Mensurando o equilíbrio de poder orçamentário das relações Executivo-Legislativo brasileiras

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: CAVALCANTI, Alexsandra Amorim
Orientador(a): MELO, Marcus André
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Pernambuco
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pos Graduacao em Ciencia Politica
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/64720
Resumo: Quais regras institucionais descrevem a expansão do poder orçamentário do Legislativo brasi leiro? O Brasil passou por uma série de transformações no aspecto orçamentário das relações entre Executivo e Legislativo, algumas mais conhecidas, como o orçamento impositivo, e ou tras que fogem aos olhos da literatura recente, como a reconfiguração dos comitês internos da Comissão Mista Orçamentária. A literatura que aborda o assunto é dual. De um lado, a Economia Política sistematiza as instituições para fazer comparações entre países, deixando de lado as particularidades que tornam o caso brasileiro único. De outro lado, a Ciência Política examina a reconfiguração da dinâmica de poder sem uma abordagem sistemática e longitudi nal. Proponho, assim, uma análise sistemática das regras institucionais que transformaram a política orçamentária brasileira por meio de seis critérios: poder de emenda, poder de revisão, transparência, capacidade do comitê orçamentário, flexibilidade do Poder Executivo na execução e poder de auditoria. Tais categorias, por sua vez, agrupam dez questões capazes de descrever o sentido das mudanças desse recorte das instituições políticas brasileiras, incluindo, por exemplo, as Emendas-Pix e os orçamentos secretos determinados pela descaracterização da autoria das emendas. Em termos de metodologia, analisei as questões dos três principais índices da literatura e selecionei as questões pertinentes ao recorte proposto; após, descrevi o caso brasileiro para a regra em comento por meio da análise qualitativa de documentos oficiais, situando-os no tempo e na respectiva regra institucional formal. Atribuindo pontuações aos achados qualitativos, criei umnovo índice de poder orçamentário do Legislativo brasileiro. Para construir o índice, assumi a substitutividade completa entre as regras separadas em duas dimensões: o poder do Legislativo em relação ao Executivo e a capacidade organizacional do Legislativo. Esses índices, por sua vez, são multiplicados para gerar o índice final, assumindo a substitutividade nula entre as duas dimensões. Isso é, assume-se que não há poder sem organização interna e vice-versa. Mediante o índice, demonstro que o Legislativo iniciou a nova ordem constitucional com relativo poder, perdeu-o a partir dos anos 90, retomou-o desde meados de 2014 e está hoje no melhor patamar da nova democracia. Trago evidências de que o índice possui grande robustez interna e o comparo com reproduções dos índices da literatura internacional. Finalmente, mostro as altas correlações entre o índice e duas métricas do poder orçamentário de fato do Legislativo: a taxa de execução de emendas individuais (2014-2023) e o montante de emendas individuais executado como percentual da receita corrente líquida (2004-2023). Utilizando uma regressão linear, demonstro que o índice, representando o conjunto das instituições examinadas, guarda mais relação com a execução de emendas individuais que a inflação, a pandemia e o orçamento impositivo por si sós. Concluo que a evolução do poder orçamentário do Legislativo brasileiro pode ser explicada pelo conjunto das dez regras institucionais examinadas.
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spelling CAVALCANTI, Alexsandra Amorimhttp://lattes.cnpq.br/1499726147270003http://lattes.cnpq.br/1720274079306064MELO, Marcus André2025-07-25T13:17:12Z2025-07-25T13:17:12Z2024-11-19CAVALCANTI, Alexsandra Amorim. Mensurando o equilíbrio de poder orçamentário das relações Executivo-Legislativo brasileiras. 2024. Dissertação (Mestrado em Ciência Política) – Universidade Federal de Pernambuco, Recife, 2024.https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/64720Quais regras institucionais descrevem a expansão do poder orçamentário do Legislativo brasi leiro? O Brasil passou por uma série de transformações no aspecto orçamentário das relações entre Executivo e Legislativo, algumas mais conhecidas, como o orçamento impositivo, e ou tras que fogem aos olhos da literatura recente, como a reconfiguração dos comitês internos da Comissão Mista Orçamentária. A literatura que aborda o assunto é dual. De um lado, a Economia Política sistematiza as instituições para fazer comparações entre países, deixando de lado as particularidades que tornam o caso brasileiro único. De outro lado, a Ciência Política examina a reconfiguração da dinâmica de poder sem uma abordagem sistemática e longitudi nal. Proponho, assim, uma análise sistemática das regras institucionais que transformaram a política orçamentária brasileira por meio de seis critérios: poder de emenda, poder de revisão, transparência, capacidade do comitê orçamentário, flexibilidade do Poder Executivo na execução e poder de auditoria. Tais categorias, por sua vez, agrupam dez questões capazes de descrever o sentido das mudanças desse recorte das instituições políticas brasileiras, incluindo, por exemplo, as Emendas-Pix e os orçamentos secretos determinados pela descaracterização da autoria das emendas. Em termos de metodologia, analisei as questões dos três principais índices da literatura e selecionei as questões pertinentes ao recorte proposto; após, descrevi o caso brasileiro para a regra em comento por meio da análise qualitativa de documentos oficiais, situando-os no tempo e na respectiva regra institucional formal. Atribuindo pontuações aos achados qualitativos, criei umnovo índice de poder orçamentário do Legislativo brasileiro. Para construir o índice, assumi a substitutividade completa entre as regras separadas em duas dimensões: o poder do Legislativo em relação ao Executivo e a capacidade organizacional do Legislativo. Esses índices, por sua vez, são multiplicados para gerar o índice final, assumindo a substitutividade nula entre as duas dimensões. Isso é, assume-se que não há poder sem organização interna e vice-versa. Mediante o índice, demonstro que o Legislativo iniciou a nova ordem constitucional com relativo poder, perdeu-o a partir dos anos 90, retomou-o desde meados de 2014 e está hoje no melhor patamar da nova democracia. Trago evidências de que o índice possui grande robustez interna e o comparo com reproduções dos índices da literatura internacional. Finalmente, mostro as altas correlações entre o índice e duas métricas do poder orçamentário de fato do Legislativo: a taxa de execução de emendas individuais (2014-2023) e o montante de emendas individuais executado como percentual da receita corrente líquida (2004-2023). Utilizando uma regressão linear, demonstro que o índice, representando o conjunto das instituições examinadas, guarda mais relação com a execução de emendas individuais que a inflação, a pandemia e o orçamento impositivo por si sós. Concluo que a evolução do poder orçamentário do Legislativo brasileiro pode ser explicada pelo conjunto das dez regras institucionais examinadas.Which institutional rules describe the expansion of the Brazilian Legislature’s budgetary power? Brazil has undergone a series of transformations in the budgetary dynamics between the Execu tive and Legislative branches. Some changes, such as the imposition of mandatory amendments (orçamento impositivo), are widely known, while others, like the reconfiguration of the internal committees within the Joint Budget Committee, have escaped the attention of recent literature. The body of literature addressing this topic is dual in nature. On one hand, Political Economy systematically analyzes institutions to facilitate cross-country comparisons, neglecting the par ticularities that make the Brazilian case unique. On the other hand, Political Science examines shifts in power dynamics without a systematic and longitudinal approach. I propose, therefore, a systematic analysis of the institutional rules that have transformed Brazilian budgetary politics through six criteria: amendment power, revision power, transparency, the capacity of the bud getary committee, Executive flexibility in budget execution, and auditing power. These categories encompass ten key questions that describe the trajectory of the changes within this segment of Brazilian political institutions, including, for example, pix-amendments and secret budgets, which are characterized by the de-identification of amendment authorship. Methodologically, I analyzed the questions addressed by the three main indices in the literature and selected those relevant to the proposed scope. I then described the Brazilian case for each institutional rule through a qualitative analysis of official documents, situating them within their temporal and in the respective formal institutional rule. Using scores assigned to these qualitative findings, I developed a new index of the Brazilian Legislature’s budgetary power. To construct this index, I assumed full substitutability among the rules grouped into two dimensions: the Legislature’s power relative to the Executive and its internal organizational capacity. These two dimensions were multiplied to generate the final index, under the assumption of zero substitutability between them —in other words, there is no power without internal organization, and vice versa. Through this index, I demonstrate that the Legislature began the new constitutional order with relative power, lost it starting in the 1990s, regained it from mid-2014 onward, and currently holds its highest level of power within the new democracy. I provide evidence that the index has strong internal robustness and compare it with replications of international indices. Finally, I show high correlations between the index and two metrics of the Legislature’s actual budgetary power: the execution rate of individual amendments (2014–2023) and the volume of individual amendments executed as a percentage of net current revenue (2004–2023). Through linear regression, I demonstrate that the index, representing the set of examined institutions, explains the execu tion of individual amendments more effectively than inflation, the pandemic, or the mandatory amendments alone. I conclude that the evolution of the Brazilian Legislature’s budgetary power can be explained by the combined influence of the ten examined institutional rules.porUniversidade Federal de PernambucoPrograma de Pos Graduacao em Ciencia PoliticaUFPEBrasilhttps://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/info:eu-repo/semantics/openAccessRelações Executivo-LegislativoPolítica OrçamentáriaDinâmica InstitucionalMensurando o equilíbrio de poder orçamentário das relações Executivo-Legislativo brasileirasinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesismestradoreponame:Repositório Institucional da UFPEinstname:Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)instacron:UFPELICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; charset=utf-82362https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/64720/2/license.txt5e89a1613ddc8510c6576f4b23a78973MD52ORIGINALDISSERTAÇÃO Alexsandra Cavalcanti.pdfDISSERTAÇÃO Alexsandra 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