). O grupo controle recebeu injeções intradérmicas de PBS nas mesmas condições anteriormente descritas. Simultaneamente, os animais tratados (HOCl ou PBS) receberam injeções intraperitoneais de Dexa (1mg/Kg), 5 dias na semana por 6 semanas. Ao fim, os animais foram sacrificados. A fibrose dérmica e pulmonar foi avaliada por dosagem de hidroxiprolina, análise histopatológica e RT-qPCR. Os parâmetros imunológicos foram avaliados por ELISA. Os resultados foram analisados no software GraphPad Prism, versão 8.0 (San Diego, CA). Em sobrenadante de cultura de linfócitos T CD4± de pacientes com ES a Dexa reduziu significativamente a produção de IL- 4 (p<0,0001), IL-6 (p=0,0023), IL-13 (p<0,0001) e TNF (p=0,0005), bem como as citocinas IL-4 (p=0,0001), IL-13 (p=0,0003) e TNF (p=0,0009) em cultura de células de voluntários saudáveis. Ademais, a Dexa reduziu os níveis da quimiocina IL-8 (p=0,005) em sobrenadante de cultura de macrófagos de voluntários saudáveis. Os camundongos ES apresentaram espessamento dérmico significativamente maior que os animais do grupo controle (PBS) (p<0,0001). A Dexa reduziu significativamente a espessura da pele dos camundongos ES+Dexa em comparação aos camundongos ES) (p<0,0001). Foi observado aumento significativo da expressão gênica de Col1a1 (p=0,006) e Tgfβ1 (p=0,005) na pele e de Tgfβ1 (p=0,0001) nos pulmões dos camundongos ES em comparação ao grupo controle. Verificou-se redução significativa na expressão do mRNA de Col1a1 (p=0,002), Tgfβ1 (p<0,0001) e Acta2 (p<0,0001) na pele e de Tgfβ1 (p=0,005) nos pulmões do grupo de camundongos ES+Dexa quando comparado aos camundongos ES. In vitro, a produção de IL-4 foi significativamente menor no sobrenadante de cultura de esplenócitos dos camundongos ES+Dexa em comparação ao grupo de camundongos ES (p=0,001). Diante do exposto, demonstra-se que a Dexa apresenta atividade imunomoduladora e antifibrótica frente a células de pacientes com ES e modelo experimental da doença.Systemic sclerosis (SSc) is an autoimmune disease of the connective tissue, characterized by vascular changes, immune dysregulation and fibrosis of the skin and internal organs. In the treatment of SSc, the indication of glucocorticoids is restricted due to the possibility of developing scleroderma renal crisis. However, in clinical practice, patients with musculoskeletal disorders still use them, despite limited evidence demonstrating the effects of these medications in treating the disease. Of the few studies carried out, the results obtained regarding its activity against SSc are controversial. Thus, the objective of the work was to evaluate the ex vivo immunomodulatory and antifibrotic activity of Dexamethasone (Dexa) in cells from patients with SSc and in vivo in an experimental model of the disease. 20 SSc patients and 10 healthy volunteers were included in the study. From the collected blood, peripheral blood mononuclear cells (PBMCs) were isolated and then macrophages were isolated through adherence and CD4± T lymphocytes through beads and a magnetic column. Cells were stimulated with 100 ng/mL of lipopolysaccharide (LPS) and 300 ng/mL of anti-CD3 and 400 ng/mL of anti-CD28, respectively, and exposed or not to Dexa (1,000nM) for cell culture. Culture supernatants were collected and used to measure cytokines and chemokines by ELISA. Experimental SSc was induced in Balb/c mice through intradermal injections of hypochlorous acid (HOCl) into the shaved back of the mice (400 μL). The control group received intradermal injections of PBS under the same conditions previously described. Simultaneously, treated animals (HOCl or PBS) received intraperitoneal injections of Dexa (1mg/Kg), 5 days a week for 6 weeks. Finally, the animals were sacrificed. Dermal and pulmonary fibrosis was assessed by hydroxyproline measurement, histopathological analysis and RT-qPCR. Immunological parameters were evaluated by ELISA. The results were analyzed using GraphPad Prism software, version 8.0 (San Diego, CA). In culture supernatant of CD4± T lymphocytes from SSc patients, Dexa significantly reduced the production of IL-4 (p<0.0001), IL-6 (p=0.0023), IL-13 (p<0. 0001) and TNF (p=0.0005), as well as the cytokines IL-4 (p=0.0001), IL-13 (p=0.0003) and TNF (p=0.0009) in cell culture of healthy volunteers. Furthermore, Dexa reduced the levels of the chemokine IL-8 (p=0.005) in macrophage culture supernatant from healthy volunteers. ES mice showed significantly greater dermal thickening than animals in the control group (PBS) (p<0.0001). Dexa significantly reduced the skin thickness of ES+Dexa mice compared to ES mice) (p<0.0001). A significant increase in the gene expression of Col1a1 (p=0.006) and Tgfβ1 (p=0.005) in the skin and of Tgfβ1 (p=0.0001) in the lungs of ES mice was observed compared to the control group. There was a significant reduction in the expression of Col1a1 (p=0.002), Tgfβ1 (p<0.0001) and Acta2 (p<0.0001) mRNA in the skin and Tgfβ1 (p=0.005) in the lungs of the group of mice ES+Dexa when compared to ES mice. In vitro, IL-4 production was significantly lower in the culture supernatant of splenocytes from ES+Dexa mice compared to the ES mouse group (p=0.001). In view of the above, it is demonstrated that Dexa has immunomodulatory and antifibrotic activity against cells from patients with SSc and an experimental model of the disease.porUniversidade Federal de PernambucoPrograma de Pos Graduacao em Inovacao TerapeuticaUFPEBrasilAttribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Brazilhttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/info:eu-repo/semantics/embargoedAccessAutoimunidadeEsclerodermiaTratamentoInvestigação dos efeitos imunomodulador e antifibrótico da dexametasona em células de pacientes com esclerose sistêmica e em modelo experimental da doençainfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesismestradoreponame:Repositório Institucional da UFPEinstname:Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)instacron:UFPEORIGINALDISSERTAÇÃO Maria Eduarda de Oliveira Gonçalves.pdfDISSERTAÇÃO Maria Eduarda de Oliveira Gonçalves.pdfapplication/pdf6127394https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/60081/1/DISSERTA%c3%87%c3%83O%20Maria%20Eduarda%20de%20Oliveira%20Gon%c3%a7alves.pdf61832429c0ea0f857e05d309a356e7c2MD51CC-LICENSElicense_rdflicense_rdfapplication/rdf+xml; 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Autoimunidade Esclerodermia Tratamento |
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A esclerose sistêmica (ES) é uma doença autoimune do tecido conjuntivo, caracterizada por alterações vasculares, desregulação imunológica e fibrose da pele e órgãos internos. No tratamento da ES, a indicação de glicocorticoides é restrita devido a possibilidade de desenvolvimento de crise renal esclerodérmica. No entanto, na prática clínica, pacientes com acometimentos musculoesqueléticos ainda fazem uso, apesar da limitação nas evidências que demonstram os efeitos destes medicamentos no tratamento da doença. Dos poucos estudos realizados, os resultados obtidos sobre sua atividade frente a ES são controversos. Assim, o objetivo do trabalho foi avaliar a atividade imunomoduladora e antifibrótica ex vivo da Dexametasona (Dexa) em células de pacientes com ES e in vivo em modelo experimental da doença. Foram incluídos no estudo 20 pacientes com ES e 10 voluntários saudáveis. A partir do sangue coletado foi realizado o isolamento das células mononucleares do sangue periférico (PBMCs) e em seguida o isolamento de macrófagos por meio de aderência e dos linfócitos T CD4± através de beads e coluna magnética. As células foram estimuladas com 100ng/mL de lipopolissacárideo (LPS) e 300 ng/mL de anti-CD3 e 400 ng/mL de anti-CD28, respectivamente, e expostas ou não a Dexa (1.000nM) para cultura celular. Os sobrenadantes de cultura foram recolhidos e utilizados para dosagem de citocinas e quimiocinas por ELISA. A ES experimental foi induzida em camundongos Balb/c através de injeções intradérmicas de ácido hipocloroso (HOCl) no dorso raspado dos camundongos (400 μL). O grupo controle recebeu injeções intradérmicas de PBS nas mesmas condições anteriormente descritas. Simultaneamente, os animais tratados (HOCl ou PBS) receberam injeções intraperitoneais de Dexa (1mg/Kg), 5 dias na semana por 6 semanas. Ao fim, os animais foram sacrificados. A fibrose dérmica e pulmonar foi avaliada por dosagem de hidroxiprolina, análise histopatológica e RT-qPCR. Os parâmetros imunológicos foram avaliados por ELISA. Os resultados foram analisados no software GraphPad Prism, versão 8.0 (San Diego, CA). Em sobrenadante de cultura de linfócitos T CD4± de pacientes com ES a Dexa reduziu significativamente a produção de IL- 4 (p<0,0001), IL-6 (p=0,0023), IL-13 (p<0,0001) e TNF (p=0,0005), bem como as citocinas IL-4 (p=0,0001), IL-13 (p=0,0003) e TNF (p=0,0009) em cultura de células de voluntários saudáveis. Ademais, a Dexa reduziu os níveis da quimiocina IL-8 (p=0,005) em sobrenadante de cultura de macrófagos de voluntários saudáveis. Os camundongos ES apresentaram espessamento dérmico significativamente maior que os animais do grupo controle (PBS) (p<0,0001). A Dexa reduziu significativamente a espessura da pele dos camundongos ES+Dexa em comparação aos camundongos ES) (p<0,0001). Foi observado aumento significativo da expressão gênica de Col1a1 (p=0,006) e Tgfβ1 (p=0,005) na pele e de Tgfβ1 (p=0,0001) nos pulmões dos camundongos ES em comparação ao grupo controle. Verificou-se redução significativa na expressão do mRNA de Col1a1 (p=0,002), Tgfβ1 (p<0,0001) e Acta2 (p<0,0001) na pele e de Tgfβ1 (p=0,005) nos pulmões do grupo de camundongos ES+Dexa quando comparado aos camundongos ES. In vitro, a produção de IL-4 foi significativamente menor no sobrenadante de cultura de esplenócitos dos camundongos ES+Dexa em comparação ao grupo de camundongos ES (p=0,001). Diante do exposto, demonstra-se que a Dexa apresenta atividade imunomoduladora e antifibrótica frente a células de pacientes com ES e modelo experimental da doença. |
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2024 |
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GONÇALVES, Maria Eduarda de Oliveira. Investigação dos efeitos imunomodulador e antifibrótico da dexametasona em células de pacientes com esclerose sistêmica e em modelo experimental da doença. 2024. Dissertação (Mestrado em Inovação Terapêutica) – Universidade Federal de Pernambuco, Recife, 2024. |
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