O tempo do trabalho das empregadas domésticas : tensões entre dominação/exploração e resistência

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2009
Autor(a) principal: AVILA, Maria Betânia De Melo
Orientador(a): CAVALCANTI, Josefa Salete Barbosa
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Pernambuco
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/9427
Resumo: Nesta tese, o trabalho doméstico é analisado a partir das práticas das empregadas domésticas, uma das maiores categorias de trabalhadoras no Brasil. Os conceitos de divisão sexual do trabalho e trabalho doméstico são referências para a reflexão teórica desenvolvida e a análise dos dados empíricos. A noção de vida cotidiana é tomada como parte dessa reflexão e como um caminho metodológico através do qual a relação entre tempo do trabalho remunerado e não remunerado e cotidiano ganha sentido. No caso das empregadas domésticas, as práticas de trabalho que formam sua jornada como trabalhadoras se constroem especificamente no trabalho reprodutivo, o que coloca questões próprias para a organização do cotidiano. Partindo da análise dos ritmos e dinâmicas nas práticas do trabalho doméstico remunerado e não remunerado, o meu objetivo foi compreender como as mulheres que estão inseridas nesta relação enfrentam as tensões cotidianas em torno dos usos do tempo e as formas de resistência que engendram em resposta à dominação/exploração do tempo do trabalho doméstico, o que implicou analisar a relação entre as tensões no uso do tempo para o trabalho doméstico e a construção do sujeito político. Além da revisão bibliográfica e levantamento de dados secundários, foi realizada pesquisa de campo com empregadas domésticas sindicalizadas e não sindicalizadas da Região Metropolitana do Recife - RMR, utilizando-se técnicas próprias da pesquisa qualitativa. Os resultados desvelam a existência de uma jornada de trabalho extensiva, intensiva e intermitente gerada na esfera do trabalho reprodutivo e que determina a organização social do tempo no cotidiano das empregadas domésticas. Desvelam, também, tensões que se expressam em diferentes níveis em torno dos usos do tempo que emergem das contradições dessas relações de trabalho, a partir das quais se engendram formas de resistência. As formas de resistência são tanto individuais como coletivas
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No caso das empregadas domésticas, as práticas de trabalho que formam sua jornada como trabalhadoras se constroem especificamente no trabalho reprodutivo, o que coloca questões próprias para a organização do cotidiano. Partindo da análise dos ritmos e dinâmicas nas práticas do trabalho doméstico remunerado e não remunerado, o meu objetivo foi compreender como as mulheres que estão inseridas nesta relação enfrentam as tensões cotidianas em torno dos usos do tempo e as formas de resistência que engendram em resposta à dominação/exploração do tempo do trabalho doméstico, o que implicou analisar a relação entre as tensões no uso do tempo para o trabalho doméstico e a construção do sujeito político. Além da revisão bibliográfica e levantamento de dados secundários, foi realizada pesquisa de campo com empregadas domésticas sindicalizadas e não sindicalizadas da Região Metropolitana do Recife - RMR, utilizando-se técnicas próprias da pesquisa qualitativa. Os resultados desvelam a existência de uma jornada de trabalho extensiva, intensiva e intermitente gerada na esfera do trabalho reprodutivo e que determina a organização social do tempo no cotidiano das empregadas domésticas. Desvelam, também, tensões que se expressam em diferentes níveis em torno dos usos do tempo que emergem das contradições dessas relações de trabalho, a partir das quais se engendram formas de resistência. 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