Alimentação de lactentes residentes em uma comunidade pobre da cidade do Recife-PE

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2017
Autor(a) principal: SILVA, Ililian Kleisse Ferreira da
Orientador(a): LIRA, Pedro Israel Cabral de
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Pernambuco
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pos Graduacao em Saude da Crianca e do Adolescente
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/25169
Resumo: A baixa renda familiar leva a precárias condições de vida interferindo diretamente nas decisões dos responsáveis pelas crianças sobre quando e o que oferecer durante o processo de introdução alimentar. Dada a vulnerabilidade desse período, os cuidados em saúde destinados ao lactente devem enfatizar a prática alimentar adequada, que será importante para prevenir/minimizar deficiências nutricionais e evitar o desenvolvimento de doenças crônicas. O objetivo foi analisar a alimentação não recomendada de lactentes que residem em uma comunidade carente, de acordo com os fatores demográficos, socioeconômicos e assistenciais. O estudo foi do tipo transversal analítico, com dados da pesquisa “Saúde, nutrição e serviços assistenciais numa população favelada do Recife: um estudo baseline”, realizada entre junho e dezembro de 2014. Participaram do estudo 152 lactentes menores de 24 meses residentes na Comunidade dos Coelhos, Recife-PE. Foram avaliados fatores socioeconômicos, demográficos e nutricionais. Para avaliação do consumo de alimentos foi empregado um Questionário de Frequência Alimentar do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional, com adaptações. Marcadores de padrão alimentar não saudáveis foram questionados na pesquisa, além de avaliadas questões referentes a atenção ao pré-natal, parto, puerpério e aleitamento materno. Foi percebido que independente do peso ao nascer e a genitora se sentir motivada a amamentar, a duração do Aleitamento Materno Exclusivo (AME) foi menor de quatro meses (DP±2,9). O primeiro alimento introduzido para esses lactentes foi o leite, integral ou modificado para idade, sendo ofertado em sua maioria em chuca/mamadeira (87,4%). Dentre os lactentes em AME por 6 meses, 12,6% receberam mel e/ou açúcar antes de 1 ano, enquanto os em AME por <6 meses, isso ocorreu com 87,4%. Em relação ao consumo de alimentos ultraprocessados, o biscoito foi o mais frequente (73%). A ingestão de ao menos um alimento ultraprocessado por lactentes de seis meses até um ano de idade foi de 91,3% e para os maiores de um ano foi de 100%. A Razão de Prevalência (RP) do consumo de macarrão instantâneo (RP=1,46), salgadinho (RP=1,52) e biscoito (RP=1,40) após 6 meses de idade foi maior em lactentes que estiveram em AME por seis meses. Quando verificada a relação do erro alimentar com as variáveis socioeconômicas, demográficas e nutricionais foi encontrada associação apenas com a idade do lactente, frequência maior de erro entre os maiores de seis meses. Percebe-se que a alimentação do lactente não ocorre como recomendado pela Organização Mundial de Saúde, apresentando elevada frequência de erro alimentar, com introdução precoce de alimentos e oferta de ultraprocessados, sugerindo que os lactentes estão expostos a um padrão alimentar que não fornece os nutrientes necessários ao crescimento e desenvolvimento adequados favorecendo o excesso de peso, carências nutricionais e doenças crônicas. Acompanhamento e orientação sobre práticas corretas de introdução alimentar ainda são pouco difundidas, talvez por reduzida divulgação em meios de comunicação em massa, ao contrário dos alimentos ultraprocessados, ou pela escassez de oficinas e capacitações de profissionais de saúde para orientar, desmistificar e incentivar cuidadores nesse sentido, especialmente no âmbito da Atenção Primária à Saúde.
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O estudo foi do tipo transversal analítico, com dados da pesquisa “Saúde, nutrição e serviços assistenciais numa população favelada do Recife: um estudo baseline”, realizada entre junho e dezembro de 2014. Participaram do estudo 152 lactentes menores de 24 meses residentes na Comunidade dos Coelhos, Recife-PE. Foram avaliados fatores socioeconômicos, demográficos e nutricionais. Para avaliação do consumo de alimentos foi empregado um Questionário de Frequência Alimentar do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional, com adaptações. Marcadores de padrão alimentar não saudáveis foram questionados na pesquisa, além de avaliadas questões referentes a atenção ao pré-natal, parto, puerpério e aleitamento materno. Foi percebido que independente do peso ao nascer e a genitora se sentir motivada a amamentar, a duração do Aleitamento Materno Exclusivo (AME) foi menor de quatro meses (DP±2,9). O primeiro alimento introduzido para esses lactentes foi o leite, integral ou modificado para idade, sendo ofertado em sua maioria em chuca/mamadeira (87,4%). Dentre os lactentes em AME por 6 meses, 12,6% receberam mel e/ou açúcar antes de 1 ano, enquanto os em AME por <6 meses, isso ocorreu com 87,4%. Em relação ao consumo de alimentos ultraprocessados, o biscoito foi o mais frequente (73%). A ingestão de ao menos um alimento ultraprocessado por lactentes de seis meses até um ano de idade foi de 91,3% e para os maiores de um ano foi de 100%. A Razão de Prevalência (RP) do consumo de macarrão instantâneo (RP=1,46), salgadinho (RP=1,52) e biscoito (RP=1,40) após 6 meses de idade foi maior em lactentes que estiveram em AME por seis meses. Quando verificada a relação do erro alimentar com as variáveis socioeconômicas, demográficas e nutricionais foi encontrada associação apenas com a idade do lactente, frequência maior de erro entre os maiores de seis meses. Percebe-se que a alimentação do lactente não ocorre como recomendado pela Organização Mundial de Saúde, apresentando elevada frequência de erro alimentar, com introdução precoce de alimentos e oferta de ultraprocessados, sugerindo que os lactentes estão expostos a um padrão alimentar que não fornece os nutrientes necessários ao crescimento e desenvolvimento adequados favorecendo o excesso de peso, carências nutricionais e doenças crônicas. Acompanhamento e orientação sobre práticas corretas de introdução alimentar ainda são pouco difundidas, talvez por reduzida divulgação em meios de comunicação em massa, ao contrário dos alimentos ultraprocessados, ou pela escassez de oficinas e capacitações de profissionais de saúde para orientar, desmistificar e incentivar cuidadores nesse sentido, especialmente no âmbito da Atenção Primária à Saúde.CNPQLow family income leads to precarious living conditions directly interfering with the decisions of those responsible for the children about when and what to offer during the food introduction process. Given the vulnerability of this period, health care for infants should emphasize adequate food practice, which will be important in preventing / minimizing nutritional deficiencies and avoiding the development of chronic diseases. The objective was to analyze the non-recommended feeding of infants living in a poor community, taking into account the demographic, socioeconomic and care factors. The study was a cross-sectional type of population-based study, with data from the survey "Health, nutrition and care services in a favela population of Recife: a baseline study", carried out between June and December 2014. The study involved 152 infants less than 24 months Resident in the Community of Rabbits, Recife-PE. Socioeconomic, demographic and nutritional issues were evaluated. A Food Frequency Questionnaire of the Food and Nutrition Surveillance System was used to evaluate food consumption, but with adaptations necessary for the study. Unhealthy food pattern markers were questioned in the research, in addition to evaluating issues related to prenatal care, delivery, puerperium and breastfeeding. It was observed that regardless of birth weight and the mother being motivated to breastfeed, the duration of Exclusive Breastfeeding (SMA) was less than four months (SD ± 2.9). The first food introduced for these infants was milk, whole or modified for age, being offered mostly in milk / bottle (87.4%). Among infants in SMA for 6 months, 12.6% received honey and / or sugar before 1 year, while in SMA for <6 months, this occurred with 87.4%. Regarding the consumption of ultraprocessed foods, biscuit was the most frequent (73%). The intake of at least one ultraprocessed food by infants from six months to one year of age was 91.3% and for those older than one year was 100%. The prevalence ratio (RP) of instant noodles (RP = 1.46), saltiness (RP = 1.52) and biscuit (RP = 1.40) after 6 months of age was higher in infants who were in AME For six months. When the relationship between food error and socioeconomic, demographic and nutritional variables was found to be associated only with the age of the infant, with a higher error among those older than six months. It is noticed that infant feeding does not occur as recommended by the WHO and MS, presenting a high frequency of food error, with early introduction of food and inadequate supply of ultraprocessed, suggesting that infants are exposed to a food pattern that does not provide the nutrients Adequate growth and development favoring overweight, nutritional deficiencies and NCDs. Follow-up and guidance on correct food introduction practices are still poorly publicized, perhaps because of low mass media disclosure, unlike ultraprocessed food, or because of the scarcity of workshops and training of health professionals to guide, demystify and encourage caregivers in this area. Sense, especially in the scope of Primary Health Care.porUniversidade Federal de PernambucoPrograma de Pos Graduacao em Saude da Crianca e do AdolescenteUFPEBrasilAttribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Brazilhttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/info:eu-repo/semantics/openAccessPobrezaSuplementação AlimentarHábitos AlimentaresNutrição do LactenteAlimentação de lactentes residentes em uma comunidade pobre da cidade do Recife-PEinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesismestradoreponame:Repositório Institucional da UFPEinstname:Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)instacron:UFPETHUMBNAILDISSERTAÇÃO Ilílian Kleisse Ferreira da Silva.pdf.jpgDISSERTAÇÃO Ilílian Kleisse Ferreira da Silva.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg1315https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/25169/5/DISSERTA%c3%87%c3%83O%20Il%c3%adlian%20Kleisse%20Ferreira%20da%20Silva.pdf.jpg438487bce83e73b6bd486da37ace0bcdMD55ORIGINALDISSERTAÇÃO Ilílian Kleisse Ferreira da Silva.pdfDISSERTAÇÃO Ilílian Kleisse Ferreira da Silva.pdfapplication/pdf1067858https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/25169/1/DISSERTA%c3%87%c3%83O%20Il%c3%adlian%20Kleisse%20Ferreira%20da%20Silva.pdf605968d363a3143822f3733cc34ed10eMD51CC-LICENSElicense_rdflicense_rdfapplication/rdf+xml; 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