Quem diz chacina diz o quê? genocídio negro, acontecimento violento e sentidos em disputa em relatos midiáticos
| Ano de defesa: | 2024 |
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| Banca de defesa: | |
| Tipo de documento: | Tese |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Universidade Federal de Pernambuco
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| Programa de Pós-Graduação: |
Programa de Pos Graduacao em Comunicacao
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| Departamento: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
Brasil
|
| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/62034 |
Resumo: | Como ocorrência concreta e parte dos saberes sobre violência e segurança pública no Brasil, o tema das chacinas, especialmente aquelas perpetradas por agentes vinculados ao Estado, tem suscitado o reexame das múltiplas facetas que envolvem o fenômeno. Buscamos abordá-las aqui como acontecimentos violentos para compreender como evidências do genocídio negro encontram-se presentes em relatos midiáticos a seu respeito, tomando como ponto de partida aquela que ficou conhecida como a Chacina de Belém, que ocorreu em 2014, no estado do Pará, cometida por grupos milicianos como retaliação ao assassinato de um policial militar líder de um esquadrão da morte. Para tanto, apresentamos como o genocídio negro se manifesta em nosso país, apontando as relações entre sua ocorrência e a violência e o terrorismo de Estado racialmente orientados, em que este mesmo Estado se encontra ativamente engajado no extermínio das populações negras e periféricas. Do ponto de vista teórico-metodológico, lidamos com os relatos midiáticos a partir de como integram um processo de acontecimentalização, identificado como o trabalho realizado coletivamente por múltiplos agentes para definir e descrever aquilo que se passou na vida social, por meio de uma atividade de feitura dos acontecimentos. O estudo da chacina contempla seu percurso acontecimental, noção relacionada às operações de caráter público em torno do acontecimento para descrevê- lo, explicá-lo e lhe conferir identidades mais ou menos estabilizadas, com atenção para os fluxos que participam de sua formação. Diante da preocupação com a violência racializada e a racialização desse massacre, analisamos um ano de cobertura sobre a chacina a partir de relatos midiáticos publicados na internet, das mais diversas origens institucionais, como mídias jornalísticas, político-partidárias, de movimentos sociais etc., que representam a reverberação desse acontecimento violento. A partir da análise deste percurso acontecimental, mapeamos os fluxos relacionados às ações no interior do acontecimento e aos estados de transformação pelo qual passou. A constituição deste acontecimento-chacina como instância do genocídio negro torna-se evidente a partir dos padrões de vitimação, da inexistência de um luto coletivo para além das comunidades periféricas, pela intensa demanda por responsabilização do Estado feita pela sociedade civil, e pelo ocultamento dos rostos e histórias das vítimas deste massacre. |
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FERREIRA JUNIOR, Sergio do Espirito Santohttp://lattes.cnpq.br/3251879809204444http://lattes.cnpq.br/6777463656092350MELO, Cristina Teixeira Vieira de2025-03-27T22:34:04Z2025-03-27T22:34:04Z2024-12-16FERREIRA JUNIOR, Sergio do Espirito Santo. Quem diz chacina diz o quê? genocídio negro, acontecimento violento e sentidos em disputa em relatos midiáticos. 2024. Tese (Doutorado em Curso) – Universidade Federal de Pernambuco, Recife, 2024.https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/62034Como ocorrência concreta e parte dos saberes sobre violência e segurança pública no Brasil, o tema das chacinas, especialmente aquelas perpetradas por agentes vinculados ao Estado, tem suscitado o reexame das múltiplas facetas que envolvem o fenômeno. Buscamos abordá-las aqui como acontecimentos violentos para compreender como evidências do genocídio negro encontram-se presentes em relatos midiáticos a seu respeito, tomando como ponto de partida aquela que ficou conhecida como a Chacina de Belém, que ocorreu em 2014, no estado do Pará, cometida por grupos milicianos como retaliação ao assassinato de um policial militar líder de um esquadrão da morte. Para tanto, apresentamos como o genocídio negro se manifesta em nosso país, apontando as relações entre sua ocorrência e a violência e o terrorismo de Estado racialmente orientados, em que este mesmo Estado se encontra ativamente engajado no extermínio das populações negras e periféricas. 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We try to approach them as violent events so as to understand how evidence of a Black genocide is present across media reports about them, choosing as a jumping-off point that which became known as Chacina de Belém, which happened in 2014, in Pará state, Brazil, being carried out by a militia group as retaliation for the murder of a fellow military police officer who was also a death squad leader. Thus, we present how the Black genocide manifests itself in our country, pointing out the relations between its occurrence, on one hand, and racially oriented state violence and terror, on the other, in which the same state is actively engaged in the extermination of Black and impoverished populations. From a theoretical and methodological standpoint, we deal with media reports considering how they are part of an eventalization process, identified as collective work done by multiple agents to define and describe that which had happened in society, through an activity of event-making. Studying the chacina encompasses its eventful course, a notion related to the public actions surrounding an event in order to describe it, explain it and to give it more or less stabilized identities, with attention to flows that are present in its formation. In face of concerns with racialized violence and a racialization of that massacre, we analyzed one year of coverage about the killings done by media reports published on the internet, from several organizational origins, such as news media, political party, social movement outlets, and others, all of which represent consequences of that violent event. From analyzing that eventful course, we mapped the flows related to actions within the event, and transformations it has undergone. The constitution of that violent event as an instance of Black genocide becomes evident due to patterns in victimization, a collective grief beyond the affected communities being inexistent, society strongly demanding the state to be held accountable for it, and the massacre victims’ faces and stories being hidden.porUniversidade Federal de PernambucoPrograma de Pos Graduacao em ComunicacaoUFPEBrasilhttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/info:eu-repo/semantics/openAccessAcontecimentoGenocídio negroRelato midiáticoViolênciaChacinaQuem diz chacina diz o quê? genocídio negro, acontecimento violento e sentidos em disputa em relatos midiáticosinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisdoutoradoreponame:Repositório Institucional da UFPEinstname:Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)instacron:UFPETEXTTESE Sergio do Espirito Santo Ferreira Junior.pdf.txtTESE Sergio do Espirito Santo Ferreira Junior.pdf.txtExtracted texttext/plain459156https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/62034/4/TESE%20Sergio%20do%20Espirito%20Santo%20Ferreira%20Junior.pdf.txtb24e14c405c3541582f1df8969a64fa6MD54THUMBNAILTESE Sergio do Espirito Santo Ferreira Junior.pdf.jpgTESE Sergio do Espirito Santo Ferreira Junior.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg1240https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/62034/5/TESE%20Sergio%20do%20Espirito%20Santo%20Ferreira%20Junior.pdf.jpg6f86f4b18d17f1520c6e691b19c60c4fMD55ORIGINALTESE Sergio do Espirito Santo Ferreira Junior.pdfTESE Sergio do Espirito Santo Ferreira Junior.pdfapplication/pdf3132474https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/62034/1/TESE%20Sergio%20do%20Espirito%20Santo%20Ferreira%20Junior.pdfd5e9c57304fe7af9de1c27d6cabb129dMD51CC-LICENSElicense_rdflicense_rdfapplication/rdf+xml; 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