Exportação concluída — 

Eu sou o que vejo : o caminhar como expressão estética da paisagem na poética de Joaquim Cardozo

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2021
Autor(a) principal: SANTANA, Wilck Camilo Ferreira de
Orientador(a): ANDRADE, Brenda Carlos de
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Pernambuco
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pos Graduacao em Letras
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/46339
Resumo: Esta dissertação tem como tema o caminhar na construção poética da paisagem no livro Poemas, de Joaquim Cardozo, poeta recifense. Considerando que caminhar é uma maneira de revisitar e (re)construir espaços, temporalidades e experiências, o objetivo geral do trabalho é estabelecer, por meio da figura do poeta como caminhante, relações entre o literário, o social e o simbólico, arrolando poesia e paisagem. No esforço de estabelecer associações entre a memória, o texto poético e o espaço, a pesquisa está norteada em torno da ideia de paisagem, e de sua representação, definida pelo crítico e teórico Michel Collot (2013). Na sua perspectiva, a transformação da apreensão espacial, perpetrada por Baudelaire, renovou as formas de captar as paisagens que marcam a poética vanguardista. Poemas, produzido entre as décadas de 1920 e 1940, logra captar traços desta lírica moderna. Esta leitura, então, defende que o modernismo cardoziano articula elementos do Regionalismo de 1926, que particulariza aspectos estéticos e civilizatórios do regional enquanto faceta de um país – para além do seu eixo sulista, mas longe de representar um rechaço aos movimentos cosmopolitas de sua época; com elementos da poesia vanguardista expressionista, criando paisagens de um Recife que se afirmava particular e fantasmagórico, regional e universal, resvalado por um jogo de luz e sombra. Neste sentido, foi de suma importância o diálogo com autores que tangenciam questões relativas à lírica moderna, como é o caso de Friedrich (1978); bem como o conceito de imagem apoiado em Bosi (2000) e Paz (1996); assim como dos que trazem à baila pontos concernentes ao Regionalismo, com apoio nas ideias de Barros (2015) e Freyre (1996). Para a exploração de traços expressionistas, buscou-se sublinhar, na leitura dos poemas, elementos desta estética por meio do pensamento de estudiosos como Cardinal (1984), Eisner (1985) e Wolf (2004). Em suma, caminhar, para este trabalho, é uma forma de ler, e a paisagem da memória e da imaginação torna-se um texto. É, pois, da prática criativa do caminhar que é feito o livro que marca a estreia de Joaquim Cardozo na poesia, representando uma expressão da experiência no mundo, com a tradição regional, e com formas impressas no método de observar.
id UFPE_0c7280b2f0846e450c87c8d724c6adca
oai_identifier_str oai:repositorio.ufpe.br:123456789/46339
network_acronym_str UFPE
network_name_str Repositório Institucional da UFPE
repository_id_str
spelling SANTANA, Wilck Camilo Ferreira dehttp://lattes.cnpq.br/1501445377388053http://lattes.cnpq.br/3020775163633086ANDRADE, Brenda Carlos de2022-09-12T14:44:10Z2022-09-12T14:44:10Z2021-08-23SANTANA, Wilck Camilo Ferreira de. Eu sou o que vejo: o caminhar como expressão estética da paisagem na poética de Joaquim Cardozo. 2021. Dissertação (Mestrado em Letras) - Universidade Federal de Pernambuco, Recife, 2021.https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/46339Esta dissertação tem como tema o caminhar na construção poética da paisagem no livro Poemas, de Joaquim Cardozo, poeta recifense. Considerando que caminhar é uma maneira de revisitar e (re)construir espaços, temporalidades e experiências, o objetivo geral do trabalho é estabelecer, por meio da figura do poeta como caminhante, relações entre o literário, o social e o simbólico, arrolando poesia e paisagem. No esforço de estabelecer associações entre a memória, o texto poético e o espaço, a pesquisa está norteada em torno da ideia de paisagem, e de sua representação, definida pelo crítico e teórico Michel Collot (2013). Na sua perspectiva, a transformação da apreensão espacial, perpetrada por Baudelaire, renovou as formas de captar as paisagens que marcam a poética vanguardista. Poemas, produzido entre as décadas de 1920 e 1940, logra captar traços desta lírica moderna. Esta leitura, então, defende que o modernismo cardoziano articula elementos do Regionalismo de 1926, que particulariza aspectos estéticos e civilizatórios do regional enquanto faceta de um país – para além do seu eixo sulista, mas longe de representar um rechaço aos movimentos cosmopolitas de sua época; com elementos da poesia vanguardista expressionista, criando paisagens de um Recife que se afirmava particular e fantasmagórico, regional e universal, resvalado por um jogo de luz e sombra. Neste sentido, foi de suma importância o diálogo com autores que tangenciam questões relativas à lírica moderna, como é o caso de Friedrich (1978); bem como o conceito de imagem apoiado em Bosi (2000) e Paz (1996); assim como dos que trazem à baila pontos concernentes ao Regionalismo, com apoio nas ideias de Barros (2015) e Freyre (1996). Para a exploração de traços expressionistas, buscou-se sublinhar, na leitura dos poemas, elementos desta estética por meio do pensamento de estudiosos como Cardinal (1984), Eisner (1985) e Wolf (2004). Em suma, caminhar, para este trabalho, é uma forma de ler, e a paisagem da memória e da imaginação torna-se um texto. É, pois, da prática criativa do caminhar que é feito o livro que marca a estreia de Joaquim Cardozo na poesia, representando uma expressão da experiência no mundo, com a tradição regional, e com formas impressas no método de observar.CNPqEsta disertación estudia el tema del caminar en la construcción poética del paisaje en el libro Poemas, de Joaquim Cardozo, poeta recifense. Considerando que caminar es una forma de revisitar y (re)construir espacios, temporalidades y vivencias, el objetivo general de la pesquisa es establecer, a través de la figura del poeta como caminante, relaciones entre lo literario, lo social y lo simbólico, relacionando poesía y paisaje. Con la intención de establecer relaciones entre la memoria, el texto poético y el espacio, la investigación se guía en torno a la idea de paisaje, así como de su representación, definida por el historiador y teórico Michel Collot (2013). En su perspectiva, la transformación de la aprehensión del espacio, realizada por Baudelaire, reformuló las formas de plasmar los paisajes que marcaron la poética de vanguardia. Poemas, escrito entre las décadas de 1920 y 1940, logra capturar huellas de esta poética moderna. Por lo tanto, esta lectura sostiene que el modernismo cardoziano articula elementos del Regionalismo de 1926, que particulariza aspectos estéticos y civilizatorios del paisaje regional como faceta de un país – más allá de su eje sur, pero sin la intención de rechazar los movimientos cosmopolitas de su época; con elementos de la poética expresionista, creando paisajes de un Recife particular y fantasmagórico, regional y universal, superpuesto por un juego de luces y sombras. En este sentido, fue de suma importancia el dialogo con autores que abordan temas relacionados con la lírica moderna, como Friedrich (1978); asimismo como el concepto de imagen apoyado en Bosi (2000) y Paz (1996); así como los que plantean puntos sobre el Regionalismo, con respaldo en las ideas de Barros (2015) y Freyre (1996). Para lectura de rasgos expresionistas, destacamos, en la lectura de los poemas, elementos de esta estética a través de estudiosos como Cardinal (1984), Eisner (1985) y Wolf (2004). En conclusión, caminar, para este trabajo, es una forma de leer, y el paisaje de la memoria y de la imaginación se convierte en texto. Es, por lo tanto, de la práctica creativa del caminar que se realiza el libro que lanza Joaquim Cardozo en la poesía, representando una expresión de la experiencia en el mundo, con la tradición regional y con las formas impresas en el modo de observación.porUniversidade Federal de PernambucoPrograma de Pos Graduacao em LetrasUFPEBrasilhttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/info:eu-repo/semantics/openAccessTeoria da LiteraturaMovimento Regionalista - Joaquim CardozoExpressionismoPoesiaPaisagemEu sou o que vejo : o caminhar como expressão estética da paisagem na poética de Joaquim Cardozoinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesismestradoreponame:Repositório Institucional da UFPEinstname:Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)instacron:UFPECC-LICENSElicense_rdflicense_rdfapplication/rdf+xml; charset=utf-8811https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/46339/2/license_rdfe39d27027a6cc9cb039ad269a5db8e34MD52ORIGINALDISSERTAÇÃO Wilck Camilo Ferreira de Santana.pdfDISSERTAÇÃO Wilck Camilo Ferreira de Santana.pdfapplication/pdf1113955https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/46339/1/DISSERTA%c3%87%c3%83O%20Wilck%20Camilo%20Ferreira%20de%20Santana.pdf2582d67ce1a8b075be1eadb156b0a875MD51LICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; charset=utf-82142https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/46339/3/license.txt6928b9260b07fb2755249a5ca9903395MD53TEXTDISSERTAÇÃO Wilck Camilo Ferreira de Santana.pdf.txtDISSERTAÇÃO Wilck Camilo Ferreira de Santana.pdf.txtExtracted texttext/plain342024https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/46339/4/DISSERTA%c3%87%c3%83O%20Wilck%20Camilo%20Ferreira%20de%20Santana.pdf.txt199c5aa6dfb0c19f90d6148b6570dd44MD54THUMBNAILDISSERTAÇÃO Wilck Camilo Ferreira de Santana.pdf.jpgDISSERTAÇÃO Wilck Camilo Ferreira de Santana.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg1185https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/46339/5/DISSERTA%c3%87%c3%83O%20Wilck%20Camilo%20Ferreira%20de%20Santana.pdf.jpg47c1ac76dce6f7dad23e1fc9e0b40c60MD55123456789/463392022-09-13 02:28:07.277oai:repositorio.ufpe.br:123456789/46339VGVybW8gZGUgRGVww7NzaXRvIExlZ2FsIGUgQXV0b3JpemHDp8OjbyBwYXJhIFB1YmxpY2HDp8OjbyBkZSBEb2N1bWVudG9zIG5vIFJlcG9zaXTDs3JpbyBEaWdpdGFsIGRhIFVGUEUKIAoKRGVjbGFybyBlc3RhciBjaWVudGUgZGUgcXVlIGVzdGUgVGVybW8gZGUgRGVww7NzaXRvIExlZ2FsIGUgQXV0b3JpemHDp8OjbyB0ZW0gbyBvYmpldGl2byBkZSBkaXZ1bGdhw6fDo28gZG9zIGRvY3VtZW50b3MgZGVwb3NpdGFkb3Mgbm8gUmVwb3NpdMOzcmlvIERpZ2l0YWwgZGEgVUZQRSBlIGRlY2xhcm8gcXVlOgoKSSAtICBvIGNvbnRlw7pkbyBkaXNwb25pYmlsaXphZG8gw6kgZGUgcmVzcG9uc2FiaWxpZGFkZSBkZSBzdWEgYXV0b3JpYTsKCklJIC0gbyBjb250ZcO6ZG8gw6kgb3JpZ2luYWwsIGUgc2UgbyB0cmFiYWxobyBlL291IHBhbGF2cmFzIGRlIG91dHJhcyBwZXNzb2FzIGZvcmFtIHV0aWxpemFkb3MsIGVzdGFzIGZvcmFtIGRldmlkYW1lbnRlIHJlY29uaGVjaWRhczsKCklJSSAtIHF1YW5kbyB0cmF0YXItc2UgZGUgVHJhYmFsaG8gZGUgQ29uY2x1c8OjbyBkZSBDdXJzbywgRGlzc2VydGHDp8OjbyBvdSBUZXNlOiBvIGFycXVpdm8gZGVwb3NpdGFkbyBjb3JyZXNwb25kZSDDoCB2ZXJzw6NvIGZpbmFsIGRvIHRyYWJhbGhvOwoKSVYgLSBxdWFuZG8gdHJhdGFyLXNlIGRlIFRyYWJhbGhvIGRlIENvbmNsdXPDo28gZGUgQ3Vyc28sIERpc3NlcnRhw6fDo28gb3UgVGVzZTogZXN0b3UgY2llbnRlIGRlIHF1ZSBhIGFsdGVyYcOnw6NvIGRhIG1vZGFsaWRhZGUgZGUgYWNlc3NvIGFvIGRvY3VtZW50byBhcMOzcyBvIGRlcMOzc2l0byBlIGFudGVzIGRlIGZpbmRhciBvIHBlcsOtb2RvIGRlIGVtYmFyZ28sIHF1YW5kbyBmb3IgZXNjb2xoaWRvIGFjZXNzbyByZXN0cml0bywgc2Vyw6EgcGVybWl0aWRhIG1lZGlhbnRlIHNvbGljaXRhw6fDo28gZG8gKGEpIGF1dG9yIChhKSBhbyBTaXN0ZW1hIEludGVncmFkbyBkZSBCaWJsaW90ZWNhcyBkYSBVRlBFIChTSUIvVUZQRSkuCgogClBhcmEgdHJhYmFsaG9zIGVtIEFjZXNzbyBBYmVydG86CgpOYSBxdWFsaWRhZGUgZGUgdGl0dWxhciBkb3MgZGlyZWl0b3MgYXV0b3JhaXMgZGUgYXV0b3IgcXVlIHJlY2FlbSBzb2JyZSBlc3RlIGRvY3VtZW50bywgZnVuZGFtZW50YWRvIG5hIExlaSBkZSBEaXJlaXRvIEF1dG9yYWwgbm8gOS42MTAsIGRlIDE5IGRlIGZldmVyZWlybyBkZSAxOTk4LCBhcnQuIDI5LCBpbmNpc28gSUlJLCBhdXRvcml6byBhIFVuaXZlcnNpZGFkZSBGZWRlcmFsIGRlIFBlcm5hbWJ1Y28gYSBkaXNwb25pYmlsaXphciBncmF0dWl0YW1lbnRlLCBzZW0gcmVzc2FyY2ltZW50byBkb3MgZGlyZWl0b3MgYXV0b3JhaXMsIHBhcmEgZmlucyBkZSBsZWl0dXJhLCBpbXByZXNzw6NvIGUvb3UgZG93bmxvYWQgKGFxdWlzacOnw6NvKSBhdHJhdsOpcyBkbyBzaXRlIGRvIFJlcG9zaXTDs3JpbyBEaWdpdGFsIGRhIFVGUEUgbm8gZW5kZXJlw6dvIGh0dHA6Ly93d3cucmVwb3NpdG9yaW8udWZwZS5iciwgYSBwYXJ0aXIgZGEgZGF0YSBkZSBkZXDDs3NpdG8uCgogClBhcmEgdHJhYmFsaG9zIGVtIEFjZXNzbyBSZXN0cml0bzoKCk5hIHF1YWxpZGFkZSBkZSB0aXR1bGFyIGRvcyBkaXJlaXRvcyBhdXRvcmFpcyBkZSBhdXRvciBxdWUgcmVjYWVtIHNvYnJlIGVzdGUgZG9jdW1lbnRvLCBmdW5kYW1lbnRhZG8gbmEgTGVpIGRlIERpcmVpdG8gQXV0b3JhbCBubyA5LjYxMCBkZSAxOSBkZSBmZXZlcmVpcm8gZGUgMTk5OCwgYXJ0LiAyOSwgaW5jaXNvIElJSSwgYXV0b3Jpem8gYSBVbml2ZXJzaWRhZGUgRmVkZXJhbCBkZSBQZXJuYW1idWNvIGEgZGlzcG9uaWJpbGl6YXIgZ3JhdHVpdGFtZW50ZSwgc2VtIHJlc3NhcmNpbWVudG8gZG9zIGRpcmVpdG9zIGF1dG9yYWlzLCBwYXJhIGZpbnMgZGUgbGVpdHVyYSwgaW1wcmVzc8OjbyBlL291IGRvd25sb2FkIChhcXVpc2nDp8OjbykgYXRyYXbDqXMgZG8gc2l0ZSBkbyBSZXBvc2l0w7NyaW8gRGlnaXRhbCBkYSBVRlBFIG5vIGVuZGVyZcOnbyBodHRwOi8vd3d3LnJlcG9zaXRvcmlvLnVmcGUuYnIsIHF1YW5kbyBmaW5kYXIgbyBwZXLDrW9kbyBkZSBlbWJhcmdvIGNvbmRpemVudGUgYW8gdGlwbyBkZSBkb2N1bWVudG8sIGNvbmZvcm1lIGluZGljYWRvIG5vIGNhbXBvIERhdGEgZGUgRW1iYXJnby4KRepositório InstitucionalPUBhttps://repositorio.ufpe.br/oai/requestattena@ufpe.bropendoar:22212022-09-13T05:28:07Repositório Institucional da UFPE - Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)false
dc.title.pt_BR.fl_str_mv Eu sou o que vejo : o caminhar como expressão estética da paisagem na poética de Joaquim Cardozo
title Eu sou o que vejo : o caminhar como expressão estética da paisagem na poética de Joaquim Cardozo
spellingShingle Eu sou o que vejo : o caminhar como expressão estética da paisagem na poética de Joaquim Cardozo
SANTANA, Wilck Camilo Ferreira de
Teoria da Literatura
Movimento Regionalista - Joaquim Cardozo
Expressionismo
Poesia
Paisagem
title_short Eu sou o que vejo : o caminhar como expressão estética da paisagem na poética de Joaquim Cardozo
title_full Eu sou o que vejo : o caminhar como expressão estética da paisagem na poética de Joaquim Cardozo
title_fullStr Eu sou o que vejo : o caminhar como expressão estética da paisagem na poética de Joaquim Cardozo
title_full_unstemmed Eu sou o que vejo : o caminhar como expressão estética da paisagem na poética de Joaquim Cardozo
title_sort Eu sou o que vejo : o caminhar como expressão estética da paisagem na poética de Joaquim Cardozo
author SANTANA, Wilck Camilo Ferreira de
author_facet SANTANA, Wilck Camilo Ferreira de
author_role author
dc.contributor.authorLattes.pt_BR.fl_str_mv http://lattes.cnpq.br/1501445377388053
dc.contributor.advisorLattes.pt_BR.fl_str_mv http://lattes.cnpq.br/3020775163633086
dc.contributor.author.fl_str_mv SANTANA, Wilck Camilo Ferreira de
dc.contributor.advisor1.fl_str_mv ANDRADE, Brenda Carlos de
contributor_str_mv ANDRADE, Brenda Carlos de
dc.subject.por.fl_str_mv Teoria da Literatura
Movimento Regionalista - Joaquim Cardozo
Expressionismo
Poesia
Paisagem
topic Teoria da Literatura
Movimento Regionalista - Joaquim Cardozo
Expressionismo
Poesia
Paisagem
description Esta dissertação tem como tema o caminhar na construção poética da paisagem no livro Poemas, de Joaquim Cardozo, poeta recifense. Considerando que caminhar é uma maneira de revisitar e (re)construir espaços, temporalidades e experiências, o objetivo geral do trabalho é estabelecer, por meio da figura do poeta como caminhante, relações entre o literário, o social e o simbólico, arrolando poesia e paisagem. No esforço de estabelecer associações entre a memória, o texto poético e o espaço, a pesquisa está norteada em torno da ideia de paisagem, e de sua representação, definida pelo crítico e teórico Michel Collot (2013). Na sua perspectiva, a transformação da apreensão espacial, perpetrada por Baudelaire, renovou as formas de captar as paisagens que marcam a poética vanguardista. Poemas, produzido entre as décadas de 1920 e 1940, logra captar traços desta lírica moderna. Esta leitura, então, defende que o modernismo cardoziano articula elementos do Regionalismo de 1926, que particulariza aspectos estéticos e civilizatórios do regional enquanto faceta de um país – para além do seu eixo sulista, mas longe de representar um rechaço aos movimentos cosmopolitas de sua época; com elementos da poesia vanguardista expressionista, criando paisagens de um Recife que se afirmava particular e fantasmagórico, regional e universal, resvalado por um jogo de luz e sombra. Neste sentido, foi de suma importância o diálogo com autores que tangenciam questões relativas à lírica moderna, como é o caso de Friedrich (1978); bem como o conceito de imagem apoiado em Bosi (2000) e Paz (1996); assim como dos que trazem à baila pontos concernentes ao Regionalismo, com apoio nas ideias de Barros (2015) e Freyre (1996). Para a exploração de traços expressionistas, buscou-se sublinhar, na leitura dos poemas, elementos desta estética por meio do pensamento de estudiosos como Cardinal (1984), Eisner (1985) e Wolf (2004). Em suma, caminhar, para este trabalho, é uma forma de ler, e a paisagem da memória e da imaginação torna-se um texto. É, pois, da prática criativa do caminhar que é feito o livro que marca a estreia de Joaquim Cardozo na poesia, representando uma expressão da experiência no mundo, com a tradição regional, e com formas impressas no método de observar.
publishDate 2021
dc.date.issued.fl_str_mv 2021-08-23
dc.date.accessioned.fl_str_mv 2022-09-12T14:44:10Z
dc.date.available.fl_str_mv 2022-09-12T14:44:10Z
dc.type.status.fl_str_mv info:eu-repo/semantics/publishedVersion
dc.type.driver.fl_str_mv info:eu-repo/semantics/masterThesis
format masterThesis
status_str publishedVersion
dc.identifier.citation.fl_str_mv SANTANA, Wilck Camilo Ferreira de. Eu sou o que vejo: o caminhar como expressão estética da paisagem na poética de Joaquim Cardozo. 2021. Dissertação (Mestrado em Letras) - Universidade Federal de Pernambuco, Recife, 2021.
dc.identifier.uri.fl_str_mv https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/46339
identifier_str_mv SANTANA, Wilck Camilo Ferreira de. Eu sou o que vejo: o caminhar como expressão estética da paisagem na poética de Joaquim Cardozo. 2021. Dissertação (Mestrado em Letras) - Universidade Federal de Pernambuco, Recife, 2021.
url https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/46339
dc.language.iso.fl_str_mv por
language por
dc.rights.driver.fl_str_mv http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/
info:eu-repo/semantics/openAccess
rights_invalid_str_mv http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/
eu_rights_str_mv openAccess
dc.publisher.none.fl_str_mv Universidade Federal de Pernambuco
dc.publisher.program.fl_str_mv Programa de Pos Graduacao em Letras
dc.publisher.initials.fl_str_mv UFPE
dc.publisher.country.fl_str_mv Brasil
publisher.none.fl_str_mv Universidade Federal de Pernambuco
dc.source.none.fl_str_mv reponame:Repositório Institucional da UFPE
instname:Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)
instacron:UFPE
instname_str Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)
instacron_str UFPE
institution UFPE
reponame_str Repositório Institucional da UFPE
collection Repositório Institucional da UFPE
bitstream.url.fl_str_mv https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/46339/2/license_rdf
https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/46339/1/DISSERTA%c3%87%c3%83O%20Wilck%20Camilo%20Ferreira%20de%20Santana.pdf
https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/46339/3/license.txt
https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/46339/4/DISSERTA%c3%87%c3%83O%20Wilck%20Camilo%20Ferreira%20de%20Santana.pdf.txt
https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/46339/5/DISSERTA%c3%87%c3%83O%20Wilck%20Camilo%20Ferreira%20de%20Santana.pdf.jpg
bitstream.checksum.fl_str_mv e39d27027a6cc9cb039ad269a5db8e34
2582d67ce1a8b075be1eadb156b0a875
6928b9260b07fb2755249a5ca9903395
199c5aa6dfb0c19f90d6148b6570dd44
47c1ac76dce6f7dad23e1fc9e0b40c60
bitstream.checksumAlgorithm.fl_str_mv MD5
MD5
MD5
MD5
MD5
repository.name.fl_str_mv Repositório Institucional da UFPE - Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)
repository.mail.fl_str_mv attena@ufpe.br
_version_ 1862741822153949184