Variação do volume polínico em Cactaceae: Os sistemas de polinização influenciam as relações pólen-pistilo?
| Ano de defesa: | 2025 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Universidade Federal de Pernambuco
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| Programa de Pós-Graduação: |
Programa de Pos Graduacao em Biologia Vegetal
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| Departamento: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
Brasil
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/70561 |
Resumo: | As estruturas florais passam por modificações que podem ser adaptações para otimizar a transferência dos grãos pólen até o estigma, e consequente fertilização. Embora as interações e variações morfométricas do pólen e pistilo possam implicar em limitações nas relações entre essas estruturas, essas relações ainda são pouco exploradas. Nesse contexto, o comprimento do pistilo pode estar positivamente correlacionado com o volume do conteúdo polínico, pois determina até que ponto o tubo polínico deve crescer para alcançar os óvulos. Essa variação do volume polínico também pode estar associada à polinização biótica, pois a interação entre o pólen e as especificidades morfológicas e funcionais dos polinizadores podem desencadear processos coevolutivos, garantindo o sucesso reprodutivo das plantas. Apesar dessa relação ter sido avaliada em grandes famílias de plantas com flores como Asteraceae, Solanaceae e Ericaceae, no entanto, estudos adicionais podem ser necessários para avaliar essa relação, principalmente levando em consideração grupos vegetais com diferentes guildas de polinizadores. Considerando que Cactaceae é uma família rica em espécies, com ampla diversidade floral e envolvendo diversos sistemas de polinização, ela representa um excelente modelo para investigar as relações pólenpistilo. Nesta perspectiva, analisamos 41 espécies de Cactaceae distribuídas em três subfamílias, avaliando as relações pólen-pistilo. Foi realizada a morfometria do pistilo e dos grãos de pólen, e as espécies foram associadas aos sistemas de polinização diurnos e noturnos, a fim de compreender se havia correlação entre essas variáveis. Não foi observada correlação entre o volume de pólen e o comprimento do pistilo. O volume de pólen das espécies estudadas foi similar entre os diferentes sistemas de polinização, enquanto o comprimento do pistilo variou significativamente, sendo mais longo nas espécies esfingófilas. Nossos resultados não corroboraram a premissa de que flores com pistilos mais longos possuem grãos de pólen de maior volume. Nossos resultados não corroboraram a premissa de que flores com pistilo mais longo possuem grãos de pólen com volumes maiores. Portanto, sugerimos que os compostos químicos presentes nas reservas de grãos de pólen podem ser um fator determinante no crescimento do tubo polínico, e que esse crescimento também pode ser sustentado por nutrientes encontrados nos tecidos do pistilo. |
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SILVA, Dayanne Cicera dahttp://lattes.cnpq.br/0683534430973575http://lattes.cnpq.br/9624864332158474https://orcid.org/0000-0001-5015-2393MACHADO, Isabel Cristina Sobreira2026-08-27T18:12:28Z2026-08-27T18:12:28Z2025-05-30SILVA, Dayanne Cicera da. Variação do volume polínico em Cactaceae: Os sistemas de polinização influenciam as relações pólen-pistilo?. 2025. Dissertação (Mestrado em Biologia Vegetal) - Universidade Federal de Pernambuco, Recife, 2025.https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/70561As estruturas florais passam por modificações que podem ser adaptações para otimizar a transferência dos grãos pólen até o estigma, e consequente fertilização. Embora as interações e variações morfométricas do pólen e pistilo possam implicar em limitações nas relações entre essas estruturas, essas relações ainda são pouco exploradas. Nesse contexto, o comprimento do pistilo pode estar positivamente correlacionado com o volume do conteúdo polínico, pois determina até que ponto o tubo polínico deve crescer para alcançar os óvulos. Essa variação do volume polínico também pode estar associada à polinização biótica, pois a interação entre o pólen e as especificidades morfológicas e funcionais dos polinizadores podem desencadear processos coevolutivos, garantindo o sucesso reprodutivo das plantas. Apesar dessa relação ter sido avaliada em grandes famílias de plantas com flores como Asteraceae, Solanaceae e Ericaceae, no entanto, estudos adicionais podem ser necessários para avaliar essa relação, principalmente levando em consideração grupos vegetais com diferentes guildas de polinizadores. Considerando que Cactaceae é uma família rica em espécies, com ampla diversidade floral e envolvendo diversos sistemas de polinização, ela representa um excelente modelo para investigar as relações pólenpistilo. Nesta perspectiva, analisamos 41 espécies de Cactaceae distribuídas em três subfamílias, avaliando as relações pólen-pistilo. Foi realizada a morfometria do pistilo e dos grãos de pólen, e as espécies foram associadas aos sistemas de polinização diurnos e noturnos, a fim de compreender se havia correlação entre essas variáveis. Não foi observada correlação entre o volume de pólen e o comprimento do pistilo. O volume de pólen das espécies estudadas foi similar entre os diferentes sistemas de polinização, enquanto o comprimento do pistilo variou significativamente, sendo mais longo nas espécies esfingófilas. Nossos resultados não corroboraram a premissa de que flores com pistilos mais longos possuem grãos de pólen de maior volume. Nossos resultados não corroboraram a premissa de que flores com pistilo mais longo possuem grãos de pólen com volumes maiores. Portanto, sugerimos que os compostos químicos presentes nas reservas de grãos de pólen podem ser um fator determinante no crescimento do tubo polínico, e que esse crescimento também pode ser sustentado por nutrientes encontrados nos tecidos do pistilo.Floral structures undergo modifications that may be adaptations to optimize pollen grain transfer to stigmas and consequent fertilization. Although the interactions and morphometric variations of pollen and pistil may imply constraints on the relationships between these structures, these correlations remain poorly understood. In this context, the length of the pistil may be positively correlated with the volume of pollen content, as it determines how far the pollen tube must grow to reach the ovules. This variation in pollen volume could also be related to biotic pollination, as the interaction between pollen and the morphological and functional characteristics of pollinators can trigger co-evolutionary processes that ensure plant reproductive success. Although this relationship has been studied in large families of flowering plants such as Asteraceae, Solanaceae and Ericaceae, further studies may be needed to evaluate this relationship, especially considering plant groups with different pollinator guilds. Considering that Cactaceae is a species-rich family with a large floral diversity and different pollination systems, it represents an excellent model to study pollen-pistil relationships. In this context, we analysed 41 species of Cactaceae, distributed in three subfamilies, and investigated pollen-pistil relationships . A morphometry of the pistil and pollen grains was performed and species were associated with diurnal and nocturnal pollination systems to understand if there is a correlation between these variables. No correlation was found between pollen volume and pistil length. Pollen volume was similar across pollination systems, while pistil length differed between pollination systems. Our results did not confirm the assumption that flowers with longer pistils have pollen grains with larger volume. Therefore, we hypothesise that chemical compounds in the pollen grain reserves could be a crucial factor for the growth of pollen tubes and that this growth could also be supported by nutrients in the pistil tissue.porUniversidade Federal de PernambucoPrograma de Pos Graduacao em Biologia VegetalUFPEBrasilhttps://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/info:eu-repo/semantics/openAccessBiologia reprodutivacactoscomprimento do pistilosistemas diurnos e noturnosvolume do pólenVariação do volume polínico em Cactaceae: Os sistemas de polinização influenciam as relações pólen-pistilo?info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesismestradoreponame:Repositório Institucional da UFPEinstname:Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)instacron:UFPEORIGINALDISSERTAÇÃO Dayanne Cicera da Silva.pdfDISSERTAÇÃO Dayanne Cicera da Silva.pdfapplication/pdf674730https://attena.ufpe.br/bitstream/123456789/70561/1/DISSERTA%c3%87%c3%83O%20Dayanne%20Cicera%20da%20Silva.pdfbe51d814f2bee0f4c18f6108b0fe2fa6MD51LICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; charset=utf-82395https://attena.ufpe.br/bitstream/123456789/70561/2/license.txt067db8434b5d8d5c5377002b0e41079dMD52123456789/705612026-09-10 12:00:16.554616oai:attena.ufpe.br:123456789/70561VGVybW8gZGUgRGVww7NzaXRvIExlZ2FsIGUgQXV0b3JpemHDp8OjbyBwYXJhIFB1YmxpY2l6YcOnw6NvIGRlIERvY3VtZW50b3Mgbm8gUmVwb3NpdMOzcmlvIERpZ2l0YWwgZGEgVUZQRQoKCkRlY2xhcm8gZXN0YXIgY2llbnRlIGRlIHF1ZSBlc3RlIFRlcm1vIGRlIERlcMOzc2l0byBMZWdhbCBlIEF1dG9yaXphw6fDo28gdGVtIG8gb2JqZXRpdm8gZGUgZGl2dWxnYcOnw6NvIGRvcyBkb2N1bWVudG9zIGRlcG9zaXRhZG9zIG5vIFJlcG9zaXTDs3JpbyBEaWdpdGFsIGRhIFVGUEUgZSBkZWNsYXJvIHF1ZToKCkkgLSBvcyBkYWRvcyBwcmVlbmNoaWRvcyBubyBmb3JtdWzDoXJpbyBkZSBkZXDDs3NpdG8gc8OjbyB2ZXJkYWRlaXJvcyBlIGF1dMOqbnRpY29zOwoKSUkgLSAgbyBjb250ZcO6ZG8gZGlzcG9uaWJpbGl6YWRvIMOpIGRlIHJlc3BvbnNhYmlsaWRhZGUgZGUgc3VhIGF1dG9yaWE7CgpJSUkgLSBvIGNvbnRlw7pkbyDDqSBvcmlnaW5hbCwgZSBzZSBvIHRyYWJhbGhvIGUvb3UgcGFsYXZyYXMgZGUgb3V0cmFzIHBlc3NvYXMgZm9yYW0gdXRpbGl6YWRvcywgZXN0YXMgZm9yYW0gZGV2aWRhbWVudGUgcmVjb25oZWNpZGFzOwoKSVYgLSBxdWFuZG8gdHJhdGFyLXNlIGRlIG9icmEgY29sZXRpdmEgKG1haXMgZGUgdW0gYXV0b3IpOiB0b2RvcyBvcyBhdXRvcmVzIGVzdMOjbyBjaWVudGVzIGRvIGRlcMOzc2l0byBlIGRlIGFjb3JkbyBjb20gZXN0ZSB0ZXJtbzsKClYgLSBxdWFuZG8gdHJhdGFyLXNlIGRlIFRyYWJhbGhvIGRlIENvbmNsdXPDo28gZGUgQ3Vyc28sIGRlIEVzcGVjaWFsaXphw6fDo28vUmVzaWTDqm5jaWEsIERpc3NlcnRhw6fDo28gb3UgVGVzZTogbyBhcnF1aXZvIGRlcG9zaXRhZG8gY29ycmVzcG9uZGUgw6AgdmVyc8OjbyBmaW5hbCBkbyB0cmFiYWxobzsKClZJIC0gcXVhbmRvIHRyYXRhci1zZSBkZSBUcmFiYWxobyBkZSBDb25jbHVzw6NvIGRlIEN1cnNvLCBEaXNzZXJ0YcOnw6NvIG91IFRlc2U6IGVzdG91IGNpZW50ZSBkZSBxdWUgYSBhbHRlcmHDp8OjbyBkYSBtb2RhbGlkYWRlIGRlIGFjZXNzbyBhbyBkb2N1bWVudG8gYXDDs3MgbyBkZXDDs3NpdG8gZSBhbnRlcyBkZSBmaW5kYXIgbyBwZXLDrW9kbyBkZSBlbWJhcmdvLCBxdWFuZG8gZm9yIGVzY29saGlkbyBhY2Vzc28gcmVzdHJpdG8sIHNlcsOhIHBlcm1pdGlkYSBtZWRpYW50ZSBzb2xpY2l0YcOnw6NvIGRvIChhKSBhdXRvciAoYSkgYW8gU2lzdGVtYSBJbnRlZ3JhZG8gZGUgQmlibGlvdGVjYXMgZGEgVUZQRSAoU0lCL1VGUEUpLgoKIApQYXJhIHRyYWJhbGhvcyBlbSBBY2Vzc28gQWJlcnRvOgoKTmEgcXVhbGlkYWRlIGRlIHRpdHVsYXIgZG9zIGRpcmVpdG9zIGF1dG9yYWlzIGRlIGF1dG9yIHF1ZSByZWNhZW0gc29icmUgZXN0ZSBkb2N1bWVudG8sIGZ1bmRhbWVudGFkbyBuYSBMZWkgZGUgRGlyZWl0byBBdXRvcmFsIG5vIDkuNjEwLCBkZSAxOSBkZSBmZXZlcmVpcm8gZGUgMTk5OCwgYXJ0LiAyOSwgaW5jaXNvIElJSSwgYXV0b3Jpem8gYSBVbml2ZXJzaWRhZGUgRmVkZXJhbCBkZSBQZXJuYW1idWNvIGEgZGlzcG9uaWJpbGl6YXIgZ3JhdHVpdGFtZW50ZSwgc2VtIHJlc3NhcmNpbWVudG8gZG9zIGRpcmVpdG9zIGF1dG9yYWlzLCBwYXJhIGZpbnMgZGUgbGVpdHVyYSwgaW1wcmVzc8OjbyBlL291IGRvd25sb2FkIChhcXVpc2nDp8OjbykgYXRyYXbDqXMgZG8gc2l0ZSBkbyBSZXBvc2l0w7NyaW8gRGlnaXRhbCBkYSBVRlBFIG5vIGVuZGVyZcOnbyBodHRwOi8vd3d3LnJlcG9zaXRvcmlvLnVmcGUuYnIsIGEgcGFydGlyIGRhIGRhdGEgZGUgZGVww7NzaXRvLgoKIApQYXJhIHRyYWJhbGhvcyBlbSBBY2Vzc28gUmVzdHJpdG86CgpOYSBxdWFsaWRhZGUgZGUgdGl0dWxhciBkb3MgZGlyZWl0b3MgYXV0b3JhaXMgZGUgYXV0b3IgcXVlIHJlY2FlbSBzb2JyZSBlc3RlIGRvY3VtZW50bywgZnVuZGFtZW50YWRvIG5hIExlaSBkZSBEaXJlaXRvIEF1dG9yYWwgbm8gOS42MTAgZGUgMTkgZGUgZmV2ZXJlaXJvIGRlIDE5OTgsIGFydC4gMjksIGluY2lzbyBJSUksIGF1dG9yaXpvIGEgVW5pdmVyc2lkYWRlIEZlZGVyYWwgZGUgUGVybmFtYnVjbyBhIGRpc3BvbmliaWxpemFyIGdyYXR1aXRhbWVudGUsIHNlbSByZXNzYXJjaW1lbnRvIGRvcyBkaXJlaXRvcyBhdXRvcmFpcywgcGFyYSBmaW5zIGRlIGxlaXR1cmEsIGltcHJlc3PDo28gZS9vdSBkb3dubG9hZCAoYXF1aXNpw6fDo28pIGF0cmF2w6lzIGRvIHNpdGUgZG8gUmVwb3NpdMOzcmlvIERpZ2l0YWwgZGEgVUZQRSBubyBlbmRlcmXDp28gaHR0cDovL3d3dy5yZXBvc2l0b3Jpby51ZnBlLmJyLCBxdWFuZG8gZmluZGFyIG8gcGVyw61vZG8gZGUgZW1iYXJnbyBjb25kaXplbnRlIGFvIHRpcG8gZGUgZG9jdW1lbnRvLCBjb25mb3JtZSBpbmRpY2FkbyBubyBjYW1wbyBEYXRhIGRlIEVtYmFyZ28uCg==Repositório InstitucionalPUBhttps://repositorio.ufpe.br/oai/requestattena@ufpe.bropendoar:22212026-09-10T15:00:16Repositório Institucional da UFPE - Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)false |
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