Repercussões da ventilação não invasiva na tolerância ao exercício e na cinemática toracoabdominal em indivíduos com insuficiência cardíaca

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2014
Autor(a) principal: CARVALHO, Larissa de Andrade
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Pernambuco
UFPE
Brasil
Programa de Pos Graduacao em Fisioterapia
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/25379
Resumo: Os principais sintomas relacionados a insuficiência cardíaca (IC) são a dispneia e a fadiga. Dentre as causas estão as alterações hemodinâmicas devido ao baixo débito cardíaco, a presença de alterações a nível de musculatura esquelética e a cardiomegalia. Estas manifestações clínicas levam a redução da capacidade de exercício assim como alterações da cinemática toracoabdominal. A ventilação não invasiva (VNI) pode promover a melhorar da capacidade aeróbica assim como da ventilação pulmonar. A presente dissertação contém três estudos originais realizados com a finalidade de avançar no estudo do uso da VNI na população com IC. O primeiro estudo trata-se de uma revisão sistemática e os outros dois de estudos experimentais. Para testar a hipótese foi conduzido um ensaio clínico crossover com sigilo de alocação e randomização para a sequência das fases experimentais com 24 indivíduos com de IC. Inicialmente, os voluntários foram submetidos à avaliação clínica, antropométrica, hemodinâmica, prova de função pulmonar e avaliação da força de músculos inspiratórios. A seguir, foi realizado a randomização do indivíduo, podendo este ser alocado inicialmente para fase controle ou fase VNI. No protocolo de VNI, foi adotado inicialmente uma pressão inspiratória de 15 cmH2O e uma pressão expiratória de 5 cmH2O e na fase controle nenhum suporte ventilatório foi administrado. Logo em seguida, os voluntários foram conduzidos para avaliação da cinemática toracoabdominal através da pletismografia optoeletrônica (POE) e para a avaliação da capacidade funcional através do teste de exercício cardiopulmonar (TECP) em esteira. Os resultados do primeiro estudo demonstram que não há evidência suficiente sobre a eficácia da VNI no incremento da tolerância ao exercício. Os resultados do segundo estudo evidenciaram um aumento da tolerância ao exercício, uma melhor resposta cronotrópica assim como aumento no tempo do TECP e redução do tempo necessário para recuperação após o TECP para a fase VNI e os resultados do terceiro estudo apontaram uma correlação negativa entre o volume cardíaco e o volume de caixa torácica assim como entre diâmetro sistólico e pressão inspiratória máxima. Evidenciamos ainda aumento da variação de volume de caixa torácica e uma redistribuição desse volume para o compartimento superior e inferior após a fase VNI. Podemos concluir a partir dos estudos realizados que (i) há uma escassez de estudos com adequado rigor metodológico em relação a utilização da VNI no incremento da tolerância ao exercício na IC; (ii) a VNI promove o aumento da tolerância ao exercício com melhora do tempo de recuperação em indivíduos com IC; (iii) Na população com IC quanto maior a cardiomegalia menor é a variação de volume de caixa torácica assim como a pressão inspiratória máxima. E a VNI aumenta a variação de volume da caixa torácica, redistribuindo esse volume para regiões livres da restrição pulmonar provocada pela cardiomegalia em indivíduos com IC.
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Para testar a hipótese foi conduzido um ensaio clínico crossover com sigilo de alocação e randomização para a sequência das fases experimentais com 24 indivíduos com de IC. Inicialmente, os voluntários foram submetidos à avaliação clínica, antropométrica, hemodinâmica, prova de função pulmonar e avaliação da força de músculos inspiratórios. A seguir, foi realizado a randomização do indivíduo, podendo este ser alocado inicialmente para fase controle ou fase VNI. No protocolo de VNI, foi adotado inicialmente uma pressão inspiratória de 15 cmH2O e uma pressão expiratória de 5 cmH2O e na fase controle nenhum suporte ventilatório foi administrado. Logo em seguida, os voluntários foram conduzidos para avaliação da cinemática toracoabdominal através da pletismografia optoeletrônica (POE) e para a avaliação da capacidade funcional através do teste de exercício cardiopulmonar (TECP) em esteira. Os resultados do primeiro estudo demonstram que não há evidência suficiente sobre a eficácia da VNI no incremento da tolerância ao exercício. Os resultados do segundo estudo evidenciaram um aumento da tolerância ao exercício, uma melhor resposta cronotrópica assim como aumento no tempo do TECP e redução do tempo necessário para recuperação após o TECP para a fase VNI e os resultados do terceiro estudo apontaram uma correlação negativa entre o volume cardíaco e o volume de caixa torácica assim como entre diâmetro sistólico e pressão inspiratória máxima. Evidenciamos ainda aumento da variação de volume de caixa torácica e uma redistribuição desse volume para o compartimento superior e inferior após a fase VNI. Podemos concluir a partir dos estudos realizados que (i) há uma escassez de estudos com adequado rigor metodológico em relação a utilização da VNI no incremento da tolerância ao exercício na IC; (ii) a VNI promove o aumento da tolerância ao exercício com melhora do tempo de recuperação em indivíduos com IC; (iii) Na população com IC quanto maior a cardiomegalia menor é a variação de volume de caixa torácica assim como a pressão inspiratória máxima. E a VNI aumenta a variação de volume da caixa torácica, redistribuindo esse volume para regiões livres da restrição pulmonar provocada pela cardiomegalia em indivíduos com IC.The main symptoms related to heart failure (HF) are dyspnea and fatigue, caused by hemodynamic cardiac output changes, skeletal muscles structural alterations and cardiomegaly. These clinical manifestations lead to exercise capacity decrease as well as modifications on thoracoabdominal kinematics pattern. NIV (non-invasive ventilation) arises in this context optimizing aerobic capacity and ventilation. The present dissertation consists of three original studies in order to advance NIV researching in HF population. The first study is a systematic review and the other two experimental studies. To test the hypothesis was conducted a crossover clinical trial allocation concealment and randomization for the sequence of experimental phases was performed 24 HF individuals. Initially, volunteers underwent clinical, anthropometric and hemodynamic evaluation; pulmonary function test and assessment of the strength of inspiratory muscles. Following this process, individuals were randomized, which possibly be initially allocated for phase control or NIV phase. During NIV protocol an inspiratory pressure of 15 cm H2O and expiratory pressure of 5 cmH2O were initially adopted and during phase control none ventilatory support was given. Soon after, volunteers were conducted to be evaluated by optoelectronic plethysmography (OEP), in terms of thoracoabdominal kinematics and for functional capacity assessment, by cardiopulmonary exercise testing (CPX) in a treadmill. The results of the first study show that there is not enough evidence about the efficacy of NIV in increasing exercise tolerance. Results of the second study indicated an increased exercise tolerance, better chronotropic response as well as increased CPX time and reduced time required for recovery after CPX for NIV phase. Results of the third study showed a negative correlation between cardiac volume and the volume of the rib cage and between systolic diameter and maximal inspiratory pressure. Increased volume change of rib cage and a redistribution of volume to the upper and lower compartment after NIV phase were also found. We can conclude that (i) there is a shortage of studies with adequate methodological rigor regarding the use of NIV in increasing exercise tolerance in HF, (ii) NIV promotes increased exercise tolerance with improved recovery time in patients with HF, (iii) in HF population, the greater cardiomegaly is the lower is rib cage volume change and maximum inspiratory pressure. NIV increases the volume variation of the rib cage, redistributing this volume to regions free of restrictive lung disease caused by cardiomegaly in patients with HF.Universidade Federal de PernambucoUFPEBrasilPrograma de Pos Graduacao em FisioterapiaANDRADE, Armèle de Fátima Dornelas deBRANDÃO, Daniella Cunhahttp://lattes.cnpq.br/3972957086890201http://lattes.cnpq.br/2911134983219799CARVALHO, Larissa de Andrade2018-08-03T20:56:21Z2018-08-03T20:56:21Z2014-03-11info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/25379porAttribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Brazilhttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/info:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional da UFPEinstname:Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)instacron:UFPE2019-10-26T04:17:21Zoai:repositorio.ufpe.br:123456789/25379Repositório InstitucionalPUBhttps://repositorio.ufpe.br/oai/requestattena@ufpe.bropendoar:22212019-10-26T04:17:21Repositório Institucional da UFPE - Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)false
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