Topoanálise de uma paisagem fronteiriça. A poesia de Joaquim Cardozo e de Moreira Campos e a experiência moderna no Nordeste brasileiro
| Ano de defesa: | 2025 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
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| Instituição de defesa: |
Universidade Federal de Pernambuco
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| Programa de Pós-Graduação: |
Programa de Pos Graduacao em Letras
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Não Informado pela instituição
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| País: |
Brasil
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/68445 |
Resumo: | Esta dissertação investiga as aproximações temáticas e estilísticas entre as formações líricas de Joaquim Cardozo e Moreira Campos, a partir da análise de suas obras inaugurais Poemas (1947) e Momentos (1976). O estudo busca compreender como ambos os poetas elaboram, por meio de uma linguagem lírica própria, uma reflexão sobre a modernidade nordestina em processo de urbanização durante o século XX. A pesquisa propõe-se a identificar de que modo as transformações urbanas de Recife e Fortaleza influenciaram suas representações poéticas do espaço e do sujeito moderno. O percurso teórico-metodológico parte da topoanálise, conforme delineada por Ozíris Borges Filho (2007), como instrumento de leitura que articula espaço, subjetividade, experiência poética e a noção de fronteira. A partir de Gaston Bachelard (2000), mobiliza-se a noção de imagem poética como elemento que expressa o entrelaçamento entre memória, devaneio e habitar. Walter Benjamin (1994) fundamenta a reflexão sobre a experiência moderna como vivência fragmentada, revelada nas ruínas, nos resíduos e na perda da aura urbana. Por fim, Marcos Siscar (2010) orienta o debate sobre o discurso de crise que atravessa a modernidade lírica e estrutura a tensão entre tradição e ruptura nas obras analisadas. Os resultados apontam que as poéticas de Cardozo e Campos convergem na denúncia do custo humano e simbólico do progresso, revelando um lirismo melancólico que tensiona o passado e o presente, o local e o universal. Em ambos, a cidade emerge como metáfora da experiência moderna nordestina — mutilada, espectral e fragmentária, mas ainda permeada de resistência estética. Assim, as obras analisadas configuram uma manifestação legítima e original do Regionalismo brasileiro, à luz do projeto freyreano. |
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MACEDO, Weyna Moreirahttp://lattes.cnpq.br/4820163180108318http://lattes.cnpq.br/3317491223320149https://orcid.org/0009-0000-3794-7810https://orcid.org/0000-0001-9001-7786LEITE, Jonas Jefferson de Souza2026-02-19T17:03:10Z2026-02-19T17:03:10Z2025-12-19MACEDO, Weyna Moreira. Topoanálise de uma paisagem fronteiriça. A poesia de Joaquim Cardozo e de Moreira Campos e a experiência moderna no Nordeste brasileiro. 2025. Dissertação (Mestrado em Letras) - Universidade Federal de Pernambuco, Recife, 2025.https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/68445Esta dissertação investiga as aproximações temáticas e estilísticas entre as formações líricas de Joaquim Cardozo e Moreira Campos, a partir da análise de suas obras inaugurais Poemas (1947) e Momentos (1976). O estudo busca compreender como ambos os poetas elaboram, por meio de uma linguagem lírica própria, uma reflexão sobre a modernidade nordestina em processo de urbanização durante o século XX. A pesquisa propõe-se a identificar de que modo as transformações urbanas de Recife e Fortaleza influenciaram suas representações poéticas do espaço e do sujeito moderno. O percurso teórico-metodológico parte da topoanálise, conforme delineada por Ozíris Borges Filho (2007), como instrumento de leitura que articula espaço, subjetividade, experiência poética e a noção de fronteira. A partir de Gaston Bachelard (2000), mobiliza-se a noção de imagem poética como elemento que expressa o entrelaçamento entre memória, devaneio e habitar. Walter Benjamin (1994) fundamenta a reflexão sobre a experiência moderna como vivência fragmentada, revelada nas ruínas, nos resíduos e na perda da aura urbana. Por fim, Marcos Siscar (2010) orienta o debate sobre o discurso de crise que atravessa a modernidade lírica e estrutura a tensão entre tradição e ruptura nas obras analisadas. Os resultados apontam que as poéticas de Cardozo e Campos convergem na denúncia do custo humano e simbólico do progresso, revelando um lirismo melancólico que tensiona o passado e o presente, o local e o universal. Em ambos, a cidade emerge como metáfora da experiência moderna nordestina — mutilada, espectral e fragmentária, mas ainda permeada de resistência estética. Assim, as obras analisadas configuram uma manifestação legítima e original do Regionalismo brasileiro, à luz do projeto freyreano.This dissertation investigates the thematic and stylistic convergences between the lyrical formations of Joaquim Cardozo and Moreira Campos, based on the analysis of their inaugural works Poemas (1947) and Momentos (1976). The study seeks to understand how both poets, through its own lyrical language, construct a reflection on Northeastern modernity amid the urbanization processes of the twentieth century. The research aims to identify how the urban transformations of Recife and Fortaleza influenced their poetic representations of space and of the modern subject. The theoretical and methodological approach is grounded in topoanalysis, as delineated by Ozíris Borges Filho (2007), used as a reading instrument that articulates space, subjectivity, poetic experience, and the notion of frontier. Drawing on Gaston Bachelard (2000), the notion of the poetic image is mobilized as an element that expresses the intertwining of memory, reverie, and dwelling. Walter Benjamin (1994) supports the reflection on modern experience as a fragmented condition, revealed through ruins, residues, and the loss of urban aura. Finally, Marcos Siscar (2010) guides the discussion of the discourse of crisis that permeates modern lyricism and structures the tension between tradition and rupture in the analyzed works. The results indicate that the poetics of Cardozo and Campos converge in denouncing the human and symbolic cost of progress, revealing a melancholic lyricism that mediates between past and present, local and universal. In both, the city emerges as a metaphor for modern northeastern experience — mutilated, spectral, and fragmentary, yet still imbued with aesthetic resistance. Thus, the analyzed works constitute a legitimate and original manifestation of Brazilian Regionalism, understood through the lens of Gilberto Freyre’s intellectual project.porUniversidade Federal de PernambucoPrograma de Pos Graduacao em LetrasUFPEBrasilhttps://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/info:eu-repo/semantics/openAccessPoesia modernaJoaquim CardozoMoreira CamposTopoanálise de uma paisagem fronteiriça. A poesia de Joaquim Cardozo e de Moreira Campos e a experiência moderna no Nordeste brasileiroinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesismestradoreponame:Repositório Institucional da UFPEinstname:Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)instacron:UFPELICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; charset=utf-82362https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/68445/2/license.txt5e89a1613ddc8510c6576f4b23a78973MD52ORIGINALDISSERTAÇÃO Weyna Moreira Macedo.pdfDISSERTAÇÃO Weyna Moreira Macedo.pdfapplication/pdf1200083https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/68445/1/DISSERTA%c3%87%c3%83O%20Weyna%20Moreira%20Macedo.pdff74693b21afd1549de22c7dd48b3f761MD51TEXTDISSERTAÇÃO Weyna Moreira Macedo.pdf.txtDISSERTAÇÃO Weyna Moreira Macedo.pdf.txtExtracted texttext/plain458365https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/68445/3/DISSERTA%c3%87%c3%83O%20Weyna%20Moreira%20Macedo.pdf.txtc743f08de7e3dd04977f0823aaa740bdMD53THUMBNAILDISSERTAÇÃO Weyna Moreira Macedo.pdf.jpgDISSERTAÇÃO Weyna Moreira Macedo.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg1281https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/68445/4/DISSERTA%c3%87%c3%83O%20Weyna%20Moreira%20Macedo.pdf.jpg129d2cb0dbfcb547e4394bd45d727790MD54123456789/684452026-02-22 17:08:47.949oai:repositorio.ufpe.br:123456789/68445VGVybW8gZGUgRGVww7NzaXRvIExlZ2FsIGUgQXV0b3JpemHDp8OjbyBwYXJhIFB1YmxpY2l6YcOnw6NvIGRlIERvY3VtZW50b3Mgbm8gUmVwb3NpdMOzcmlvIERpZ2l0YWwgZGEgVUZQRQoKCkRlY2xhcm8gZXN0YXIgY2llbnRlIGRlIHF1ZSBlc3RlIFRlcm1vIGRlIERlcMOzc2l0byBMZWdhbCBlIEF1dG9yaXphw6fDo28gdGVtIG8gb2JqZXRpdm8gZGUgZGl2dWxnYcOnw6NvIGRvcyBkb2N1bWVudG9zIGRlcG9zaXRhZG9zIG5vIFJlcG9zaXTDs3JpbyBEaWdpdGFsIGRhIFVGUEUgZSBkZWNsYXJvIHF1ZToKCkkgLSBvcyBkYWRvcyBwcmVlbmNoaWRvcyBubyBmb3JtdWzDoXJpbyBkZSBkZXDDs3NpdG8gc8OjbyB2ZXJkYWRlaXJvcyBlIGF1dMOqbnRpY29zOwoKSUkgLSAgbyBjb250ZcO6ZG8gZGlzcG9uaWJpbGl6YWRvIMOpIGRlIHJlc3BvbnNhYmlsaWRhZGUgZGUgc3VhIGF1dG9yaWE7CgpJSUkgLSBvIGNvbnRlw7pkbyDDqSBvcmlnaW5hbCwgZSBzZSBvIHRyYWJhbGhvIGUvb3UgcGFsYXZyYXMgZGUgb3V0cmFzIHBlc3NvYXMgZm9yYW0gdXRpbGl6YWRvcywgZXN0YXMgZm9yYW0gZGV2aWRhbWVudGUgcmVjb25oZWNpZGFzOwoKSVYgLSBxdWFuZG8gdHJhdGFyLXNlIGRlIG9icmEgY29sZXRpdmEgKG1haXMgZGUgdW0gYXV0b3IpOiB0b2RvcyBvcyBhdXRvcmVzIGVzdMOjbyBjaWVudGVzIGRvIGRlcMOzc2l0byBlIGRlIGFjb3JkbyBjb20gZXN0ZSB0ZXJtbzsKClYgLSBxdWFuZG8gdHJhdGFyLXNlIGRlIFRyYWJhbGhvIGRlIENvbmNsdXPDo28gZGUgQ3Vyc28sIERpc3NlcnRhw6fDo28gb3UgVGVzZTogbyBhcnF1aXZvIGRlcG9zaXRhZG8gY29ycmVzcG9uZGUgw6AgdmVyc8OjbyBmaW5hbCBkbyB0cmFiYWxobzsKClZJIC0gcXVhbmRvIHRyYXRhci1zZSBkZSBUcmFiYWxobyBkZSBDb25jbHVzw6NvIGRlIEN1cnNvLCBEaXNzZXJ0YcOnw6NvIG91IFRlc2U6IGVzdG91IGNpZW50ZSBkZSBxdWUgYSBhbHRlcmHDp8OjbyBkYSBtb2RhbGlkYWRlIGRlIGFjZXNzbyBhbyBkb2N1bWVudG8gYXDDs3MgbyBkZXDDs3NpdG8gZSBhbnRlcyBkZSBmaW5kYXIgbyBwZXLDrW9kbyBkZSBlbWJhcmdvLCBxdWFuZG8gZm9yIGVzY29saGlkbyBhY2Vzc28gcmVzdHJpdG8sIHNlcsOhIHBlcm1pdGlkYSBtZWRpYW50ZSBzb2xpY2l0YcOnw6NvIGRvIChhKSBhdXRvciAoYSkgYW8gU2lzdGVtYSBJbnRlZ3JhZG8gZGUgQmlibGlvdGVjYXMgZGEgVUZQRSAoU0lCL1VGUEUpLgoKIApQYXJhIHRyYWJhbGhvcyBlbSBBY2Vzc28gQWJlcnRvOgoKTmEgcXVhbGlkYWRlIGRlIHRpdHVsYXIgZG9zIGRpcmVpdG9zIGF1dG9yYWlzIGRlIGF1dG9yIHF1ZSByZWNhZW0gc29icmUgZXN0ZSBkb2N1bWVudG8sIGZ1bmRhbWVudGFkbyBuYSBMZWkgZGUgRGlyZWl0byBBdXRvcmFsIG5vIDkuNjEwLCBkZSAxOSBkZSBmZXZlcmVpcm8gZGUgMTk5OCwgYXJ0LiAyOSwgaW5jaXNvIElJSSwgYXV0b3Jpem8gYSBVbml2ZXJzaWRhZGUgRmVkZXJhbCBkZSBQZXJuYW1idWNvIGEgZGlzcG9uaWJpbGl6YXIgZ3JhdHVpdGFtZW50ZSwgc2VtIHJlc3NhcmNpbWVudG8gZG9zIGRpcmVpdG9zIGF1dG9yYWlzLCBwYXJhIGZpbnMgZGUgbGVpdHVyYSwgaW1wcmVzc8OjbyBlL291IGRvd25sb2FkIChhcXVpc2nDp8OjbykgYXRyYXbDqXMgZG8gc2l0ZSBkbyBSZXBvc2l0w7NyaW8gRGlnaXRhbCBkYSBVRlBFIG5vIGVuZGVyZcOnbyBodHRwOi8vd3d3LnJlcG9zaXRvcmlvLnVmcGUuYnIsIGEgcGFydGlyIGRhIGRhdGEgZGUgZGVww7NzaXRvLgoKIApQYXJhIHRyYWJhbGhvcyBlbSBBY2Vzc28gUmVzdHJpdG86CgpOYSBxdWFsaWRhZGUgZGUgdGl0dWxhciBkb3MgZGlyZWl0b3MgYXV0b3JhaXMgZGUgYXV0b3IgcXVlIHJlY2FlbSBzb2JyZSBlc3RlIGRvY3VtZW50bywgZnVuZGFtZW50YWRvIG5hIExlaSBkZSBEaXJlaXRvIEF1dG9yYWwgbm8gOS42MTAgZGUgMTkgZGUgZmV2ZXJlaXJvIGRlIDE5OTgsIGFydC4gMjksIGluY2lzbyBJSUksIGF1dG9yaXpvIGEgVW5pdmVyc2lkYWRlIEZlZGVyYWwgZGUgUGVybmFtYnVjbyBhIGRpc3BvbmliaWxpemFyIGdyYXR1aXRhbWVudGUsIHNlbSByZXNzYXJjaW1lbnRvIGRvcyBkaXJlaXRvcyBhdXRvcmFpcywgcGFyYSBmaW5zIGRlIGxlaXR1cmEsIGltcHJlc3PDo28gZS9vdSBkb3dubG9hZCAoYXF1aXNpw6fDo28pIGF0cmF2w6lzIGRvIHNpdGUgZG8gUmVwb3NpdMOzcmlvIERpZ2l0YWwgZGEgVUZQRSBubyBlbmRlcmXDp28gaHR0cDovL3d3dy5yZXBvc2l0b3Jpby51ZnBlLmJyLCBxdWFuZG8gZmluZGFyIG8gcGVyw61vZG8gZGUgZW1iYXJnbyBjb25kaXplbnRlIGFvIHRpcG8gZGUgZG9jdW1lbnRvLCBjb25mb3JtZSBpbmRpY2FkbyBubyBjYW1wbyBEYXRhIGRlIEVtYmFyZ28uCg==Repositório InstitucionalPUBhttps://repositorio.ufpe.br/oai/requestattena@ufpe.bropendoar:22212026-02-22T20:08:47Repositório Institucional da UFPE - Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)false |
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