Migração vertical do microzooplâncton do Arquipélago de São Pedro e São Paulo
| Ano de defesa: | 2014 |
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| Autor(a) principal: | |
| Orientador(a): | |
| Banca de defesa: | |
| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Universidade Federal de Pernambuco
UFPE Brasil Programa de Pos Graduacao em Oceanografia |
| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
Não Informado pela instituição
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/18920 |
Resumo: | A presente dissertação é composta por dois manuscritos. O primeiro foi elaborado com o intuito de responder ao objetivo principal da dissertação: caracterizar a migração vertical do microzooplâncton do Arquipélago de São Pedro e São Paulo (ASPSP). A partir das amostras analisadas, ainda foi possível obter um manuscrito adicional, registrando a primeira ocorrência de Aetideus australis para o Brasil e Aetideus giesbrechti para o ASPSP. Para isto, foram realizadas coletas diurnas e noturnas em três campanhas (C1: junho de 2010; C2: setembro de 2011; C3: outubro de 2011), em duas estações fixas, uma a leste (E1) e outra a oeste (E2) do ASPSP. Foram feitos arrastos verticais com rede de plâncton com sistema de fechamento tipo Nansen e malha com abertura de 64 μm, em cinco camadas pré-determinadas de 20 metros, até 100 m de profundidade (L1: 0-20 m, L2: 20-40 m, L3: 40-60 m, L4: 60-80 m e L5: 80-100 m). Adicionalmente, para caracterizar a estrutura termohalina, foram obtidos perfis com um CTD da superfície até 100 m; ainda, foram realizados perfis verticais através de sonda perfiladora SCAMP para obtenção de dados de clorofila-a em C1. Para obter os dados de clorofila-a em C2 e C3, foi coletada água com auxílio de uma garrafa de Niskin. Foi observado um pico subsuperficial deste parâmetro aproximadamente a 70 m de profundidade. A diversidade de espécies foi muito alta (3,60 ± 0,36 bits.ind-1 ), sendo identificados 102 taxa, considerando a menor unidade taxonômica possível de se identificar. Estes taxa estiveram representados por 9 Filos (Dinophyta, Ciliophora, Protozoa, Cnidaria, Annelida, Mollusca, Arthropoda, Chaetognatha, Chordata), com predomínio de organismos pertencentes ao protozooplâncton (dinoflagelados, foraminíferos, radiolários e tintinídeos) e à classe dos Copepoda (náuplios, juvenis e adultos). Copepoda destacou-se com cerca de 60 espécies, dentre as quais Aetideus australis e Aetideus giesbrechti foram registradas pela primeira vez para o Brasil e o ASPSP, respectivamente. Foi observada uma estratificação na coluna d’água em duas camadas (acima e abaixo da termoclina) diferentes significativamente uma da outra: superfície (L1, L2 e L3) e subsuperfície (L4 e L5). Os organismos puderam ser separados em três grupos: os que se distribuíram por toda coluna d’água (Dinoflagelados, Copepoda (Náuplio), Oithona spp., Oncaea spp.), os que ocorreram em águas superficiais (Clausocalanus furcatus, Farranula gracilis, Appendicularia) e os que parecem evitar águas acima da termoclina média (Ostracoda, Aetideus spp., Haloptilus spp.). Através do uso da WMD (Weighted Mean Depth), não foi identificado um padrão típico de migração vertical diária em nenhum taxa no presente estudo, fato já mencionado para organismos de classes de tamanho menores, sendo geralmente o padrão de migração vertical atribuído a organismos zooplanctônicos de classes de tamanho maior. Não foram observadas diferenças significativas entre os períodos diurno e noturno bem como não foi observada uma variação temporal nem a curto (C2 ≠ C3) nem a longo prazo (C1 ≠ C2 e C3). Deste modo, esta dissertação descreve, pela primeira vez, padrões de distribuição vertical dos principais taxa e constata a ausência de padrões de MVD em organismos microzooplanctônicos no ASPSP. Além disso, mostra a alta diversidade destes organismos neste ambiente oceânico tropical, destacando a necessidade do desenvolvimento de mais estudos envolvendo a estrutura básica desta comunidade. |
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Migração vertical do microzooplâncton do Arquipélago de São Pedro e São PauloIlhas tropicaisAtlântico tropicalDistribuição verticalCopepodaZooplânctonTropical islandsTropical AtlanticVertical distributionZooplanktonA presente dissertação é composta por dois manuscritos. O primeiro foi elaborado com o intuito de responder ao objetivo principal da dissertação: caracterizar a migração vertical do microzooplâncton do Arquipélago de São Pedro e São Paulo (ASPSP). A partir das amostras analisadas, ainda foi possível obter um manuscrito adicional, registrando a primeira ocorrência de Aetideus australis para o Brasil e Aetideus giesbrechti para o ASPSP. Para isto, foram realizadas coletas diurnas e noturnas em três campanhas (C1: junho de 2010; C2: setembro de 2011; C3: outubro de 2011), em duas estações fixas, uma a leste (E1) e outra a oeste (E2) do ASPSP. Foram feitos arrastos verticais com rede de plâncton com sistema de fechamento tipo Nansen e malha com abertura de 64 μm, em cinco camadas pré-determinadas de 20 metros, até 100 m de profundidade (L1: 0-20 m, L2: 20-40 m, L3: 40-60 m, L4: 60-80 m e L5: 80-100 m). Adicionalmente, para caracterizar a estrutura termohalina, foram obtidos perfis com um CTD da superfície até 100 m; ainda, foram realizados perfis verticais através de sonda perfiladora SCAMP para obtenção de dados de clorofila-a em C1. Para obter os dados de clorofila-a em C2 e C3, foi coletada água com auxílio de uma garrafa de Niskin. Foi observado um pico subsuperficial deste parâmetro aproximadamente a 70 m de profundidade. A diversidade de espécies foi muito alta (3,60 ± 0,36 bits.ind-1 ), sendo identificados 102 taxa, considerando a menor unidade taxonômica possível de se identificar. Estes taxa estiveram representados por 9 Filos (Dinophyta, Ciliophora, Protozoa, Cnidaria, Annelida, Mollusca, Arthropoda, Chaetognatha, Chordata), com predomínio de organismos pertencentes ao protozooplâncton (dinoflagelados, foraminíferos, radiolários e tintinídeos) e à classe dos Copepoda (náuplios, juvenis e adultos). Copepoda destacou-se com cerca de 60 espécies, dentre as quais Aetideus australis e Aetideus giesbrechti foram registradas pela primeira vez para o Brasil e o ASPSP, respectivamente. Foi observada uma estratificação na coluna d’água em duas camadas (acima e abaixo da termoclina) diferentes significativamente uma da outra: superfície (L1, L2 e L3) e subsuperfície (L4 e L5). Os organismos puderam ser separados em três grupos: os que se distribuíram por toda coluna d’água (Dinoflagelados, Copepoda (Náuplio), Oithona spp., Oncaea spp.), os que ocorreram em águas superficiais (Clausocalanus furcatus, Farranula gracilis, Appendicularia) e os que parecem evitar águas acima da termoclina média (Ostracoda, Aetideus spp., Haloptilus spp.). Através do uso da WMD (Weighted Mean Depth), não foi identificado um padrão típico de migração vertical diária em nenhum taxa no presente estudo, fato já mencionado para organismos de classes de tamanho menores, sendo geralmente o padrão de migração vertical atribuído a organismos zooplanctônicos de classes de tamanho maior. Não foram observadas diferenças significativas entre os períodos diurno e noturno bem como não foi observada uma variação temporal nem a curto (C2 ≠ C3) nem a longo prazo (C1 ≠ C2 e C3). Deste modo, esta dissertação descreve, pela primeira vez, padrões de distribuição vertical dos principais taxa e constata a ausência de padrões de MVD em organismos microzooplanctônicos no ASPSP. Além disso, mostra a alta diversidade destes organismos neste ambiente oceânico tropical, destacando a necessidade do desenvolvimento de mais estudos envolvendo a estrutura básica desta comunidade.This dissertation consists of two manuscripts. The first was designed with the intuite of answer the main objective of the dissertation: characterize the vertical migration of microzooplankton of Saint Peter and Saint Paul Archipelago (SPSPA). From the samples analised, it was still possible to obtain an additional manuscript, recording the firt occurrence of Aetideus australis to Brazil e Aetideus giesbrechti to SPSPA. For this, diurnal and nocturnal sampling were carried out in three campaigns (C1: June/2010; C2: September/2011; C3: October/2011), in two fixed stations, one in the East (S1) and another to the West (S2) from SPSPA. Vertical hauls with plankton net with a closing system Nansen type and mesh size of 64 μm were made, considering five predetermined layers of 20 m. (L1: 0-20 m, L2: 20-40 m, L3: 40-60 m, L4: 60-80 m and L5: 80-100 m). Additionally, to characterize the thermohaline structure, CTD profiles were obtained from surface to 100 m depth; and vertical profiles were carried out using a Self Contained Autonomous MicroProfiler SCAMP in C1 to obtain data of chlorophyll-a. To obtain data of chlorophyll-a in C2 and C3, water was collected with the support of a Niskin bottle. A chlorophyll-a subsurface peak of this parameter was observed at approximately at 70 m depth. Species diversity was very high (3.60 ± 0.36 bits.ind-1 ), being identified 102 taxa, considering the smallest taxonomic unit possible to be identified. These taxa have been represented by 9 Phyla (Dinophyta, Ciliophora, Protozoa, Cnidaria, Annelida, Mollusca, Arthropoda, Chaetognatha, Chordata). Among these, predominated organisms belonging to protozooplankton (dinoflagellates, foraminiferans, radiolarians and tintinnids) and to Copepoda (nauplii, juveniles and adults). Copepoda showed highest richness with 60 species, among which Aetideus australis e Aetideus giesbrechti was register for the first time to Brazil and SPSPA, respectively. A stratification was observed in the water column separing in two layers (above and below the thermocline) significantly different from each other: surface (L1, L2 and L3) and subsurface (L4 and L5). The organisms presented three groups: those who was distributed throughout the water column (Dinoflagellates, Copepoda – nauplius –, Oithona spp., Oncaea spp.), those who occurred in superficial waters (Clausocalanus furcatus, Farranula gracilis, Appendicularia) and those that seem to avoid water above the medium thermocline (Ostracoda, Aetideus spp., Haloptilus spp.). Through the use of WMD (Weighted Mean Depth), it was not identified a typical pattern of daily vertical migration (DVM) to none taxa in the present study. This fact was already mentioned to organisms of smaller size classes, as vertical migration pattern being generally attributed to zooplanktonic organisms of larger size. No significant differences were observed between day and night periods and it was not observed a temporal variation nor at short (C2 ≠ C3) or long term (C1 ≠ C2 e C3). Thus, this work describes, for the first time, patterns of vertical distribution of the main taxa and notes the lack of patterns of DVM in microzooplanktonic organisms in the SPSPA. Furthermore, it shows the high diversity of these organisms in this tropical ocean environment, highlighting the need to develop more studies involving the basic structure of this community.Universidade Federal de PernambucoUFPEBrasilPrograma de Pos Graduacao em OceanografiaLEITÃO, Sigrid NeumannMELO, Pedro Augusto Mendes de CastroCORREIA, Érika Pinho2017-05-25T17:32:09Z2017-05-25T17:32:09Z2014info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/18920porAttribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Brazilhttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/info:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional da UFPEinstname:Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)instacron:UFPE2019-10-25T22:53:05Zoai:repositorio.ufpe.br:123456789/18920Repositório InstitucionalPUBhttps://repositorio.ufpe.br/oai/requestattena@ufpe.bropendoar:22212019-10-25T22:53:05Repositório Institucional da UFPE - Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)false |
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A presente dissertação é composta por dois manuscritos. O primeiro foi elaborado com o intuito de responder ao objetivo principal da dissertação: caracterizar a migração vertical do microzooplâncton do Arquipélago de São Pedro e São Paulo (ASPSP). A partir das amostras analisadas, ainda foi possível obter um manuscrito adicional, registrando a primeira ocorrência de Aetideus australis para o Brasil e Aetideus giesbrechti para o ASPSP. Para isto, foram realizadas coletas diurnas e noturnas em três campanhas (C1: junho de 2010; C2: setembro de 2011; C3: outubro de 2011), em duas estações fixas, uma a leste (E1) e outra a oeste (E2) do ASPSP. Foram feitos arrastos verticais com rede de plâncton com sistema de fechamento tipo Nansen e malha com abertura de 64 μm, em cinco camadas pré-determinadas de 20 metros, até 100 m de profundidade (L1: 0-20 m, L2: 20-40 m, L3: 40-60 m, L4: 60-80 m e L5: 80-100 m). Adicionalmente, para caracterizar a estrutura termohalina, foram obtidos perfis com um CTD da superfície até 100 m; ainda, foram realizados perfis verticais através de sonda perfiladora SCAMP para obtenção de dados de clorofila-a em C1. Para obter os dados de clorofila-a em C2 e C3, foi coletada água com auxílio de uma garrafa de Niskin. Foi observado um pico subsuperficial deste parâmetro aproximadamente a 70 m de profundidade. A diversidade de espécies foi muito alta (3,60 ± 0,36 bits.ind-1 ), sendo identificados 102 taxa, considerando a menor unidade taxonômica possível de se identificar. Estes taxa estiveram representados por 9 Filos (Dinophyta, Ciliophora, Protozoa, Cnidaria, Annelida, Mollusca, Arthropoda, Chaetognatha, Chordata), com predomínio de organismos pertencentes ao protozooplâncton (dinoflagelados, foraminíferos, radiolários e tintinídeos) e à classe dos Copepoda (náuplios, juvenis e adultos). Copepoda destacou-se com cerca de 60 espécies, dentre as quais Aetideus australis e Aetideus giesbrechti foram registradas pela primeira vez para o Brasil e o ASPSP, respectivamente. Foi observada uma estratificação na coluna d’água em duas camadas (acima e abaixo da termoclina) diferentes significativamente uma da outra: superfície (L1, L2 e L3) e subsuperfície (L4 e L5). Os organismos puderam ser separados em três grupos: os que se distribuíram por toda coluna d’água (Dinoflagelados, Copepoda (Náuplio), Oithona spp., Oncaea spp.), os que ocorreram em águas superficiais (Clausocalanus furcatus, Farranula gracilis, Appendicularia) e os que parecem evitar águas acima da termoclina média (Ostracoda, Aetideus spp., Haloptilus spp.). Através do uso da WMD (Weighted Mean Depth), não foi identificado um padrão típico de migração vertical diária em nenhum taxa no presente estudo, fato já mencionado para organismos de classes de tamanho menores, sendo geralmente o padrão de migração vertical atribuído a organismos zooplanctônicos de classes de tamanho maior. Não foram observadas diferenças significativas entre os períodos diurno e noturno bem como não foi observada uma variação temporal nem a curto (C2 ≠ C3) nem a longo prazo (C1 ≠ C2 e C3). Deste modo, esta dissertação descreve, pela primeira vez, padrões de distribuição vertical dos principais taxa e constata a ausência de padrões de MVD em organismos microzooplanctônicos no ASPSP. Além disso, mostra a alta diversidade destes organismos neste ambiente oceânico tropical, destacando a necessidade do desenvolvimento de mais estudos envolvendo a estrutura básica desta comunidade. |
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