Avaliação do tratamento com metformina sobre o nervo periférico exposto à hiperglicemia em animais induzidos à diabetes tipo 1

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2018
Autor(a) principal: LÓS, Deniele Bezerra
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso embargado
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Pernambuco
UFPE
Brasil
Programa de Pós Graduação Rede Nordeste de Biotecnologia - RENORBIO
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/34441
Resumo: A polineuropatia diabética distal é a complicação crônica mais comum do diabetes mellitus, repercutindo na qualidade de vida dos pacientes. A metformina é um fármaco amplamente utilizado para o tratamento de diabetes tipo 2 para controle glicêmico. No entanto, estudos demonstram que a metformina possui um potencial terapêutico na dor neuropática em modelos de lesão mecânica ou química do nervo periférico. O objetivo deste estudo foi avaliar se a administração de metformina logo após confirmação do diabetes e sem administração de insulina exógena, previne danos ao tecido nervoso periférico exposto à hiperglicemia crônica em animais induzidos ao diabetes mellitus tipo 1. Camundongos Swiss foram distribuídos aleatoriamente em 4 grupos experimentais: animais não diabéticos (Controle); animais diabéticos (STZ), animais diabéticos tratados com 100 mg/kg/dia de metformina (STZ+M100) e animais diabéticos tratados com 200 mg/kg/dia de metformina (STZ+M200). O diabetes foi induzido via injeção intraperitoneal de estreptozotocina (STZ, 90 mg/kg/dia), em dois dias consecutivos, e confirmado por glicemia de jejum no 4º dia após a indução. Neste mesmo dia, o tratamento com metformina foi iniciado, via gavagem, e durou 9 semanas. As doses em estudo foram fracionadas em duas administrações diárias, com intervalo de 7 horas entre elas. Os nervos isquiáticos do grupo STZ apresentaram alteração em todos os parâmetros morfométricos analisados. As duas doses de metformina foram eficazes em prevenir a atrofia axonal e em reduzir a expressão de mediadores pro-inflamatórios (interleucina-1β, enzima oxido nítrico sintase induzível e oxido nítrico tecidual e sérico). No entanto, o tratamento com 200 mg de metformina foi benéfico por aumentar a expressão de marcadores anti-inflamatórios (interleucina-10 e inibidor kappa B-alfa), angiogênico (fator de crescimento endotelial vascular) e proteínas neuronais (fator de crescimento neural e proteína básica da mielina). Assim, a metformina, especialmente na dose de 200 mg, gerou efeito anti-inflamatório e neuroprotetor no nervo periférico exposto à hiperglicemia crônica, reduzindo as alterações deletérias que predispõem à instalação da polineuropatia diabética distal.
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Camundongos Swiss foram distribuídos aleatoriamente em 4 grupos experimentais: animais não diabéticos (Controle); animais diabéticos (STZ), animais diabéticos tratados com 100 mg/kg/dia de metformina (STZ+M100) e animais diabéticos tratados com 200 mg/kg/dia de metformina (STZ+M200). O diabetes foi induzido via injeção intraperitoneal de estreptozotocina (STZ, 90 mg/kg/dia), em dois dias consecutivos, e confirmado por glicemia de jejum no 4º dia após a indução. Neste mesmo dia, o tratamento com metformina foi iniciado, via gavagem, e durou 9 semanas. As doses em estudo foram fracionadas em duas administrações diárias, com intervalo de 7 horas entre elas. Os nervos isquiáticos do grupo STZ apresentaram alteração em todos os parâmetros morfométricos analisados. As duas doses de metformina foram eficazes em prevenir a atrofia axonal e em reduzir a expressão de mediadores pro-inflamatórios (interleucina-1β, enzima oxido nítrico sintase induzível e oxido nítrico tecidual e sérico). No entanto, o tratamento com 200 mg de metformina foi benéfico por aumentar a expressão de marcadores anti-inflamatórios (interleucina-10 e inibidor kappa B-alfa), angiogênico (fator de crescimento endotelial vascular) e proteínas neuronais (fator de crescimento neural e proteína básica da mielina). Assim, a metformina, especialmente na dose de 200 mg, gerou efeito anti-inflamatório e neuroprotetor no nervo periférico exposto à hiperglicemia crônica, reduzindo as alterações deletérias que predispõem à instalação da polineuropatia diabética distal.CAPESDistal diabetic polyneuropathy is the most common chronic complication of diabetes mellitus, affecting the quality of life of patients. Metformin is a widely used drug for glycemic control of type 2 diabetes. However, studies have shown that metformin has a therapeutic potential in neuropathic pain in models of mechanical or chemical injury of the peripheral nerve. The aim of this study was to evaluate whether the administration of metformin, shortly after confirmation of diabetes and without administration of exogenous insulin, prevents damage to peripheral nervous tissue exposed to chronic hyperglycemia in animals induced by type 1 diabetes mellitus. Swiss mice were randomly assigned to 4 groups experimental: non-diabetic animals (Control); diabetic animals (STZ), diabetic animals treated with metformin 100 mg/kg/day (STZ + M100) and diabetic animals treated with metformin 200 mg/kg/day (STZ + M200). Diabetes was induced by intraperitoneal injection of streptozotocin (STZ, 90 mg/kg/day) on two consecutive days, and confirmed by fasting glycemia on the 4th day after induction. On the same day, treatment with metformin was started via gavage and lasted for 9 weeks. The study doses were fractionated in two daily administrations, with a 7-hour interval between them. The sciatic nerves of the STZ group presented alterations in all the morphometric parameters analyzed. The two doses of metformin were effective in preventing axonal atrophy and in reducing the expression of proinflammatory mediators (interleukin-1β, inducible nitric oxide synthase enzyme and tissue and nitric nitric oxide). However, treatment with 200 mg of metformin was beneficial in increasing the expression of anti-inflammatory markers (interleukin-10 and kappa B-alpha inhibitor), angiogenic (vascular endothelial growth factor) and neural proteins (neural growth factor and protein myelin). Thus, metformin, especially in the dose of 200 mg, generated an anti-inflammatory and neuroprotective effect in the peripheral nerve exposed to chronic hyperglycemia, reducing the deleterious alterations that predispose to the installation of diabetic distal polyneuropathy.Universidade Federal de PernambucoUFPEBrasilPrograma de Pós Graduação Rede Nordeste de Biotecnologia - RENORBIOMORAES, Silvia Regina Arruda dePEIXOTO, Christina Alveshttp://lattes.cnpq.br/8198182896000057http://lattes.cnpq.br/5859699525558597http://lattes.cnpq.br/9533923853937162LÓS, Deniele Bezerra2019-10-10T19:27:21Z2019-10-10T19:27:21Z2018-07-26info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/34441porAttribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Brazilhttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/info:eu-repo/semantics/embargoedAccessreponame:Repositório Institucional da UFPEinstname:Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)instacron:UFPE2019-10-26T06:47:23Zoai:repositorio.ufpe.br:123456789/34441Repositório InstitucionalPUBhttps://repositorio.ufpe.br/oai/requestattena@ufpe.bropendoar:22212019-10-26T06:47:23Repositório Institucional da UFPE - Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)false
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