Justiça restaurativa no âmbito da polícia judiciária : o acordo entre as partes como decisão jurídica

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: ROSA, Carlos Frederico Vasconcellos Monteiro
Orientador(a): SILVA, Artur Stamford da
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso embargado
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Pernambuco
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pos Graduacao em Direito
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/60581
Resumo: Um dos temas mais desafiadores do sistema jurídico é a força policial como prevenção da violência. Não falta literatura sobre o tema, porém, a aplicação de práticas restaurativas no âmbito da polícia judiciária é uma lacuna. Esta pesquisa está dedicada a reduzir essa lacuna por meio de pesquisa teórico-empírica, assumindo como premissa que o sistema penal e o sistema de justiça restaurativa são subsistemas do sistema jurídico, que que se irritam mutuamente. Para verificar a viabilidade da pesquisa, foi promovida uma análise da violência no país, das principais características e da ineficiência do sistema punitivista para lidar com a violência, afinal, o encarceramento em massa é uma realidade, principalmente quando se trata de pessoas pertencentes aos chamados grupos vulnerabilizados. Os dados foram analisados a partir de elementos da teoria da sociedade como sistema de comunicação de Niklas Luhmann. Dentre esses elementos, temos que os sistemas são cognitivamente abertos, portanto, capazes de aprendizado, ao mesmo tempo que o sistema é operativamente fechado, o que implica que as irritações advindas do ambiente são operadas a partir do código binário de referência próprio do sistema. Aplicando essas perspectivas ao sistema penal, subsistema do sistema do direito que é, observamos a justiça restaurativa como via de aprendizado do sistema penal. Ainda que predomine, quanto ao sistema penal, a expectativa punitivista, ele está acoplado estruturalmente ao sistema de justiça restaurativa, que se inscreve como elemento instaurador de uma nova fase evolutiva do sistema penal. É o que se tem observado com as aplicações das bases restaurativas pela polícia judiciária, como foi verificado com os dados coletados na pesquisa de campo realizada nas polícias civis de São Paulo e do Rio Grande do Sul, nas quais as práticas de medicação são uma realidade através dos Núcleos Especiais Criminais e do Programa Mediar, respectivamente. Assim é que esta pesquisa tem por conclusão, conforme os estudos de caso, que a elaboração de uma política nacional de medidas restaurativas pela polícia judiciária apresenta-se como um caminho plenamente viável para a superação da ineficiência do atual sistema penal, o que poderia ser implementado como política nacional de policiamento comunitário aplicado elaborada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública.
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Para verificar a viabilidade da pesquisa, foi promovida uma análise da violência no país, das principais características e da ineficiência do sistema punitivista para lidar com a violência, afinal, o encarceramento em massa é uma realidade, principalmente quando se trata de pessoas pertencentes aos chamados grupos vulnerabilizados. Os dados foram analisados a partir de elementos da teoria da sociedade como sistema de comunicação de Niklas Luhmann. Dentre esses elementos, temos que os sistemas são cognitivamente abertos, portanto, capazes de aprendizado, ao mesmo tempo que o sistema é operativamente fechado, o que implica que as irritações advindas do ambiente são operadas a partir do código binário de referência próprio do sistema. Aplicando essas perspectivas ao sistema penal, subsistema do sistema do direito que é, observamos a justiça restaurativa como via de aprendizado do sistema penal. Ainda que predomine, quanto ao sistema penal, a expectativa punitivista, ele está acoplado estruturalmente ao sistema de justiça restaurativa, que se inscreve como elemento instaurador de uma nova fase evolutiva do sistema penal. É o que se tem observado com as aplicações das bases restaurativas pela polícia judiciária, como foi verificado com os dados coletados na pesquisa de campo realizada nas polícias civis de São Paulo e do Rio Grande do Sul, nas quais as práticas de medicação são uma realidade através dos Núcleos Especiais Criminais e do Programa Mediar, respectivamente. Assim é que esta pesquisa tem por conclusão, conforme os estudos de caso, que a elaboração de uma política nacional de medidas restaurativas pela polícia judiciária apresenta-se como um caminho plenamente viável para a superação da ineficiência do atual sistema penal, o que poderia ser implementado como política nacional de policiamento comunitário aplicado elaborada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública.L'un des problèmes les plus difficiles du système juridique est celui des forces de police en tant que moyen de prévention de la violence. La littérature ne manque pas sur le sujet, cependant l’application des pratiques restauratives au sein de la police judiciaire constitue une lacune. Cette recherche vise à réduire cet écart grâce à des recherches théoriques et empiriques, en partant du principe que le système pénal et le système de justice restaurative sont des sous-systèmes du système juridique, qui s'irritent mutuellement. Pour vérifier la faisabilité de la recherche, une analyse de la violence dans le pays a été réalisée, ses principales caractéristiques et l'inefficacité du système punitif pour faire face à la violence. Après tout, l'incarcération de masse est une réalité, surtout lorsqu'il s'agit de personnes appartenant aux groupes sociaux dits vulnérables. Les données ont été analysées sur la base d'éléments de la théorie de Niklas Luhmann selon laquelle la société est un système de communication. Parmi ces éléments, nous avons que les systèmes sont cognitivement ouverts, donc capables d'apprendre, en même temps que le système est opérationnellement fermé, ce qui implique que les irritations provenant de l'environnement sont opérées à partir du propre code binaire de référence du système. En appliquant ces perspectives au système pénal, un sous-système du système juridique qu’il est, nous observons la justice restaurative comme un moyen d’en apprendre davantage sur le système pénal. Même si l'attente punitive prédomine en ce qui concerne le système pénal, elle est structurellement liée au système de justice restaurative, qui est un élément qui établit une nouvelle phase évolutive du système pénal. C'est ce qui a été observé avec les applications de bases restauratives par la police judiciaire, comme le vérifient les données recueillies lors d'une recherche sur le terrain réalisée chez les polices civiles de São Paulo et de Rio Grande do Sul, dans laquelle les pratiques de médiation sont une réalité à travers les Centres criminels spéciaux et le programme Mediar, respectivement. Par conséquent, cette recherche conclut, selon les études de cas, que l'élaboration d'une politique nationale de mesures restauratives par la police judiciaire se présente comme une voie tout à fait viable pour surmonter l'inefficacité du système pénal actuel, et qui pourrait être mise en œuvre en tant que stratégie nationale de politique appliquée de police de proximité, élaborée par le ministère de la Justice et de la Sécurité publique.porUniversidade Federal de PernambucoPrograma de Pos Graduacao em DireitoUFPEBrasilAttribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Brazilhttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/info:eu-repo/semantics/embargoedAccessTeoria dos sistemasNiklas LuhmannSistema penalJustiça restaurativaPolícia judiciáriaJustiça restaurativa no âmbito da polícia judiciária : o acordo entre as partes como decisão jurídicainfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisdoutoradoreponame:Repositório Institucional da UFPEinstname:Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)instacron:UFPECC-LICENSElicense_rdflicense_rdfapplication/rdf+xml; charset=utf-8811https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/60581/2/license_rdfe39d27027a6cc9cb039ad269a5db8e34MD52ORIGINALTESE Carlos Frederico Vasconcellos Monteiro Rosa.pdfTESE Carlos Frederico Vasconcellos Monteiro Rosa.pdfapplication/pdf4730551https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/60581/1/TESE%20Carlos%20Frederico%20Vasconcellos%20Monteiro%20Rosa.pdf53d6c60b2694bed7106e33d81521ccd8MD51LICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; charset=utf-82362https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/60581/3/license.txt5e89a1613ddc8510c6576f4b23a78973MD53TEXTTESE Carlos Frederico Vasconcellos Monteiro Rosa.pdf.txtTESE Carlos Frederico Vasconcellos Monteiro Rosa.pdf.txtExtracted texttext/plain485393https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/60581/4/TESE%20Carlos%20Frederico%20Vasconcellos%20Monteiro%20Rosa.pdf.txt6a973100bcb715eee3eee027299a172eMD54THUMBNAILTESE Carlos Frederico Vasconcellos Monteiro Rosa.pdf.jpgTESE Carlos Frederico Vasconcellos Monteiro Rosa.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg1229https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/60581/5/TESE%20Carlos%20Frederico%20Vasconcellos%20Monteiro%20Rosa.pdf.jpg954f83b4ff060a4c5d6fbbc7f68146adMD55123456789/605812025-02-28 02:28:46.238oai:repositorio.ufpe.br:123456789/60581VGVybW8gZGUgRGVww7NzaXRvIExlZ2FsIGUgQXV0b3JpemHDp8OjbyBwYXJhIFB1YmxpY2l6YcOnw6NvIGRlIERvY3VtZW50b3Mgbm8gUmVwb3NpdMOzcmlvIERpZ2l0YWwgZGEgVUZQRQoKCkRlY2xhcm8gZXN0YXIgY2llbnRlIGRlIHF1ZSBlc3RlIFRlcm1vIGRlIERlcMOzc2l0byBMZWdhbCBlIEF1dG9yaXphw6fDo28gdGVtIG8gb2JqZXRpdm8gZGUgZGl2dWxnYcOnw6NvIGRvcyBkb2N1bWVudG9zIGRlcG9zaXRhZG9zIG5vIFJlcG9zaXTDs3JpbyBEaWdpdGFsIGRhIFVGUEUgZSBkZWNsYXJvIHF1ZToKCkkgLSBvcyBkYWRvcyBwcmVlbmNoaWRvcyBubyBmb3JtdWzDoXJpbyBkZSBkZXDDs3NpdG8gc8OjbyB2ZXJkYWRlaXJvcyBlIGF1dMOqbnRpY29zOwoKSUkgLSAgbyBjb250ZcO6ZG8gZGlzcG9uaWJpbGl6YWRvIMOpIGRlIHJlc3BvbnNhYmlsaWRhZGUgZGUgc3VhIGF1dG9yaWE7CgpJSUkgLSBvIGNvbnRlw7pkbyDDqSBvcmlnaW5hbCwgZSBzZSBvIHRyYWJhbGhvIGUvb3UgcGFsYXZyYXMgZGUgb3V0cmFzIHBlc3NvYXMgZm9yYW0gdXRpbGl6YWRvcywgZXN0YXMgZm9yYW0gZGV2aWRhbWVudGUgcmVjb25oZWNpZGFzOwoKSVYgLSBxdWFuZG8gdHJhdGFyLXNlIGRlIG9icmEgY29sZXRpdmEgKG1haXMgZGUgdW0gYXV0b3IpOiB0b2RvcyBvcyBhdXRvcmVzIGVzdMOjbyBjaWVudGVzIGRvIGRlcMOzc2l0byBlIGRlIGFjb3JkbyBjb20gZXN0ZSB0ZXJtbzsKClYgLSBxdWFuZG8gdHJhdGFyLXNlIGRlIFRyYWJhbGhvIGRlIENvbmNsdXPDo28gZGUgQ3Vyc28sIERpc3NlcnRhw6fDo28gb3UgVGVzZTogbyBhcnF1aXZvIGRlcG9zaXRhZG8gY29ycmVzcG9uZGUgw6AgdmVyc8OjbyBmaW5hbCBkbyB0cmFiYWxobzsKClZJIC0gcXVhbmRvIHRyYXRhci1zZSBkZSBUcmFiYWxobyBkZSBDb25jbHVzw6NvIGRlIEN1cnNvLCBEaXNzZXJ0YcOnw6NvIG91IFRlc2U6IGVzdG91IGNpZW50ZSBkZSBxdWUgYSBhbHRlcmHDp8OjbyBkYSBtb2RhbGlkYWRlIGRlIGFjZXNzbyBhbyBkb2N1bWVudG8gYXDDs3MgbyBkZXDDs3NpdG8gZSBhbnRlcyBkZSBmaW5kYXIgbyBwZXLDrW9kbyBkZSBlbWJhcmdvLCBxdWFuZG8gZm9yIGVzY29saGlkbyBhY2Vzc28gcmVzdHJpdG8sIHNlcsOhIHBlcm1pdGlkYSBtZWRpYW50ZSBzb2xpY2l0YcOnw6NvIGRvIChhKSBhdXRvciAoYSkgYW8gU2lzdGVtYSBJbnRlZ3JhZG8gZGUgQmlibGlvdGVjYXMgZGEgVUZQRSAoU0lCL1VGUEUpLgoKIApQYXJhIHRyYWJhbGhvcyBlbSBBY2Vzc28gQWJlcnRvOgoKTmEgcXVhbGlkYWRlIGRlIHRpdHVsYXIgZG9zIGRpcmVpdG9zIGF1dG9yYWlzIGRlIGF1dG9yIHF1ZSByZWNhZW0gc29icmUgZXN0ZSBkb2N1bWVudG8sIGZ1bmRhbWVudGFkbyBuYSBMZWkgZGUgRGlyZWl0byBBdXRvcmFsIG5vIDkuNjEwLCBkZSAxOSBkZSBmZXZlcmVpcm8gZGUgMTk5OCwgYXJ0LiAyOSwgaW5jaXNvIElJSSwgYXV0b3Jpem8gYSBVbml2ZXJzaWRhZGUgRmVkZXJhbCBkZSBQZXJuYW1idWNvIGEgZGlzcG9uaWJpbGl6YXIgZ3JhdHVpdGFtZW50ZSwgc2VtIHJlc3NhcmNpbWVudG8gZG9zIGRpcmVpdG9zIGF1dG9yYWlzLCBwYXJhIGZpbnMgZGUgbGVpdHVyYSwgaW1wcmVzc8OjbyBlL291IGRvd25sb2FkIChhcXVpc2nDp8OjbykgYXRyYXbDqXMgZG8gc2l0ZSBkbyBSZXBvc2l0w7NyaW8gRGlnaXRhbCBkYSBVRlBFIG5vIGVuZGVyZcOnbyBodHRwOi8vd3d3LnJlcG9zaXRvcmlvLnVmcGUuYnIsIGEgcGFydGlyIGRhIGRhdGEgZGUgZGVww7NzaXRvLgoKIApQYXJhIHRyYWJhbGhvcyBlbSBBY2Vzc28gUmVzdHJpdG86CgpOYSBxdWFsaWRhZGUgZGUgdGl0dWxhciBkb3MgZGlyZWl0b3MgYXV0b3JhaXMgZGUgYXV0b3IgcXVlIHJlY2FlbSBzb2JyZSBlc3RlIGRvY3VtZW50bywgZnVuZGFtZW50YWRvIG5hIExlaSBkZSBEaXJlaXRvIEF1dG9yYWwgbm8gOS42MTAgZGUgMTkgZGUgZmV2ZXJlaXJvIGRlIDE5OTgsIGFydC4gMjksIGluY2lzbyBJSUksIGF1dG9yaXpvIGEgVW5pdmVyc2lkYWRlIEZlZGVyYWwgZGUgUGVybmFtYnVjbyBhIGRpc3BvbmliaWxpemFyIGdyYXR1aXRhbWVudGUsIHNlbSByZXNzYXJjaW1lbnRvIGRvcyBkaXJlaXRvcyBhdXRvcmFpcywgcGFyYSBmaW5zIGRlIGxlaXR1cmEsIGltcHJlc3PDo28gZS9vdSBkb3dubG9hZCAoYXF1aXNpw6fDo28pIGF0cmF2w6lzIGRvIHNpdGUgZG8gUmVwb3NpdMOzcmlvIERpZ2l0YWwgZGEgVUZQRSBubyBlbmRlcmXDp28gaHR0cDovL3d3dy5yZXBvc2l0b3Jpby51ZnBlLmJyLCBxdWFuZG8gZmluZGFyIG8gcGVyw61vZG8gZGUgZW1iYXJnbyBjb25kaXplbnRlIGFvIHRpcG8gZGUgZG9jdW1lbnRvLCBjb25mb3JtZSBpbmRpY2FkbyBubyBjYW1wbyBEYXRhIGRlIEVtYmFyZ28uCg==Repositório InstitucionalPUBhttps://repositorio.ufpe.br/oai/requestattena@ufpe.bropendoar:22212025-02-28T05:28:46Repositório Institucional da UFPE - Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)false
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