Avaliação do perfil de expressão do Inflamassoma NLRP3 como preditor de resposta ao tratamento imunossupressor na Nefrite Lúpica
| Ano de defesa: | 2024 |
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| Tipo de documento: | Tese |
| Tipo de acesso: | Acesso embargado |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Universidade Federal de Pernambuco
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| Programa de Pós-Graduação: |
Programa de Pos Graduacao em Biologia Aplicada a Saude
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| Departamento: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
Brasil
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/65908 |
Resumo: | A nefrite lúpica (NL) é uma manifestação comum e grave do lúpus eritematoso sistêmico (LES), podendo acometer até 60% dos pacientes com LES. O inflamassoma NLRP3 é um complexo multiproteico implicado na patogênese da NL. Este estudo teve como objetivo avaliar o papel do inflamassoma NLRP3 como preditor de resposta ao tratamento imunossupressor em pacientes com NL ativa. Foi realizado um estudo de coorte prospectivo, com 20 pacientes adultos com diagnóstico de LES, SLEDAI ≥ 5 e biópsia renal confirmando NL ativa, classes III ou IV ± V, entre janeiro de 2021 a setembro de 2023. Os pacientes foram acompanhados no momento da biópsia renal (T0), após 6 meses (T6) e 12 meses (T12) e classificados de acordo com a resposta renal de eficácia primária (RREP), após 12 meses de tratamento imunossupressor. A expressão gênica de NLRP3, CARD8, CASP1, IL1B e IL18 foi avaliada por RT-qPCR em células mononucleares de sangue periférico (PBMC). A imunohistoquímica (IHQ) para NLRP3 foi realizada no tecido renal. A concentração da citocina IL-1β foi medida usando o BDTM Cytometric Bead Array (CBA). A idade média dos pacientes foi 31,9 ± 8,3 anos, sendo 95% do sexo feminino. Após 12 meses, 13 (65%) pacientes atingiram RREP. O grupo de não-RREP apresentou maior intensidade de NLRP3 nas células inflamatórias do tecido renal, em comparação ao grupo com RREP (p=0.0426). Pacientes com IHQ positiva forte para NLRP3 em células inflamatórias tiveram um risco 3 vezes maior de não atingir RREP, comparados a aqueles com marcação positiva fraca (p=0,0210). No grupo não-RREP, a expressão gênica de IL1B mostrou aumento significativo em T6 (FC=2,22; p=0,0037) e T12 (FC=2,91; p=0,0001). No mesmo grupo, os níveis de IL-1β aumentaram de T6 para T12 (p=0,0147). As expressões de IL1B e IL18 apresentaram correlação forte com crescentes celulares/fibrocelulares (r=0,7579; p=0,0484) e TFGe (r=-0,7681; p=0,0437), respectivamente. Além disso, a expressão de IL18 no T12 foi positivamente correlacionada com proteinúria de 24 horas (r=0,8373; p=0,0187) e SLEDAI (r=0,7971; p=0,0318). Concluindo, nosso estudo evidenciou que a marcação positiva forte para NLRP3 em células inflamatórias do tecido renal foi associada a uma pior resposta renal. Além disso, o aumento na expressão de IL1B e nos níveis de IL-1β ao longo de 12 meses não-PERR, pode indicar ativação persistente do inflamassoma, contribuindo para a identificação de pacientes com alto risco de pior resposta ao tratamento. |
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OLIVEIRA, Camila Barbosa Lyra dehttp://lattes.cnpq.br/4842380603432344http://lattes.cnpq.br/7269625907774399http://lattes.cnpq.br/6046544265282213GARCIA, Paula SandrinLIMA, Camilla Albertina de2025-09-15T11:44:08Z2025-09-15T11:44:08Z2024-12-16OLIVEIRA, Camila Barbosa Lyra de. Avaliação do perfil de expressão do Inflamassoma NLRP3 como preditor de resposta ao tratamento imunossupressor na Nefrite Lúpica. 2024. Tese (Doutorado em Biologia Aplicada à Saúde) – Universidade Federal de Pernambuco, Recife, 2024.https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/65908A nefrite lúpica (NL) é uma manifestação comum e grave do lúpus eritematoso sistêmico (LES), podendo acometer até 60% dos pacientes com LES. O inflamassoma NLRP3 é um complexo multiproteico implicado na patogênese da NL. Este estudo teve como objetivo avaliar o papel do inflamassoma NLRP3 como preditor de resposta ao tratamento imunossupressor em pacientes com NL ativa. Foi realizado um estudo de coorte prospectivo, com 20 pacientes adultos com diagnóstico de LES, SLEDAI ≥ 5 e biópsia renal confirmando NL ativa, classes III ou IV ± V, entre janeiro de 2021 a setembro de 2023. Os pacientes foram acompanhados no momento da biópsia renal (T0), após 6 meses (T6) e 12 meses (T12) e classificados de acordo com a resposta renal de eficácia primária (RREP), após 12 meses de tratamento imunossupressor. A expressão gênica de NLRP3, CARD8, CASP1, IL1B e IL18 foi avaliada por RT-qPCR em células mononucleares de sangue periférico (PBMC). A imunohistoquímica (IHQ) para NLRP3 foi realizada no tecido renal. A concentração da citocina IL-1β foi medida usando o BDTM Cytometric Bead Array (CBA). A idade média dos pacientes foi 31,9 ± 8,3 anos, sendo 95% do sexo feminino. Após 12 meses, 13 (65%) pacientes atingiram RREP. O grupo de não-RREP apresentou maior intensidade de NLRP3 nas células inflamatórias do tecido renal, em comparação ao grupo com RREP (p=0.0426). Pacientes com IHQ positiva forte para NLRP3 em células inflamatórias tiveram um risco 3 vezes maior de não atingir RREP, comparados a aqueles com marcação positiva fraca (p=0,0210). No grupo não-RREP, a expressão gênica de IL1B mostrou aumento significativo em T6 (FC=2,22; p=0,0037) e T12 (FC=2,91; p=0,0001). No mesmo grupo, os níveis de IL-1β aumentaram de T6 para T12 (p=0,0147). As expressões de IL1B e IL18 apresentaram correlação forte com crescentes celulares/fibrocelulares (r=0,7579; p=0,0484) e TFGe (r=-0,7681; p=0,0437), respectivamente. Além disso, a expressão de IL18 no T12 foi positivamente correlacionada com proteinúria de 24 horas (r=0,8373; p=0,0187) e SLEDAI (r=0,7971; p=0,0318). Concluindo, nosso estudo evidenciou que a marcação positiva forte para NLRP3 em células inflamatórias do tecido renal foi associada a uma pior resposta renal. Além disso, o aumento na expressão de IL1B e nos níveis de IL-1β ao longo de 12 meses não-PERR, pode indicar ativação persistente do inflamassoma, contribuindo para a identificação de pacientes com alto risco de pior resposta ao tratamento.Lupus nephritis (LN) is a common and serious complication of systemic lupus erythematosus (SLE), affecting up to 60% of patients with SLE. The NLRP3 inflammasome is a multiprotein complex that has been implicated in the pathogenesis of LN. This study aimed to evaluate the role of NLRP3 inflammasome as a predictor of response to immunosuppressive treatment in patients with active LN. A prospective cohort study was conducted with 20 adult patients with SLE, SLEDAI ≥ 5, and renal biopsy-confirmed active LN classes III or IV ± V from January 2021 to September 2023. Patients were followed at biopsy (T0), 6 months (T6), and 12 months (T12) and classified according to primary efficacy renal response (PERR) after 12 months of immunosuppressive treatment. Gene expression was evaluated for NLRP3, CARD8, CASP1, IL1B, and IL18 by RT-qPCR in PBMCs. Immunohistochemistry (IHC) for NLRP3 was performed on renal tissue. The concentration of cytokine IL-1β was measured using the BDTM Cytometric Bead Array (CBA). The mean age was 31.9±8.3 years, 95% female. After 12 months, 13 (65%) patients achieved PERR. The no-PERR group exhibited stronger intensity of NLRP3 staining in inflammatory cells of renal tissue, compared with PERR group (p=0.0426). Patients with strong positive NLRP3 staining in inflammatory cells had 3-times higher risk of no-PERR compared to those with weak positive NLRP3 staining (p=0.0210). In no-PERR group, IL1B expression showed significant increase in T6 (FC=2.22: p=0.0037) and T12 (FC=2.91; p=0.0001). In the same group, IL-1β levels increased from T6 to T12 (p=0.0147). IL1B and IL18 expression exhibited strong correlation with cellular/fibrocellular crescents (r=0.7579, p=0.0484) and eGFR (r=-0.7681, p=0.0437), respectively. In addition, IL18 expression at T12 was positively correlated with 24H-proteinuria (r=0.8373, p=0.0187) and SLEDAI (r=0.7971, p=0.0318). In conclusion, our study evidenced that strong positive NLRP3 staining in inflammatory cells of renal tissue was associated with worse renal response. Additionally, the increase in IL1B expression and IL-1β levels over 12 months in no-PERR group, may indicate persistent inflammasome activation, contributing to identify high-risk patients for worse renal response to treatment.porUniversidade Federal de PernambucoPrograma de Pos Graduacao em Biologia Aplicada a SaudeUFPEBrasilhttps://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/info:eu-repo/semantics/embargoedAccessNefrite LúpicaInflamassoma NLRP3BiomarcadorAvaliação do perfil de expressão do Inflamassoma NLRP3 como preditor de resposta ao tratamento imunossupressor na Nefrite Lúpicainfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisdoutoradoreponame:Repositório Institucional da UFPEinstname:Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)instacron:UFPELICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; charset=utf-82362https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/65908/2/license.txt5e89a1613ddc8510c6576f4b23a78973MD52ORIGINALTESE Camila Barbosa Lyra de Oliveira.pdfTESE Camila 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