A comunidade planctônica como indicadora da qualidade da água em viveiros de cultivo de camarões no nordeste do Brasil
| Ano de defesa: | 2008 |
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| Orientador(a): | |
| Banca de defesa: | |
| Tipo de documento: | Tese |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Universidade Federal de Pernambuco
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
Não Informado pela instituição
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/8039 |
Resumo: | Uma doença de origem desconhecida que está ocorrendo no camarão marinho (Litopenaeus vannamei) em viveiros vem causando uma diminuição da sobrevivência dos organismos cultivados. A doença chamada de Mionecrose Infecciosa (IMN) foi confirmada em 14 viveiros localizados nos estados do Piauí, Maranhão, Ceará e Rio Grande do Norte, Nordeste do Brasil. Para contribuir no conhecimento desta doença e sua relação com produtividade dos camarões dos viveiros, o plâncton das 14 fazendas foram estudados entre outubro/2003 e novembro/2003. Os viveiros foram caracterizados como de alta densidade (>30 PL/m2). Em cada fazenda amostrada foram estudadas três estações (captação de água; viveiro 1 sem indício da virose; viveiro 2 com indício de vírus). As amostras de água para o fitoplâncton foram coletadas com garrafa plástica de 100 mL e as amostras preservadas em solução de Lugol 1%. As amostras de zooplâncton foram obtidas com uma rede de plâncton padrão com 1 m de comprimento, boca com 30 cm diâmetro e malha com abertura de 50 micrômetros; 3 minutos de arrasto subsuperficial foram realizados em cada estação. As amostras foram preservadas em uma solução de formalina/água do mar a 4%. O fitoplâncton esteve representado por 51 táxons infragenéricos com concentrações de 365,218 ± 416,615 cel.mL-1 a 1,961,675 ± 3,160,172 cel.mL-1. As diatomáceas contribuíram com quase 70% e as altas densidades devidas a florações de Cyanophyta, principalmente Pseudanabaena cf. limnetica Quarenta táxons zooplanctônicos foram registrados e essencialmente compostos por espécies marinhas eurialina e suspensívoras. O zooplâncton variou de 972 ± 209 ind.m-3 de 4,235 ± 2,877 ind.m-3. Copepoda dominou (45%) seguido por Protozoa (18%), Rotifera e larvas de Mollusca (com 12%, cada). A entrada de nutrientes afetou a densidade e composição do plâncton. A dominância de diatomáceas e copépodos foi substituída por cianobactérias, protozoários e rotíferos quando a concentração de nutrientes aumentou ao longo do cultivo, indicando que a estrutura do plâncton foi afetada por condições eutróficas. Contudo, a qualidade ambiental dos viveiros é pobre, a comunidade planctônica indica que o ambiente é resiliente, possibilitando o retorno a uma condição melhor, desde que boas práticas de manejo sejam empregadas |
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