"Por nós, para nós, sobre nós": o processo de construção do pertencimento racial negro em estudantes cotistas da UFPE

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: OLIVEIRA JÚNIOR, Lenivaldo Idalino de
Orientador(a): CUNHA, Kátia da Silva
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso embargado
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Pernambuco
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pos Graduacao em Educacao Contemporanea / CAA
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/67951
Resumo: Desde 2019 a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) passou a implementar, nos editais de seleção discente dos Cursos de Graduação, o processo de verificação da autodeclaração de pretos(as) e pardos(as) a fim de selecionar candidatos(as) detentores legítimos dos direitos das políticas de ações afirmativas para população negra. Sabemos que a construção do pertencimento racial negro está diretamente vinculada às memórias e experiências vivenciadas pelos povos de origem africana e afrodiaspóricas e às características fenotípicas que são inerentes a esta categoria racial. Entretanto, boa parte da população brasileira não se reconhece enquanto negro(a), pois muitas vezes não percebem a origem de sua ancestralidade e se afastam do seu fenótipo, contribuindo para não percepção do racismo existente em nossa sociedade. Pensando nesta problemática, esta pesquisa objetiva compreender o processo de construção do pertencimento racial negro em estudantes cotistas ingressantes na UFPE após a implementação da Comissão de Heteroidentificação, destacando suas experiências, resistências e estratégias de empoderamento, buscando investigar (1) como as experiências educativas vivenciadas na escola e nos movimentos sociais fortalecem a construção do pertencimento racial negro, (2) qual o impacto da marginalidade e da centralidade na construção do pertencimento racial negro, considerando a relação entre raça e racismo e (3) quais os nível de consciência afrocêntrica entre os sujeitos e seu impacto na construção do pertencimento racial negro, levando em conta seu empoderamento e apreensão da agência. Escolhemos como lócus da pesquisa a Educação Básica do Estado de Pernambuco, a partir da análise das histórias de vida dos estudantes negros cotistas ingressantes nos Cursos de Graduação da UFPE a partir de 2019. Para tanto, utilizamos como aporte teórico a Afrocentricidade, sistematizada pelo filósofo Molefi Kete Asante (2014), em diálogo com os conceitos de Quilombismo de Abdias do Nascimento (2019) e de Amefricanidade de Lélia Gonzalez (2020), pois entendemos que pesquisas sobre a temática racial precisam de um olhar afrocentrado, que coloque a experiência negra no centro da sua própria história. Nesse sentido, escolhemos como lente metodológica a Afronografia, desenvolvida por Asante (2005). Utilizamos a História Oral como técnica de coleta para as entrevistas narrativas realizadas com nossos participantes e desenvolvemos o Afropercurso para analisar os dados produzidos na pesquisa de campo, alinhando se à teoria aplicada. Levantamos como hipótese que apesar de importante no processo educativo, a escola, mesmo após vinte anos da aprovação da Lei nº 10.639/2003, pouco contribui para o processo de reconhecimento acerca do ser negro no Brasil e defendemos a tese de que a participação ativa de estudantes da Educação Básica em movimentos sociais que discutem a temática racial promove a construção de um pertencimento racial negro positivo, atuando como um fator mediador na superação da internalização do racismo e consolidando novas formas de ativismo político e cultural. Ao final da pesquisa, percebemos, a partir das narrativas, que o pertencimento racial negro se construiu majoritariamente por meio de experiências de racismo e da atuação em movimentos sociais, e não pelo currículo escolar vivenciado na sala de aula.
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Sabemos que a construção do pertencimento racial negro está diretamente vinculada às memórias e experiências vivenciadas pelos povos de origem africana e afrodiaspóricas e às características fenotípicas que são inerentes a esta categoria racial. Entretanto, boa parte da população brasileira não se reconhece enquanto negro(a), pois muitas vezes não percebem a origem de sua ancestralidade e se afastam do seu fenótipo, contribuindo para não percepção do racismo existente em nossa sociedade. Pensando nesta problemática, esta pesquisa objetiva compreender o processo de construção do pertencimento racial negro em estudantes cotistas ingressantes na UFPE após a implementação da Comissão de Heteroidentificação, destacando suas experiências, resistências e estratégias de empoderamento, buscando investigar (1) como as experiências educativas vivenciadas na escola e nos movimentos sociais fortalecem a construção do pertencimento racial negro, (2) qual o impacto da marginalidade e da centralidade na construção do pertencimento racial negro, considerando a relação entre raça e racismo e (3) quais os nível de consciência afrocêntrica entre os sujeitos e seu impacto na construção do pertencimento racial negro, levando em conta seu empoderamento e apreensão da agência. Escolhemos como lócus da pesquisa a Educação Básica do Estado de Pernambuco, a partir da análise das histórias de vida dos estudantes negros cotistas ingressantes nos Cursos de Graduação da UFPE a partir de 2019. Para tanto, utilizamos como aporte teórico a Afrocentricidade, sistematizada pelo filósofo Molefi Kete Asante (2014), em diálogo com os conceitos de Quilombismo de Abdias do Nascimento (2019) e de Amefricanidade de Lélia Gonzalez (2020), pois entendemos que pesquisas sobre a temática racial precisam de um olhar afrocentrado, que coloque a experiência negra no centro da sua própria história. Nesse sentido, escolhemos como lente metodológica a Afronografia, desenvolvida por Asante (2005). Utilizamos a História Oral como técnica de coleta para as entrevistas narrativas realizadas com nossos participantes e desenvolvemos o Afropercurso para analisar os dados produzidos na pesquisa de campo, alinhando se à teoria aplicada. Levantamos como hipótese que apesar de importante no processo educativo, a escola, mesmo após vinte anos da aprovação da Lei nº 10.639/2003, pouco contribui para o processo de reconhecimento acerca do ser negro no Brasil e defendemos a tese de que a participação ativa de estudantes da Educação Básica em movimentos sociais que discutem a temática racial promove a construção de um pertencimento racial negro positivo, atuando como um fator mediador na superação da internalização do racismo e consolidando novas formas de ativismo político e cultural. Ao final da pesquisa, percebemos, a partir das narrativas, que o pertencimento racial negro se construiu majoritariamente por meio de experiências de racismo e da atuação em movimentos sociais, e não pelo currículo escolar vivenciado na sala de aula.Since 2019, the Federal University of Pernambuco (UFPE) has implemented, in the student selection notices for Undergraduate Courses, the process of verification of the self-declaration of Black (pretos) and Brown (pardos) individuals in order to select candidates who are legitimate right-holders of affirmative action policies for the Black population. It is known that the construction of Black racial belonging is directly linked to the memories and experiences lived by people of African and Afro-diasporic origin and to the phenotypic characteristics that are inherent to this racial category. However, a large part of the Brazilian population does not recognize themselves as Black, as they often do not perceive the origin of their ancestry and distance themselves from their phenotype, contributing to the non-perception of the racism existing in our society. Thinking about this problem, this research aims to understand the process of construction of Black racial belonging in quota-holding students entering UFPE after the implementation of the Hetero-identification Commission, highlighting their experiences, resistances, and empowerment strategies, seeking to investigate (1) how the educational experiences lived in school and in social movements strengthen the construction of Black racial belonging, (2) what is the impact of marginality and centrality in the construction of Black racial belonging, considering the relationship between race and racism, and (3) what are the levels of Afrocentric consciousness among the subjects and its impact on the construction of Black racial belonging, taking into account their empowerment and apprehension of agency. We chose the Basic Education of the State of Pernambuco as the research locus, based on the analysis of the life histories of Black quota students entering Undergraduate Courses at UFPE from 2019 onwards. To this end, we used Afrocentricity as a theoretical contribution, systematized by the philosopher Molefi Kete Asante (2014), in dialogue with the concepts of Quilombismo by Abdias do Nascimento (2019) and Amefricanidade by Lélia Gonzalez (2020), as we understand that research on the racial theme requires an Afro-centered perspective, which places the Black experience at the center of its own history. In this sense, we chose Afronography, developed by Asante (2005), as a methodological lens. We used Oral History as a collection technique for the narrative interviews conducted with our participants and developed the Afropercurso (Afro pathway) to analyze the data produced in the field research, aligning with the applied theory. We hypothesize that, despite being important in the educational process, the school, even twenty years after the approval of Law No. 10.639/2003, contributes little to the process of recognition about being Black in Brazil, and we defend the thesis that the active participation of Basic Education students in social movements that discuss the racial theme promotes the construction of a positive Black racial belonging, acting as a mediating factor in overcoming the internalization of racism and consolidating new forms of political and cultural activism. At the end of the research, we perceived, from the narratives, that Black racial belonging was built mostly through experiences of racism and action in social movements, and not through the school curriculum experienced in the classroom.porUniversidade Federal de PernambucoPrograma de Pos Graduacao em Educacao Contemporanea / CAAUFPEBrasilhttps://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/info:eu-repo/semantics/embargoedAccessPertencimento racial negroTeoria da afrocentricidadePolíticas de ações afirmativasEducação das relações étnico-raciais"Por nós, para nós, sobre nós": o processo de construção do pertencimento racial negro em estudantes cotistas da UFPEinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisdoutoradoreponame:Repositório Institucional da UFPEinstname:Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)instacron:UFPETEXTTESE Lenivaldo Idalino de Oliveira Junior.pdf.txtTESE Lenivaldo Idalino de Oliveira Junior.pdf.txtExtracted texttext/plain1007890https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/67951/3/TESE%20Lenivaldo%20Idalino%20de%20Oliveira%20Junior.pdf.txtb02aa7e082e66a1be5991601437537bcMD53THUMBNAILTESE Lenivaldo Idalino de Oliveira Junior.pdf.jpgTESE Lenivaldo Idalino de Oliveira Junior.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg1221https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/67951/4/TESE%20Lenivaldo%20Idalino%20de%20Oliveira%20Junior.pdf.jpg2393c1a40ebc7fbc07cf1e3c805d7a8fMD54LICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; 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