Avaliação da sensibilização central e catastrofização da dor em pacientes com espondiloartrite axial
| Ano de defesa: | 2025 |
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| Autor(a) principal: | |
| Orientador(a): | |
| Banca de defesa: | |
| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Universidade Federal de Pernambuco
UFPE Brasil Programa de Pós-graduação em Saúde Translacional |
| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
Não Informado pela instituição
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/67238 |
Resumo: | A dor na espondiloartrite axial (EpA axial) não é determinada apenas pela inflamação, mas também pode ser amplificada por mecanismos centrais, como a sensibilização central (SC) e a catastrofização da dor (CD). Associados à má qualidade do sono, esses fatores neuropsicológicos são reconhecidos como importantes contribuintes para a carga de doença, embora seu impacto específico nos desfechos da EpA axial— particularmente na atividade da doença, função e qualidade de vida — ainda permaneça pouco explorado. Este estudo transversal incluiu 100 pacientes com EpA axial e 50 controles saudáveis. Os dados foram coletados por meio de instrumentos validados (CSI, PCS, JSS, critérios de fibromialgia do ACR 2016) e índices específicos da doença (BASDAI, ASDAS, BASFI, BASMI, ASQoL). Modelos de regressão avaliaram a influência de variáveis relacionadas à dor sobre os desfechos clínicos. A SC foi significativamente mais frequente na EpA axial, com escores médios de CSI mais elevados (45,31 ± 18,5 vs. 27,64 ± 15,52; p < 0,001), e 59% dos pacientes atingindo o ponto de corte ≥40. Os escores de CD também foram mais altos (mediana 32,0 [18,75–38,3] vs. 12,5 [1,0–21,0]; p < 0,001), com 53% apresentando catastrofização clinicamente relevante (PCS ≥30) em comparação a 18% dos controles. Fibromialgia (FM) foi identificada em 43% dos pacientes versus 18% dos controles, e a qualidade do sono mostrou-se marcadamente comprometida (mediana JSS 12,0 [5,0–16,0] vs. 6,0 [3,0–9,0]; p < 0,001). Esses fatores estiveram consistentemente associados a maior atividade da doença (BASDAI, ASDAS), pior função (BASFI, BASMI) e pior qualidade de vida (ASQoL). A regressão multivariada confirmou que SC, CD e gravidade dos sintomas contribuíram de forma independente para a carga de doença (R² ajustado = 0,39–0,70). Em síntese, SC, CD e distúrbios do sono são altamente prevalentes na EpA axial e associam-se de maneira independente a piores desfechos clínicos, ressaltando a necessidade de integrar mecanismos não inflamatórios de dor e fatores relacionados ao sono na avaliação abrangente e no manejo centrado no paciente. |
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Avaliação da sensibilização central e catastrofização da dor em pacientes com espondiloartrite axialEspondiloartrite axialSensibilização centralCatastrofização da dorA dor na espondiloartrite axial (EpA axial) não é determinada apenas pela inflamação, mas também pode ser amplificada por mecanismos centrais, como a sensibilização central (SC) e a catastrofização da dor (CD). Associados à má qualidade do sono, esses fatores neuropsicológicos são reconhecidos como importantes contribuintes para a carga de doença, embora seu impacto específico nos desfechos da EpA axial— particularmente na atividade da doença, função e qualidade de vida — ainda permaneça pouco explorado. Este estudo transversal incluiu 100 pacientes com EpA axial e 50 controles saudáveis. Os dados foram coletados por meio de instrumentos validados (CSI, PCS, JSS, critérios de fibromialgia do ACR 2016) e índices específicos da doença (BASDAI, ASDAS, BASFI, BASMI, ASQoL). Modelos de regressão avaliaram a influência de variáveis relacionadas à dor sobre os desfechos clínicos. A SC foi significativamente mais frequente na EpA axial, com escores médios de CSI mais elevados (45,31 ± 18,5 vs. 27,64 ± 15,52; p < 0,001), e 59% dos pacientes atingindo o ponto de corte ≥40. Os escores de CD também foram mais altos (mediana 32,0 [18,75–38,3] vs. 12,5 [1,0–21,0]; p < 0,001), com 53% apresentando catastrofização clinicamente relevante (PCS ≥30) em comparação a 18% dos controles. Fibromialgia (FM) foi identificada em 43% dos pacientes versus 18% dos controles, e a qualidade do sono mostrou-se marcadamente comprometida (mediana JSS 12,0 [5,0–16,0] vs. 6,0 [3,0–9,0]; p < 0,001). Esses fatores estiveram consistentemente associados a maior atividade da doença (BASDAI, ASDAS), pior função (BASFI, BASMI) e pior qualidade de vida (ASQoL). A regressão multivariada confirmou que SC, CD e gravidade dos sintomas contribuíram de forma independente para a carga de doença (R² ajustado = 0,39–0,70). Em síntese, SC, CD e distúrbios do sono são altamente prevalentes na EpA axial e associam-se de maneira independente a piores desfechos clínicos, ressaltando a necessidade de integrar mecanismos não inflamatórios de dor e fatores relacionados ao sono na avaliação abrangente e no manejo centrado no paciente.Pain in axial spondyloarthritis (axSpA) is not solely driven by inflammation but is also amplified by central mechanisms such as central sensitization (CS) and pain catastrophizing (PC). Along with sleep disturbance, these neuropsychological factors are increasingly recognized as key contributors to disease burden, yet their specific impact on axSpA outcomes—particularly disease activity, function, and quality of life—remains underexplored. This cross-sectional study included 100 patients with axSpA and 50 healthy controls. Data were collected using validated instruments (CSI, PCS, JSS, 2016 ACR fibromyalgia criteria) and disease-specific indices (BASDAI, ASDAS, BASFI, BASMI, ASQoL). Regression models evaluated the influence of pain-related variables on clinical outcomes. CS was significantly more frequent in axSpA, with higher mean CSI scores (45.31 ± 18.5 vs. 27.64 ± 15.52; p < 0.001), and 59% of patients meeting the CSI ≥40 threshold. PC scores were also elevated (median 32.0 [18.75–38.3] vs. 12.5 [1.0–21.0]; p < 0.001), with 53% showing clinically relevant PC (PCS ≥30) versus 18% in controls. Fibromyalgia was identified in 43% of patients compared with 18% of controls, and sleep quality was markedly impaired (median JSS 12.0 [5.0–16.0] vs. 6.0 [3.0–9.0]; p < 0.001). These factors were consistently associated with greater disease activity (BASDAI, ASDAS), worse function (BASFI, BASMI), and poorer quality of life (ASQoL). Multivariable regression confirmed that CS, PC, and symptom severity independently contributed to disease burden (adjusted R² = 0.39–0.70). In summary, CS, PC, and sleep disturbance are highly prevalent in axSpA and independently associated with worse clinical outcomes, underscoring the need to integrate non-inflammatory pain mechanisms and sleep-related factors into comprehensive, patient-centered management.Universidade Federal de PernambucoUFPEBrasilPrograma de Pós-graduação em Saúde TranslacionalMARQUES, Claudia Diniz Lopeshttp://lattes.cnpq.br/5402904195920817http://lattes.cnpq.br/9182477114421476LOPES, Jeniffer Mirelli dos Santos2025-12-17T16:26:43Z2025-12-17T16:26:43Z2025-10-01info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfLOPES, Jeniffer Mirelli dos Santos. Avaliação da sensibilização central e catastrofização da dor em pacientes com espondiloartrite axial. 2025. Dissertação (Mestrado em Saúde Translacional) - Universidade Federal de Pernambuco, Recife, 2025.https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/67238porhttps://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/info:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional da UFPEinstname:Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)instacron:UFPE2025-12-17T16:26:45Zoai:repositorio.ufpe.br:123456789/67238Repositório InstitucionalPUBhttps://repositorio.ufpe.br/oai/requestattena@ufpe.bropendoar:22212025-12-17T16:26:45Repositório Institucional da UFPE - Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)false |
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A dor na espondiloartrite axial (EpA axial) não é determinada apenas pela inflamação, mas também pode ser amplificada por mecanismos centrais, como a sensibilização central (SC) e a catastrofização da dor (CD). Associados à má qualidade do sono, esses fatores neuropsicológicos são reconhecidos como importantes contribuintes para a carga de doença, embora seu impacto específico nos desfechos da EpA axial— particularmente na atividade da doença, função e qualidade de vida — ainda permaneça pouco explorado. Este estudo transversal incluiu 100 pacientes com EpA axial e 50 controles saudáveis. Os dados foram coletados por meio de instrumentos validados (CSI, PCS, JSS, critérios de fibromialgia do ACR 2016) e índices específicos da doença (BASDAI, ASDAS, BASFI, BASMI, ASQoL). Modelos de regressão avaliaram a influência de variáveis relacionadas à dor sobre os desfechos clínicos. A SC foi significativamente mais frequente na EpA axial, com escores médios de CSI mais elevados (45,31 ± 18,5 vs. 27,64 ± 15,52; p < 0,001), e 59% dos pacientes atingindo o ponto de corte ≥40. Os escores de CD também foram mais altos (mediana 32,0 [18,75–38,3] vs. 12,5 [1,0–21,0]; p < 0,001), com 53% apresentando catastrofização clinicamente relevante (PCS ≥30) em comparação a 18% dos controles. Fibromialgia (FM) foi identificada em 43% dos pacientes versus 18% dos controles, e a qualidade do sono mostrou-se marcadamente comprometida (mediana JSS 12,0 [5,0–16,0] vs. 6,0 [3,0–9,0]; p < 0,001). Esses fatores estiveram consistentemente associados a maior atividade da doença (BASDAI, ASDAS), pior função (BASFI, BASMI) e pior qualidade de vida (ASQoL). A regressão multivariada confirmou que SC, CD e gravidade dos sintomas contribuíram de forma independente para a carga de doença (R² ajustado = 0,39–0,70). Em síntese, SC, CD e distúrbios do sono são altamente prevalentes na EpA axial e associam-se de maneira independente a piores desfechos clínicos, ressaltando a necessidade de integrar mecanismos não inflamatórios de dor e fatores relacionados ao sono na avaliação abrangente e no manejo centrado no paciente. |
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